Em 2025, 25% das vendas europeias serão de elétricos

Cerca de 25% dos carros que serão vendidos na Europa em 2025 serão híbridos elétricos ou plug-in, de acordo com um relatório da empresa de análise Standard & Poor’s Global sobre o impacto dos carros elétricos nos diferentes setores. As informações foram divulgadas na sexta-feira, 2, pelo Flash Motor, da Venezuela.

 

Na China, como aponta o relatório, o governo local indicou que 20% dos carros que serão vendidos no país em 2025 serão elétricos ou plug-in híbridos, enquanto que no caso dos Estados Unidos serão cerca de 10%.

 

A longo prazo, além de 2030, a S&P Global ressalta que a mudança para o veículo elétrico poderia contribuir para a diminuição da demanda por produtos petrolíferos, portanto a empresa enfatiza que o tempo de espera longo deveria permitir para as principais companhias de petróleo buscar rotas de crescimento alternativas, focando no gás e nas energias renováveis.

 

No caso das empresas de mineração, o movimento para carros elétricos resultará em maior demanda por produtos básicos como o cobalto, o lítio, o cobre e o níquel. Essa é uma das principais preocupações do mercado, uma vez que a demanda por veículos pode ser abrandada pela escassez de lítio, especialmente de cobalto.

 

Foto: Divulgação.

Até 2022, Aliança R-N-M terá 12 veículos 100% elétricos

A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou na sexta-feira, 2, o lançamento de diferentes projetos destinados a fortalecer suas áreas operacionais de engenharia, produção, compras, satisfação do cliente, pós-venda e desenvolvimento de negócios. A informação foi divulgada pelo Flash de Motor, da Venezuela.

 

A previsão é lançar 12 veículos totalmente elétricos até 2022, bem como a introdução de 40 veículos que terão diferentes níveis de autonomia.

 

A estratégia ocorre quatro anos depois de a Renault e a Nissan, fundadores da aliança, convergirem suas atividades nas áreas de engenharia, produção e gerenciamento da cadeia de suprimentos.

 

A R-N-M disse que este anúncio faz parte do plano estratégico Aliança 2022, que visa alcançar sinergias de mais de € 10 milhões nesse período, em comparação com os € 5 milhões contabilizados em 2016.

 

O presidente e CEO da Renault-Nissan-Mitsubishi, Carlos Ghosn, comentou que a empresa está acelerando a convergência para dar suporte aos seus membros, através do aumento das sinergias entre eles.

 

A previsão é que a Mitsubishi Motors será incorporada em abril às organizações da aliança ligadas às áreas de compras, desenvolvimento de negócios e qualidade e satisfação do cliente.

 

Mais plataformas e carros elétricos – A Aliança informou ainda que a maior convergência servirá para reforçar o desenvolvimento de plataformas comuns para veículos, com a expectativa de que, no final do plano estratégico, nove milhões de veículos derivem de quatro plataformas comuns, em comparação com dois milhões de veículos com duas plataformas de 2016.

 

O plano estratégico prevê, por sua vez, expandir o uso de motores comuns nos veículos das diferentes marcas para atingir 75% dos volumes até 2022, contra 25% em 2016.

 

Foto: Divulgação.

Toyota investirá US$ 2,8 bilhões em software para veículos autônomos

A Toyota anunciou na sexta-feira, 2, investimento de US$ 2,8 bilhões para o desenvolvimento de software para veículos autônomos. O negócio será feito em parceria com as fornecedoras do grupo Denso e Aisin Seiki. 

 

Esse é mais um passo nos esforços da fabricante para competir no mercado de carros sem motorista, disputado tanto com outras fabricantes de carros, como Ford e Volvo, como com empresas de tecnologia, como Google e Uber.

Emprego tem melhor resultado desde 2012

Em janeiro, o Brasil criou 77 mil 822 mil postos formais de trabalho, de acordo com informações do Caged, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado na sexta-feira, 2, pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor para o período desde 2012 e é a primeira vez desde 2014 que as contratações superam as demissões. O resultado é 1,3 milhão admissões e 1,2 milhão desligamentos, conforme informações da Agência Brasil.

 

Considerados os últimos 12 meses, de fevereiro de 2017 a janeiro foram criadas 83,5 mil postos com Carteira de Trabalho assinada. A última divulgação, que trouxe o saldo de 2017, mostrou que o Brasil fechou o ano passado com resultado negativo, foram fechadas 20,8 mil vagas de trabalho.

 

O salário médio daqueles que foram desligados no mês, descontada a inflação, foi R$ 1.636,41. Já o salário médio dos que foram admitidos foi menor, R$ 1.535,51.

 

Setores e Estados – Segundo o levantamento, em janeiro, a indústria de transformação liderou a geração de empregos, com 49,5 mil novos postos de trabalho. O setor é seguido pelos serviços, que registraram 46,5 mil novos postos.

 

Na agropecuária foram criados 15,6 mil postos. Na construção civil, aproximadamente 15 mil, e, em serviços industriais de utilidade pública, 1,1 mil postos de trabalho.

 

Na outra ponta, o comércio registrou o maior fechamento de postos, foram 48,7 mil a menos no mês. Na administração pública foram fechadas 802 vagas e, em extrativa mineral, 351.

 

São Paulo liderou as contratações, com mais de 20,3 mil novos postos. O Estado é seguido pelo Rio Grande do Sul, 17,8 mil, Santa Catarina, 17,3 mil e Paraná, 11,6 mil.

 

O Rio de Janeiro foi o Estado com mais fechamento de postos de trabalho, com a demissão de 98,4 mil pessoas e contratação de 88,6 mil, terminando o mês com 9,8 mil postos fechados.

 

Foto: Agência Brasil.

Empresas comemoram regulamentação de serviço de transporte com aplicativo

Empresas que atuam com o serviço de transporte com aplicativos comemoram a decisão da Câmara dos Deputados, que aprovou na quarta-feira, 28, o Projeto de Lei 5.587/16, que regulamenta esse serviço, fornecido por empresas como Uber, Cabify e 99 POP. O PL segue para sanção presidencial.

 

A 99 considera o resultado da votação uma vitória para a sociedade brasileira, “com a Câmara dos Deputados dando uma resposta à altura de milhares de motoristas e passageiros que brigaram por seus direitos, garantindo a continuidade de um serviço que gera oportunidade de renda para mais de 500 mil motoristas e oferece mais uma opção de transporte para 17 milhões de brasileiros”.

 

“Entendemos que o texto final aprovado pelos deputados é equilibrado ao retirar a burocracia e pontos que inviabilizavam o serviço no País. O projeto ainda promove o controle de qualidade e segurança do serviço através da tecnologia e, ao mesmo, permite aos municípios continuar a regulamentar o serviço como já acontece em São Paulo, Curitiba, PR, Vitória, ES, e Brasília, DF, por exemplo”, disse a 99 por meio de comunicado.

 

A Cabify, outra empresa de mobilidade, acredita que a regulamentação é justa para o setor, representa uma grande conquista e “coloca o Brasil como protagonista na vanguarda da inovação e na construção de soluções para a mobilidade urbana ao estabelecer uma regulamentação equilibrada e sinalizar positivamente para investimentos ligados à inovação”.

 

A Uber não conseguiu responder a solicitação de entrevista até a publicação desta matéria, mas divulgou um comunicado para seus usuários onde afirma que os deputados ouviram a voz dos 20 milhões de usuários e 500 mil motoristas.

 

Taxistas, no entanto, consideram a decisão ruim para o setor e vão criar um grupo de trabalho para discutir o impacto da lei, caso seja sancionada pelo presidente, para depois definirem seus passos.

 

Segurança para os passageiros – Com a regulamentação dos aplicativos de mobilidade a tendência é que a frota das empresas aumente, assim como os usuários e, com isso, surgirão algumas situações não muito agradáveis, como o envolvimento de carros das empresas com passageiros em acidentes. Empresas garantem que já estão preparadas para este tipo de situação, mas não são incomuns casos de acidentes e passageiros relatando falta de apoio dos aplicativos.

 

No caso da 99, por exemplo, o motorista é orientado a ligar para a central de cegurança, um canal de atendimento exclusivo para casos de segurança, que oferece auxílio imediato e informações do que o motorista deve fazer, além do apoio psicológico e emocional.

 

Uber e Cabify não conseguiram informar o procedimento que é passado para seus motoristas em caso de situações como esta até a publicação da matéria.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai premia seus melhores fornecedores

A Hyundai Motor Brasil premiou, na quinta-feira, 1º, seus fornecedores que apresentaram o melhor desempenho no decorrer de 2017 com o prêmio Fornecedores do Ano Hyundai. A premiação foi realizada durante o seminário anual promovido em Piracicaba, SP, cidade onde são produzidos os modelos HB20 e Creta.

 

Cada fornecedor é avaliado em diferentes quesitos, “considerando os esforços em adotar medidas inteligentes para redução de custos e ganhos de eficiência”. Na categoria Serviços de Comércio Exterior a vencedora foi a DSE Logistics, em Compras Gerais Diretas a PPG Industrial e em Compras Gerais Indiretas a Movitec. A categoria Qualidade teve como vencedor o Grupo Antolin, Trimtec, e a TI Automotive foi a melhor em Gestão Logística e de Entregas. Em Aumento do Conteúdo Local o destaque foi a Sogefi Brasil, e em Inovação em Redução de Custos o reconhecimento foi para a Dymos.

 

O evento contou com a presença de representantes de mais de duzentos fornecedores e de empresas parceiras, além de executivos da Hyndai.

 

Foto: Divulgação.

Câmara regulamenta serviços de transporte com aplicativo

A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 28, o projeto de lei 5 587/16, que regulamenta os serviços de transporte com aplicativos como Uber, Cabify e 99 POP. O PL segue para sanção presidencial. Na única alteração ao texto vindo do Senado o plenário rejeitou a mudança que retirava dos municípios a competência de exercer a regulamentação.

 

Os deputados mantiveram duas alterações ao texto feitas pelo Senado e, dessa forma, o texto final excluiu a necessidade de autorização prévia emitida pelo poder público municipal para o motorista de aplicativo nos municípios em que houver regulamentação. E prevaleceu a mudança do Senado que retirou a obrigatoriedade de o motorista do aplicativo ser o proprietário, fiduciante ou arrendatário do veículo, assim como a de usar placa vermelha.

Austrália trocará airbags Takata de 2,3 milhões de veículos

O governo australiano determinou na quarta-feira, 28, a revisão de 2,3 milhões de veículos por defeitos em sistema de airbag fornecido pela Takata. Em comunicado as autoridades disseram que recorreram à medida, de cumprimento obrigatório, porque as avaliações voluntárias não foram suficientes.

 

No mundo vinte pessoas foram vítimas fatais de falha no equipamento. 

 

Audi, BMW, Chrysler, Ford, General Motors Holden, Honda, Jaguar Land Rover, Lexus,  Mazda, Mercedes-Benz, MItsubishi, Nissan, Skoda, Subaru, Tesla, Toyota e Volkswagen receberam a ordem de substituir seus sistemas de airbags em dois anos para garantir a segurança dos australianos.

 

Jaguar apresenta I-Pace, seu 100% elétrico

A Jaguar apresentou na quinta-feira, 1º, seu primeiro veículo 100% elétrico: o I-Pace, na nova unidade Jaguar Land Rover em Graz, Áustria, onde será produzido em parceria com a Magna Steyr. Equipado com uma bateria íon de lítio de 90 kWh formada por 432 células o modelo chega aos 100km/h partindo do zero em 4,8 segundos.

 

Sua autonomia de rodagem é de cerca de 480 quilômetros em função de dois motores elétricos idênticos que enviam tração para as rodas.

 

O carregador de 100kW permite recarregar até 80% da bateria em até 40 minutos. Já quando carregado em uma tomada normal caseira de 7kW os 80% de carga são alcançados em 10 horas.

 

Foto: Divulgação.

Rota 2030 sucumbe a entraves políticos e pode ficar para 2019

O Rota 2030, programa automotivo que deveria suceder ao Inovar-Auto desde janeiro, não teve consenso para a sua aprovação no meio do Governo Federal — como divulgado por AutoData na sua edição de 28 de fevereiro. Para Fabrício Biondo, diretor de comunicação, relações externas e digital para a América Latina do Grupo PSA, “o programa pode não sair este ano por causa de problemas políticos, pois a reforma da Previdência, que era prioridade para o governo, ficou para depois e os outros projetos que aguardam aprovação devem seguir o mesmo caminho”.

 

De acordo com ele “a aprovação tornou-se uma decisão política. Nós, da PSA, já pensamos em um plano B caso o Rota não entre em vigor até o fim do ano, para rever nossos custos fixos e de produção, assim como o planejamento de lançamentos, que pode ser reduzido. Há alguns meses a questão era o valor que seria destinado a Pesquisa e Desenvolvimento, que não constava na época em que criaram o projeto, não foi colocado na conta. Mas já está definido e não justifica mais o entrave do Rota 2030”.

 

Biondo considera que esse valor, destinado a P&D, não é um gasto e, sim, um investimento a longo prazo nas tecnologias do futuro.

 

Futuro Elétrico?

 

Biondo também afirmou que a presença de veículos elétricos na região é muito complicada, pois seria necessário um investimento muito grande para que os veículos se tornassem realidade na região, que pode usar o etanol como solução para o futuro a médio prazo:

 

“Não precisamos parar tudo o que está sendo feito agora para investir nos elétricos. Podemos investir em pesquisa e desesenvolvimento focada em etanol, que é um combustível limpo e, no futuro mais distante, migrar direto para a célula de combustível”.

 

Foto: Divulgação