Toyota expande oferta de Hilux e SW4

De olho no crescimento dos mercados de picapes e SUVs esperado para o ano que vem a Toyota tratou de ampliar a oferta dos modelos Hilux e SW4 no País. Com a linha 2018, lançada na quarta-feira, 18, a empresa ampliou de oito para onze as versões da picape Hilux, sendo quatro com motorização flex e sete movidas a diesel. No caso do SUV médio SW4 agora são sete versões, quatro a gasolina e/ou álcool, e três a diesel.

 

De acordo com a companhia os modelos entrantes, que são produzidos na Argentina, já estão disponíveis na rede de concessionárias e há a expectativa de que sejam vendidas duzentas unidades por mês, meta possível de ser atingida levando em consideração o desempenho da Hilux, por exemplo, nos emplacamentos de vendas no varejo. Dados da Fenabrave apontam que, de janeiro a setembro, o modelo foi o mais vendido na categoria comerciais leves, 19 mil 593 unidades. Fiat Toro, 12 mil 195 unidades, e Chevrolet S10, 7 mil 628 unidades, fecham o grupo dos três modelos mais vendidos no período.

 

Com o novo SW4 a Toyota terá um caminho mais longo rumo ao topo do mercado. Em volume de vendas até setembro foram emplacadas 9 mil 208 unidades, volume distante das 34 mil 926 unidades do Honda HR-V e das 34 mil 526 unidades do Jeep Compass, concorrentes diretos que possuem as mesmas características de porte e tamanho e que foram líderes do mercado nos primeiros nove meses do ano segundo dados da Fenabrave.

 

Conta a favor da empresa o crescimento das vendas do segmento no País. Até setembro os SUVs foram os mais vendidos e detinham 21,55% do mercado de veículos. Os hatches pequenos têm a maior fatia, 26,78%, e os de entrada, em terceiro, ficaram com 20,98% do mercado.

 

José Ricardo Gomes, gerente de vendas da Toyota, disse que os novos modelos da linha 2018 trazem fatores complementares à oferta desses dois veículos que já estão há tempos no mercado, como motorização flex e opção de câmbio manual. No entanto a empresa apostou no preço como elemento de atração de novos clientes e manutenção dos que já possuem veículos Toyota – ação da empresa que pode ser vista, também, em sua linha de automóveis com o chamado ciclo Toyota:

 

“No caso da Hilux Flex com câmbio manual percebemos que é um veículo que atenderá a uma camada de clientes que é sensível ao preço. A SW4 tem também um modelo disponível com câmbio manual. Fizemos isso para atender um espectro mais amplo de consumidores, não importa a categoria dos veículos”.

 

O modelo Hilux manual, o SR 4×2 Flex cabine dupla, custa R$ 108 mil 990, versão que tem o preço menor frente às demais, a versão manual a diesel, a STD 4×4, sai por R$ 135 mil 780, a versão Challenge, outra novidade, custa R$ 161 mil 990.

 

No caso do SUV SW4 a versão mais barata da linha 2018, a SRV 4×2 flex automática com sete assentos, sai por R$ 178 mil 990, e a outra versão, a SR 4×4 automática a diesel, custa R$ 228 mil 320.

 

Fonte: Divulgação

Vendas chegam a 83,3 mil na quinzena

As vendas de veículos, na primeira quinzena de outubro, atingiram 83,3 mil unidades, segundo dados do Renavam apresentados a AutoData por uma fonte do mercado. O volume vendido nos nove dias úteis do período manteve a média acima das 9 mil unidades diárias mesmo com o feriado do dia 12. O desempenho está alinhado com as expectativas da Anfavea para o terceiro trimestre.

 

Mantida essa média até o fim do mês, mais o esforço comercial empreendido pelas empresas fabricantes e concessionárias nos últimos dias, no sentido de acelerar as vendas, o volume deverá ser similar ao registrado nos últimos dois meses, chegando próximo das 200 mil unidades, informou a fonte. Em agosto foram vendidos 216 mil 534 veículos, o melhor volume registrado desde dezembro de 2015, e em setembro foram 199,2 mil unidades.

 

 Foto: Divulgação

Mercedes lança programa de fidelização de clientes

Em meio às quase trinta inovações tecnológias apresentadas ao público da Fenatran para a linha 2018 de caminhões e comerciais leves, a Mercedes-Benz lançou na quarta-feira, 18, um programa completo de fidelidade e recompensas para seus clientes. A iniciativa, exclusiva no mercado brasileiro, é para frotistas, autônomos, motoristas, gestores de frota e de manutenção. Roberto Leoncini, seu vice-presidente de vendas, marketing e peças & serviços caminhões e ônibus, disse que o programa assegura descontos e, inclusive, isenção de pagamento de peças e serviços.

 

A iniciativa é uma continuidade da campanha Mercedeiros de Verdade, que em pouco mais de dois meses do lançamento do seu app acumula mais de 13 mil downloads. O programa segue o conceito de milhagens de companhias aéreas e cartões de crédito: a cada R$ 1 gasto com peças e serviços o cliente ganhará 1 ponto. Os pontos conquistados têm validade de cinco anos, o maior do mercado, segundo Leoncini.

 

Novidades – A linha 2018 de caminhões da Mercedes-Benz traz evoluções nas suas quatro linhas. Como lembrou o presidente Philipp Schiemer, da Mercedes-Benz do Brasil, e CEO para a América Latina, “as mudanças têm origem naquilo que o transportador e o motorista informaram ser melhor para eles”. Como novas cores metálicas, algumas exclusivas, que estão à disposição para todos os modelos.

 

Uma das atrações no estande é a série especial do Actros, edição limitada e exclusiva de 21 unidades inspiradas nos clássicos caminhões com cabinas semi-avançadas L-1111 e L-1113 das décadas de 1960 e 1970, que juntos venderam mais de 240 mil unidades. São quinze cavalos mecânicos 2651 6×4 e seis 2546 6×2. A série vem com cabina megaspace segurança.

 

No estande estão expostas, lado a lado, unidades do Actros Série Especial e do L-1111, do acervo da empresa, preservado em suas condições originais. Leoncini contou que “os clientes reviverão a forte referência do L-1111 no Actros, caminhões que espelham a realidade do transporte brasileiro“. Ele afirmou que as 21 unidades são uma forma de ressaltar a importância da vigésima-primeira edição da Fenatran.

 

Já a linha atual do Actros ganhou nova grade frontal na cor do caminhão, painel de instrumentos com novas funções, atualização da inteligência do câmbio Mercedes PowerShift e novo piloto automático.

 

Dentre as treze inovações na linha Axor a mais representativa é o novo túnel do motor rebaixado: o caminhão tem o túnel mais baixo de sua categoria. Também vem equipado com sistema de distribuição da força de frenagem, controle de tração das rodas e auxílio de partida em rampa. Por meio do conceito Econfort foram agregadas quase sessenta recursos.

 

O pacote Robustez é a principal novidade nos caminhões semipesados Atego para aplicações severas mistas e fora de estrada, com destaque para o câmbio automatizado Mercedes PowerShift de oito marchas para o modelo 2426 6×2. Os modelos 2430 6×2 e 3030 8×2 estão equipados com a nova geração do Mercedes PowerShift, com auxílio de partida em rampa e sensor de inclinação de via. No total são treze novos itens.

 

Os caminhões leves Accelo 815 e 1016 e o médio 1316 6×2 receberam quinze novos recursos. Os mais significativos são a nova cabina estendida, que ganhou 180 mm, o câmbio totalmente automatizado de seis marchas, sistema de inteligência com auxílio de partida em rampa e controle de tração das rodas. O tanque adicional de combustível, de 150 litros, eleva para 300 litros a capacidade total do Accelo, a maior autonomia do segmento.

 

No segmento de comerciais leves a Mercedes-Benz expõe a Sprinter Edição Especial 20 Anos no Brasil, série limitada e exclusiva de vinte unidades que ganha itens de segurança inéditos na linha, como assistente de partida em rampa e câmara de ré.

 

Confiança e investimento – O presidente Philipp Schiemer reforçou sua visão de crescimento do mercado brasileiro em 20% no ano que vem. Destacou que a maioria dos segmentos têm demonstrado reação, bem como a economia em geral: “Fatores como inflação sob controle e juros mais baixos devem motivar as empresas a renovar ou ampliar suas frotas”.

 

Roberto Leoncini contou que o nível de consulta por parte dos clientes vem aumentando de forma consistente, confirmando a tendência de recuperação.

 

Schiemer reforçou a ideia do investimento de R$ 2,4 bilhões em veículos comerciais nos próximos cinco anos. O valor será destinado à continuidade da modernização das fábricas de caminhões e chassis de ônibus de São Bernardo do Campo, SP, e Juiz de Fora, MG, seguindo o conceito de Indústria 4.0 ”e tornando as plantas brasileiras referência em todo mundo“.

 

Atualmente está sendo aplicado aporte de R$ 730 milhões, até 2018, com foco na modernização das duas fábricas. Adicionalmente, mais R$ 70 milhões são destinados à construção do campo de provas de caminhões e ônibus em Iracemápolis, SP, com inauguração programadda para primeiro semestre do ano que vem.

 

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Goodyear crê em 3 milhões de veículos já em 2022

Os sinais de recuperação do setor automotivo e a estabilidade econômica, com inflação mais estável, taxa Selic em queda e nível de desemprego começando a cair, indicam que a economia viverá momentos melhores, acredita Antônio Roncolati, diretor de vendas de pneus comerciais da Goodyear: “O momento é mais favorável e otimista, a economia está indo para caminhos melhores”.

 

De acordo com ele a recuperação está começando, mas o crescimento de 2018 será mais vagaroso, apontando para anos melhores: “Acredito que o ano que vem será de crescimento moderado, mas pelos indicadores econômicos e pela estabilidade que vemos agora o mercado está confiante e conseguirá voltar ao patamar de 2012 nos próximos cinco anos”.

 

A Goodyear espera que a indústria volte a comercializar mais de 3 milhões de veículos por ano em breve, e se diz preparada para atender a esse crescimento: “Temos fábricas em diversos países da América do Sul e usaremos toda essa estrutura para atender ao crescimento da demanda”.

 

O ano que vem será de eleições e isso traz uma série de incertezas para a economia, mas a empresa não está preocupada com isso para definir seu futuro no País: “O Brasil é um mercado muito importante e seguiremos investindo, independente do momento politico. Pensamos a médio e longo prazo e, por isso, o ano que vem não nos preocupa tanto”.

 

 

Chery coloca operação brasileira à venda

A Chery está à procura de um comprador para a sua operação brasileira, instalada em Jacareí, SP, onde são produzidos os modelos QQ e Celer. A companhia anunciou, na bolsa de valores de Anhui, China, na quarta-feira, 11, a intenção de venda do controle da subsidiária brasileira, ou de 50,07% do seu capital social avaliado em US$ 40 milhões 660 mil. De acordo com o documento divulgado as propostas deverão ser enviadas até 7 de novembro para avaliação.

 

A empresa pretende deixar o controle da operação em função da baixa rentabilidade. Foram investidos US$ 400 milhões na fábrica paulista, a primeira fora da China, inaugurada em 2014, ano em que o mercado brasileiro dava sinais de que entraria em queda acentuada. De lá para cá a empresa trabalhou para emplacar seus dois modelos no mercado nacional tendo que lidar, paralelamente, com sucessivas paralisações promovidas por greves e a intensificação da crise no setor, que a levou a trabalhar com 10% de sua capacidade.

 

A companhia exerceu uma reestruturação sobre sua área de vendas e, a partir das mudanças, foi traçado plano de crescimento por meio do mecanismo de vendas diretas e da chegada do modelo Tiggo 2, um SUV a ser produzido aqui neste último trimestre.

 

Dados apresentados à bolsa de valores na semana passada mostram, no entanto, que a queda nas vendas internas abalou o desempenho financeiro da companhia aqui. Em 2016 a Chery fechou no vermelho: receita de 1 bilhão 112 milhões de yuan, coisa de US$ 167,7 milhões, e prejuízo de 1,7 bilhão de yuan, cerca de US$ 256,9 milhões. Até agosto nenhum sinal de recuperação: a receita foi de 9,075 milhões de yuan, e o prejuízo de 18,7 milhões yuan.

 

São três os acionistas da companhia listada na bolsa de Anhui. A controladora Chery Automobile, empresa estatal de Wuhu, cidade onde está instalada a matriz da companhia, e que quer passar adiante o controle da operação brasileira, tem 50,07%, a Chery Investment é dona de 34,19% do capital, e a Wuhu Purui Automobile Investment detém os 15,74% restantes.

 

Os termos da negociação estabelecidos dizem que o novo controlador deverá pagar 30% do preço total à vista e o restante dentro do prazo de um ano. A expectativa é de que a venda da participação chegue a US$ 64 milhões. Quem adquirir o controle da Chery do Brasil terá o domínio sobre a fábrica de Jacareí, a rede de concessionários e as importações de modelos de veículos inéditos.

 

Fontes consultadas por AutoData disseram que a Chery já teria em mãos proposta da CAOA pelo controle da operação brasileira. A informação não foi confirmada pela empresa que produz veículos Hyundai em Anápolis, GO, e comercializa veículos Subaru e Ford. Executivos da CAOA teriam viajado à China recentemente para tratarem o negócio de perto e estariam esperando o momento político ideal para fazer o anúncio.

 

Por meio de sua assessoria de imprensa a Chery disse que não foi informada pela matriz sobre a intenção de venda do controle da subsidiária até o fim da tarde da terça-feira, 17.

 

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Indústria de implementos não aceita pedidos para 2017

Após fechar as vendas do primeiro bimestre do ano em queda de 33% na comparação com igual período de 2016 a indústria brasileira de implementos rodoviários convive com situação totalmente oposta. Além de projetar alta, que pode chegar a 5% na comparação com 2016, o segmento tem carteira de pedidos bem encaminhada para o primeiro trimestre do ano que vem. De acordo com Alcides Braga, presidente da Anfir, durante encontro com jornalistas na terça-feira, 17, na Fenatran, “historicamente não realizávamos vendas até o carnaval. Hoje já temos volumes expressivos para o início do ano que vem, que estimamos evolua em torno de 20% sobre as projeções de 2017”.

 

Ele se encontrou com os jornalistas logo depois de reunião com representantes do setor, realizada no estande da entidade: “Quem não veio à feira já demonstrou arrependimento”.

 

As projeções para 2017 indicam emplacamentos de 23 mil a 24 mil veículos rebocados e de 40 mil carrocerias sobre chassi, levemente acima de 2016, que teve total de 61 mil 996 unidades: foram 23 mil 187 rebocados e 38 mil 809 leves. Para 2018 Braga projeta a entrega de 26 mil a 27 mil veículos na linha pesada e perto de 50 mil na leve, acréscimo de 15% a 20%.

 

“Há premissas bem claras para a retomada do consumo no ano que vem. Já existem indicações boas de demanda em setores como o de bebidas, que consomem carrocerias sobre chassis.”

 

No segmento de veículos rebocados ele apontou para a necessidade de renovação gradual da frota em razão dos avanços tecnológicos, que resultam em redução de peso dos equipamentos em linha com a demanda dos clientes de aumentar os volumes transportados por viagem. O dirigente ainda mostrou-se otimista com o novo perfil de compradores que deve surgir a partir das concessões de aeroportos e estradas. No passado quem ganhava as concessões eram as próprias construtoras, que tinham suas frotas próprias. Agora serão empresas que atuam especificamente na área de aeroportos e que não tem equipamentos: “Isso trará impacto interessante para o setor, principalmente nos modelos basculantes”.

 

10% a menos de capacidade – Outra tendência para o futuro do setor é a sua concentração em menor número de empresas, uma das decorrências da crise dos últimos três anos que levou à descontinuidade de vários negócios. O presidente da Anfir estima que a capacidade instalada no setor, de 210 mil unidades anuais no período pré-crise, tenha caído para algo como 180 mil: “Tivemos o fechamento das operações de quinze empresas associadas. Também perdemos em torno de 30 mil postos de trabalho, algo como 40% do quadro. Felizmente estamos retomando parte destes empregos”.

 

A maior parte das empresas que fecharam é de pequeno porte, com foco na produção de carrocerias sobre chassis.

 

Dentre as situações mais emblemáticas está a da Guerra, em recuperação judicial e sem produzir há cerca de seis meses. A fabricante de Caxias do Sul, RS, tinha disputa aguerrida com a Facchini pelo segundo lugar no ranking, participando com 10% a 15% do mercado e produção anual média de 9 mil a 10 mil unidades. Atualmente os cerca de oitocentos funcionários estão sem receber salários e o plano de recuperação judicial, que não teve aprovação dos credores, está em análise na Justiça de Caxias do Sul. O Ministério Público Estadual já manifestou parecer pela decretação de falência. Outras empresas importantes, que também enfrentaram dificuldades, como Rodofort, de Sumaré, SP, e Noma, de Maringá, PR – esta presente com estande na Fenatran – começam a retomar sua produção.

 

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Banco Mercedes-Benz tem taxa especial para o CDC na Fenatran

Durante a Fenatran 2017, o banco Mercedes-Benz se mostrou confiante na capacidade de fechar negócios no evento: “Temos uma grande expectativa que o evento mudará um pouco o cenário do mercado, gerando bastante negócios, mas é difícil falar sobre o número de contratos que vamos fechar”, disse Diego Marin, diretor comercial. Para atrair compradores, o banco está oferecendo uma condição diferenciada para o CDC: taxa de 0,79% ao mês e 180 dias de carência para o pagamento da primeira parcela, sendo que esta condição será oferecida apenas durante a feira e, depois, voltará ao padrão com taxas de 0,99% a 1,09%. “Acreditamos que essa condição do CDC ajudará a aumentar o nosso volume de negócios, pois é exclusivo para o evento e deve atrair mais clientes, sendo mais um atrativo para movimentar o mercado”.

 

O Finame ainda é o financiamento mais procurado pelos compradores de caminhões, representando 75% do total, mas existe uma tendência de queda na participação do Finame no volume de financiamentos: “Com a queda das taxas, o CDC para clientes grandes ficou bastante competitivo e, em alguns casos, melhor que o Finame. O leasing operacional e financeiro também está ganhando espaço no mercado, pois assim como o CDC, são menos burocráticos e levam menos tempo para sair”, disse Marin.

 

De acordo com o diretor, o leasing operacional do banco Mercedes-Benz está ganhando cada vez mais terreno, pois dependendo do modelo de negócio do cliente, ele não quer ter os bens no nome da empresa ou se preocupar com a revenda dos caminhões no futuro e, com isso, essa operação se torna mais viável. O processo do leasing operacional do banco é voltado para os extrapesados rodoviários e para definir o preço da parcela é feito um estudo do modelo de negócio do cliente, sua aplicação, quantos quilômetros ele roda por mês e prazo de contrato, sendo que o número de unidades envolvidas pode ajudar no valor final da negociação, mas não é um grande fator. Cada cliente pagará um valor, mesmo operando com o mesmo caminhão, por causa das questões citadas acima.

 

O diretor também se mostrou confiante para o último trimestre deste ano, que acumula queda de aproximadamente 9% e para 2018: “Espero que o mercado tenha o mesmo desempenho do ano passado, pois mesmo com um começo complicado, a confiança está de volta e estamos no caminho da retomada. Para o ano que vem, esperamos um crescimento de 10% a 20% e isso será bom para o nosso banco, pois se vendermos mais caminhões teremos mais opções de fazer negócios”.

 

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Ford projeta 2018 com alta de dois dígitos

Após definir a atual crise como “dura e pior do que a de 1929”, Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, estimou alta de dois dígitos para o setor automotivo no ano que vem. Já 2017, em sua opinião, deve fechar estável com os números do ano passado.

 

Durante encontro com a imprensa, na Fenatran, o presidente disse que a recuperação da economia será lenta, mas identificou sinais promissores, como o aumento do tráfego de veículos nas estradas e das vendas de papel corrugado, utilizado em embalagens, insumo que permite monitorar o andamento dos negócios. Chamou atenção para a necessidade, cada vez maior, de competitividade interna e externa, possível por meio de investimentos permanentes na inovação:

 

“O cliente exige sempre mais ferramentas inteligentes e conectadas”.

 

Em linha com essa tendência exemplificou com o desenvolvimento, pela empresa, no Brasil, do boné de alerta, que identifica os primeiros sinais de fadiga do motorista ao volante. Com aparência de um boné comum tem recursos inteligentes que ajudam o caminhoneiro a dirigir com mais segurança.

 

Equipado com sensores que monitoram os movimentos da cabeça emite três tipos de alerta ao detectar sonolência, indicando ao motorista fazer uma parada e descansar antes de seguir viagem. Ainda em fase de protótipo a tecnologia não tem data programada de lançamento.

 

João Pimentel, diretor de operações, destacou o protótipo Cargo Connect, desenvolvido no Brasil e equipado com sensores, câmaras, radar e outros recursos semiautônomos. Montado sobre um Cargo 2429 8×2 Torqshift, o primeiro da marca com essa configuração de tração, traz sistema autônomo de frenagem, alertas de ponto cego, de permanência em faixa e de fadiga, piloto automático adaptativo e monitoramento de 360 graus do caminhão com câmaras conectadas a uma central de operações.

 

Para produtividade as tecnologias incluem gerenciamento inteligente de carga, sistema de leitura de placas de trânsito, ajuste automático de torque e potência conforme o peso e condições de rodagem. Tem também sistema de diagnóstico que orienta a manutenção preventiva para evitar paradas não programadas.

 

O caminhão F-450 Super Duty, produzido nos Estados Unidos, é exemplo da abrangência do Ford Série F, linha de veículos comerciais campeã de vendas na América do Norte e pioneira no Brasil. O veículo é destinado a serviço pesado, com chassi de aço de alta resistência e carroceria de liga de alumínio de nível militar. Com motor V8 turbodiesel de 6.7 litros, que gera mais de 440 cv, tem capacidade de tração de mais de 14,7 mil kg. Na versão chassi-cabine prevê receber implementos como guindaste para manutenção de redes elétricas.

 

Esta Fenatran tem ainda significado especial para a Ford por coincidir com a comemoração dos 60 anos de produção do seu primeiro veículo com peças nacionais, o caminhão F-600, que está em exposição.

 

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MAN mostra dezenove novidades

Com dezenove novidades, o maior número de sua história, com destaque para a nova família Delivery e o recente e-Delivery, a MAN Latin America expõe quarenta veículos em seu estande da Fenatran. De acordo com o presidente Roberto Cortes o momento é positivo e a confiança do mercado está voltando aos poucos.

 

Uma das atrações é o protótipo 33.440 Tractor 6×4, que reúne o chassi e a motorização MAN com a cabine Constellation, projeto totalmente novo e concebido em parceria das engenharias brasileira e alemã. O veículo atende a uma aplicação tipicamente nacional, o segmento canavieiro, para o transporte da cana-de-açúcar do campo para a usina, e o madeireiro, para levar toras de madeira reflorestada.

 

Para as cargas sensíveis, a empresa faz o pré-lançamento do VW Constellation 25.420 com suspensão traseira pneumática full air. O veículo tem a opção de balança embarcada, sistema que realiza a leitura da carga nos eixos.

Com o Constellation 17.280 Tractor a MAN quer atender ao crescente mercado que usa cavalo mecânico 4×2 atrelado a semirreboques de dois eixos para segmentos como cargas gerais, seca e de hortifrutigranjeiros. Um dos diferenciais é o motor MAN D08, que dispensa o uso do Arla 32, único cavalo mecânico do mercado com essa característica. O freio de cabeçote EVB é outro destaque, reduzindo a necessidade de utilização dos freios de serviço.

 

A família Constellation estreia o pacote Robust, que amplia sua vocação para o trabalho pesado. À venda a partir de janeiro o pacote se soma às linhas Trend e Prime. Em razão do novo design do para-choque, curto e metálico, os modelos Constellation Robust terão maior ângulo de entrada, ampliando sua vocação para atuar em terrenos difíceis.

 

Originalmente desenvolvidos para operações militares os caminhões com tração 4×4 chegam ao mercado civil na forma do VW Constellation 15.230: com versatilidade de rodagem em qualquer tipo de terreno, diz a companhia, o modelo é equipado com motor MAN D08 de 225 cv de potência e 850 Nm de torque. Tem eixo traseiro com bloqueio no diferencial, sistema que pode ser acionado por meio de botão no painel para auxílio em terrenos de baixa aderência, além de pneus específicos para operações com tração integral.

 

Depois do 30.330 agora é a vez do Constellation 30.280 tornar-se também um 8×2 original, com Finame de fábrica. A medida atende às demandas do mercado por veículos com maior carga transportada por viagens, além do movimento de migração de caminhões rígidos nas versões 6×2 para 8×2.

 

Os modelos Constellation 24.330 e 30.330 V-Tronic estão, agora, com PBTC, Peso Bruto Total Combinado,  de 45 toneladas. Essa atualização possibilita, na versão 6×2, operação na configuração romeu e julieta, composta de chassi rígido e reboque, ideal para o segmento de sucateiros.

 

A família Compactor ganha suspensão traseira pneumática e versão 8×2 para caixa compactadora de 19 m³. O sistema de suspensão full air permite controlar a distribuição de carga nos eixos e fazer a aferição da coleta por meio da tecnologia ELC, Electronic Leveling Control, ou controle de nivelamento eletrônico. Com isso é ampliada a durabilidade do sistema de suspensão e pneus, e facilitados os controles precisos de sobrecarga ou subcarga. A tecnologia está disponível nos modelos 17.260 4×2 e 8×2 e Constellation 24.260 6×2.

 

A novidade para a construção civil é o Constellation 32.360 com transmissão automatizada V-Tronic, eixo traseiro com redução no cubo, que ainda atende ao segmento 6×4 off-road e à terraplenagem. O Constellation 24.260 Constructor Basculante ganha versão 6×2 dedicada às operações de apoio da terraplenagem e mineração, com para-choque metálico e nova calibração de motor. Trata-se de um caminhão de entrada para a operação.

 

Atendendo às demandas do campo a VW Caminhões levou à Fenatran seu Constellation 31.330 Canavieiro, com exclusiva caixa Eaton FTS com dez velocidades.  O pacote de robustez é composto por mais de vinte itens.

 

Indicado para aplicações rodoviárias de longas distâncias e que necessitem de velocidade média superior com PBTC até 74 toneladas o MAN TGX 29.480 Crossover vem com elevação na suspensão dianteira e traseira, troca da quinta roda e instalação de um kit, que engloba componentes como protetores de farol e suportes especiais de amortecedores. Também foi agregado novo sistema de iluminação para atender à legislação atual.

 

Os clientes da MAN e Volkswagen agora podem escolher dentre três pacotes de soluções para o Volksnet e MANGuard, sistemas de telemática para gerenciamento, monitoramento e rastreamento de frota. São três modalidades: Security, Telematics e Fleet para contratar de acordo com a necessidade da operação.

 

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