São Paulo – A Fiat anunciou a chegada do Argo 2026 nas concessionárias, com algumas mudanças externas e internas, como o farol full led e o farol de neblina em led para as versões Trekking e Drive 1.3 AT, as mais sofisticadas. As demais versões ganharam uma linha de led no farol.
As configurações Drive MT e AT adotaram acabamento em preto brilhante para os retrovisores externos. No interior, todas as versões passaram por mudanças no revestimento, que agora é escurecido, como já era o acabamento da versão Trekking, e o kit multimídia passa a oferecer espelhamento de smartphones sem fio.
Veja abaixo todas as versões e preços do Fiat Argo 2026:
Fiat Argo 1.0 – R$ 91 mil Fiat Argo Drive 1.0 – 93 mil Fiat Argo Drive 1.3 AT – 103 mil Fiat Argo Trekking 1.3 CVT – 107 mil
São Paulo – A Hyundai iniciou a exportação do sedã HB20S produzido na fábrica de Piracicaba, SP, para a Argentina, seguindo o caminho aberto pelo HB20 no ano passado, primeiro modelo a seguir para lá. O primeiro lote já chegou e as vendas serão iniciadas nas próximas semanas.
O Hyundai HB20S será vendido em duas versões no mercado argentino: a Comfort com câmbio manual e a Platinum Safety, topo de linha, com transmissão automática. As duas configurações usam motor Gamma 1.6 de 123 cv de potência, abastecido apenas com gasolina.
São Paulo – A HC Hornburg divulgou parceria com a Uniasselvi, de Indaial, SC, que resultará na criação da área de PD&I, pesquisa, desenvolvimento e inovação, na fabricante de implementos de Jaraguá do Sul, SC. Em fase de elaboração integrará profissionais da empresa a professores e alunos a fim de estabelecer ambiente colaborativo.
Segundo a diretora geral da HC Hornburg, Betina Borchardt, o objetivo é “formar base de conhecimentos desta área estratégica trazendo para dentro da empresa a expertise da academia, uma vez que a universidade terá acesso à experiência prática da indústria que é fundamental na formação dos profissionais de nível superior”.
O primeiro projeto será focado em processos como a análise da atual forma de trabalho da implementadora, a verificação de quais pontos podem ser aprimorados e a coleta dos resultados obtidos. A Uniasselvi dispõe de condições especiais e exclusivas para funcionários da companhia que quiserem se qualificar.
São Paulo – A blindadora Carbon e a Revo, empresa de transformação de viaturas especiais, assinaram protocolo para fundir as duas empresas em uma para ganhar força nos segmentos em que atuam. De acordo com o comunicado as duas empresas serão acionistas da que será criada, processo que contará com o suporte da Reag, que controla uma gestora e uma administradora de investimentos privados.
Após a fusão a nova empresa será a maior do mundo no segmento de blindagem e de viaturas adaptadas para o uso oficial. A capacidade produtiva será de até 3,1 mil veículos por mês, com faturamento projetado para 2025 de R$ 800 milhões. Para os próximos três anos a meta é chegar a R$ 1,5 bilhão em receita, com expansão do portfólio e novas tecnologias.
Carbon e Revo somam 1,7 mil funcionários no Brasil, com oito unidades fabris, sendo seis da blindadora e duas da Revo.
São Paulo – A Paccar Parts anunciou Gustavo Novicki como seu novo diretor de vendas no Brasil, sucedendo a Rafael Simoni, que assumiu o cargo de diretor executivo da DAF Caiobá.
Novicki acumula mais de vinte anos de experiência no setor automotivo com passagens por Volvo Caminhões e Volkswagen, e trabalha na DAF desde 2015. Seu cargo anterior foi o de diretor de desenvolvimento de concessionárias.
O diretor é formado em engenharia mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná e possui MBA pela Fundação Getúlio Vargas.
Na rota da transição energética caminhões e ônibus são os mais resistentes à conversão para adotar sistemas de propulsão mais limpos e reduzir emissões de gases de efeito estufa. O diesel fóssil, mesmo que cada vez mais temperado com suas variantes renováveis como biodiesel e HVO, seguirá sendo dominante no transporte rodoviário de carga e passageiros. É o que revela o recente estudo O Futuro do Diesel em Veículos Comerciais no Brasil, preparado com exclusividade para AutoData pela PSR, Power Systems Research, consultoria global especializada no mercado de veículos pesados.
Em que pese a tendência global de eletrificação, via baterias ou células de combustível a hidrogênio, ou o uso crescente de gás natural fóssil ou do biometano para abastecer caminhões e ônibus, além do biodiesel e HVO, o fato é que nenhuma destas alternativas é tão viável economicamente quanto o próprio diesel. Nenhuma delas, portanto, será capaz de substituir todo o combustível fóssil necessário para empurrar veículos pesados por muitas décadas à frente, é o que se vislumbra.
Segundo o levantamento da PSR o diesel, com pequenas porções de mistura de biodiesel e HVO, é responsável hoje por impulsionar 99% dos caminhões e ônibus no Brasil, porcentual que cai para 94% na União Europeia, 89% nos Estados Unidos – e não é porque lá sejam usadas mais alternativas de baixas emissões mas porque 7% da frota são movidos a gasolina, outros 3% a gás natural e apenas 1% corresponde a modelos elétricos. A China está mais avançada com 81% de diesel, 10% de gás e 9% de elétricos.
As projeções da PSR até 2032 não alteram muito este cenário, especialmente no Brasil, para onde a consultoria projeta que o diesel fóssil misturado com biodiesel e HVO será responsável por abastecer 90% da frota de pesados, complementada por 5% de elétricos, 4,4% de gás natural e biometano e 0,6% de células de combustível a hidrogênio.
Assim como já faz com automóveis a China terá a maior e mais rápida conversão para caminhões e ônibus elétricos até 2032, com 34% da frota, além de mais 9% a gás, mas o diesel seguirá sendo a maior fonte energética de 57% dos veículos pesados.
Na Europa, apesar de ser a segunda maior região de adoção de caminhões e ônibus elétricos, 25% até 2032, com mais 3% de gás, ainda assim o diesel e suas misturas abastecerão 72% da frota.
ROTA DIFÍCIL DE MUDAR
Esta reportagem foi publicada na edição 419 da revista AutoData, de março de 2025. Para ler sua íntegra clique aqui.
São Paulo – Em 2020 a área de sinistros da Allianz Seguros, com o objetivo de promover o descarte sustentável de veículos classificados como perda total, começou a por em prática sistema de reaproveitamento de materiais de veículos segurados sem conserto. Devido à gravidade dos danos estes automóveis, considerados sucata, tinham a oportunidade de transformar seus componentes em insumos para outras indústrias. Corta para 2025: junto com parceiros reciclou 1,4 mil tonelada de lataria e 5,6 mil toneladas de vidro ao longo do ano passado, o que representou avanço de 10% em comparação a 2023.
Para este ano, de acordo com Renato Roperto, diretor executivo de sinistros, back office e contact center da Allianz Seguros, a expectativa é de ampliar mais 10% estes volumes:
“A Allianz Seguros adotou esta iniciativa sem custos, ao longo de 2020. Embora os veículos de perda total não possam mais circular existem neles materiais valiosos, como aço, ferro e borracha, altamente demandados por recicladoras para reintrodução em diversas cadeias produtivas”.
Ao identificar este potencial a seguradora mapeou o mercado, selecionou parceiros alinhados a essa visão e estabeleceu parcerias estratégicas para garantir a destinação sustentável desses materiais: “Trata-se de modelo que fortalece a sustentabilidade, otimiza a logística de descarte e gera valor para a economia circular”.
A iniciativa funciona em escala nacional e, segundo o executivo, todos os veículos cobertos pela empresa que atendem aos critérios são recolhidos e encaminhados às recicladoras. Quando um automóvel é classificado para reciclagem uma empresa parceira é acionada para realizar a coleta no pátio de guarda da seguradora.
Renato Roperto, diretor executivo de sinistros, back office e contact center da Allianz Seguros, não cita números mas diz que as parcerias estabelecem benefícios mútuos. Foto: Divulgação.
Nas instalações da recicladora, contou, inicia-se processo rigoroso de descontaminação, com a remoção de baterias e fluidos.
“Em seguida os componentes do veículo, como aço, alumínio, vidro, fios, borracha de PVB [polivinil butiral], plásticos e estofados, são cuidadosamente separados e direcionados para diferentes setores industriais.”
Indústrias especializadas, como fundições, siderúrgicas e fabricantes de borracha, transformam esses insumos reciclados em novos produtos, como solados de sapatos, peças automotivas remanufaturadas, novas embalagens e matéria-prima para setores diversos.
Processo gera certificado e recursos são transferidos para ação social
Ao fim do processo a recicladora emite um certificado de destinação do material, o que, de acordo com Roperto, garante a rastreabilidade e a transparência na operação: “Além disto valor previamente estipulado em contrato é pago por veículo reciclado, e a Allianz repassa integralmente este valor à ABA, Associação Beneficente dos Funcionários da Allianz, reforçando o compromisso social da iniciativa”.
A ABA é o principal projeto de responsabilidade social da companhia, em atividade há três décadas na Comunidade Santa Rita, Zona Leste de São Paulo, SP, e que já atendeu a mais de 10 mil crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade social.
“Estabelecemos, com o projeto, uma parceria de benefício mútuo. As recicladoras assumem a responsabilidade pelo recolhimento dos veículos em diferentes localidades do País, realizam o processo de reciclagem e transformam em valor a venda dos materiais para outras indústrias. Para a Allianz, além de garantir o descarte ambientalmente responsável, a iniciativa gera valor simbólico por tonelada reciclada para a ABA.”
Sobre novos passos da ação Roperto assinalou que a seguradora acompanha continuamente o mercado em busca de novas oportunidades para aprimorar e expandir a iniciativa, sem declarar nem investimento nem ganhos.
No caso de perda parcial do veículo sinistrado a seguradora também se incumbe dos resíduos inutilizados. A partir de acordo com oficinas mecânicas conveniadas é feita a destinação correta das partes automotivas danificadas. E, para incentivá-las, são realizadas avaliações periódicas de infraestrutura e gestão, e os prestadores de serviços com os melhores desempenhos recebem ponto adicional no programa de relacionamento da companhia com oficinas.
São Paulo – O Grupo BMW adotou nova tecnologia sustentável para o processo de pintura dos veículos fabricados em Araquari, SC: o gás natural deu espaço para bomba de calor, que aquece a água utilizada a partir da energia elétrica.
De acordo com a empresa este sistema é mais eficiente e sustentável e contribui com a redução em 10% das emissões de CO2 na produção das carrocerias.
A fábrica de Araquari, com área total de 1,5 milhão de m², incluindo 112,9 mil m² de edifícios, completará onze anos de operação em 2025. São produzidos no local os modelos BMW Série 3, BMW X1, BMW X4 e o BMW X5 híbrido plug-in.
São Paulo – A Librelato anunciou Simone Lucas Martins como sua nova CEO. Ela sucede a Roberto Lopes Júnior, que deixa a companhia para seguir novos desafios. Na empresa desde 2018, a executiva, contadora formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, continuará exercendo a função de diretora administrativa financeira da Librepar, holding que controla a implementadora.
Martins acumula mais de vinte anos de experiência em cargos de direção e construiu sua trajetória profissional em empresas dos setores automotivo, químico, de varejo, bens de capital e construção, como DHB Componentes Automotivos, Eliane Revestimentos, Artecola e The Shoe Company.
Sua indicação também fortalece a representatividade feminina no setor de implementos rodoviários, tradicionalmente liderado por homens.
São Paulo – A Stellantis anunciou três mudanças em seu quadro de executivos na operação da América do Sul. Os recém-empossados responderão diretamente a Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis na região.
Maiara Castro, na empresa há dezoito anos, assume a posição de vice-presidente de qualidade, sucedendo a Geraldo Barra, que assumirá novos de desafios na companhia, ainda a serem anunciados.
Engenharia eletrônica e de telecomunicações pela PUC Minas, com pós-graduação em gestão de projetos pela Fundação Dom Cabral, recentemente Castro trabalhava na consolidação da marca Peugeot na região, assim como no aprimoramento da experiência do cliente.
Erica Schwambach é a nova vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Stellantis para a América do Sul. Foto: Leo Lara/Studio Cerri.
Na companhia desde 2011 Erica Schwambach é a nova vice-presidente de desenvolvimento de negócios. Anteriormente trabalhou nas áreas de compras, desenvolvimento de produto e supply chain. Ela é graduada em relações internacionais pelo Ibmec, Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, e especializada em gestão de negócios pela Fundação Dom Cabral.
Matias Pablo Merino é o novo vice-presidente de supply chain. Formado em ciências políticas e de governo, e com mais de 25 anos de experiência na indústria automotiva, ingressou na empresa em 2017 como gerente de supply chain design & IBT na Argentina. Em 2019 assumiu a área de planejamento de demanda e gerenciamento de pedidos no Brasil.
Matias Pablo Merino é o novo vice-presidente de supply chain para a América do Sul. Foto: Leo Fontes/Studio Cerri.