Ford traz novas versões para linha Ka

A Ford lançou três versões para a linha Ka 2018. No caso do hatch, as novidades são a versão S e Tecno, enquanto a nova versão do sedã é a Advanced.

 

As duas novas versões do hatch Ford Ka serão vendidas com motor 1.0 e a versão S será a de entrada, com preço de R$ 44 mil 30 e itens de série como ar-condicionado, vidros e travas elétricos. A versão Tecno será intermediária da SE Plus à  SEL, equipada com central multimídia Sync, controle eletrônico de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, farol de neblina e preço de R$ 48 mil 390.

 

A versão Advanced do Ka+ será vendida apenas com motor 1.5, situada a meio do caminho da SE Plus à SEL, com itens como os já citados no hatch, rodas de aço aro 15 e bancos com cores e costuras exclusiva e preço de R$ 55 mil 690.

 

De acordo com Fernando Pfeiffer, gerente de produto da Ford, “as mudanças introduzidas no Ka e no Ka+ aumentam as opções e reforçam a atratividade da linha, facilitando o acesso aos itens mais valorizados pelos consumidores desse segmento”.

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Toyota reduz em 30% aporte em fábrica no México

Depois de anunciar investimento de US$ 1 bilhão, para construção de nova fábrica no México, a Toyota aprovou o valor de US$ 700 milhões. Mesmo com a redução a unidade, que será construída em Guanajuato, terá capacidade para produzir 100 mil veículos por ano, com o início de operações previsto para o fim de 2019. A picape Tacoma será seu principal produto.

 

Segundo o site GuiaMotor, da Venezuela, a redução do investimento da Toyota visa a garantir a viabilidade econômica da infraestrutura e das operações. Mas o presidente dos Estados Unidos pressionou a empresa ao saber do investimento no mercado mexicano e postou o seguinte em sua conta no Twitter: “Construa a fábrica nos Estados Unidos ou pague um grande imposto de fronteira”.

 

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Chery nega acordo e greve chegará a vinte dias

A fabricante Chery e o Sindicato dos trabalhadores de São José dos Campos, SP, seguem em desacordo e a greve que paralisa a produção da companhia desde o dia 28 de setembro entrará no seu vigésimo dia na terça-feira, 17. Ambas as parte se reuniram na Superintendência Regional do Trabalho, SRT, na tarde da segunda-feira, 16, para discutir o principal pleito dos metalúrgicos, aumento salarial, mas não houve entendimento entre as partes.

 

De acordo com Antônio Ferreira, presidente do sindicato, na terça-feira haverá novo encontro da entidade com a empresa, desta vez no Tribunal Regional do Trabalho, TRT, de Campinas, SP. Será uma reunião de conciliação no âmbito legal, segundo Ferreira.

 

Cerca de 400 funcionários paralisaram a produção da fábrica de Jacareí, SP, onde a empresa chinesa produz trinta veículos por dia dos modelos QQ e Celer. Há planos de a empresa produzir no local o SUV Tiggo 2. Não há informações se a empresa postergará os planos em função da greve dos funcionários.

 

Em junho deste ano, os funcionários já haviam feito uma greve. Na ocasião, cobravam um melhor valor no pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, oferecida pela empresa. Após um dia de paralisação, a Chery e a categoria entraram em um acordo e a produção foi retomada.

 

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Goodyear lança quatro pneus

A Goodyear apresentou quatro novos pneus no segundo dia da Fenatran 2017, em São Paulo: Armor Max MSS e MSD e Fuel Max LHD e LHS. O Armor Max MSS e o MSD são para quem opera na terra e no asfalto, como construção civil e usinas de cana, desenvolvidos com quatro cintas de aço, materiais mais resistente, e que, de acordo com a empresa, entrega mais aderência e elasticidade ao composto de borracha.

 

Já os dois pneus da linha Fuel Max são destinados ao uso rodoviário, em operações que costumam usar velocidade constante e que são pouco afetadas pelo para e anda das grandes cidades. Oferecem 6% a mais de economia de combustível e 9% a mais de quilometragem na comparação com o modelo anterior, o G657, utilizando novos compostos que tem baixa resistência à rolagem e que proporcionam alta quilometragem.

 

Os quatro pneus serão produzidos em Americana, SP, e chegarão ao mercado gradativamente: todas as medidas da linha Armor Max estarão disponíveis até março e as do Fuel Max serão oferecidas a partir de novembro. Quando todos os modelos estiverem no mercado a Goodyear pretende exportar, mas sem revelar os principais mercados.

 

De acordo com Fábio Garcia, gerente sênior de marketing da Goodyear, Brasil, sua expectativa de mercado para o ano que vem é a de que “as vendas de pneus alcancem 5 milhões 750 mil unidades. Não falamos de crescimento em porcentagem, mas este mercado costuma crescer junto com o PIB”. Com isso é possível entender que o crescimento esperado pela Goodyear fique na casa dos 2,5% — “Com relação a valores o mercado deverá movimentar cerca de R$ 13 bilhões em 2018”.

 

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Iveco: US$ 120 milhões em novos veículos.

A Iveco investirá US$ 120 milhões na operação brasileira para o desenvolvimento de novos produtos para o mercado da América Latina. O aporte, que faz parte do segundo ciclo de investimento da fabricante no País até 2019, será absorvido basicamente pela área de engenharia e servirá para cobrir os custos de construção de protótipos e adaptações de veículos comerciais do portfólio europeu ao brasileiro.

 

De acordo com seu diretor de marketing, Ricardo Barion, a bordo desses recursos os planos da empresa se dividirão em duas frentes: a primeira, expandir as linhas mais recentes lançadas aqui, como a de caminhões Tector, de comerciais leves Daily e ônibus. A segunda trata de nacionalizar veículos que são comercializados pela empresa na Europa, ou seja, adaptar modelos de lá às características do transporte brasileiro:

 

“Nós observamos no mercado em que novas linhas pode haver um desempenho melhor e, a partir da análise, vimos que há espaço para ampliação da linha Tector, por exemplo. Há estudos que mostram um avanço dos câmbios automáticos nos segmentos semileve e leve. São nichos do mercado nos quais mais se espera volume de vendas nos próximos anos. Os recursos servirão também para que possamos ofertar veículos em aplicações novas”.

 

Expansão parecida fez a MAN Latin America recentemente com sua linha de distribuição Delivery. Investiu R$ 1 bilhão para produzir em Resende, RJ, cinco modelos de caminhões leves cujos modelos que vão de 3,5 toneladas a 13 toneladas. Há a expectativa de que venham a representar 34% das vendas da MAN na região, e o futuro traçado pela líder do mercado parece balizar a concorrência no que diz respeito ao mercado de veículos comerciais.

 

Os produtos que nascerão a partir desse ciclo de investimento da Iveco no Brasil também terão como destino mercados vizinhos, principalmente a Argentina, para onde a empresa embarca os maiores volumes de suas exportações, segundo Barion: “O desenvolvimento financiado por este novo aporte contempla modelos exclusivos para outros países da América do Sul, o que reforçará nossos esforços em expandir nossa atuação regional”.

 

O ciclo de investimento para desenvolvimento de novos produtos, anunciado pela empresa no domingo, 16, no primeiro dia da Fenatran, em São Paulo, é o segundo feito no País. Em 2015 a empresa anunciou o primeiro, R$ 650 milhões até dezembro de 2016, que foi utilizado para a nacionalização de caminhões produzidos na fábrica de Sete Lagoas, MG, e modernização das linhas de produção.

 

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Caminhão elétrico MAN será testado pela Ambev

A principal atração da MAN na Fenatran 2017 é o e-Delivery, caminhão elétrico ainda na fase de protótipo, que integrará a frota da Ambev já no ano que vem — a Ambev é um dos principais clientes da MAN. Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN, contou como surgiu o interesse da Ambev:

 

“Vendemos, há pouco tempo, 405 caminhões para a Ambev e durante as negociações a empresa demonstrou interesse em veículos não poluentes, com menor nível de ruído, e nós oferecemos o nosso protótipo do caminhão elétrico para ser testado na sua frota, a partir de março”.

 

A MAN tem apenas duas unidades do e-Delivery. Enquanto uma é testada no uso diário no Brasil a outra é aprimorada pela empresa na Alemanha, para que os testes estejam finalizados a partir de 2020, quando a MAN terá tecnologia pronta para produzir o modelo em série. Mas há um caminho a percorrer até a produção em série:

 

“A partir de 2020 teremos condições de entregar este caminhão para qualquer cliente, desde que os testes, todos, sejam positivos, e que a gente encontre uma equação econômica viável, com o cliente colocando o preço máximo e que seja possível produzir o caminhão com custo abaixo desse valor. Por isso ainda é um protótipo, pois é preciso chegar a essa adequação de preço e custo. Mas fatores como tecnologia nacional e plataforma modular podem ajudar nessa conta”.

 

Porém, caso a Ambev tenha interesse em compor a sua frota com algumas unidades do e-Delivery, a MAN já tem capacidade para produzir o modelo: “Se depois de seis meses de testes, por exemplo, a Ambev decidir que precisa de mais dez ou vinte unidades, nós conseguiremos atender com uma produção especial, chamada internamente de SDE”.

 

A tecnologia utilizada no e-Delivery é nacional, desenvolvida em parceria com a Eletra, que forneceu o powertrain do caminhão, motor e câmbio, e baterias. Empresas parceiras da Eletra fornecem esses componentes, que são centralizados e fornecidos para a MAN. Engenheiros das duas empresas trabalharam juntos para tornar viável o produto do ponto de vista técnico. No futuro, com produção em série, a MAN fará o e-Devilery na mesma plataforma que produz o Delivery com  motor a combustão, como já existe na produção de automóveis, utilizando uma plataforma modular. É um projeto totalmente desenvolvido em Rezende, RJ.

 

A MAN notou que essa parceria com a Ambev não tem exclusividade, pois pretende atender a outras empresas no futuro, de outros segmentos, como o de logística: “A gama de clientes potenciais é altamente expressiva também em outros segmentos, como o de logística, com a JSL, que já é nossa cliente e que opera dentro dos principais centros urbanos do Brasil. Concorrentes da Ambev também poderão usar o caminhão elétrico”.

 

A unidade e-Delivery que ficará com a Ambev tem motor de 80 kW, ou 109 cv, torque de 49,8 kgfm, câmbio automático e autonomia de 200 quilômetros, segundo a MAN. Para uma recarga completa da bateria são necessárias três horas, e uma recarga rápida, de 30%, é feita em 15 minutos.

Randon intensifica projeto de internacionalização

Em busca da meta de ter em torno de 30% da sua receita gerados por vendas externas a Empresas Randon, de Caxias do Sul, RS, investiu em torno de R$ 9 milhões na construção de novo parque fabril na China, em Pinghu, Província de Zhejiang. Tem 15 mil m² de área construída, o que representa mais do que o dobro da atual, que tinha 6 mil m². O anúncio foi feito na segunda-feira, 16, em São Paulo, durante a Fenatran.

Os investimentos contemplam, ainda, novos equipamentos e incremento de 2,5 vezes na área de produção, que passa de 4,5 mil m² para 11 mil m², onde serão produzidas lonas e pastilhas de freio para veículos comerciais, e que gerará até duzentos novos empregos nos próximos anos. O objetivo da Fras-le é triplicar o faturamento na China em quatro anos, garantiu Sérgio Lisbão Moreira de Carvalho, diretor presidente da Fras-le e COO de Autopeças:

“É um desafio que a empresa decidiu enfrentar para crescer no mercado local e transformar a unidade em plataforma de exportação para os países da região Ásia Pacífico”.

Com inauguração programada para 30 de novembro a nova Fras-le Asia terá capacidade para produzir anualmente até 5 milhões de peças em pastilhas e até 10 milhões de unidades de lonas, num aumento gradual. Inicialmente serão 1 milhão 750 mil pastilhas e 4 milhões de lonas.

A Fras-le atua no mercado chinês desde 2001. A partir de 2006 passou a atendê-lo por meio de operação comercial fixada no país até a instalação da fábrica, em 2009.

Moreira de Carvalho também reconheceu investimento na Colômbia, onde a empresa terá um centro de distribuição. E antecipou que a Fras-le avalia outras ações, o que inclui planos de aquisição.

No segmento de implementos rodoviários o COO de Montadoras, Alexandre Gazzi, confirmou para março o início das operações de joint-venture no Peru, a partir de acordo firmado com o grupo chileno Epysa. O mercado peruano, o terceiro maior na América do Sul no segmento de implementos, absorve de 5 mil a 6 mil unidades anuais. Será instalada uma fábrica na Capital, Lima, para fabricação, montagem e venda de semirreboques da marca Randon, com capacidade para produzir até 1 mil unidades ao ano.

Gazzi disse que o atendimento aos mercados externos deverá seguir esta linha de ação, considerando questões logísticas e de custo: “Não dá mais para continuar produzindo tudo em Caxias do Sul e mandando para esses mercados. Precisamos nos tornar mais competitivos”.

Ele também anunciou a retomada das obras da nova fábrica em Araraquara, SP, para produção de modelos canavieiros e basculantes, além de vagões ferroviários. O início operacional está programado para o primeiro semestre do ano que vem. O projeto, que foi interrompido em função da crise, não sofreu mudanças, sendo mantida a construção de 25 mil m². A empresa já investiu R$ 70 milhões em terraplenagem e edificações, de um total estimado em R$ 100 milhões até a conclusão. Para a primeira etapa serão recrutados 120 trabalhadores para as funções de montadores soldadores, pintores e almoxarifes.

Crescimento de 5% – O diretor presidente da Empresas Randon, David Randon, projetou para 2018 expansão de 5% a 10% nos negócios, dependendo do segmento. Acredita que o primeiro semestre será mais intenso, pois o segundo ainda é uma incógnita por causa das eleições. Para 2017 estima desempenho semelhante ao do ano passado.

Para Randon medidas já adotadas, como redução de juros, definição de políticas de financiamento por parte do BNDES e aprovação da reforma trabalhista, são essenciais para a retomada da economia. Mas reconhece que é preciso avançar, como na questão da previdência:

“Acredito que à frente o crescimento venha a ser mais rápido. Há investidores querendo trazer recursos para o Brasil, mas seguem cautelosos”.

A Empresas Randon participam da Fenatran com todas as suas operações. A área de autopeças tem dezessete novos produtos e no setor de implementos são cinco as novidades.

 

Foto: Marcelo Moojen/Moojen Arquitetura

DAF ingressa no segmento off road

Primeiro ele manifestou otimismo com a recuperação da economia brasileira e com o aumento da participação DAF no mercado doméstico de caminhões. Depois o presidente Michael Kuester anunciou novos produtos para o segmento off-road, com o aporte de R$ 50 milhões no desenvolvimento dos modelos CF85 e XF 105. Suas vendas foram iniciadas na Fenatran, com entregas programadas para 2018.

 

Outro novo produto apresentado é XF105 4×2 para os segmentos de cegonha, químico, baú e sider.

 

Kuester ainda confirmou investimnento de R$ 100 milhões na ampliação da oferta de peças para reposição: são mais trinta linhas com coisa de oitocentos itens. Outra iniciativa, que exigiu R$ 200 milhões, foi a ampliação da rede, para 33 unidades, sendo 23 concessionárias e dez postos de atendimento.

 

Esta estrutura cobre cerca de 85% do mercado nacional, e o objetivo é alcançar 45 pontos visando atender todo o país.

 

A DAF também ganhará o suporte do Paccard Financial, que iniciará operações junto à matriz da empresa, em Ponta Grossa, PR. De acordo com o presidente são mais R$ 100 milhões investidos. O início do atendimento depende apenas de liberações burocráticas:

 

“Desde que chegamos ao Brasil já investimos mais de R$ 1 bilhão. Queremos, no curto prazo, ser um dos líderes do mercado“.

 

O diretor comercial da DAF, Luís, Gambim, disse que os dois novos caminhões visam a atender aos emergentes segmentos de cana de açúcar e florestal. Observou que a produção de cana, no ano passado, no Brasil, chegou a 650 milhões de toneladas, e a de celulose alcançará 11 milhõe em 2017. O CF85, que servirá ao segmento de cana, estará disponível em três opções de cabine: Day Cab, com teto baixo, Sleeper Cab, com teto baixo e cama, e Space Cab, com cama e teto alto. A opção maior ainda tem como opcional o Skylight, faróis de teto que proporcionam maior visibilidade durante operações noturnas em campo.

 

A linha XF105, para o setor florestal, está disponível em duas opções de cabine: Comfort Cab e Space Cab, ambas com cama e agregando todos os opcionais e diferenciais da linha CF. Os dois modelos também contam com o primeiro degrau de acesso à cabine reforçado, o que aumenta sua durabilidade. O modelo florestal pode ser equipado também com sistema de exaustão vertical.

 

Os dois modelos são equipados com motor Paccard MX 13, de 12,9 litros – o CF85 tem potência de 460 cv e o XF105 de 520 cv. O motor tem bloco em ferro fundido vermicular, seis cilindros em linha e é fabricado na unidade de Ponta Grossa. A embreagem Sacks Heavy Duty e a transmissão ZF ASTronic automatizada de 16 marchas são preparadas para uso severo: ambos têm PBTC de 125 toneladas e CMT de até 175 toneladas.

 

De acordo com Gambim o XF105 off road atende à nova legislação que permite PBTC de 91 toneladas, em rodotrens de 11 eixos, uma solicitação do setor sucroalcooleiro.

 

O projeto dos caminhões off road da DAF começou há mais de dois anos e acumula 300 mil quilômetros rodados em testes na operação. A primeira etapa consistiu na instalação de mais de duzentos sensores em um caminhão, que circulou por fazendas de diversos estados. O diretor de desenvolvimento, Ricardo Coelho, definiu essa etapa como fundamental por ter possibilitado a coleta de dados sobre as operações off road no Brasil.

 

A linha ainda passou por testes de durabilidade acelerada em pistas especiais antes de seguir para campo em operações de grandes clientes. Atualmente, são quatro caminhões: na Cevasa-Cargil e na Biosev, duas das maores processadoras de cana de açúcar do país, e na Klabin e na Expresso Nepomuceno, em duas operações de madeira.

 

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Volvo vê a saída do túnel

O presidente do Grupo Volvo global, Martin Lundstedt, e Claes Nilsson, CEO da Volvo Trucks, manifestaram otimismo com a recuperação da economia brasileira. Ambos participaram de encontro com a imprensa, no domingo, 15, durante a Fenatran, em São Paulo. Lundstedt recordou que picos e vales existem em todas as economias, e que o Brasil dá sinais efetivos de retomada. Para ele o País é um dos que mais tem potencial para crescer no longo prazo.

Presente em 194 países a Volvo, segundo ele, tem somente 1,5% de suas vendas com origem na Suécia. O Brasil é líder em vários segmentos, como mineração, agricultura e transporte de longa distância: “Continuaremos a investir aqui, onde as tecnologias são facilmente absorvidas”.

Nilsson retornou um pouco no passado: estava na presidência do grupo na América Latina quando a crise começou mas, em momento algum, a Volvo deixou de acreditar na recuperação: “Percebe-se que o Brasil está saindo do fundo do poço. Temos sinais saudáveis de recuperação”.

Wilson Lirmann, presidente da companhia na América Latina, seguiu na mesma linha ao observar que a retomada já está em andamento no mercado local. E apontou que a região tem oferecido boas oportunidades, como os mercados da Argentina, Peru e Chile.

No estande da Volvo estão expostos onze caminhões, como o modelo Performance Edition, edição especial do FH, que dá início à comemoração dos 90 anos da Volvo Trucks. É uma série limitada de veículos exclusivos, repletos de novas tecnologias e com configuração única. Um dos primeiros modelos da Volvo, o Série 2, produzido em 1928, está exposto ao lado do primeiro caminhão autônomo produzido na América Latina. Já testado em operação real e considerado comercialmente viável para o setor de transporte no Brasil, destina-se ao segmento sucroalcooleiro.

De acordo com Nilsson em todo o mundo existem em torno de 600 mil caminhões conectados, dos quais 400 mil são Volvo. Notou que na Suécia há grande uso da conectividade na atividade de mineração, e Lundstedt acrescentou que a Volvo também investe na eletromobilidade de ônibus. Segundo ele já há 3 mil ônibus no mundo operando de forma autônoma.

Em linha com a tendência de serviços conectados a Volvo lança a Manutenção Inteligente, central de monitoramento conectada e de planejamento e agendamento de manutenções preventivas para os caminhões. O serviço serve para os veículos que tenham algum de seus planos de manutenção. Também lança a Gestão de Combustível, consultoria remota de consumo de combustível criada para reduzir gastos com diesel, que chegam a representar 50% dos custos do transportador.

 

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Meritor expande oferta para comerciais leves

A Meritor anunciou na quarta-feira, 11, a produção nacional de dois modelos de eixos traseiros para aplicação em caminhões leves e semileves. Com essa expansão da oferta a empresa busca ampliar sua participação nos clientes tradicionais e procurar espaço em outros. Ambos os segmentos, caracterizados pelo peso de carga até 9 t, são vistos como promissores no ano que vem em termos de vendas, principalmente após lançamentos recentes de novos modelos de caminhões e micro-ônibus.

 

O mercado de caminhões vem reduzindo suas perdas ao longo do ano e deverá sair do vermelho no ano que vem, segundo estimativas do mercado. Com isso a aposta da Meritor é situar seu portfólio de forma a atender todos os segmentos. De acordo com Adalberto Momi, seu diretor de assuntos corporativos, o segmento de leves era atendido pela companhia com um produto superdimensionado, que requeria a nacionalização de uma nova linha de olho nas oportunidades que, acredita, surgirão em 2018:

 

“Acreditamos que, agora, é o momento de passar mensagem ao mercado: estamos trabalhando no mesmo ritmo que eles para trazer novidades ao País. Os eixos que passamos a produzir aqui são os produtos certos para um segmento que ganhará corpo já no próximo ano e necessitará de uma tecnologia mais atual”.

 

O discurso do executivo está alinhado com o que é possível observar no mercado. Por exemplo: o maior cliente da empresa no Brasil, a MAN Latin America, anunciou recentemente a nova linha de caminhões Delivery, produzida em Resende, RJ, onde, inclusive, a Meritor possui instalações no consórcio modular. A nova versão do leve V260, da JAC Motors, e o ônibus Soulclass, da Iveco, são outras amostras de que há uma certa inclinação do mercado ao investimento no segmento leve.

 

Para Momi o comportamento do mercado de leves tem um ciclo curto de renovação de frotas por causa das severidades impostas aos veículos no ambiente urbano: “Estamos falando de operações que demandam um ritmo alto de trabalho. São caminhões de entregas e ônibus de transporte de passageiros que funcionam todos os dias, 24 horas, em ruas com buracos, sob sol e chuva. A renovação dos veículos é mais rápida. Por isso acreditamos que 2018 será um ano favorável e as fabricantes demandarão soluções atualizadas para aumentar a robustez dos veículos.”

 

Os eixos MS-10X, para veículos comerciais leves com até 9 toneladas de carga, e o MS-11X, para os que comportam até 14, serão fabricados na unidade Meritor de Osasco, SP, e foram desenvolvidos pela equipe de engenharia da empresa na Índia, um dos maiores mercados mundiais de veículos semileves e leves. Alguns itens do conjunto são importados de lá, como o diferencial. Sua nacionalização depende do crescimento do mercado nos próximos anos, informou a companhia.

 

Este ano o setor de caminhões trabalhou para reduzir as perdas das vendas dos últimos anos. No Brasil, em 2017, foram produzidos até setembro 1 mil 870 caminhões semileves, alta de 2,9% na comparação com o volume do mesmo período no ano passado. No período foram produzidos 12 mil 445 caminhões leves, queda de 5,6%. Nos licenciamentos, de janeiro a setembro, foram 2 mil 486 semileves, 6,4% a menos do que no mesmo período de 2016, e 8 mil 96 unidades de leves, 20% a menos.

 

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