Mercedes-Benz expande lojas de seminovos

As vendas de caminhões seminovos da SelecTrucks, braço de revenda da Mercedes-Benz, alcançaram 423 unidades no primeiro semestre do ano, 51,07% a mais do que o volume vendido em idêntico semestre do ano passado. O crescimento, que representou mais do que o dobro do volume de 2016, se deu em função das demandas do mercado de reposição, e isso fará com que a empresa aumente a capilaridade de suas lojas pelo País, a começar pelo Nordeste.

Segundo Ari de Carvalho, diretor de vendas da companhia, há planos para lojas próprias no Ceará, Pernambuco e Sergipe até o fim do ano. Com a adição dos novos espaços serão oito as unidades que vendem caminhões seminovos. Hoje há unidades em Betim, MG, Curitiba, PR e em três cidades de São Paulo, Campinas, Limeira e Mauá.

A empresa estuda se os novos pontos de vendas serão lojas próprias ou unidades de negócios instaladas dentro de concessionários, como acontece em Campinas e Limeira. O vice-presidente de vendas, Roberto Leoncini, contou que havia uma preferência, na companhia, em expandir as vendas por meio de estabelecimentos próprios. No entanto, por causa dos trâmites legais, como obtenção de licenças para entrar em operação, há hoje uma tendência inclinada à estratégia de expansão por meio da rede. Há 92 concessionárias Mercedes no Brasil.

O executivo aponta a SelecTrucks como um importante complemento para as vendas de seus veículos, ainda que o volume de negócios fechados por ela seja menor do que outros canais, como o consórcio e o Banco Mercedes-Benz: “O papel da Selectruck neste jogo aumentou porque no ano passado os operadores de caminhões usados estavam sem capital e o nosso serviço, por estar atrelado à companhia, manteve o nível de negócios a preços competitivos. Enxergamos que o negócio de seminovos tem potencial no Brasil para ocupar mais espaço no nosso segmento”.

Desde que foi inaugurada, em agosto de 2013, com a unidade de Mauá, o SelecTrucks é responsável pela compra, estoque, manutenção e venda de seminovos, apoiando os concessionários na negociação com os clientes. O portfólio é divulgado por um site. Ela adequou-se às características do mercado brasileiro usando os mesmos conceitos e padrões do TruckStore, modelo de negócio de caminhões usados utilizado pela Daimler em países da Europa e também nos Estados Unidos e na África do Sul.

À prova de hackers

Um dos desafios do setor automotivo é conciliar a crescente conectividade nos veículos com o aumento dos casos de ataques cibernéticos. Para proteger seus veículos de hackers a indústria aumentou seus investimentos em segurança cibernética em cerca de 25% ao ano até 2025, de acordo com levantamento realizado pela empresa de segurança para plataformas digitais Iderto e pela Frost&Sullivan.

O estudo indica que as fabricantes de veículos e seus principais fornecedores investirão US$ 82 bilhões até 2020 em tecnologias avançadas, que incluem ferramentas de segurança cibernética.

Hoje a conectividade é bastante limitada, mas a com a adoção de sistemas de rede 4G e 5G abrir-se-ão as portas para novos ataques, de acordo com Gabriel Ricardo Hahmann, diretor de vendas da Iderto para Cone Sul, Brasil e Colômbia:

“Um ataque pode interferir nos dispositivos como entretenimento, mas também nos componentes do veículo como freio e direção, o que possibilita ao atacante poder controlar o carro remotamente, e ainda coletar os dados do usuário pelo sistema de bordo”.

Segundo ele as áreas que propiciam maiores riscos a ataques de hackers são trava e direção, integração com smartphones, comunicação sem fio com rede via satélite e celular e veículos que utilizam chave presencial.

ATAQUES – Diversos casos de ataques de hackers foram registrados nos últimos anos. Em 2015 dois pesquisadores de segurança de computadores descobriram que o sistema interno do Nissan Leaf poderia ser hackeado remotamente com o uso do aplicativo de celular da própria Nissan: “Como o Nissan Leaf é um carro elétrico o hacker poderia drenar toda a energia da bateria. Era como se drenasse todo o tanque de combustível. Após ser detectado o problema foi corrigido”.

Em maio o ciberataque global causado pelo ransonware WannaCry forçou a Renault a suspender a produção em várias de suas unidades na França. No Brasil a fábrica de São José dos Pinhais, PR, foi afetada pelo vírus: “Esse caso é quase um sequestro eletrônico em que o hacker tem acesso às informações criptografadas da empresa e pede um resgate”.

Já no mês passado o mesmo WannaCry atacou a fábrica da Honda em Sayama, Japão, que produz 1 mil veículos por dia. O sistema operacional de controle da produção da fábrica deixou de responder e suas atividades foram suspensas temporariamente. Além dessa fábrica a empresa também sofreu ataques em unidades na América do Norte, Europa e China.

Toyota inicia exportaçõs do Corolla

A Toyota planeja para setembro a exportação do Corolla para Chile e Colômbia, mercados que hoje são atendidos por unidades produzidas nos Estados Unidos. O automóvel mais vendido do País em sua categoria, e que teve versão mais recente lançada por aqui em março, é considerado peça fundamental na estratégia de expansão da empresa na região, que quer aumentar as exportações em 6,4% neste ano.

De acordo com seu vice-presidente executivo, Miguel Fonseca, desde abril está em curso o plano comercial nos dois mercados: “As remessas começam no segundo semestre, mais precisamente em setembro, e são resultado de um trabalho da área de vendas de fortalecer as qualidades do veículo produzido aqui. Contaram a favor os acordos bilaterais”.

Em abril Brasil e Colômbia validaram acordo de livre comércio no setor automotivo, o qual deverá entrar em vigor em janeiro de 2018 e colocar a Colômbia, por causa do tamanho do seu mercado, como um dos principais parceiros comerciais em automóveis do País ao lado de Argentina e México. Até junho foram exportados para a Colômbia 11 mil veículos, segundo dados da Anfavea.

A expectativa da Toyota é a de que as primeiras unidades do Corolla exportadas provoquem um salto de 43,5 mil para 46,5 mil no volume exportado neste ano. Na Colômbia a Toyota fechou o semestre na oitava posição em volume de vendas: 4 mil 28 unidades, alta de 18% com relação ao primeiro semestre de 2016.

Modelo de entrada da empresa na região o Etios é exportado para seis países: Argentina, Costa Rica, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai. Até abril houve crescimento de 16% no total exportado, com 15 mil 681 veículos ante 13 mil 473 em igual período de 2016. Do total 10 mil 441 unidades correspondem ao modelo Etios, aumento de 29% com relação às 8 mil 46 exportadas no período de janeiro a abril do ano passado. Em 2016 saíram das fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, SP, 43,5 mil unidades, ante 39,8 mil em 2015. Desse total o Etios representou o maior volume, 25 mil unidades.

A Anfavea revisou suas estimativas para as exportações. As novas expectativas da entidade apontam um crescimento de 35,6%, o que significa chegar ao fim deste ano com 705 mil unidades enviadas para outros países. A projeção anterior era de crescimento de 7,2%. Até junho, os embarques totalizaram 72 mil 828 veículos.

Vendas nos Estados Unidos aceleram produção no México

A produção e a exportação de veículos mexicanos apresentaram, no primeiro semestre, aumento de 12,6% e de 14%, respectivamente, com relação ao mesmo período do ano passado, alcançando cifras recordes, revelou a Amia, Associação Mexicana da Indústria Automotiva. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela. A venda de veículos no mercado interno também cresceu 2,9% de janeiro a junho.

A produção chegou a 334 mil 606 unidades em julho, volume superior em 4,9% no comparativo com o mesmo mês de 2016. No semestre foram produzidos 1 milhão 880 mil veículos, segundo dados da Amia.

As exportações, conforme a entidade, “também registra cifras recordes, tanto para o mês quanto para o acumulado do ano”. De janeiro a junho foram exportados 1 milhão 510 mil veículos, aumento de 14% com relação ao mesmo período do ano passado. Já em junho o crescimento foi de 12% sobre maio: “Os dados de exportação por região no primeiro semestre mostram um maior crescimento para os Estados Unidos, América Latina e Europa”.

Os Estados Unidos receberam mais veículos mexicanos no primeiro semestre, 76,8% do total exportado, seguido pelo Canadá, com 8,4%, a América Latina, com 7%. As exportações para a Europa somaram 4,7% da produção.

Já as vendas ao mercado interno de janeiro a junho registraram incremento de 2,9% no comparativo com o mesmo período do ano passado, chegando a 743 mil 51 unidades. A Amia o considerou o melhor volume da história para o primeiro semestre. Dessas vendas 42% foram de veículos produzidos no México. Em junho foram licenciadas 127 mil 410 unidades, queda de 5,3% no comparativo com a mesma base do ano passado.

Vendas da Volkswagen crescem 4% em junho

A Volkswagen vendeu 512,7 mil veículos no mundo em junho, o que representou aumento de 4% no comparativo com o mesmo mês do ano anterior. Já as vendas globais atingiram 2 milhões 935 mil 100 unidades no primeiro semestre, leve aumento no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Jürgen Stackmann, chefe de vendas e marketing da Volkswagen, comemorou o resultado de junho, bem como no primeiro semestre do ano, além de um forte crescimento na China e em outras regiões consideradas chave para a empresa.

“Na América do Sul tivemos um forte crescimento, embora os lançamentos ocorram apenas no fim do ano. Nos Estados Unidos o Atlas teve trajetória de sucesso nos seus dois primeiros meses de vendas e nos ajudou a superar o crescimento do mercado. O Tiguan é um importante catalisador global e será lançado no mercado dos Estados Unidos no segundo semestre. Outros novos modelos, como Polo, Arteon e Tiguan Allspace, nos deram motivos para ter otimismo no segundo semestre.”

Na Europa as vendas, em junho, permaneceram estáveis, totalizando 163,5 mil unidades. Os maiores crescimentos foram sentidos na Áustria, com 10,7%, Dinamarca, 10,6%, Finlândia, 6,6%, e Suíça, 6%. Na Alemanha as vendas caíram 5,2%, afetando o desempenho na Europa Ocidental, que apresentou queda de 2,1%. O crescimento VW nas Europas Central e Oriental foi bastante significativo, atingindo 15,2% – o principal motivo para o aumento foi a Rússia, onde as vendas subiram 18,3%.

As vendas nos Estados Unidos alcançaram 27,4 mil unidades, 15% acima do mesmo mês do ano anterior. A VW agora tem presença em outro segmento chave daquele mercado com o lançamento do Atlas SUV, cujas vendas começaram em maio.

Na América do Sul a VW registrou aumento de 21,5% nas vendas. A Argentina alavancou boa parte disso, com 10,5 mil veículos, aumento de 46,9%. No Brasil, principal mercado sul-americano, as vendas alcançaram 21,4 mil unidades em junho, alta de 11,2%.

Na China as vendas continuam em alta. Foram vendidos 232,4 mil veículos em junho, representando aumento de 5,4%. O Magotan foi um dos responsáveis pela alta das vendas, com 18,3 mil unidades comercializadas, o que corresponde a aumento de 62,7%. Em seu terceiro mês de vendas o novo SUV Teramont alcançou 5,3 mil unidades. E o modelo Tiguan continua bastante procurado, com vendas de 27,3 mil unidades.

VW opera cinco dias por semana em Taubaté. Em agosto.

A fábrica da Volkswagen em Taubaté, SP, operará cinco dias por semana a partir de agosto. A empresa suspenderá a redução de jornada e de salário, que era de 25%. O PSE, Programa Seguro Emprego, foi adotado em maio e deveria terminar em outubro. Mas, com o bom desempenho dos modelos produzidos lá e a transferência da montagem do Gol, o retorno à operação normal foi antecipada. A VW mantém cerca de 4 mil empregados em Taubaté.

David Powels, seu presidente para o Brasil e CEO para a América do Sul, disse que com a melhora do mercado a produção na unidade será maior neste ano:

“Olhando para os resultados de maio e junho a expectativa para o ano cresceu, de 1 a 2 pontos porcentuais com relação à expectativa que tínhamos em janeiro. Esperamos que o mercado cresça de 4% a 5% em 2017. Já para 2018 estimamos elevação de 5% a 8%. Durante esse ano reduziremos, sim. nossa ociosidade, mas ainda não sabemos em que porcentual de forma precisa”.

Em Taubaté se produzirá só os modelos Gol, up! e Voyage.

Gol é o modelo mais exportado da VW. De janeiro a junho aproximadamente 42 mil unidades foram embarcadas, registrando aumento de 98% com relação ao mesmo período de 2016. O Voyage é o segundo, com mais de 14 mil unidades, O up! é o quarto modelo da lista. DE acordo com comunicado da empresa “com Gol, Voyage e up! a unidade de Taubaté será ainda mais relevante e forte para a nossa estratégia”.

PSE em outras unidades – Segundo a VW as fábricas de São Bernardo do Campo e São Carlos, SP, e a de São José dos Pinhais, PR, manterão o PSE até que outra decisão surja.

Em São Bernardo do Campo a companhia passará a produzir dois novos modelos da plataforma MQB: o Polo, que chega ao mercado no último trimestre do ano, e o Virtus, previsto para o primeiro semestre de 2018. A Saveiro, que é o seu terceiro veículo mais exportado, continuará a ser produzida na unidade de São Bernardo. E a unidade do Paraná continua com o Golf: “Dessa forma conseguiremos ter ainda mais produtividade em nossas unidades, com um maior foco logístico e maior eficiência”.

thyssenkrupp encolherá no mundo

No dia em que o CEO mundial da thyssenkrupp está no Brasil, para sua visita anual às fábricas sul-americanas e para participar do seu fórum regional, a companhia anunciou a intenção de reduzir os gastos em suas operações no mundo com processos, estruturas gerais e administrativas em € 400 milhões. Esse custo anual chega a € 2,4 bilhões. As medidas para atingir a meta devem ser adotadas nos próximos três anos, até setembro de 2020. O plano de demissões ainda está em estudo, mas o grupo já anunciou que “apesar dos esforços a adoção das medidas de ajuste não será possível sem redução de pessoal”.

A estimativa é que de 2 mil a 2,5 mil dos 18 mil empregos administrativos do grupo sejam afetados, sendo metade na Alemanha.

Com um programa de eficiência iniciado em 2011/2012 a thyssenkrupp já obtivera economia anual de € 1 bilhão. A empresa afirmou, no entanto, que a economia não foi suficiente para gerar fluxo de caixa sustentável. Giovanni Pozzoli, CEO da empresa na América do Sul, acredita que o anúncio não afetará o Brasil: “Perto dos efeitos já causados pela crise do mercado, esse corte deve ter um efeito imperceptível”.

Segundo Pozzoli as seguidas quedas nas vendas nos últimos anos são muito mais impactantes do que o corte anunciado.

José Carlos Cappuccelli, CEO da fábrica da thyssenkrup em Campo Limpo Paulista, SP, disse que cortes no Brasil ainda dependem dos estudos que serão feitos nos oitenta países onde a empresa está presente. Aqui a companhia possui onze unidades, em Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nas diversas áreas, do chão de fábrica ao setor administrativo, são 8 mil funcionários. Segundo Cappuccelli a medida já vem sendo trabalhada há muitos meses e não causou surpresa: “A verdade é que as empresas precisam se adaptar ao mercado”.

De 2016 e 2017 a fábrica em Santa Luzia, MG, fez um corte de 90% dos funcionários, de seiscentos para 58:

“Nossa vantagem em Campo Limpo é que estamos sempre atualizados, com alta tecnologia nas linhas, e fazendo o necessário para sobreviver. É a única forma de se manter nesse mercado. Não é preciso os dedos sequer de uma mão para contar quantas forjarias estão trabalhando no Brasil. Nós sempre fizemos a lição de casa. Então pode ser que não aconteça nada aqui”.

O executivo diz que nós últimos três anos, em Campo Limpo, que conta com força de trabalho de 2,5 mil pessoas, a empresa já demitiu e recontratou quatrocentas. Com o mercado interno em baixa a unidade paulista, que fabrica principalmente virabrequins para veículos pesados, exporta 65% de sua produção.

DIREÇÃO ELÉTRICA – Heinrich Hiensinger, CEO global da companhia, voltou a dizer na terça-feira, 11, que a empresa deverá produzir sistemas de direção elétrica em São José dos Pinhais, a partir de 2018 A fábrica fornece colunas de direção convencionais para Fiat, General Motors, Renault e Volkswagen. Como a thyssenkrupp tem contrato com outras montadoras em diversas partes do mundo e as empresas no Brasil precisam aumentar seu índice de nacionalização, há a possibilidade, observa Cappuccelli, de outras marcas, como BMW e Mercedes-Benz, passarem a comprar o sistema a ser produzido no Paraná:

“É uma evolução natural da indústria. Se quiser ter produto de última geração para equipar os novos carros que estão saindo da linha de montagem tem que se adaptar”.

Hidrover já opera em Flores da Cunha

As áreas administrativa, financeira e comercial da Hidrover, empresa com origem em Caxias do Sul, RS, já estão funcionando em nova sede, na vizinha Flores da Cunha. Em reunião com o prefeito Lídio Scortegagna os diretores falaram sobre a atual situação de mercado, sobre a transferência das atividades da empresa e o andamento das obras da fábrica.

A expectativa é a de que toda a produção, hoje concentrada em Caxias do Sul e em Rio do Sul, SC, seja transferida até o fim do semestre. Quando começar a operar a Hidrover empregará mais de duzentas pessoas, sendo que a maior parte trabalhadores florenses.

O investimento total na nova estrutura passa dos R$ 45 milhões, incluindo a compra do terreno de 18 hectares. A Hidrover fabrica cilindros hidráulicos, principalmente para a linha amarela – máquinas agrícolas e caminhões –, atuando também com sistemas hidráulicos.

Com a chegada de novas oportunidades no mercado de trabalho a Prefeitura planeja, em parceria com o Senai, a vinda da Carreta Escola para qualificação profissional, principalmente na área metalmecânica. Os cursos devem ser oferecidos em setembro. A Hidrover é a segunda empresa do setor automotivo que mantinha operações em Caxias do Sul e se transferiu para Flores da Cunha. A primeira foi a Keko Acessórios.

Bosch investe no México de olho nos Estados Unidos

Com investimento de US$ 80 milhões o Grupo Bosch abrirá nova fábrica em Querétaro, México, em dezembro, na forma de uma unidade de sistemas de direção. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

A empresa, hoje, tem fábrica de sistemas de direção no Kentucky, Estados Unidos, com 1,5 mil empregados, mas para aumentar a sua capacidade de produção na América do Norte decidiu construir essa nova unidade no México para suprir também o mercado dos Estados Unidos.

A fábrica entra em operação no fim do ano e gerará seiscentos empregos em 2019, quando chegará a usar a sua capacidade máxima de produção. Em Querétaro serão produzidas colunas de direção eletricamente assistidas e outros produtos.

Gonzalo Simental, vice-presidente de finanças da Bosch no México, disse que com essa nova unidade a empresa estará mais próximas dos clientes mexicanos: “Atualmente nosso foco é Querétaro, mas teremos uma presença muito importante em Bajío e, sobretudo, porque nos dará uma aproximação maior com nossos clientes”.

Em março, durante a Campus Party 2017, ele destacou o acesso que a empresa terá a partir de Querétaro a diferentes clientes no corredor de Bajío, como Volkswagen, General Motors, Mazda, Honda, Toyota e depois a fábrica da BMW em São Luis Potosí.

Hoje a Bosch conta com 450 empregados em seu centro de engenharia de Jalisco, e o objetivo é chegar a 1 mil funcionários em 2020.

Tesla se prepara para o Model 3

A Tesla está expandindo suas operações de serviços e contratando técnicos à espera da demanda que será criada pelo Model 3, seu novo sedã. As vendas do carro mais barato da Tesla começam este mês e devem atrair centenas de milhares de novos consumidores. Segundo o jornal The Detroit New para recebê-los a companhia está abrindo cem novos centros de serviços no mundo ao longo do ano que vem, elevando a rede para 250 casas. As novas revendas serão em áreas onde está a maioria das reservas feitas para o modelo.

A Tesla está ainda adicionando 350 vans à sua frota de serviços, a maior parte nos Estados Unidos. As vans servem para levar os técnicos para reparar os carros em caso de necessidade. Elas são equipadas com ferramentas, peças de reposição, máquinas de café expresso, sanduíches e brinquedos infantis.

A empresa conta com trinta vans, usadas principalmente quando o cliente mora longe de um centro de serviço. Há seis meses a companhia começou essa operação na região de São Francisco, Califórnia, para aliviar o movimento em seus centros de serviço. A alta satisfação dos clientes com a novidade fez com que a Tesla oferecesse o serviço móvel em mais lugares. A Tesla informou que está contratando 1,4 mil novos técnicos para a equipe dos centros serviços e para as vans.

Assim como suas lojas, que pertencem à companhia e não a concessionários franqueados, o modelo de serviço da Tesla não é usual. Elon Musk, CEO da empresa, disse diversas vezes que ao contrário das concessionárias tradicionais a Tesla não pretende lucrar com os serviços e reparos, em parte porque carros elétricos não precisam trocas regulares de óleo ou de outras manutenções comuns em carros movidos a gasolina. O valor cobrado pela empresa para reparos fora da garantia nos centros de serviço é o mesmo do cobrado nas vans.

Metade do preço – Com preços a partir de US$ 35 mil o Model 3 custa cerca de metade dos outros dois modelos da empresa. A Tesla não disse quantas pessoas fizeram a reserva reembolsável de US$ 1 mil. Disse apenas que espera produzir 500 mil veículos em 2018, ante 84 mil no ano passado.

A empresa não divulgou por completo como será o plano de garantia para o novo modelo. Seus outros carros, o S e o X, oferecem garantia de quatro anos e 80 mil quilômetros. Para a bateria, a garantia é de oito anos sem limite de quilometragem.

Enquanto outras marcas de luxo, como Lincoln e Genesis, retiram os veículos dos clientes para levá-los aos centros de serviços, a Tesla não quer ver os carros em seus centros de serviço se o reparo puder ser feito remotamente. A companhia diz que 80% dos consertos, inclusive a troca de pneus e a correção de falhas eletrônicas, podem ser feitos sem a necessidade de levantá-los, o que faz com que os serviços possam ser feitos pela van. Isso deixa os centros de serviço livres para reparos mais complicados, que requerem um elevador, como problemas de motor ou bateria.

O sistema não é perfeito. Em fóruns online clientes têm reclamado de longas esperas por serviços e da dificuldade de usar lojas de reparos locais por elas não serem certificadas pela Tesla.