AutoData - À prova de hackers
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24/07/2017

À prova de hackers

Por Mônica Cardoso

- 24/07/2017

Um dos desafios do setor automotivo é conciliar a crescente conectividade nos veículos com o aumento dos casos de ataques cibernéticos. Para proteger seus veículos de hackers a indústria aumentou seus investimentos em segurança cibernética em cerca de 25% ao ano até 2025, de acordo com levantamento realizado pela empresa de segurança para plataformas digitais Iderto e pela Frost&Sullivan.

O estudo indica que as fabricantes de veículos e seus principais fornecedores investirão US$ 82 bilhões até 2020 em tecnologias avançadas, que incluem ferramentas de segurança cibernética.

Hoje a conectividade é bastante limitada, mas a com a adoção de sistemas de rede 4G e 5G abrir-se-ão as portas para novos ataques, de acordo com Gabriel Ricardo Hahmann, diretor de vendas da Iderto para Cone Sul, Brasil e Colômbia:

“Um ataque pode interferir nos dispositivos como entretenimento, mas também nos componentes do veículo como freio e direção, o que possibilita ao atacante poder controlar o carro remotamente, e ainda coletar os dados do usuário pelo sistema de bordo”.

Segundo ele as áreas que propiciam maiores riscos a ataques de hackers são trava e direção, integração com smartphones, comunicação sem fio com rede via satélite e celular e veículos que utilizam chave presencial.

ATAQUES – Diversos casos de ataques de hackers foram registrados nos últimos anos. Em 2015 dois pesquisadores de segurança de computadores descobriram que o sistema interno do Nissan Leaf poderia ser hackeado remotamente com o uso do aplicativo de celular da própria Nissan: “Como o Nissan Leaf é um carro elétrico o hacker poderia drenar toda a energia da bateria. Era como se drenasse todo o tanque de combustível. Após ser detectado o problema foi corrigido”.

Em maio o ciberataque global causado pelo ransonware WannaCry forçou a Renault a suspender a produção em várias de suas unidades na França. No Brasil a fábrica de São José dos Pinhais, PR, foi afetada pelo vírus: “Esse caso é quase um sequestro eletrônico em que o hacker tem acesso às informações criptografadas da empresa e pede um resgate”.

Já no mês passado o mesmo WannaCry atacou a fábrica da Honda em Sayama, Japão, que produz 1 mil veículos por dia. O sistema operacional de controle da produção da fábrica deixou de responder e suas atividades foram suspensas temporariamente. Além dessa fábrica a empresa também sofreu ataques em unidades na América do Norte, Europa e China.


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