A BorgWarner lançou no Brasil coolers modulares de recirculação de gases de escape

A BorgWarner lançou no Brasil coolers modulares de recirculação de gases de escape, chamados de EGR, para veículos comerciais. O componente pode ajudar fabricantes a cumprirem regulamentações que visam redução de emissões. Produzido em Viana do Castelo, Portugal, a tecnologia já está disponível para os mercados da Europa, Ásia e Américas.

A MAN Latin America pretende oferecer condições de compra para o semipesado Constellation 24.280

A MAN Latin America pretende oferecer condições especiais de compra para o modelo semipesado Constellation 24.280 no Enacab, o Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento, que acontece nesta semana, em São Paulo. A empresa afirma que já vendeu 20 mil veículos ao setor atacadista. Três concessionárias estarão no evento para atender aos interessados.

A ABB, trouxe ao mercado brasileiro o Smart Sensor

A ABB, fabricante de componentes para automação, trouxe ao mercado brasileiro o Smart Sensor, sensor que conecta motores às redes de comunicação. De acordo com a empresa, ele pode reduzir o tempo de parada dos motores em até 70% e aumentar mais 30% a sua vida útil. O produto monitora e informa via wireless os parâmetros operacionais, como vibração, temperatura, sobrecarga, frequência e rotação.

A rede Ford CAOA vendeu 734 veículos em julho

A rede Ford CAOA vendeu 734 veículos em julho, volume 9,2% maior que o obtido no mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a julho, foram 7 mil 254 unidades, crescimento de 32,4% na comparação com o mesmo período em 2016. Os modelos Ford Ka, EcoSport e New Fiesta, foram os principais destaques.

Receita da Marcopolo cresce 23% no semestre

O faturamento da Marcopolo, fabricante de carrocerias para ônibus de Caxias do Sul, RS, aumentou 23,6% no primeiro semestre deste ano com relação ao mesmo período em 2016, para R$ 1 bilhão 295 milhões. Para a companhia o desempenho é reflexo da melhora no mercado de ônibus rodoviários de janeiro a junho.

 

No semestre o lucro bruto e o ebtida, lucro antes dos impostos, cresceram, respectivamente, 8% e 0,8%, e alcançaram R$ 171,4 milhões e R$ 48 milhões. No período o lucro líquido recuou 43,8%, para R$ 29,2 milhões. No primeiro semestre de 2017 a Marcopolo produziu 541 unidades de ônibus rodoviários para o mercado interno, 29,1% a mais do que no mesmo período de 2016.

 

Para José Antônio Valiati, diretor financeiro da Marcopolo, o cenário denota a retomada dos negócios da empresa: “Ainda estamos distantes dos volumes históricos realizados no mercado brasileiro, porém o desempenho do segundo trimestre ensaia o que pode ser uma retomada gradual, especialmente no segmento de ônibus rodoviários”.

 

Para o presidente Francisco Gomes Neto o desempenho também é reflexo de melhorias aplicadas à competitividade: “Fizemos a nossa lição de casa e agora estamos ainda melhor preparados para atender com mais efetividade a demanda brasileira, na medida de sua recuperação”.

 

No mercado brasileiro a produção da Marcopolo, incluindo exportações, foi de 3 mil 933 unidades. O valor está bem abaixo do recorde conquistado no primeiro semestre de 2013, 9 mil 121 unidades. As exportações no primeiro semestre aumentaram 38,2% com relação ao mesmo período do ano passado – de 1 mil 84 para 1 mil 498 unidades. A produção no segmento de rodoviários apresentou crescimento de quase 40% com relação ao primeiro semestre de 2016, 1 mil 445 unidades contra 1 mil 49. Em contrapartida no segmento de urbanos houve queda de 24,7% no mesmo período: 1 mil 113 unidades contra 838. O segmento de micro-ônibus também apresentou crescimento forte de volumes, com aumento de 341,1% – de 175 para 772 unidades. A unidade de negócios Volare, empresa do Grupo Marcopolo, registrou crescimento de 54,7% no semestre – de 574 para 888 veículos fabricados.

 

Nas unidades externas os destaques positivos ficaram por conta das operações da Polomex, no México, que produziu 742 ônibus nos primeiros seis meses de 2017 contra 378 unidades no mesmo período de 2016, aumento de 96,3%. A empresa acredita que o crescimento deve-se às mudanças no modelo de negócio da unidade e a uma linha mais nobre de produtos, sobretudo no segmento de rodoviários. A operação da Marcopolo na África do Sul aumentou em 53,5% os volumes fabricados com relação ao mesmo período de 2016. Já a unidade Superpolo, na Colômbia, cresceu 33,7%.

GM anuncia investimento no RS

A General Motors marcou para a quinta-feira, 3, o anúncio de investimento de R$ 1,5 bilhão na fábrica de Gravataí, RS. Estão confirmados no evento, que acontecerá lá, o presidente da companhia, Carlos Zarlenga, o governador do Estado, o prefeito da cidade, e representantes do sindicato dos metalúrgicos local.

Segundo Valcir Ascari, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí, a expectativa é a de que o aporte seja aplicado no desenvolvimento de uma nova plataforma. Ele disse, ainda, que em reunião com representantes da GM, na semana passada, ficou estabelecido que o investimento será aplicado apenas em 2019.

O valor que será anunciado para a fábrica faz parte do pacote de investimento de R$ 6,5 bilhões que a companhia divulgou em julho de 2015 e que terminará de ser exercido em 2019. Na época desse anúncio o valor seria aplicado no desenvolvimento de uma nova família de carros produzida nas fábricas de Gravataí e de São Caetano do Sul, SP. Os novos modelos serão destinados a mercados emergentes como China, Índia e México.

Segundo levantamento da consultoria IHS para 2019 a GM programa o lançamento de um SUV e de novas versões de Montana, Onix e Prisma – os dois últimos modelos são produzidos na unidade de Gravataí.

Na quinta-feira o governador do Rio Grande do Sul também lançará o MULT, programa de fomento para o setor automotivo do Estado. O programa implica incentivos fiscais, investimento direto e promoção de parcerias com entidades de pesquisa.

No primeiro semestre a GM, na América do Sul, faturou 43% a mais do que no mesmo período do ano passado, totalizando US$ 4 bilhões 257 milhões. A operação cresceu 13% no semestre puxado pelo seu desempenho no Brasil. Com 302 mil veículos vendidos na região de janeiro a junho a GM conquistou fatia de 15,9% do mercado. Com esse desempenho conseguiu melhorar seu perfil na região: saiu de um prejuízo de US$ 182 milhões nos primeiros seis meses de 2016 para US$ 142 milhões de janeiro a junho deste ano.

Argentina cobra fabricantes por descompasso no acordo automotivo

O governo argentino decretou que as fabricantes de veículos devem pagar multa sobre o excesso além do limite de importação estabelecido no acordo automotivo com o Brasil. A multa já chega a mais de US$ 600 milhões. A resolução que determina o pagamento, em vigência desde 21 de julho, foi a manobra do governo para garantir o pagamento desse excedente. Pelo acordo automotivo esse ajuste de contas deveria ser realizado ao fim do tratado, em 2020.

O que está em discussão é o coeficiente do intercâmbio comercial, o flex, fórmula acordada com o Brasil que tem vigência de cinco anos e estabelece que para cada US$ 1 que a Argentina exporta ao mercado brasileiro em veículos e autopeças ela pode importar US$ 1,50 livre de imposto. Segundo o Observatório de Políticas Públicas da Undav, Universidade Federal de Avellaneda, a dívida das empresas, em maio, era de US$ 600 milhões, valor que, hoje, é maior por causa do fluxo cambial e do volume de compras que superaram 52 mil veículos.

Segundo Gonzalo Dalmasso, especialista do setor automotivo da consultoria argentina Abeceb, o governo teme que as fabricantes descumpram o acordo e que as multas gerem batalhas judiciais: “As empresas dizem que o acordo não levou em consideração oscilações dos mercados a ponto de desbalancear o comércio de veículos nos países”.

O Observatório de Políticas Públicas da Undav considerou que “o incremento das vendas de veículos aconteceu, em maior medida, sobre as unidades do segmento de maior valor agregado e, por sua vez, ganharam prevalência as unidades importadas do Brasil em detrimento daquelas produzidas localmente”.

As exportações do setor automotivo argentino no primeiro quadrimestre do ano alcançaram US$ 1 bilhão 559 milhões, e as importações chegaram a US$ 3 bilhões 389 milhões. Essa corrente de comércio resultou em déficit comercial de US$ 1 bilhão 830 milhões. A balança comercial deficitária se explica pelo aumento nas importações, de 37,3% no período. Já as exportações cresceram 4,4% de janeiro a abril.

O estudo assinalou que, por falta de controle e de políticas de abertura comercial, as empresas importadoras excederam em 240% a cota estabelecida no acordo automotivo com o Brasil. Segundo o levantamento as importações do complexo automotivo no primeiro trimestre apontaram aumento de quase 40% com relação ao mesmo período de 2016. No entanto no mesmo período a produção local caiu pela segunda vez, consecutivamente.

A Argentina é o principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo e os embarques seguem aumentando em função da alta demanda argentina. Os licenciamentos no país devem alcançar mais de 900 mil unidades este ano. Em junho, de acordo com dados do MDIC, o Brasil enviou aos vizinhos 52 mil 750 veículos – contra 37 mil 275 em junho do ano passado.

Meritor volta a trabalhar seis dias por semana

A tímida melhora na produção de caminhões no primeiro semestre fez com que a Meritor retomasse sua operação normal no Brasil, de segunda a sábado. A fabricante de eixos reduzira a jornada de trabalho em sua fábrica de Osasco, SP, em 2015: na época o acordo com o sindicato dos metalúrgicos local determinava que a produção ficasse parada três dias úteis por mês.

Adalberto Momi, diretor geral da Meritor para a América do Sul, disse que os volumes de produção retornaram ao patamar normal:

“Fabricamos, em média, trezentas unidades por dia. Em 2016, no auge da crise, esse volume chegou a 150 eixos. Agora a economia começa a dar sinais, apesar de tímidos, de recuperação. Mesmo com todo problema político”.

A fábrica de Osasco tem ao todo 650 funcionários e, segundo Momi, o acordo de redução de jornada passou pelo não repasse do dissídio coletivo em 2015 e pela manutenção dos empregos:

“Com a volta da operação normal esse reajuste nos salários, que deveriam ser pagos em 2015, será pago agora”.

Ele não quis informar qual o porcentual de aumento nos salários. Ao todo a Meritor emprega no Brasil novecentos funcionários, em Osasco e em Resende, RJ.

Exportação – Uma das razões para a retomada da produção, contou Momi, foi o crescimento das exportações de caminhões no primeiro semestre. De acordo com dados da Anfavea de janeiro a junho os embarques somaram 13 mil 631 unidades, alta de 45,4%: “O mercado interno ainda não deu sinais de recuperação. O que está sustentando a produção no País é a exportação. E isso deve se manter em um ritmo satisfatório”.

A Meritor contabiliza a exportação em veículos montados, pois não exporta os seus eixos separadamente:

“Nossa expectativa é a de que o mercado se normalize em 2019, com produção de 110 mil a 120 mil caminhões. Em 2017 a produção de caminhões, no Brasil, deverá chegar 75 mil unidades, com vendas de um pouco mais de 45 mil”.

O executivo ponderou que, se essa estimativa se confirmar, novos investimentos para o Brasil deverão ser anunciados. Nos últimos três anos a Meritor aplicou US$ 15 milhões na operação local: “Ainda é muito cedo para saber se vamos, ou não, investir em larga escala por aqui. Para tornar viável a obtenção de novos recursos as reformas propostas pelo governo devem ser aprovadas, a economia tem que realmente se descolar da política e voltar a crescer. Se isso acontecer estará justificado novo investimento para a operação”.

Momi observou que na Meritor o exercício de análises econômicas são diários: “Há uma dose enorme de esperança de que a recuperação econômica se confirme, mas estamos contidos e com o pé no chão. Olhamos semana a semana, dia a dia como andam os negócios no Brasil. É um otimismo moderado”.

Na Alemanha VW reparará motores a diesel

A Volkswagen ajustará o software de 4 milhões de veículos movidos a diesel na Alemanha, para diminuir as emissões de gases poluentes. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

Desde que a agência ambiental dos Estados Unidos descobriu, no fim de 2015, que a companhia colocara software em veículos movidos a diesel para burlar os testes de emissões, já foi obrigada a ajustar os motores de 12,4 milhões de veículos de todas as marcas do Grupo Volkswagen.

Seu CEO, Matthias Müeller, disse que a companhia fará os ajustes depois de se reunir com a ministra do Meio Ambiente da Alemanha, Bárbara Hendricks, para evitar a proibição de automóveis a diesel em várias cidades alemãs.

Os fabricantes de veículos se reunirão com a primeira-ministra Angela Merkel, na quarta-feira, 2, no evento Diesel Summit, no qual se discutirá o futuro dessa indústria que emprega milhares de pessoas na Alemanha.

Em 18 de julho a Daimler anunciou que chamou para revisão 3 milhões de veículos a diesel da Mercedes-Benz na Europa para ajustar o software e reduzir as emissões de óxido de nitrogênio, NOx. A Audi também atualizará o software de 850 mil carros. E a BMW disse que seus veículos não necessitam de nenhum ajuste no software relacionado com as emissões.

Motores de partida da GM serão BorgWarner

A BorgWarner é a fornecedora da linha de motores de partida de alta velocidade para a nova família de motores 1.0, 1.4 e 1.8 litros da General Motors Brasil. O componente equipará os modelos Cobalt, Spin e Montana, fabricados em São Caetano do Sul, SP, e o Onix, produzido em Gravataí, RS. Segundo balanço da BorgWarner, divulgado na sexta-feira, 28, a nova geração de motores GM foi atualizada, recalibrada e aprimorada para cumprir os padrões do CONAM.

De acordo com Stefan Demmerle, presidente da unidade de powertrain, os motores de partida são produzidos na fábrica de Brusque, SC, incorporada à BorgWarner após aquisição da Delco Remy. Desenvolvido em parceria com os engenheiros do Brasil, Coréia do Sul e Estados Unidos, esse motor é capaz de acelerar o motor de combustão de 0 a 350 RPM em menos de 0,5 segundos.

No Brasil, a BorgWraner fabrica principalmente turbocompressores e motores de partida. Os turbos são feitas na unidade de Itatiba, SP. Em julho, a companhia anunciou o fornecimento de turbos para os motores de três cilindros para o Honda Civic vendido na China. O equipamento não é produzido no Brasil, mas segundo ela, a fábrica de Itatiba “estaria pronta caso seja necessária a produção local”. Por aqui, atualmente, os turbos da empresa equipam o Volkswagen up!.

Balanço- Segundo seu balanço financeiro, o faturamento no semestre foi de US$ 4 bilhões 797 milhões, 4,3% maior que o obtido no mesmo período do ano passado. O lucro foi de US$ 401 milhões, aumento de 21,1% no comparativo com janeiro a junho de 2016. A BorgWarner informou, por meio de comunicado, que o bom desempenho no mundo ocorreu pela melhora das vendas para o mercado de reposição. O aftermarket cresceu 7,8% no período.

Ela não divulgou os resultados por região, mas, em 2016, a BorgWarner faturou US$ 90 milhões na América do Sul, 1% do volume total de vendas alcançado pela companhia no mundo todo, que somou US$ 9,07 bilhões no ano passado. A empresa acredita que com o mercado de reposição no Brasil poderá dobrar o faturamento na região até 2020.

Em abril, a empresa disse que aumentará sua capacidade instalada ainda este ano a partir da finalização do processo de integração com duas aquisições feitas recentemente, a Wahler e a Delco Remy. A empresa hoje tem 65 funcionários no Brasil dedicados ao atendimento no mercado de reposição. Das três fábricas instaladas no País, apenas a de Piracicaba, SP, onde são feitas as válvulas da Wahler, funciona com três turnos. A fábrica de Itatiba, SP, onde são feitos os turbos, e a de Brusque, SC, atualmente rodam com um turno apenas.