Grupo Volkswagen lucra 84% a mais no semestre

O Grupo Volkswagen aumentou seu lucro no primeiro semestre, após o crescimento em suas vendas e também por não ter pago, ainda, a multa imposta pelo governo dos Estados Unidos pelos escândalo referente ao Dieselgate.

De janeiro a junho, a Volkswagen lucrou € 6 bilhões 595 milhões, 84,3% a mais que o mesmo período do ano passado. O lucro operacional cresceu 67% no primeiro semestre, chegando a € 8 bilhões 916 milhões. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

O faturamento chegou a € 115 bilhões 862 milhões, alta de 7,3% no comparativo
com o primeiro semestre de 2016. Frank Witter, diretor financeiro do grupo, disse que, apesar das condições difíceis, no primeiro semestre ocorreu um “bom trabalho de equipe”.

O resultado foi impulsionado pelo aumento das vendas, especialmente na América do Norte, América do Sul e na Europa. Ele destacou, ainda, que as emissões de dívida que o grupo realizou no período, teve um efeito
positivo na liquidez da área automotiva.

O Grupo Volkswagen vendeu 5 milhões 156 mil veículos no primeiro semestre, 0,8% a mais que no mesmo período do ano passado. Entretanto, de acordo com o balanço, no segundo trimestre o aumento foi de 2%.

A marca Volkswagen duplicou o resultado operacional com € 1,8 bilhão, a Audi manteve o lucro operacional do primeiro semestre do ano passado, com € 2,7 bilhões.

Já a Skoda, marca pertencente ao Grupo Volkswagen, aumentou em 25% o seu resultado operacional, chegando a € 860 milhões e a Seat obteve € 130 milhões, alta de 40,9% no período.

A marca de luxo Bentley teve resultado operacional de € 13 milhões e a Porsche melhorou em 16,7%, chegando a € 2mi bilhões. Neste ano, o Grupo VW estima superar moderadamente as vendas no mundo e atingir uma margem operacional de 6% a 7%.

Aliança Renault-Nissan assume a dianteira em vendas

A Aliança Renault-Nissan foi a fabricante de automóveis que mais vendeu no primeiro semestre de 2017. Considerando também as vendas da marca Mitsubishi, foram vendidas 5 milhões 268 mil 79 unidades, 7% mais do que o volume vendido no ano passado. O grupo Volkswagen, o que mais vendeu carros no ano passado e que, atualmente, enfrenta a crise do dieselgate, vendeu 5 milhões 115 mil 900 unidades.

A aliança creditou o desempenho ao incremento nas vendas dos modelos Renault Clio, Mégane e Captur. Os Nissan X-Trail, Sentra e Qashqai, e o Mitsubishi Outlander também contribuíram. O volume total de veículos vendidos também inclui a quantidade de modelos elétricos vendidos pela companhia no semestre, 481 mil 151 unidades no mundo todo.

Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança, disse que a empresa continuará a alavancar economias em escala e presença no mercado global: “Vamos oferecer valiosas sinergias para nossas empresas este ano, mantendo uma linha de produtos fortemente tecnológica e oferecendo aos clientes modelos elétricos mais inovadores”.

O lucro líquido da Renault foi 58,5% maior no primeiro semestre deste ano, alcançando o nível recorde de € 2,4 bilhões. Também alcançando nível recorde, o volume de negócios cresceu 17,3% no semestre, chegando a € 29,5 bilhões.

A Renault, isoladamente, vendeu 1 milhão 879 mil 288 unidades no primeiro semestre de 2017, crescimento de 10,4%. Os volumes e participações de mercado avançaram em todas as regiões, principalmente na que compreende a África, Oriente Médio e Índia, onde registrou-se um aumento de vendas de 19,3%, e na região da Ásia-Pacífico, com crescimento de 50,5%.

A Nissan, por sua vez, vendeu 2 milhões 894 mil 488 veículos em todo o mundo no primeiro semestre de 2017, registrando aumento de 5,6%. No Japão e na Europa a companhia atingiu crescimento de 22,9% e 5,7%, respectivamente. A Infiniti vendeu 125 mil, 13% a mais do que o mesmo período de 2016.

FCA fatura ? 55 bilhões no mundo

A Fiat Chrysler Automobiles, FCA, registrou faturamento de € 55 bilhões 644 milhões no primeiro semestre de 2017, informou em balanço publicado na quinta-feira, 27. O valor é 2% maior do que o obtido no mesmo período do ano passado. O EBIT, lucro operacional, foi de € 3,4 bilhões, 13% maior do que o obtido de janeiro a junho de 2016. Foram vendidos 2 milhões 370 mil veículos no período.

No segundo trimestre, a operação da FCA na América Latina rendeu ao grupo € 2 bilhões 11 milhões. No ano passado, no mesmo período, foram € 1 bilhão 469 milhões. Apesar da alta de 36% na região, a empresa perdeu participação de mercado no Brasil, 17,6%. Na Argentina, por outro lado, a participação cresceu de 11,5% para 12,6% no segundo trimestre.

A empresa informou que o EBIT ajustado exclui encargos de € 93 milhões, dos quais € 40 milhões referem-se aos custos de reestruturação da força de trabalho e € 53 milhões aplicados na modernização dos ativos em função da descontinuação antecipada da produção da Fiat Novo Palio.

Com o desempenho, o grupo manteve as metas para 2017: receita líquida de € 115 bilhões a € 120 bilhões, EBIT ajustado acima de € 7 bilhões, lucro líquido ajustado superior a € 3 bilhões e endividamento inferior a € 2,5 bilhões. De acordo com o comunicado, o endividamento industrial está em queda, sendo que no final de junho estava em € 4,2 bilhões, com uma diminuição de € 900 milhões com relação a março de 2017.

Hyundai CAOA é a melhor em satisfação do cliente, diz pesquisa

Em três anos, a Hyundai CAOA saltou do 9º lugar para o topo no ranking da Customer Service Index, CSI StudySM, que mede a satisfação do cliente na pós-venda nas concessionárias, realizado pela consultoria global J.D. Power. Em 2014, primeiro ano em que o levantamento foi feito, a rede de concessionárias ocupou o 9º lugar, em 2015 ela passou para o 6º lugar e no ano passado conquistou a vice-liderança.

Para alcançar o topo, a empresa traçou uma estratégia e investiu em ações de qualidade que seguem padrões internacionais, de acordo com Rogério Gonzaga, diretor de pós-venda da CAOA.

Em 2014, a empresa implementou pesquisas para medir o nível de satisfação dos clientes. Após o atendimento na concessionária, o consumidor responde um questionário em um tablet. Posteriormente, ele responde outra enquete por telefone ou e-mail para medir o nível de satisfação com o serviço.

Durante sua permanência na concessionária, o cliente aguarda em uma sala de espera com acesso à internet e estações de recarga de celular com o intuito de se sentir no escritório. Para se manter no topo, a empresa está investindo na área digital. Hoje, o cliente já faz agendamento pelo site e em breve será atendido por chat.

Segundo ele, o pós-venda é uma área estratégica para retenção do cliente que pode reverter em vendas futuras de automóveis: “O pós-venda é responsável por 10% do nosso faturamento, mas responde pela metade da rentabilidade”. No ano passado, o faturamento com pós-venda foi de R$ 600 milhões.

As 130 oficinas administradas pelo pós-venda da Rede CAOA empregam 2 mil funcionários e atenderam 500 mil clientes no ano passado e a projeção é de crescimento de 3% sobre esse número para 2017.

Pesquisa – Pelo levantamento, essa foi a primeira vez, a Toyota foi perdeu a liderança no ranking e ainda empatou com a Mitsubishi na vice-liderança, seguida por Honda e Hyundai-HMB. A predominância de concessionárias asiáticas demonstra o foco dessas empresas na satisfação do cliente, de acordo com Fabio Braga, diretor de operações da J.D. Power do Brasil.

A pesquisa foi realizada com base nas avaliações de 4 mil 585 proprietários de veículos comprados de 2014 a 2016 e que utilizaram os serviços de pós-venda nos últimos 12 meses. A metodologia é utilizada em dezesseis países como Canadá, Estados Unidos e Japão: “O levantamento mostra as tendências e preferências do consumidor para as concessionárias, que podem monetizar os seus serviços. Já as montadoras podem comparar o nível de satisfação dos clientes em diferentes países”.

Powershift com os dias contados

Desde 2016 a Ford enfrenta a ira de seus clientes que compraram veículos com a transmissão automatizada de seis velocidades e dupla embreagem, batizada como Powershift. O caso foi parar no Procon, que notificou a companhia. Ao assumir os diversos problemas a Ford iniciou uma campanha de troca do componente, que vem se intensificando nos últimos meses.

O que disse Antônio Baltar Jr., diretor de marketing, vendas e serviços da Ford?:

“Estamos substituindo de 4 mil a 4,5 mil transmissões por mês nos modelos EcoSport, Fiesta e Focus. E estendemos a garantia de três para cinco anos ou 160 mil quilômetros. Essa política vai continuar até termos todos os clientes satisfeitos”.

Trata-se de um defeito global. A Ford sofreu ações de consumidores na Austrália e nos Estados Unidos por causa de trepidação incomum e diversos outros problemas, os mesmos relatados no Brasil. A Ford garante que tem em prateleira o componente em quantidade suficiente para uma campanha global de substituição. Diante desse cenário a Powershift começa a dar adeus.

O novo EcoSport, lançado primeiro no Brasil, já aposentou a transmissão de dupla embreagem. Uma nova caixa automática convencional passa a ser a opção. É o que deve acontecer com os outros dois modelos, Focus e Fiesta.

Vendas do Eco – Antônio Baltar considera essa uma página virada, pelo menos quando o assunto é o EcoSport. Ele acredita que a receita do novo produto, mais equipado, com um motor de três cilindros e a transmissão convencional, além dos preços que não foram significativamente alterados, vai surpreender o consumidor:

“Quando comparado com os concorrentes o EcoSport é muito mais equipado. E levando esse padrão de equipamentos para os outros SUVs a diferença de preço para o Eco aumenta em mais de R$ 5 mil. Isso pode influenciar na decisão de compra”.

A rede está começando a receber o novo SUV enquanto ainda tenta negociar as últimas 1 mil unidades do EcoSport 2017: “A normalização dos estoques virá quando tivermos 4 mil veículos na rede. Isso acontecerá até meados de agosto, quando esperamos entregar as primeiras unidades aos clientes”.

Usiminas ganha sua IATF 16949:2016

A Usiminas é uma das cinco empresas já homologadas no País pela nova norma da ISO, entidade internacional que padroniza processos e produtos na indústria, como fornecedora do setor automotivo que atende às novas regras de controle de qualidade impostas à cadeia automotiva em 2016. A ISO afirma que 1 mil 186 fornecedoras daqui ainda precisam se certificar e têm até o final de 2018 como prazo para se adequar às normas. Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen já informaram seus fornecedores que, a partir do ano que vem, exigirão essa certificação aqui.

A nova regra, a IATF 16949:2016, é a atualização da norma ISO 9001, específica para as empresas do setor automotivo. Eduardo Sarmento, gerente de atendimento ao cliente, tecnologia e qualidade da Usiminas, disse que a siderúrgica acrescentou novas análises de produtos e procedimentos ligados à entrega ao cliente:

“As fabricantes se uniram para melhorar a qualidade dos seus veículos, e estabeleceram junto com a ISO novas regras para produzirem veículos mais seguros”.

A Usiminas, maior fornecedora de aços planos e outros tipos do material às montadoras, empresas sistemistas e de autopeças, iniciou no ano passado o processo de transição para atender às novas regras. Fora a adoção de novos métodos de inspeção dos produtos destinados às fabricantes de automóveis teve de manter os 286 engenheiros da qualidade em seu quadro de funcionários e seus laboratórios internos foram certificados pelo Inmetro.

Sarmento contou que a transição, finalizada em outubro, demandou planos de contingência que reduziam os riscos das operações dos clientes. A certificação foi conquistada em junho após auditoria feita por uma empresa ligada à ISO nas usinas de Cubatão, SP, e Ipatinga, MG:

“Incorporamos procedimentos que garantem a entrega ou criam alternativas caso sejam previstos atrasos no despacho dos materiais. Para os materiais, especificamente, a nova regra visa a controlar melhor a qualidade do produto. Existem algumas partes do automóvel que são classificadas como peças de segurança e nesse caso é preciso ter um trabalho de controle da qualidade especial”.

As fabricantes de veículos são um dos principais clientes da Usiminas e a projeção de crescimento, de 21,5%, da produção de veículos este ano, fez a siderúrgica aumentar a sua capacidade de produção de aço para atender à demanda. Em maio anunciou que religará em 2018 um alto-forno de ferro-gusa, um dos insumos do aço, que estava inoperante desde 2015 na usina de Ipatinga. O equipamento incrementará em até 600 mil toneladas a produção de gusa do ano que vem.

Creta segue para o Paraguai

Com embarque programado para o fim deste mês a Hyundai Motor Brasil começa a exportar seu SUV Creta, produzido em Piracicaba, SP. O destino é o Paraguai, mesmo país que também recebeu, em fevereiro do ano passado, os primeiros HB20. A ampliação de mercado para o Creta brasileiro acontece no momento em que o modelo atinge a marca de 20 mil unidades comercializadas, tendo se consolidado como o segundo SUV compacto mais vendido.

Segundo a Hyundai até dezembro serão exportadas para o Paraguai cerca de 260 unidades, uma média de 50/mês. Todos os veículos serão da versão 1.6 automática. Angel Martinez, diretor executivo de vendas, marketing e pós-vendas, contou que o Paraguai faz parte da estratégia de exportação para a América do Sul:

“A expectativa é aumentar os volumes ao longo do tempo e abrir outros mercados, equilibrando sempre nossa capacidade de produção instalada com a demanda interna e as oportunidades de exportação”.

O modelo será comercializado localmente pela Automotor, representante exclusiva Hyundai no Paraguai, e que já vende modelos HB20X desde fevereiro de 2016. A rede de concessionárias conta com dezesseis lojas, distribuídas por todo o país e aptas para o atendimento de vendas de veículos, peças e serviços.

Lá o carro custará US$ 24 mil 150 à vista e US$ 27, 5 mil a prazo. Aqui, pela tabela, essa versão é vendida a R$ 85 mil 740. Segundo as estatísticas publicadas pela CADAM, a associação de empresas concessionárias de veículos do Paraguai, a Hyundai estava em quinto lugar no ranking de vendas do primeiro trimestre de 2017, com 6,5% de participação.

De acordo com informações da fabricante suas exportações somaram 1 mil 212 unidades no ano passado. Paraguai e Uruguai foram os países que receberam os modelos HB20, sendo a versão aventureira HB20X para o primeiro e as versões hatch e sedã, HB20 e HB20S, para o segundo.

Argentina rumo ao seu primeiro milhão

Diretores da Adefa, associação que reúne as fabricantes de veículos da Argentina, apresentaram ao ministro da Fazenda seu diagnóstico sobre a situação da indústria e uma proposta de plano enfocando a sustentabilidade para o crescimento. Ele participou do encontro com o subsecretário de Investimentos Públicos. As informações são do Flash de Motor, da Venezuela.

Joachim Maier, presidente da Mercedes-Benz Argentina, disse que a reunião foi muito produtiva pois, foi apresentado um diagnóstico preciso sobre a carga tributária que incide sobre o setor:

“Criamos uma agenda de trabalho que permitirá assegurar a sustentabilidade e o crescimento da indústria no médio prazo”.

A Adefa informou, por comunicado, que na reunião com os funcionários públicos foi destacada a importância do Plano 1 Milhão, que visa à produção dessa quantidade de veículos em 2023, junto com o resto da cadeia de valor e os sindicatos.

Também informou o mercado atual na Argentina e as perspectivas do setor automotivo, que a Adefa expressa o compromisso das empresas com relação a planos de investimento, emprego e produção.

O objetivo do Plano 1 Milhão é gerar investimento de US$ 5 bilhões para serem aplicados em novos modelos e na fabricação de 1 milhão de unidades ao longo dos próximos sete anos, com 750 mil em 2019.

Fabricantes já usam 70,9% da capacidade

A indústria de máquinas e equipamentos está recuperando sua capacidade instalada. Em junho o NUCI, Nível de Utilização da Capacidade Instalada, chegou a 70,9%, alta de quase 2 pontos porcentuais no comparativo com maio. Se comparado ao mês de junho de 2016 a alta foi maior – 4,5 pontos porcentuais, quando atingiu 66,4%. Os dados fazem parte do levantamento da Abimaq.

O crescimento do NUCI foi impulsionado por dois grupos setoriais que apresentaram desempenho positivo no ano, de acordo com Maria Cristina Zanella, gerente de economia e estatística da Abimaq:

“O setor de máquinas para agricultura cresceu quase 12% no primeiro semestre em função da supersafra. Já o setor de máquinas para a indústria de transformação cresceu 8% por causa da reposição de componentes, manutenção e substituição de equipamentos sem condições de uso. Mas ainda não há sinais de investimentos para a ampliação ou a modernização do parque industrial”.

No acumulado do primeiro semestre as exportações alcançaram R$ 4 bilhões 80 milhões, alta de 2,3% se comparadas às do mesmo período do ano passado. Só em junho elas atingiram R$ 752,7 milhões, o que representou aumento de 6,8% com relação ao mês anterior.

Quatro dos sete setores fabricantes de bens de capital registraram aumento das vendas para o mercado externo, com destaque para máquinas para logística e construção civil, com alta de 24%, e máquinas para agricultura, com acréscimo de 43%.

As exportações para a América Latina cresceram 17,9% na comparação com o primeiro semestre de 2016, passando de R$ 1 bilhão 540 milhão para R$ 1 bilhão 820 milhões. Só para o Mercosul as exportações cresceram 28,5%, passando de R$ 669 milhões para R$ 861 milhões. Para os Estados Unidos, segundo maior mercado, as exportações aumentaram 11,6%, de R$ 669 milhões para R$ 747 milhões.

Já as importações somaram R$ 6 bilhões 50 milhões no semestre, o que representa recuo de 27,9% na comparação com o primeiro semestre do ano anterior. Com relação a junho de 2016 a queda foi ainda maior, 56,7%, mas se comparado a maio houve alta de 9,8%.

Mesmo com a alta nas exportações e queda nas importações a balança permanece negativa em R$ 1 bilhão 97 milhões, tendência que deve permanecer no ano:

“Apesar de o real ter se valorizado em quase 14% no primeiro semestre quando comparado com o mesmo período de 2016, as empresas exportadoras ainda mantêm suas vendas com margens reduzidas, o que deve ser reproduzir ao longo do ano. Com relação às importações, ainda que o câmbio se mantenha favorável, os altos índices de ociosidade da indústria de transformação, combinados com as incertezas crescentes do cenário político, têm inviabilizado qualquer decisão de investimentos”.

Em 2040 nada de carros a gasolina e a diesel. Na Velha Albion.

O governo do Reino Unido quer proibir as vendas de carros movidos a gasolina e a diesel a partir de 2040 como medida de redução das emissões de poluentes na região, informou o ministro do Meio Ambiente, Michael Gove, à Agência Reuters. A venda de veículos híbridos, que funcionam com um motor elétrico combinado a um movido a combustão, também seria proibida em território britânico.

O anúncio veio na esteira de medida semelhante adotada pelo governo da França no início deste mês, e por cidades alemãs, como Stuttgart e Munique, cujos prefeitos também disseram cogitar banir alguns modelos a diesel. O governo britânico vem sendo pressionado para adotar medidas para reduzir a poluição atmosférica desde que perdeu processos apresentados por grupos de ativistas.

A medida provavelmente acelerará o declínio dos carros a diesel no segundo maior mercado da Europa, onde são acusados como responsáveis pela má qualidade do ar. O escândalo de fraude nos testes de emissões da Volkswagen, o dieselgate, acentuou as preocupações com os veículos movidos a este combustível. Gove também disse que o governo liberará US$ 260 milhões às autoridades locais para esquemas de restrição de acesso de veículos a diesel.

No início deste mês a Volvo tornou-se a primeira grande fabricante tradicional a estabelecer uma data para a eliminação gradual de veículos movidos unicamente por motores de combustão interna, dizendo que todos os seus modelos de carros lançados depois de 2019 serão elétricos ou híbridos.

A demanda de carros a diesel caiu 10% na primeira metade do ano no Reino Unido, e a venda de veículos a gasolina cresceu 5%, informou a Reuters. Já as vendas de modelos elétricos ou híbridos aumentaram quase 30% no mesmo período, o setor de crescimento mais rápido do mercado, mas estes ainda representam menos de 5% dos registros de carros novos.