Carros de luxo melhoram receita da Daimler

O Grupo Daimler, que controla a Mercedes-Benz, divulgou na quarta-feira, 26, os dados do seu desempenho operacional no segundo trimestre do ano. O faturamento no período cresceu 7% com relação ao obtido de abril a junho de 2016, totalizando € 41,2 bilhões. A empresa afirmou que a alta na receita foi gerada, principalmente, em função das vendas dos automóveis da Classe E e dos SUVs do seu portfólio.

Para Dieter Zetsche, presidente do conselho de administração da Daimler, a estratégia de melhorar o desempenho da companhia está surtindo efeito: “Tivemos um ótimo segundo trimestre. Nós estabelecemos metas ambiciosas e estamos conseguindo alcançá-las em termos de vendas unitárias e de rentabilidade”.

No segundo trimestre as vendas de carros Mercedes-Benz atingiram 595,2 mil unidades no mundo todo, 9% a mais do que no mesmo trimestre do ano passado. A divisão de utilitários, que inclui vans e picapes, vendeu 103,4 mil unidades, alta de 4%, e a de caminhões chegou a 116,4 mil unidades, alta de 8%.

As vendas de caminhões na América Latina foram maiores no segundo trimestre do que no período anterior. Enquanto as vendas unitárias aumentaram significativamente na Argentina, as vendas no Brasil, 2,9 mil unidades, foram menores do que o volume verificado no ano anterior, 3 mil.

No mercado de ônibus, apesar da retração no Brasil, as vendas Mercedes-Benz de abril a junho chegaram a 3,4 mil chassis na América Latina, fora o México, o que significou desempenho melhor do que o do ano passado, quando foram vendidos 3 mil chassis.

No México as vendas somaram 1 mil unidades, volume maior do que o do ano anterior, seiscentas.

Disal agora tem Agendamento On-Line

A Disal Tecnologia, braço de tecnologia do Grupo Disal, lançará sua nova ferramenta Agendamento On-Line durante a 27ª ExpoFenabrave, que será realizado em São Paulo em 8 e 9 de agosto. O serviço, que estará disponível no site das concessionárias parceiras da Disal, permite ao consumidor marcar o serviço desejado como, por exemplo, a revisão, agendando data, horário e até escolhendo o consultor de sua preferência para realizar o trabalho. A facilidade é a não exigência da digitação dos dados do chassi do veículo mas, sim, a de sua placa, apenas.

Ao fim do agendamento a confirmação é feita por SMS e por e-mail. Também ficam disponíveis o custo do serviço e as condições da concessionária.

A nova tecnologia pode reduzir em, no mínimo, 25% os custos operacionais das concessionárias que envolvem linhas de telefone, computadores e postos de trabalho, de acordo com Roberto Prado, diretor de operações da Disal Tecnologia:

“A ferramenta é bem mais econômica porque cerca de 80% dos agendamentos, tanto as prospecções quanto os receptivos, são feitos por telefone”.

Prado tem a convicção de que, ao oferecer essa facilidade tecnológica, a proposta é abrir um novo canal de relacionamento com o cliente, aumentando as oportunidades de negócios e, consequentemente, incrementando as vendas:

“Como a ferramenta é acessada no website da concessionária temos amplas possibilidades de realizar campanhas de marketing digital. Mas o objetivo não é substituir os outros canais de atendimento mais tradicionais mas, sim, oferecer uma nova opção aos clientes”.

Mobile First – A ferramenta é parte da nova plataforma de marketing digital que adota o conceito de Mobile First e oferece, para as concessionárias, várias ferramentas para captação de clientes na internet. Lançado em janeiro o recurso já atende cerca de cinquenta concessionárias de marcas como Volkswagen, Hyundai, Nissan, Fiat, Peugeot e Audi em todas as regiões do País.

Segundo a ferramenta Test my Site, do Google, o Mobile First está dentro do rol dos 20% com melhor desempenho e navegação mobile do segmento de sites de varejo e comércio, o que significa que as concessionárias que a utilizam a têm a possibilidade de reter 25% mais visitantes do que as outras.

Grupo PSA fatura 5% a mais no semestre

O Grupo PSA, que controla as marcas Peugeot, Citroën e DS, registrou faturamento de € 29 bilhões 165 milhões no primeiro semestre. A receita, segundo balanço divulgado na quarta-feira, 26, foi 5% maior do que o obtido no primeiro semestre do ano passado. A empresa afirmou que o desempenho está dentro do plano de administração Push-to-Pass, iniciado no ano passado e que tem como objetivo o crescimento do faturamento do grupo em 10% até 2018.

Carlos Tavares, presidente mundial do Grupo PSA, declarou que os lançamentos dos últimos tempos contribuíram para o bom desempenho da companhia: “O Grupo PSA bateu recordes em termos de resultados graças a nossos clientes, responsáveis pelo sucesso de nossos últimos lançamentos”.

O faturamento da divisão automotiva foi de € 19 bilhões 887 milhões, também em alta, de 3,6%, com relação ao primeiro semestre de 2016, principalmente devido aos novos modelos e à disciplina em matéria de preços da companhia. Com isso a margem operacional corrente da divisão automotiva foi de 7,3% graças ao resultado operacional corrente de € 1 bilhão 442 milhões, em alta de 10,7%.

Já o resultado líquido consolidado do grupo fechou em € 1 bilhão 474 milhões de janeiro a junho, aumento de € 91 milhões. O fluxo de caixa livre das atividades industriais e comerciais foi de € 1 bilhão 116 milhões, sustentado pela melhoria da margem bruta de autofinanciamento.

O desempenho no semestre levou a empresa a manter as projeções para o ano anunciadas em janeiro. Para 2017 o grupo projeta crescimento de cerca de 3% do mercado automotivo na Europa, e de 5% na China, na América Latina e na Rússia. Na América Latina a fabricante manteve fatia de 3,9% de mercado registrada em 2016 na Argentina, Brasil, Chile e México.

No fim de junho o resultado líquido consolidado do Grupo PSA fechou em € 1 bilhão 474 milhões no primeiro semestre, alta de € 91 milhões, apesar do impacto negativo das operações na China, o que fez com que a empresa perdesse mercado: caiu de 2,2%, em 2016, para 1,1%. O nível total dos estoques era de 374 mil veículos na operação global, apresentando uma redução de 25 mil veículos em comparação com o primeiro semestre de 2016.

Ka salva lavoura Ford na América do Sul

As vendas do modelo Ka foram responsáveis pelo aumento do faturamento e da fatia de mercado da Ford na América do Sul no segundo trimestre. De acordo com balanço divulgado na quarta-feira, 26, os negócios na região geraram receita de US$ 1,5 bilhão, 18% maior do que a de mesmo período do ano passado. O desempenho garantiu à fabricante participação de 9,2% do mercado, um ganho de 0.5 ponto porcentual.

De abril a junho foram vendidos 93 mil veículos na região. O salto nas vendas, de 12%, fez a empresa manter a expectativa de diminuir o prejuízo registrado no ano passado. No balanço divulgado a empresa indica, também, que a “recuperação da economia” contribuiu para a manutenção da projeção.

Na América do Norte, maior mercado da companhia, o faturamento foi de US$ 24,5 bilhões no segundo trimestre, o que representa US$ 700 milhões a mais do que no mesmo período de 2016. Mesmo com o aumento da receita a empresa acredita que o lucro de 2017 será menor do que o registrado no ano passado. Aumento dos custos das commodities e despesas com engenharia – desenvolvimento de carros autônomos – também contribuem para o cenário.

Na Europa a empresa informou que registrou o nono lucro trimestral positivo, o que a fez reverter o prejuízo anotado no segundo trimestre do ano passado. A receita no período foi de US$ 7,1 bilhões. A empresa considera que o desempenho poderia ser maior não fossem os efeitos provocados pelo Brexit. O aumento no faturamento aconteceu, de acordo com a companhia, por causa das receitas obtidas com as vendas dos modelos Ka e Kuga e pelos serviços de compartilhamento.

No cenário global a Ford registrou faturamento de US$ 39 bilhões 853 milhões com venda de veículos e serviços financeiros para o setor, no segundo trimestre. O valor indica crescimento de 0,9% sobre o faturamento registrado em igual período de 2016. No semestre as receitas totais da companhia atingiram US$ 78 bilhões 999 milhões, 2,3% a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

GM fatura 43% a mais na América do Sul

A operação da General Motors na América do Sul viu seu faturmento crescer mais de 40% no primeiro semestre. De acordo com o balanço divulgado pela companhia, a receita foi de US$ 4 bilhões 257 milhões, 42,7% a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Segundo o balanço a operação cresceu 13% no semestre puxado pelo seu desempenho no Brasil. Com 302 mil veículos vendidos na região de janeiro a junho a GM conquistou fatia de 15,9% do mercado.

Com esse desempenho, ela conseguiu melhorar seu caixa na região: saiu de um prejuízo de US$ 182 milhões nos seis meses de 2016 para US$ 142 milhões de janeiro a junho deste ano.  

No mundo o cenário do semestre foi de lucro: US$ 5 bilhões 107 milhões, resultado 8,5% maior do que o registrado em janeiro-junho do ano passado. Já o faturamento foi de US$ 74 bilhões 250 milhões no semestre, incluindo os negócios automotivos e financeiros.

O volume da receita é 5,5% maior do que o registrado no janeiro a junho do ano passado. O comunicado divulgado pela companhia apontou que a alta no faturamento ocorreu em função do desempenho das vendas na América do Norte, mercado no qual a vende veículos com maior margem de lucro, como picapes e utilitários.

Peugeot 208 é o carro mais econômico do País

O Peugeot 208 é o carro mais econômico do País, de acordo com o ranking do PBE, Programa Brasileiro de Etiquetagem, realizado pelo Inmetro. Roda 14,8 km com 1 litro de gasolina na cidade e 15,8 km na estrada. Já o seu consumo energético é de 1,39 megajoule por quilômetro, MJ/km. Esse é o indicador, de acordo com o Inmetro, que revela a eficiência energética dos veículos e as emissões de gases poluentes.

O Volkswagen up! TSI, cuja eficiência energética é de 1,4 megajoule por quilômetro, roda 14,3 km/l de gasolina na cidade e na estrada o seu consumo é de 16,3 km/l. Com esse resultado ficou em segundo lugar de acordo com a aferição do Inmetro. O Citroën C3, que tem eficiência energética de 1,42 MJ/km, com 1 litro de gasolina percorre 14,3 km na cidade e 15,6 km na estrada.

No Inovar-Auto as empresas fabricantes se comprometeram a aumentar a eficiência energética de seus carros em, no mínimo, 13% e, consequentemente, diminuir a emissão de poluentes. Nissan, Audi e Ford já atingiram as metas acordadas em 2012, no início do programa que terminará em dezembro. Ao fim do programa será lançado um balanço, segundo Alexandre Novgorodcev, coordenador do PBE:

“Algumas montadoras estão correndo contra o tempo para cumprir a meta do Inovar Auto. A Renault lançará o Kwid, um carro bastante econômico. Ele roda 15,5 quilômetros com 1 litro de gasolina na estrada e 10,7 km na cidade. Outro exemplo é o Captur, com motor 1.6 equipado com câmbio CVT, que roda 10,7 quilômetros na estrada e 7,34 km na cidade com 1 litro de gasolina”.

No outro extremo do ranking estão os veículos que mais consomem combustível, os superesportivos. O Mercedes-Benz AMG G 63 tem consumo energético de 4,42 MJ/km e roda 4,8 km com 1 litro de gasolina na cidade e 5,5 km na estrada. Na sequência estão o Ferrari F12tdf, com consumo energético de 4,31 MJ/km e com gasto de combustível de 4,9 km/l na cidade e 5,8 km/l na estrada. O Ferrari F12 Berlinetta tem eficiência de 4,24 MJ/km e roda 4,7 quilômetros com 1 litro de gasolina nas ruas e 6,5 km/l na estrada.

Híbridos – Os veículos híbridos dominam o pódio dos veículos mais econômicos por combinar motores a combustão e elétricos, segundo o Inmetro. Na liderança da economia está o Toyota Prius, cuja eficiência energética é 1,15 MJ/km, que roda 18,9 quilômetros com 1 litro de gasolina na cidade e 17 quilômetros na estrada. Ele é seguido pelo Ford Fusion, com eficiência energética de 1,31 MJ/km, e pelo Volvo XC 90 T8, com 1,36 MJ/km.

Novgorodcev contou que o órgão já testou os carros elétricos que devem desembarcar no País até dezembro:

“Já testamos Nissan Leaf e os modelos Renault Twizy e Roen. Quando se fala em eficiência enérgica esses são os melhores”.

O ranking do Inmetro avalia o consumo de combustível e emissões de poluentes de 983 modelos de veículos de 35 marcas.

Eco para gringo

Alto padrão de acabamento, conectividade e motorização eficiente: é aí que a versão 2018 do EcoSport concentrou suas novidades, que foram apresentadas primeiro por aqui mas que tentarão conquistar a clientela em 158 países até o fim do ano.

O fato é que todos foram atrás da receita vencedora da Ford, que ficou quase uma década sozinha no mercado com o seu EcoSport. Hoje o segmento de SUVs compactos é um dos mais disputados do mercado brasileiro, com concorrentes de peso como Honda HR-V, Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Chevrolet Tracker, os Renault Captur e Duster – todos eles também vendidos em outros países. Mas no jogo global, além da fórmula de um SUV urbano e compacto que caiu no gosto do consumidor, outros atributos bastante exigidos são, exatamente… alto padrão de acabamento, conectividade e motorização eficiente.

Atualmente vendido em 140 países sua produção global teve que crescer para atender a quase que todos os principais mercados. Além de Camaçari, BA, que abastece basicamente a América do Sul, entraram na dança Chennai, Índia, que o produzirá para o mercado estadunidense, Chongqing, China, para a Ásia, Chenei, Rússia, para o mercado local, e Valência, Venezuela, que monta kits CKD – e a fábrica de Craiova, Romênia, que passa a fabricar o EcoSport para a União Européia.

Cerca de setecentos profissionais, liderados pelo centro de engenharia do Brasil mas espalhados pelo mundo, participaram da reforma geral do EcoSport. Novas tecnologias na armação da carroceria só utilizadas até então pela Ford no Mustang, requinte no acabamento interno e soluções mais inteligentes para utilizar melhor o espaço da cabine, diversos equipamentos que são a coqueluche do consumidor conectado, um motor 1.5 litro de três cilindros mais potente e econômico além do design – que não mudou muito mas que está alinhado com outros produtos globais da companhia, são alguns dos predicados desse SUV urbano.

Rogelio Golfarb, vice-presidente para a América do Sul, disse que o programa global do novo EcoSport é um dos maiores já realizados pela Ford:

“Temos muito orgulho porque foi liderado desde o princípio pelo Brasil em conjunto com os centros de engenharia na América do Norte, Europa e Ásia”.

Mesmo que o visual não tenha mudando radicalmente, pois manteve o estepe na tampa traseira e a grade frontal recebeu apenas a atualização padrão de outros SUVs da Ford, o EcoSport 2018, apresentado na noite da segunda-feira, 24, na Reserva do Paiva, PE, de fato parece um veículo de categoria superior. A começar pelo interior, completamente modificado para atender rígidos padrões de conforto do resto do mundo. Os bancos ficaram maiores e bem mais confortáveis, e os instrumentos mais intuitivos e belos. O ar-condicionado foi recalibrado para refrescar com maior eficiência o pessoal na Índia, que geralmente enfrenta 50º C, assim como em Teresina, PI, segundo os especialistas da Ford.

Klaus Mello, gerente de engenharia veicular, disse que os vidros receberam película que reduz significativamente ruídos e vibrações externas: “E também temos material que absorve esses dois fatores de incômodo em diversas outras peças do EcoSport”.

A conectividade é outro ponto que merece elogio no interior: a tecnologia Sync 3, a mais avançada solução disponível nas prateleiras da fabricante, é compatível com os aparelhos Android e Apple e está disposta em uma tela sensível ao toque que pode variar o tamanho de 6,5 polegadas a 8 polegadas dependendo da versão. Nenhum concorrente oferece uma solução como essa. E o sistema de som promete agradar aos clientes que valorizam alta qualidade. A versão Titanium traz o Premium Sound System da Sony, com nove alto-falantes. Até o que pode parecer uma bobagem não foi esquecida: a Ford desenhou um espaço no painel central para colocar o smartphone, em posição bem próxima aos dois pontos de entrada USB, que são iluminados.

O powertrain também mudou bastante. A primeira medida foi retirar a caixa Powershift de dupla embreagem do portfólio, substituindo por uma transmissão de seis velocidades convencional, com conversor de torque.

Os motores também são novos: para as versões de topo chega o Duratec 2.0 Direct Flex, de 176 cv, com injeção direta, o mais potente da categoria, segundo a Ford. E nas opções de entrada e intermediária a fabricante traz o moderno 1.5 TiVCT Flex de três cilindros, de 137 cv. Esses serão os motores para grande parte dos mercados em que o EcoSport será vendido.

Mercado local – Todas as novidades têm como foco atender ao mercado global, pois a Ford entende que esse veículo ganhará a preferência não só de mercados emergentes mas, também, dos países mais tradicionais, como Estados Unidos. As vendas por lá começam em 2019.

No entanto a fabricante não deixou de olhar com atenção para o quintal do Eco, o mercado brasileiro. Mesmo reconhecendo que a competição é dura, pois todos os SUVs compactos estão sendo vendidos por aqui – alguns modelos, como o HR-V, por exemplo, são competidores nos Estados Unidos, mas em outros mercados, não –, os executivos da Ford acreditam que a atual receita do EcoSport tem tudo para agradar ao consumidor brasileiro. Antônio Baltar Jr., diretor de marketing, vendas e serviços, contou que nenhum concorrente é tão equipado quanto o EcoSport.

Talvez isso não se traduza em retomada da liderança de vendas, mas a expectativa é a de manutenção da participação de mercado:

“Perdemos no ranking para outros SUVs, mas observando as vendas totais do mercado interno percebemos que o EcoSport teve, em média, 1,5% de market share desde seu lançamento, em 2002. Gostaríamos de manter esse desempenho e, na medida do possível, ampliar um pouco”.

A estratégia por aqui é valorizar o cliente que já tem um EcoSport oferecendo a ele juro zero para financiamento de um novo e primeira revisão grátis: “Também vamos trabalhar forte com os revendedores para ofertarmos boas condições de compra do Eco dos clientes”.

O EcoSport 2018 parte de R$73 mil 990 na versão SE manual, e R$78 mil 990 na automática. A opção FreeStyle, que deve responder por mais de 30% das vendas, sai por R$81 mil 490 com câmbio manual e R$86 mil 490 com o automático. E a versão Titanium custa R$93 mil 990.

Cummins mira os rios do Norte

Tradicional fabricante de motores para veículos pesados a Cummins quer crescer, também, no setor de embarcações. Busca oportunidades no transporte fluvial de produtos da Zona Franca de Manaus, AM, e do agronegócio, escoados pelos portos da Região Norte. Na terça-feira, 25, a empresa anunciou a venda de quatro motores KTA 38 para duas embarcações construídas pelo estaleiro Easa, de Belém, PA. Serão utilizados no transporte de grãos da Cianport Pará, a Companhia Norte de Navegação e Portos.

Segundo Antônio Colares, gerente de negócios da Cummins vendas e serviços, os produtores de grãos do Mato Grosso e do Tocantins têm direcionado o escoamento de sua produção para os portos ao Norte, o que tem atraído investimentos em embarcações:

“Hoje as empresas utilizam mais as vias de escoamento do Norte porque é mais barato do que levar a produção aos portos de Santos e Paranaguá, por exemplo, ainda que a capacidade daqueles seja menor. Mesmo assim há certa tendência de aquecimento dos negócios em toda a cadeia”.

O Arco Norte, conjunto de portos compreendidos da bacia amazônica a terminais na Bahia, aumentou o volume de movimentação de soja em 88,5% de 2011 a 2016, de acordo com dados da Antaq, Agência Nacional de Transportes Aquaviários. A movimentação de milho, no mesmo período, cresceu 174,8%. A expectativa é a de que a região seja protagonista no escoamento da produção agrícola nos próximos dez anos. Estudo da Embrapa sugeriu que o Arco Norte precisa mais do que dobrar sua capacidade atual de escoamento, alcançando 40% de participação no volume total de grãos exportados pelo País, para que sejam atendidas as projeções do setor para a produção de 2025.

Estrutura pós-venda – Hoje a Cummins possui duas distribuidoras de motores marítimos na Região Norte, responsáveis pelos negócios e pelo pós-venda. Os equipamentos são importados dos Estados Unidos e da Inglaterra, segundo Colares. Já no Estado do Rio de Janeiro, contou ele, a equipe de vendas para o segmento articula os negócios com clientes internacionais:

“A maioria dos clientes são empresas estrangeiras. Logo é necessária uma articulação envolvendo vários agentes: quem desenvolve o navio, o armador e o estaleiro, até a confirmação da compra”.

O executivo disse que o Brasil representa um mercado pequeno nas vendas de motores marítimos da Cummins na comparação com os maiores países do sudeste asiático – Cingapura e Malásia – e os banhados pelo Golfo do México: “São vendas que surgem a partir de projetos de infraestrutura, e eles ainda são poucos no Brasil. Nossa meta para o ano não será atingida por causa do mercado desaquecido, mas há oportunidades no médio prazo”.

No ano passado a Cummins vendeu US$ 1 bilhão 508 milhões em motores marítimos para clientes de todo mundo. Isso representou queda de 4% no comparativo com 2016, de acordo com o seu balanço financeiro.

Fabricantes na mira da ANP

A ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e as principais fabricantes de lubrificantes do País falam línguas diferentes quando entra em debate a qualidade dos produtos comercializados por aqui. Os pareceres bimestrais da agência, que apontam irregularidades em lubrificantes, seguem questionados pelas empresas.

Após nove meses operando em novo laboratório a ANP voltou a praticar o PML, Programa de Monitoramento de Lubrificantes, procedimento de avaliação realizado desde 2007 interrompido em setembro de 2014. Com o retorno das análises foram apontadas irregularidades em produtos Castrol, Chevron, Cosan e Total, empresas que estão no rol das dez maiores do segmento de lubrificantes no Brasil. Elas se defendem, em uníssono, dizendo que a ANP utilizou critérios equivocados na avaliação da composição dos produtos.

O PML, Programa de Monitoramento dos Lubrificantes, foi interrompido em função de reforma nos laboratórios do CPT, o Centro de Pesquisas Tecnológicas da ANP, e retomado em novembro de 2016. Após a reforma houve uma ampliação de 23% na área laboratorial e modernização na área administrativa. O PML acompanha sistematicamente a qualidade dos óleos lubrificantes comercializados no País, mas não possui caráter punitivo.

De acordo com Francisco Nélson Satkunas, conselheiro da SAE Brasil, durante algum tempo as empresas analisadas pela agência criticaram a capacidade de análise do laboratório e uma suposta falta de estrutura prejudicava a aferição das amostras de óleos lubrificantes analisadas:

“A ANP fazia as avaliações periodicamente e sempre houve divergência daquilo que era alegado nos boletins e pelos laboratórios das empresas. Havia a expectativa de que a expansão da estrutura melhorasse essa relação”.

Os óleos lubrificantes para o setor automotivo das marcas Havoline e Texaco, controladas pela Chevron, apareceram na lista de não conformidades da agência com problemas em seus registros: a empresa teria colocado no mercado produtos sem cadastro. Um modelo Castrol também figura na listagem pela mesma ocorrência. Um da marca Mobil – segundo mais vendido e controlado pela Moove, braço de lubrificantes da Cosan –, e um modelo de óleo da francesa Total aparecem na lista por insuficiência de aditivos na sua composição.

Para Denílson Barbosa, da área de controle de qualidade do laboratório da Total, as mudanças em procedimentos de análise que surgiram após a expansão prejudicaram a comunicação da ANP com as fabricantes, o que acarretou algumas notificações:

“No caso da notificação do nosso produto, sim, assumimos que houve equívocos no que diz respeito ao pacote novo de aditivos que passamos a utilizar no modelo apontado pela ANP em junho, mas há casos em que a agência utiliza critérios de avaliação distintos do mercado. Fora isso ela poderia entrar em contato com a empresa listada antes de divulgar o boletim”.

A Cosan, por comunicado, disse que os seus produtos cumprem as especificações exigidas pela ANP para a sua categoria. Ela informa, também, que a resolução da agência em 2014 não limitava a publicação de múltiplos números de registro com a mesma marca comercial, “o que levou a um erro na análise do programa”.

A Chevron, também por meio de nota, disse que julga improcedentes os apontamentos feitos pela ANP: “Todas as informações que se encontram no rótulo de seus produtos estão alinhadas com o processo de registro submetido e aprovado pela ANP”.
A Castrol, até o fechamento desta edição, não se pronunciou.

Ônix mantém liderança. Em vendas e nos financiamentos.

O Top 3 dos automóveis mais financiados no primeiro semestre do ano permanece o mesmo na comparação com o ano passado, de acordo com levantamento da B3, empresa que combina as atividades da BM&FBovespa e da Cetip. O Chevrolet Onix, com 47 mil 86 veículos, mantém a liderança na preferência dos financiamentos desde o fim de 2015. Na sequência vêm Hyundai HB20, com 30 mil 408 unidades, e o Ford Ka, com 25 mil 985 unidades. A novidade do levantamento são os SUVs Jeep Renegade e Hyundai Creta, e as picapes Toyota Hilux e Chevrolet S10, conforme destacou Marcus Lavorato, superintendente de relações institucionais da B3:

“O segmento de SUV está sendo o preferido do consumidor, com as montadoras lançando modelos desta categoria que têm o preço mais elevado”.

Segundo o levantamento as fabricantes mais tradicionais dominam o topo do ranking dos financiamentos de automóveis: General Motors com 97 mil 826 unidades, Volkswagen com 70 mil 281, Fiat com 63 mil 729 e Ford com 57 mil 926.

O prazo médio de financiamento do primeiro semestre permaneceu semelhante ao do mesmo período do ano passado: para veículos novos é de 36,8 meses, contra 36,6 meses, e para veículos seminovos é de 43 meses, contra 42,2 meses – com entradas maiores. São prazos distantes daqueles que chegavam a cem meses com zero de entrada durante o boom de vendas no mercado automotivo de alguns anos atrás.

Lavorato afirmou que os financiamentos longos ficaram no passado: “O número de veículos financiados está correlacionado com o nível de atividade de emprego e a confiança do consumidor. Hoje temos nível recorde de desemprego de quase 13% e um patamar muito baixo do índice de confiança do consumidor, aliados à instabilidade da conjuntura econômica”.

USADOS – Quando se fala em usados o Volkswagen Gol foi o carro mais financiado no primeiro semestre: manteve a primeira posição com 102 mil 982 unidades financiadas. O segundo lugar continuou com o Fiat Palio, que atingiu 69 mil 164 unidades.

O levantamento da B3 reúne os veículos comercializados por crédito direto ao consumidor, CDC, leasing e consórcio, inclusive aqueles contemplados e não quitados.