Kia expande seu portfólio elétrico com EV4 E PV5

São Paulo – No Kia EV Day 2025, em que revelou seus planos para a eletrificação, a Kia mostrou duas novidades elétricas: o EV4 e PV5. O primeiro será vendido nas carrocerias hatch e sedã, mas os seus pormenores de motorização, bateria e autonomia ainda não foram revelados.

O PV5 é um utilitário que será vendido em três versões: Cargo, Passageiro e Veículo Acessível para Cadeirantes. Será o primeiro modelo produzido na nova plataforma PBV, Plataforma Além do Veículo, que traz novos hardwares e softwares para melhorar a experiência dos ocupantes.

Durante o evento, como em 2023, a empresa apresentou um novo conceito, o Concept EV2, um compacto elétrico que fará parte do seu portfólio de veículos elétricos nos próximos anos.

Jeep leva o Renegade Willys para o Galo da Madrugada

São Paulo – O Jeep Renegade Willys, versão topo de linha, será uma das atrações do Galo da Madrugada, o maior bloco de carnaval do mundo, em Recife, PE. Por mais um ano a Jeep será patrocinadora oficial do evento, o quinto consecutivo.

O SUV produzido na fábrica de Goiana, PE, é equipado na versão Willys com rodas aro 17, pneus ATR+, quadro de instrumentos digital de sete polegadas, teto solar, kit multimídia com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas, bancos com o nome da versão, soleira e ar-condicionado digital e automático.

Em 2025 o Jeep Renegade somou 3,7 mil emplacamentos, alcançando a décima-terceira posição no ranking dos automóveis e comerciais leves mais vendidos do País, de acordo com dados da Fenabrave de janeiro.

MPF pede recall e indenização à GM por zero estrela no Latin NCAP

São Paulo – Corre na Justiça brasileira processo em que o MPF, Ministério Público Federal, defende que a General Motors pague uma indenização por danos morais e coletivos pela fabricação do Chevrolet Onix, de 2012 a 2018. Segundo comunicado do órgão, que também solicita o recall das mais de 1 milhão de unidades envolvidas, os veículos “não contam com a devida segurança contra impactos laterais”.

Os procuradores do MPF de Minas Gerais usam como argumento a reprovação do Onix no Latin NCAP, que deu nota zero a testes relativos a impactos laterais. “De acordo com os autores da ação, o procurador da República em Uberlândia Cléber Neves e o promotor de Justiça Fernando Martins, embora as especificações de segurança veicular legalmente exigidas no Brasil tenham sido observadas, o resultado demonstrava que o veículo era inseguro aos consumidores”, diz a nota do MPF.

O processo, devido à sua abrangência, foi transferido para o Distrito Federal. E o novo responsável pelo caso, procurador Anselmo Cordeiro Lopes, afirmou que a GM em nenhum momento negou a vulnerabilidade da segurança do veículo e acrescentou que veículos destinados ao mercado consumidor dos Estados Unidos recebiam proteção lateral extra – mas o Onix jamais foi exportado para lá.

Foi Lopes que manifestou o pedido pelo pagamento de indenização e o recall, além de pedir que o julgamento seja de lide antecipado, ou seja, que a Justiça tome sua decisão sem precisar de mais provas ou audiência.

O MPF calcula que a GM obteve receita anual de R$ 8,3 bilhões com a venda do Onix e pede indenização de 5% do faturamento bruto, em torno de R$ 2 bilhões. Deste total R$ 100 mil seriam destinados ao familiar de cada vítima fatal dos acidentes, R$ 50 mil ao consumidor que sofreu danos físicos decorrentes a impactos laterais e o restante destinado ao Fundo de Direitos Difusos.

Pormenores do processo

Reportagem de Lucia Camargo Nunes publicada no portal NSC Total teve acesso ao processo que já acumula mais de novecentas páginas. Foram 4,2 mil sinistros envolvendo o Onix de 2013 a 2024, dos quais 1,5 mil com feridos leves, 290 com feridos graves e 48 com óbitos, sem discriminar quantos foram provocados por impacto lateral.

A GM, em nota, afirmou que “não comenta casos que estão em andamento na justiça. No entanto, é importante ressaltar que o veículo em questão atende integralmente às especificações técnicas exigidas pela legislação brasileira, incluindo todas as normas e regulamentações veiculares em vigor.”

Nos autos a companhia alegou ser inviável atender a um recall por serem “impossíveis as modificações, o que demandaria uma reconstrução completa, com alteração estrutural do veículo”. Cita que o mesmo Latin NCAP testou o Onix em 2014, com três estrelas, e em 2019, com cinco estrelas, após serem agregados novos itens de segurança.

E que a instituição é privada, que utiliza critérios próprios, só testa itens de segurança passivos e não é usado pelo Denatran para aferir se o carro é seguro ou não. Pela legislação vigente o Onix sempre cumpriu as exigências.

O pedido agora aguarda a análise pela 3ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.

Volkswagen mostrará o Tera no carnaval da Sapucaí

São Paulo – O público presente no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, no Sambódromo Marquês de Sapucaí, poderá ver de perto o novo SUV da Volkswagen, o Tera, sem disfarces. Ele terá suas linhas oficialmente divulgadas e será o destaque a partir de domingo, 2.

Foi também no Rio de Janeiro, mas em outro festival de música, o Rock in Rio, que o Tera fez sua primeira aparição, ainda camuflado. Foi o destaque do estande da Volkswagen, uma das patrocinadoras do evento. Quem espiasse por trás das placas de LED conseguia ver parte, ou até grande parte, do SUV.

Desenvolvido pela equipe de engenharia local, o Tera teve seu desenho feito pelo time de José Carlos Pavone, head de design da Volkswagen Americas. Teasers divulgado pela montadora revelaram alguns pormenores, como os faróis e lanternas, a coluna C e o volume acima da caixa de rodas, bem como o design delas.

Stellantis segue na seleção de novo CEO

São Paulo – Ao apresentar pela primeira vez os resultados financeiros da Stellantis o chairman John Elkann cumpriu o papel que nos três anos anteriores tinha sido do CEO Carlos Tavares, que renunciou ao cargo em novembro passado justamente por causa do desempenho negativo da companhia em 2024, divulgado em pormenores na quarta-feira, 26.

Elkann espera por um ano melhor em 2025 e que esta função não seja mais dele nas próximas divulgações, pois segundo ele até o fim deste primeiro semestre um novo CEO já terá sido escolhido para executar os planos da quarta maior fabricante de veículos do mundo.

“A seleção do novo CEO está em curso e seu nome será anunciado no primeiro semestre, temos ótimos candidatos internos e externos”, disse Elkann, sugerindo que ainda não foi tomada a decisão por um executivo que já está na empresa ou algum outro da concorrência ou mesmo de fora do setor.

Da porta para dentro da companhia vem ganhando força o nome de Antonio Filosa, que no fim de 2023 deixou a presidência da Stellantis América do Sul para ser o CEO global da Jeep e, no ano passado, foi alçado ao posto de presidente para as Américas. Da porta para fora surgiram rumores de conversas com Luca De Meo, atual CEO do Grupo Renault, até agora não confirmadas por nenhuma das partes.

Seja quem for a missão do novo CEO já é conhecida, nas palavras do próprio Elkann: “Em 2025 precisamos voltar ao crescimento lucrativo e ao fluxo de caixa positivo, para construir a confiança dos investidores”.

América do Sul fez o melhor resultado da Stellantis em 2024

São Paulo – Em um cenário raramente visto nas grandes corporações com subsidiárias espalhadas pelo mundo, em 2024, a divisão regional da Stellantis na América do Sul apresentou os melhores resultados relativos da companhia, mesmo representando apenas 10% do faturamento global de € 156,9 bilhões no ano passado.

Enquanto quatro das cinco divisões regionais da Stellantis registraram quedas de vendas, receitas e lucros, a subsidiária sul-americana conseguiu elevar as entregas aos clientes em quase 4%, de 879 mil para 912 mil veículos vendidos na região em que a companhia liderou o mercado com participação de 22,9%, a maior da companhia no mundo.

Apesar da pequena queda marginal de 1,2% no faturamento regional, que atingiu € 15,9 bilhões, e da pequena retração de 4% no lucro operacional ajustado de € 2,3 bilhões – muito parecido com o que foi apurado na Europa e América do Norte –, o desempenho da divisão foi considerado “consistente” pela companhia, pois a margem de lucro de 14,3% permaneceu praticamente intocada em relação a 2023, foi a segunda maior do grupo no mundo, só perdendo para os 18,8% da África e Oriente Médio, mas muito acima dos 4% registrados nos mercados europeus e norte-americanos.

Os aumentos dos preços médios dos veículos vendidos na região e a elevação do volume de vendas garantiram o bom desempenho, que foi prejudicado na conversão para euros devido às desvalorizações do real brasileiro e do peso argentino, fator que explica as pequenas quedas de receitas e lucro operacional expressados na moeda da União Europeia.

Segundo John Elkann, chairman da Stellantis, o desempenho positivo na América do Sul está diretamente relacionado com a grande capacidade produtiva instalada na região, com três fábricas no Brasil e duas na Argentina que produzem veículos de cinco marcas – Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. Esta vantagem está aliada ao desenvolvimento próprio de produtos adequados à demanda – leia-se renda mais baixa. Como exemplo prático ele citou “a inovadora plataforma Bio-Hybrid no Brasil”, que teve os seus dois primeiros produtos lançados já no fim de 2024, os Fiat Pulse e Fastback híbridos leves com circuito de 12 V e motor flex etanol-gasolina.

A composição do lucro operacional ajustado na América do Sul, em 2024, foi de ganhos de € 507 milhões que foram encobertos por perdas de € 604 milhões em relação ao resultado de € 2 bilhões 369 milhões apurado em 2023. Os ganhos foram compostos por € 368 milhões vindos do aumento médio de preços, mais € 9 milhões com elevação do volume de vendas, € 56 milhões em economias com processos industriais e € 74 milhões em reduções de recursos para pesquisa e desenvolvimento. Já os gastos foram € 75 milhões maiores com despesas administrativas e perdas de € 529 milhões relacionadas à desvalorização cambial que reduziu valores na conversão para euros.

Fábricas locais da Mercedes-Benz passam a operar com energia renovável

São Paulo – As usinas fotovoltaicas da Mercedes-Benz, construídas em parceria com a Raízen Power, em Santana dos Matos, RN, começaram a operar com a capacidade completa em janeiro. A montadora adquiriu participação no projeto Dunamis, iniciado pela Raízen Power, para gerar 100% da energia limpa usada nas fábricas de São Bernardo do Campo, SP, e Juiz de Fora, MG. 

A energia gerada nas usinas fotovoltaicas irá para a rede de abastecimento do Rio Grande do Norte, abatendo o consumo da empresa nas cidades onde está instalada. Este é mais um passo da Mercedes-Benz dentro do seu plano de neutralidade de CO2 nas fábricas brasileiras.

FPT Industrial fornece motores a gás para chassi Agrale

São Paulo – A FPT Industrial fechou parceria com a Agrale para fornecer seu motor movido a gás natural e biometano N60 CNG para o chassi de ônibus MA 11.0 GNV. A fabricante de motores acumula mais de 25 anos de experiência com este tipo de combustível.

A motorização gera 200 cv de potência e 750 Nm de torque e, segundo a FPT Industrial, reduz de 40% a 50% os custos em comparação ao diesel com o mesmo desempenho. Seu funcionamento mais silencioso o torna ideal para serviços urbanos noturnos.

De acordo com a fabricante o motor N60 CNG emite até 10% menos CO2 e 90% menos NO2 quando abastecido com gás natural. Com biometano o lançamento de CO2 na atmosfera é reduzido em até 95%.

Volare vende micro-ônibus para Fernando de Noronha

São Paulo – A Volare vendeu quatro micro-ônibus para a Astrotur Viagens, operadora de de Recife, PE, que usará os veículos no transporte público da ilha de Fernando de Noronha. A negociação foi conduzida pelo concessionário Volare Compacto e as quatro unidades são do modelo Attack 9.

Os veículos são dotados de motor Cummins Euro 6 de 175 cv de potência e câmbio manual de seis marchas. Os micro-ônibus transportam 44 passageiros, sendo 25 sentados.

Volvo Financial Services anuncia Sílvia Gerber como nova presidente na região

São Paulo – A VFS, Volvo Financial Services, braço financeiro da Volvo, terá a partir de 1º de abril uma nova presidente na América Latina: Sílvia Gerber, hoje CFO e vice-presidente da montadora na região. Ela sucederá a Carlos Ribeiro, que passará a liderar as operações da empresa no Reino Unido e na Irlanda, e responderá diretamente ao presidente mundial da VFS, Márcio Pedroso.

Formada em administração de negócios e economia pela Goshen College, Estados Unidos, e com pós-graduação em economia da energia e do meio ambiente na Scuola Superiore Enrico Mattei, Itália, a executiva possui 25 anos de experiência de gestão nas áreas financeira e comercial, duas décadas dos quais no Grupo Volvo.

Gerber já ocupou os cargos de diretora executiva da Volvo Colômbia e, posteriormente, da UD Trucks, antiga marca do Grupo Volvo, para a América Latina e o Caribe. Ela também já foi CFO da Volvo Buses na América Latina e da Volvo México.