São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves na Europa registraram em abril o primeiro mês de crescimento no ano, com 925,4 mil unidades, volume 1,3% maior do que o registrado em igual período do ano passado. Na comparação com março houve queda de 10,1%. De acordo com a Acea, entidade que representa o setor automotivo na União Europeia, o avanço sobre igual mês do ano passado demonstra uma leve recuperação do mercado local, mesmo com o cenário econômico global imprevisível.
No acumulado do ano o resultado ainda é negativo em 1,2%, com 3,6 milhões de veículos comercializados.
De janeiro a abril a venda de veículos eletrificados segue representando a maior demanda dos consumidores, com 58,5% de participação. Os HEV somaram a maior parte das vendas, com fatia de mercado de 35,3%, seguidos pelos elétricos EV com 15,3% e pelos PHEV com 7,9%.
Os veículos com motores a combustão representaram 38,2% das vendas, sendo 28,6% movidos a gasolina e 9,6% a diesel.
São Paulo – O Ministério Público do Trabalho ingressou na terça-feira, 27, com uma ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a BYD e as construtoras JinJiang e Tonghe, que operavam nas obras da fábrica que a companhia está construindo em Camaçari, BA. Em novembro, conforme reportagem da Agência Pública, foram encontrados trabalhadores chineses em condições análogas à escravidão no local.
A ação foi protocolada na 5ª Vara do Trabalho de Camaçari após as empresas se negarem a assinar um termo de ajuste de conduta, disse o MPT.
Segundo o órgão estes 220 trabalhadores entraram no Brasil com visto de trabalho irregular: eram para serviços que não condizem com o que estavam efetuando na obra da fábrica.
O MPT acusa as empresas de situação análoga à escravidão e tráfico internacional de pessoas e pede indenização de R$ 257 milhões por danos morais coletivos, mais pagamento de dano moral individual equivalente a 21 salários, mais um salário por dia de trabalho nestas condições e o pagamento de verbas rescisórias. Além de multa de R$ 50 mil por cada item descumprido, multiplicado pelo número de trabalhadores prejudicados.
“No canteiro de obras da construção da planta industrial da BYD os agentes públicos encontraram trabalhadores amontoados em alojamentos sem as mínimas condições de conforto e higiene, com presença de vigilância armada, retenção de passaportes, contratos de trabalho com cláusulas ilegais, jornadas exaustivas e sem descanso semanal”, disse o MPT. “Também constataram risco de acidentes por negligência às normas de saúde e segurança do trabalho”.
Procurada, a BYD informou que “reafirma seu compromisso inegociável com os direitos humanos e trabalhistas, pautando suas atividades pelo respeito à legislação brasileira e às normas internacionais de proteção ao trabalho”.
A empresa afirmou também que desde o primeiro momento está colaborando com o MPT, e que, sobre a ação, se manifestará nos autos.
Wei Haigang, presidente da divisão internacional da companhia chinesa, ressaltou que apresentou o projeto a Lula e que os planos são de começar a produzir no último trimestre do ano que vem:
Wei Haigang. Fotos: Divulgação.
“Vamos produzir no quarto trimestre de 2026. O Brasil é um mercado grande, então será uma operação diferente da que temos em países como Malásia e Nigéria”, afirmou o executivo em conversa com a Agência AutoData e a AutoEsporte. A reportagem questionou o modelo de produção – nestes dois mercados a companhia monta kits SKD. “Será muito maior. Ainda estamos pesquisando, mas não seria uma má ideia ter uma parceria local”.
Durante a visita de Lula à China, segundo representantes da imprensa que acompanhavam a comitiva do presidente, foi dito que a produção seria na fábrica da HPE em Catalão, GO. Mas, equivocadamente, afirmaram que a unidade estaria fechada, o que não é verdade: está recebendo investimentos e começou a produzir um novo modelo, o Mitsubishi Outlander PHEV, recentemente.
Segundo a Agência AutoData apurou com fontes próximas à negociação a parceria com a HPE está bem próxima de ser concretizada, mas o ruído criado na visita de Lula à China fez com que o assunto fosse tratado de maneira mais reservada. A união, porém, ainda é possível.
Alex Zhou, presidente da GAC do Brasil, não quis falar sobre local de produção e também não descartou parcerias para o projeto: “Nosso objetivo é encontrar a melhor solução. Estamos avaliando diferentes projetos, porque o Brasil tem complexidade com impostos e legislação. Esperamos ter as respostas em breve, porque queremos começar a produzir no ano que vem”.
Alex Zhou. Fotos: Divulgação.
Segundo Zhou já existem conversas com fornecedores e a ideia é iniciar a operação com CKD. “Algumas peças, no entanto, serão compradas de empresas locais”, disse, sem entrar em pormenores.
A indústria automotiva chinesa é o centro das atenções neste momento por causa da ameaça que as suas marcas representam para as tradicionais fabricantes ocidentais. Tarifas e medidas protecionistas são discutidas e aplicadas em Bruxelas, Washington, Ottawa e até em Brasília, numa tentativa de conter o avanço dos veículos chineses em mercados dominados até então pela agora considerada vítima: a indústria ocidental. De maneira conveniente esquece-se, contudo, que as mesmas empresas ocidentais ganharam muito dinheiro na China nos últimos 25 anos, vendendo milhões de seus carros ultrapassados para um mercado em ascensão. O que o Ocidente ainda não tolera é que, agora, quem dá as cartas na China são as marcas locais. E esse dragão já bate à porta de suas casas.
O Auto Shanghai 2025 expôs esta nova realidade que movimenta o setor automotivo global: muitas marcas chinesas protagonistas em seu próprio mercado gigante – o que já é mais do que suficiente para a maioria delas –, que se somam a alguns projetos de internacionalização por meio de exportações recordes – a China tornou-se em 2024 o maior exportador de veículos do mundo – e a constatação de que qualidade, tecnologia, estilo e desempenho já são, sim, atributos muito fortes e consolidados pela indústria automotiva local.
O maior salão do automóvel do planeta é assim reconhecido por causa das suas dimensões impressionantes, mas o foco principal é no seu público interno, pois é este que há quase duas décadas garante à China o título imbatível de maior mercado de veículos do mundo – com recorde de 31,3 milhões de unidades produzidas, das quais quase 23 milhões foram vendidas no próprio país em 2024.
Este gigantismo é espelhado na grandiosidade do National Convention Center, com oito pavilhões organizados como se fossem pétalas de uma flor de lótus, e seus mais de 360 mil m2, onde foram exibidos centenas de automóveis, picapes e até caminhões das marcas chinesas. Expeng, Xiaomi, Huawei, Exeed, Link&Co e Zeekr são apenas algumas das novas protagonistas da China automotiva. Fornecedores de autopeças também exibiram suas tecnologias.
Algumas grifes internacionais que ainda não deixaram de participar do maior mercado do mundo também estiveram em Xangai. No total 193 empresas se apresentaram no Auto Shanghai 2025, com diversos lançamentos de produtos e tecnologias. No entanto, como se trata de uma exposição com foco no mercado interno, as apresentações foram conduzidas em mandarim e todo o material de divulgação dos produtos também estavam disponíveis somente na língua local.
INTERNACIONALIZAÇÃO
Esta reportagem foi publicada na edição 421 da revista AutoData, de Maio de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
São Paulo – O Grupo BMW terá mudanças na organização de suas operações na América Latina a partir de 1º de julho. A brasileira Luciana Francisco será a responsável pelo marketing e o colombiano Hernando Carvajal será o chefe regional de vendas, em sucessão a Alexander Luhn, que dará apoio à transição antes de regressar à Alemanha.
Ambos os executivos ficarão localizados na Cidade do México, sede regional do Grupo BMW na América Latina, e se reportarão a Reiner Braun.
Luciana Francisco iniciou sua carreira no Grupo BMW Brasil em 2014, como gerente sênior de marketing e produto da BMW Motorrad. Desde 2018 ocupa o cargo de chefe de marketing e produto da BMW Motorrad América da Norte, onde foi a responsável pelo plano nacional de marketing, posicionamento da marca e planejamento estratégico de produtos para aqueles mercados. Também foi consultora para a adoção da estrutura regional da BMW Motorrad América Latina.
Anteriormente trabalhou por quinze anos na Mercedes-Benz do Brasil. Formada em administração de empresas pela USCS, Universidade Municipal de São Caetano do Sul, tem especialização em gestão de marketing pelo Mackenzie e é mestre em administração de empresas pela FGV.
Hernando Carvajal será o novo chefe regional de vendas do Grupo BMW. Foto: Divulgação
Hernando Carvajal começou sua carreira no grupo em 2000, na BMW América do Norte, como parte da equipe de planejamento e estratégia de produto. De 2007 a 2012 trabalhou em Munique, Alemanha, na BMW AG, como gerente de marketing e comunicação para a região das Américas.
Posteriormente, como gerente de produto, foi responsável pela lucratividade global do BMW Série 7 de 2010 a 2012, quando chegou ao México, onde dirigiu as áreas de vendas para os mercados importadores na América Latina e marketing para a marca BMW. Ele é bacharel em engenharia aeroespacial pelo Instituto Politécnico de Worcester e mestre em administração de empresas pela FW Olin Graduate School of Business da Babson College.
São Paulo – Relatório divulgado pela Boschi Inteligência de Mercado traz novas projeções a respeito da indústria nacional de máquinas agrícolas. O Plano Safra 2025/2026, segundo a consultoria, deverá ser o principal entrave para o avanço da demanda local, uma vez que o governo federal deverá dedicar somente R$ 15 bilhões para subsidiar taxas de juros – ano passado foram R$ 19 bilhões.
Segundo a Boschi o valor de 2025 deverá ser suficiente para atender a apenas 20% da demanda brasileira por crédito do segmento. Desta forma a consultoria projeta crescimento de 3,3% na produção de tratores e queda de 1,9% na produção de colheitadeiras e de 2,9% na de pulverizadores.
Para o período 2025 a 2030 a Boschi mantém expectativas positivas para tratores, com crescimento médio de 3,3% na produção de tratores. Já a fabricação de colheitadeiras e pulverizadores deverá recuar 1,6% e 3,2%, respectivamente.
São Paulo – Durante o evento organizado na segunda-feira, 26, pela CNI, Confederação Nacional da Indústria, para comemorar o Dia da Indústria, que é em 25 de maio, o Senai e a Embrapii divulgaram novos editais para projetos de inovação com foco na indústria automotiva, com recursos obtidos pela política de ex-tarifários do Mover. São R$ 319 milhões disponíveis, incluindo recursos não-reembolsáveis, para projetos destinados de pequenas indústrias até grandes montadoras, incluindo projetos estruturantes.
Uma das linhas, de R$ 30 milhões, do Senai, tem como objetivo oferecer projetos de consultorias para 258 pequenas indústrias para soluções de lean e digitalização, para ganho de produtividade. São recursos não reembolsáveis, com oferta de 200 a 600 horas de consultoria, a depender do porte da empresa. Outros R$ 6 milhões são oferecidos para cursos de MBI, Masters in Business Inovation.
Mais R$ 93 milhões estão disponíveis no Senai para projetos de alianças industriais: neste caso uma empresa precisa necessariamente se unir a outra, ou outras, e propor um desafio para que, juntas, possam encontrar uma solução, com auxílio de consultores do órgão. Neste caso os recursos se esgotarão por ordem de chegada.
Parceria da Embrapii com o Senai resultou em linha de R$ 191 para projetos estruturantes, que visam a encontrar soluções que envolvam toda a indústria, nos moldes do já aprovado de baterias de íon e lítio nacional proposto pela Stellantis que reúne GM, Volkswagen, WEG, dentre outros em execução.
São Paulo – A linha 2026 do Jeep Renegade traz mudanças em seu portfólio e preços até R$ 15 mil menores do que a linha 2025, segundo a companhia. A nova opção de entrada passa a ser a versão Sport e a configuração topo de linha a Série Especial em comemoração aos 10 anos de produção do modelo, com pormenores exclusivos e limitada a 1 mil 10 unidades, todas numeradas.
A versão de entrada ganhou novas rodas e os sistema de travamento e destravamento a distância e de partida remota passaram a ser itens de série a partir da configuração Longitude. A lista de itens de série da versão Sahara foi ampliada com a chegada do sensor de estacionamento dianteiro.
Todas as versões são equipadas com motor turbo T270 1.3 de 176 cv de potência e câmbio automático de seis marchas.
Veja abaixo todos os preços e versões do Jeep Renegade 2026: Renegade Sport – R$ 118,3 mil Renegade Altitude – R$ 143 mil Renegade Longitude – R$ 157 mil Renegade Sahara – R$ 170 mil Renegade Willys 4×4 – R$ 183 mil Renegade Série Especial 4×4 R$ – 186 mil
São Paulo – A fábrica da Stellantis instalada em Goiana, PE, bateu seu recorde de exportação em abril, com 7,2 mil unidades, o maior volume mensal já registrado na unidade desde a sua inauguração, em 2015. No primeiro quadrimestre a fábrica somou 17,5 mil veículos exportados.
Em abril o Jeep Compass foi o modelo mais exportado, representando 36% do total, seguido pelo Jeep Renegade com 27%. O terceiro veículo mais exportado foi a Fiat Toro, com participação de 19%, e Ram Rampage e Jeep Commander fecham a lista com 12% e 9%, respectivamente.
São Paulo – A Clarios, dona da marca de baterias Heliar, realizou mudanças em seu quadro organizacional. Adriano Marson, que ocupava a diretoria financeira, assumiu o cargo de diretor da unidade de negócios Heliar. Passa a ser o responsável pelas estratégias comerciais no mercado de reposição, respondendo diretamente para Ernesto Franco, diretor comercial.
O antigo cargo de Marson foi assumido por Jamil Simon, que era diretor de transformação. Ele passará a responder para o diretor de finanças na América do Sul, Gilberto Ramirez Chavez.
Alini Costa assumiu a função de gerente de desenvolvimento comercial e também responderá ao diretor comercial Ernesto Franco.