Fiat Fastback soma 100 mil unidades vendidas no Brasil

São Paulo – Em janeiro o Fiat Fastback chegou a marca de 100 mil unidades emplacadas no Brasil desde o seu lançamento, em setembro de 2022. Foi o segundo SUV produzido pela Fiat na fábrica de Betim, MG – o Pulse foi o primeiro.

O SUV conta com uma série de versões vendidas no Brasil, incluindo uma esportiva desenvolvida pela Abarth e outra híbrida, lançada no final de 2024. No ano passado o Fastback registrou 48,1 mil emplacamentos.

GM lança projeto para restaurar seus carros antigos no Brasil

São Paulo – Como parte da celebração dos seus primeiros 100 anos no Brasil a General Motors está trabalhando em um projeto, ainda em fase piloto, de reestruturação de seus modelos Chevrolet antigos vendidos no Brasil. Chamado de Vintage, tem como objetivo atender colecionadores e fãs da marca que buscam projetos exclusivos, desenvolvidos e certificados por engenheiros da companhia. 

No projeto-piloto alguns modelos clássicos Chevrolet que foram vendidos de 1960 a 1990 estão sendo restaurados, como o Opala e o Chevette. Duas picapes também estão sendo restauradas, uma 3100 e uma C10, e um Monza Classic EF.

Bosch anuncia R$ 520 milhões em investimentos de P&D

Campinas, SP – A Bosch assinou contratos para captar R$ 521 milhões junto à Finep e ao BNDES, dentro do programa Mais Inovação, que integra o NIB, Nova Indústria Brasil. Com o valor tem planos de investir, até 2027, em pesquisa e desenvolvimento nas áreas de mobilidade sustentável, segura e conectada, indústria 4.0, sistemas inteligentes para o agronegócio e remanufatura de componentes automotivos.

Um dos destinos do investimento é a estruturação do Centro de Competência Global Bosch para o setor do agronegócio: a sede global desta área será em Campinas e a coordenação ficará a cargo da Bosch Brasil. É a primeira vez que um centro do tipo será gerido a partir do País pela companhia.

Somente no agronegócio estão previstos R$ 200 milhões em investimentos nos próximos três anos, criando cem empregos no Brasil e na Argentina.

O valor, dos quais R$ 470 milhões vieram da Finep e R$ 51 milhões do BNDES, crédito subsidiado e subvenções econômicas, se somará ao R$ 1 bilhão que a Bosch investe todos os anos na América Latina, segundo seu presidente e CEO, Gastón Diaz Perez, para modernização das linhas de produção, digitalização e inovação.

Considerando todos os investimentos, de acordo com Perez, a estimativa é gerar cerca de 1 mil empregos nas operações brasileiras até 2027 – atualmente a companhia emprega em torno de 10 mil pessoas no Brasil.

Mercedes-Benz vende a fábrica da Sprinter para grupo argentino

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou a venda da sua fábrica em Virrey del Pino, Buenos Aires, Argentina, para a Open Cars, que assumirá a unidade ao longo de 2025. A negociação envolveu a continuidade da produção da linha Sprinter no local, que ficará também a cargo do grupo argentino, responsável por abastecer o mercado local, o brasileiro e os demais países da América Latina.

Segundo o Motor1 Argentina o acordo de produção fechado pelas duas empresas ficará em vigor até, pelo menos, 2030. Em conferência de imprensa na Alemanha o CEO da Mercedes-Benz, Ola Kaellenius, disse que a decisão foi tomada com o objetivo de cortar custos que podem ajudar na eficiência dos seus próximos lançamentos globais, em busca de mais lucratividade.

Fábrica em Virrey del Pino, Buenos Aires, Argentina.

Em seu comunicado oficial divulgado no Brasil a Mercedes-Benz informou que a negociação garantiu a estabilidade dos empregos na unidade, garantindo um futuro sustentável à fábrica, à empresa e à região. 

A fábrica de Virrey del Pino também produz os caminhões Accelo e Atego, assim como chassis de ônibus. Essas linhas serão transferidas para a nova fábrica da Mercedes-Benz em Zárate, onde a empresa já construiu um novo centro logístico de distribuição de peças, com investimento de US$ 100 milhões.

China lidera exportações com carros a gasolina, por enquanto

Em 2024 a China garantiu o título de maior exportador de veículos do mundo, ultrapassando Japão e Alemanha, ao embarcar 4,7 milhões de automóveis a outros países – volume três vezes maior do que o registrado há apenas três anos e que, segundo recente estudo do Citigroup, em 2030 deverá chegar a 7,3 milhões.

Mas, ao contrário do que possa fazer parecer o grande número de modelos híbridos e elétricos produzidos por fabricantes com origem na China, o grosso é vendido no próprio mercado chinês. São os carros equipados só com motor a gasolina os responsáveis por quase 80% das exportações do país, ao menos por enquanto.

Para além da própria China, de longe o maior mercado de veículos eletrificados, que concentra 67% das vendas globais de híbridos e elétricos, com quase 11 milhões de unidades registradas no ano passado, estes carros encontram barreiras tarifárias e culturais nos países ricos da Europa, os Estados Unidos, o Japão e a Coreia. Assim sobra o resto do mundo para os fabricantes chineses, principalmente mercados que consomem mais carros a combustão porque a eletrificação encontra limites estruturais e de renda para avançar mais rápido.

Mas este resto do mundo é bastante relevante. Ainda que sejam mercados menores a soma desses países na América Latina, África, Oriente Médio e Sudeste Asiático representa vendas de cerca de 20 milhões de veículos/ano.

Além disso são mercados que, ao contrário das nações ricas e da própria China, estão crescendo e são tão ou mais lucrativos, ao passo que têm tarifas de importação menores ou até inexistentes, bem como legislação de emissões e de segurança mais lenientes, facilitando a entrada de carros mais baratos e menos sofisticados.

De dentro para fora

O empoderamento internacional dos fabricantes de veículos da China é recente, reflete mudanças substanciais do mercado interno e oportunidades externas surgidas nos últimos anos.

Primeiro os chineses venceram dentro de casa as grandes corporações estrangeiras que, a partir dos anos 2000, chegaram em massa ao país para produzir em sociedades meio a meio com companhias estatais. Há cerca de dez anos as marcas tradicionais do setor automotivo global, Volkswagen e GM à frente, dominavam 80% das vendas. Hoje o quadro se inverteu: marcas chinesas têm mais de 60% do mercado chinês de veículos, com BYD na liderança.

Esta virada no mercado doméstico não veio sem custos: a capacidade de produção do país, estimada hoje em 45 milhões de veículos/ano, cresceu demais e acima da demanda, que em 2024 ficou estagnada em 31,4 milhões de unidades, ocupando menos de 70% do potencial produtivo das fábricas.

Apesar de ser, por larga margem, o maior mercado de veículos do planeta, a China não consegue mais consumir tudo que produz, principalmente após o crescimento dos volumes dos fabricantes de marcas nacionais. Para compensar ao menos parte da imensa ociosidade a saída, estimulada por incentivos e diretrizes do governo, foi aumentar as exportações.

Justamente neste momento histórico muitos mercados externos abriram espaços que foram ocupados pelos chineses. A crise da falta de chips eletrônicos, em 2021 e 2022, obrigou os fabricantes ocidentais a concentrar a produção nos veículos mais caros e rentáveis, o que deixou caminho livre para modelos mais baratos vindos da China.

Com este movimento a participação em outros mercados de veículos produzidos na China, que antes da pandemia de covid era quase zero, saltou em 2024 para 8% na África e Oriente Médio, 6% na América do Sul, 4% no Sudeste Asiático e relevantes 5% no conjunto de 28 países da Europa, para os quais a China, no ano passado, foi o sexto maior fornecedor de veículos e o maior deles fora do próprio continente, com cerca de 600 mil automóveis registrados, número acima de fornecedores como Turquia, Japão e Reino Unido.

Outra oportunidade foi a Rússia, que passou a ser o maior mercado externo de carros da China, a grande maioria só com motor a gasolina. Há três anos, depois da eclosão da guerra com a Ucrânia e do consequente êxodo de fabricantes europeus, a participação dos veículos chineses no mercado russo saltou de 9% em 2021 para 61% em 2023.

Mercado externo mais lucrativo

Enquanto a porta parece ter sido definitivamente trancada nos Estados Unidos, com imposto de importação de 100% a veículos chineses, as tarifas adotadas pela União Europeia e a própria Rússia – que instituiu uma taxação de reciclagem para proteger o que restou de sua própria indústria – têm poder limitado de barrar fabricantes da China, que dominam toda a cadeia produtiva, têm os custos de produção mais baixos do mundo e encontraram no Exterior margens de lucro de 5 a 10 pontos porcentuais mais altas do que no seu próprio mercado interno.

Um exemplo: o elétrico BYD Dolphin é vendido na China por 99,8 mil yuans, o equivalente a US$ 12,6 mil, enquanto no Reino Unido este valor é quase três vezes maior, chega a US$ 33 mil, mas lá é um carro considerado barato. Uma análise da consultoria Rhodium Group calcula que a BYD poderia cortar os seus preços em 30% na Europa e, ainda assim, teria o mesmo lucro que obtém na China.

No Brasil a lógica parece ser a mesma pois, mesmo após dois aumentos do imposto de importação sobre elétricos e híbridos, o Dolphin 2025 vendido com reajuste de R$ 10 mil, por R$ 159,8 mil, ou US$ 28 mil pela cotação desta semana, também apresenta margem folgada com relação à que o fabricante tem em seu país de origem.

China eletrifica emergentes

Ainda que seja mais lenta a penetração de carros eletrificados nos mercados em que fabricantes da China têm seu melhor desempenho as vendas externas de modelos chineses elétricos e híbridos – e principalmente destes últimos – também estão em franca expansão. Ainda segundo o estudo do Citigroup a estimativa é que os automóveis eletrificados aumentarão sua representatividade nas exportações do país dos atuais 20% para 75% até 2030.

Esta presença mais marcante já acontece em alguns países como o Brasil, sexto maior mercado de veículos do mundo, no qual os carros elétricos e híbridos representam 7% das vendas e de cada dez modelos a bateria vendidos nove são provenientes da China.

Outros emergentes importantes também estão avançando na eletrificação, que já representa 6% dos automóveis comercializados na América Latina, 8% no México e 15% na Tailândia. São proporções em linha ou até maiores do que o de algumas nações ricas, como os Estados Unidos, onde 8% dos registros em 2024 foram de automóveis elétricos.

Mesmo na Europa, que está levantando barreiras tarifárias aos carros eletrificados da China, a proporção de modelos elétricos chineses, que era de 4% do mercado em 2021, saltou para 10% em 2024 e, a partir de agora, deverá crescer mais lentamente, não passando de 11%, segundo análise da Schmidt Automotive Research.

Mas é interessante notar que mesmo fabricantes europeus estão importando da China muitos modelos de marcas europeias. Em 2024 os chineses mais vendidos no continente foram da SAIC Motor, com a marca inglesa MG, da Geely, que é dona da sueca Volvo, e do Grupo BMW, que traz aos mercados europeus veículos produzidos em suas fábricas chinesas. Também foram bem vendidos aos europeus carros da BYD e Chery.

Fábricas em todos os cantos

Não são só carros prontos que navios da China trazem a novos mercados externos, mas também muitas partes de veículos desmontados ou semidesmontados. É assim, com linhas de montagem no Exterior, que os chineses tentam driblar as crescentes barreiras tarifárias.

A BYD é uma das pioneiras desta forma de operar: já tem linhas de montagem em operação na Tailândia e no Uzbequistão e está construindo novas na Hungria, Indonésia, Turquia, no México e também no Brasil, em Camaçari, BA, no mesmo terreno em que operou a Ford até 2021. Chery, Changan, GAC, Great Wall, Geely e SAIC também têm fábricas em construção no Exterior – e o Brasil está nos planos da maioria delas.

Ainda segundo o estudo do Citigroup espera-se que até 2030 fabricantes da China produzirão 2,5 milhões de veículos fora de seu país de origem, 50% deles na Europa e o restante em países emergentes.

Mas que não se espere muita coisa além de linhas de montagem com partes importadas. Alguns fornecedores de componentes no Brasil relatam que, até o momento, fabricantes chineses que estão chegando ao País pouco ou nada conversaram sobre a nacionalização do fornecimento de peças. Pelos próximos três anos o plano seria só de montar carros com 100% de peças importadas das matrizes.

Isto porque a pressão do governo chinês é para que os fabricantes reduzam investimentos no Exterior para ocupar a imensa ociosidade das fábricas no país e, também, como medida de proteção à tecnologia chinesa empregada em modelos elétricos e híbridos.

Ainda assim a consultoria Rhodium calcula que se forem concluídos 80% dos investimentos anunciados por montadoras da China na América do Sul, principalmente no Brasil, os carros chineses aumentarão sua penetração e poderão tomar cerca de 15% do mercado local, aumentando as dores de cabeça de fabricantes ocidentais tradicionais que dominaram a região até agora – e que já pedem aos governos proteções tarifárias e investigações antidumping.

Pelo visto os comunistas chineses souberam adotar o mais competitivo capitalismo para quebrar paradigmas capitalistas. Nem os mais ferrenhos liberais leitores de Adam Smith, defensores do livre mercado, conseguem competir com a China sem a sempre tão criticada intervenção do Estado na economia. É um mundo novo e cheio de contradições.

Organização prepara a maior Automec da história

São Paulo – Quem percorreu os corredores do São Paulo Expo em abril de 2023, durante a décima-quinta edição da Automec, principal feira do mercado de peças de reposição da América Latina, concluiu: não tem mais como crescer. Mais de 90 mil pessoas frequentaram a exposição que reuniu mais de 1,4 mil marcas e gerou em torno de R$ 27 bilhões em negócios, segundo cálculos da RX, organizadora da feira que retorna em 22 de abril, na sua décima-sexta edição, no mesmo local. Pois Eduardo Marchetti, gerente de produto da RX, conseguiu fazer a feira crescer:

“Aproveitamos espaços do lado externo, fora do pavilhão, e adicionamos área de exposição. São mais 1,5 mil m², na região próxima à área de drift, que é um dos pontos mais procurados por quem visita a Automec”.

Segundo ele a edição 2025 representará a maior Automec da história, por reunir mais expositores, gerar mais negócios – a expectativa é bater os R$ 29 bilhões – e ampliar a presença internacional: “Estão negociados espaços com expositores da Argentina, Alemanha, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Holanda, Índia, Japão, Polônia e Turquia. Com relação aos visitantes é difícil mapear de que países virão, pois em muitos casos são representantes brasileiros que negociam em nome dos estrangeiros”.

O esforço da organização, porém, é tornar a Automec mais do que uma feira de negócios criando ambiente que proporcione, também, conhecimento e diversão. Mais uma vez a área de drift será montada do lado de fora do pavilhão: “O público adora. Os reparadores, compradores, vêem nos carros as peças e componentes com que se relacionam no dia a dia, em um cenário de competição, que é do gosto do brasileiro em geral”.

Atendendo a pedidos dos visitantes este ano será oferecida a Universidade Automec, que promoverá capacitação gratuita a visitantes, com direito a avaliação e certificado. A iniciativa é em parceria com o Senai e o IQA e as inscrições, gratuitas, estão abertas no site da Automec e são por ordem de chegada.

Mais uma vez, também, será organizada a área de conteúdo, com palestras, debates e espaço para divulgação de cases. Desta vez, porém, não ficará dentro do pavilhão, mas em salas do São Paulo Expo – de acordo com Marchetti isto tornará a interação melhor.

O público esperado é, mais uma vez, de 90 mil pessoas. Marchetti destacou que os frequentadores da feira são, em sua maioria, influenciadores de tomada de decisão, sejam compradores diretos ou que estão em contato com eles: “É um público muito qualificado. 70% do público comprador tem mais de R$ 1 milhão disponível para fazer negócio só na feira”.

Este ano haverá uma novidade: a cobrança de ingresso na hora, R$ 150. Quem quiser ir sem pagar precisa fazer seu credenciamento antes do início da feira, que já está aberto no site da Automec.

Ônibus elétricos TEVX Higer começam a operar no aeroporto de Congonhas

São Paulo – A TEVX Higer, que representa a fabricante chinesa de ônibus Higer Bus, entregou dez ônibus elétricos para a Aena, empresa que administra o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para o transporte dos passageiros no embarque e desembarque remotos. Essa é a primeira operação em aeroportos que contará com veículos elétricos para o transporte de passageiros, segundo a empresa. 

Os veículos substituirão 40% da frota movida a diesel atualmente usada para o embarque remoto no aeroporto paulistano, reduzindo em 25% as emissões de CO2. Nos próximos anos os outros quinze ônibus com motor a combustão deverão ser substituídos por elétricos.

Os dez ônibus foram entregues na quarta-feira, 19, e já entraram em operação. Todas as unidades são do modelo Azure de 12,2 metros, produzidos no formato monobloco e com capacidade para transportar até oitenta passageiros. A Higer espera começar a montar o em CKD no Brasil ainda em 2025.

A recarga das baterias, que entregam 300 quilômetros de autonomia, leva em torno de três horas. Após estudos foram instalados três eletropostos, ideal para atender as demandas segundo os engenheiros da TEVX Higer. 

O CEO da TEVX, Cadu Souza, disse que esse modelo de operação já acontece em outros países e que outros aeroportos também estão no radar da empresa: “Estamos muito felizes com essa parceria e que marca nossa entrada na operação de aeroportos. Um projeto no qual oferecemos veículos inovadores e sustentáveis, além de uma solução completa em mobilidade elétrica, com todo o suporte para implantação e operação da infraestrutura”.

Nova geração do BMW X3 chega importada por R$ 625 mil

São Paulo – A nova geração do SUV BMW X3 começa a chegar às concessionárias, em versão única, por R$ 625 mil. O modelo, que na geração anterior era produzido na fábrica de Araquari, SC, será importado no início das vendas e a sua nacionalização ainda não está confirmada. 

Além das mudanças no seu desenho, como a nova grade frontal iluminada da BMW, a carroceria do X3 ficou 3,4 cm maior e 2,9 cm mais larga, enquanto sua altura foi reduzida em 2,5 cm. 

O motor do novo X3 na versão M50 xDrive é um 3.0 turbo com sistema MHEV de 48V, que gera 398 cv de potência, o mais potente já usado em uma versão M Performance. O câmbio é o automático Steptronic Sport de oito marchas.

O SUV oferece diversos itens de série, como piloto automático adaptativo, assistente de baliza, câmara de ré, sensores, novo sistema multimídia, ar-condicionado digital e automático de duas zonas, alerta de colisão frontal e de mudança involuntária de faixa.

GWM atende demanda dos clientes e adiciona estepe ao Ora 03

São Paulo – A linha 2025 do elétrico Ora 03 seguirá sendo vendida nas versões Skin e GT, mas com algumas mudanças que, segundo a GWM, atendem a demandas dos clientes. A principal novidade é a inclusão do estepe, ausente na versão anterior.

Outra novidade nas duas versões é a conectividade com o aplicativo My GWM, que permite monitorar e controlar diversas funcionalidades do veículo de forma remota a partir de um smartphone. Pelo aplicativo é possível abrir e fechar as janelas e o teto solar, ligar o ar-condicionado, monitorar a localização, travar e destravar as portas e monitorar a recarga da bateria.

O Ora 03 segue equipado com motor elétrico de 171 cv de potência, com bateria de 48 kWh na versão Skin e de 63 kWh na versão GT. A rede de cem concessionárias da GWM já está sendo abastecida com a sua linha 2025.

Peças e partes automotivas usam mais plástico reciclado

São Paulo – A indústria automotiva continua ampliando o uso de plástico reciclável em suas partes e peças: em 2023 o volume aumentou 7,5%, para 71 mil toneladas, segundo os dados mais recentes levantados pelo Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plásticos Pós-Consumo no Brasil, a pedido do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PicPlast, e desenvolvido pela MaxiQuim. O recorte para o setor foi cedido com exclusividade à Agência AutoData.

É o segundo ano com crescimento consecutivo, depois de avançar 40,4% de 2021 para 2022, de 47 mil para 66 mil toneladas de resinas recicladas pós-consumo.

Das 71 mil toneladas de resina reciclada utilizada pela indústria automotiva em 2023 pouco mais da metade, 38,5 mil toneladas, referem-se ao polipropileno, usado na produção de peças de segunda linha e compostos, ou seja, para o mercado de reposição. Com a mesma finalidade foram empregadas 3 mil toneladas de poliestireno. E 20 mil toneladas de polietileno tereftalato, PET, estão em tapetes, revestimentos internos, forros e cintos de segurança.

Maurício Jaroski, diretor executivo da MaxiQuim e gestor da área de energia e química sustentável, disse que tem crescido, ano a ano, a participação do plástico reciclado em peças mais nobres de veículos, com maior valor agregado, e não somente em peças de reposição, sua porta de entrada neste universo. Com o polipropileno reciclado, por exemplo, a indústria faz compostos desde painéis a parachoques. Em peças de reposição é comum usar o insumo também em aerofólios, partes do espelho retrovisor e nos símbolos cromados das montadoras. O desafio agora é inseri-lo em peças do motor e bombas de combustível, para os quais já há estudos em andamento, relatou Jaroski.

“É crescente o movimento de pesquisa, assim como o de homologações, em torno do uso da resina reciclada em peças que exigem mais testes e maior requerimento técnico. O setor está caminhando para ampliar as aplicações. As empresas estão cada vez mais engajadas.”

Pelo segundo ano consecutivo aumenta a aplicação de resinas recicladas em partes e peças de veículos. Foto: Divulgação

Outro fator curioso é que este crescimento no uso do reciclado pelo setor ocorreu em meio a uma redução do uso na indústria geral, de 1 milhão 106 mil toneladas para 939 mil toneladas, interrompendo seis anos consecutivos de avanço. O motivo: o ciclo de baixa das commodities petroquímicas fez com que as matérias-primas de primeiro uso experimentassem queda significativa em seus preços, tanto no mercado nacional quanto internacional, e as deixou mais atrativas do que as resinas recicladas para a indústria de transformação.

“Este é um grande gargalo a ser enfrentado: a competição do mercado de plástico virgem, que vive contexto de maior oferta do que demanda e chega no País a preços muito competitivos, apesar do dólar elevado e da alíquota de importação.”

Jaroski lembrou a alta quantidade de indústrias do setor, principalmente na Ásia.

Das 939 mil toneladas de plástico reciclado em 2023 71 mil toneladas foram destinadas à cadeia automotiva, em torno de 7,5% do total. O setor é o quinto que mais demanda a resina reciclada, depois de alimentos e bebidas, com 158 mil toneladas, construção civil e infraestrutura, com 131 mil toneladas, higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica, com 113 mil toneladas, e utilidades domésticas, com 83 mil toneladas.

Jaroski sustentou que, no caso do setor automotivo, há uma razão para apostar no plástico reciclado, além da questão de reaproveitar material que seria descartado: a busca por maior eficiência e redução no peso dos veículos.

Desafios na reciclagem seguram crescimento da oferta

Percalço a ser solucionado segue localizado na coleta das resinas. Afinal nem todo plástico reciclado oferece a segurança necessária para sua nova aplicação: “A parte mais difícil é a padronização da matéria-prima com os mesmos requerimentos técnicos que o plástico virgem. Que tipo de peça plástica foi lavada e moída para constituir uma nova peça que vai para aplicação de alto desempenho do setor?”.

Desafio adicional é ter quantidade suficiente de insumos, disse Jaroski. Muitas vezes, em mercados mais estratégicos, as empresas adotam a logística reversa, o que onera bastante a atividade: “O ideal seria que as coletas municipais conseguissem segregar melhor, mas são muitos volumes de plásticos diferentes”.

Para Simone Carvalho, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma, a logística reversa tem se demonstrado mais viável com materiais pós-indústria ou refugos do próprio setor, em que material é limpo e mantém as propriedades, não é pós-consumo e, “neste caso, portanto, coleta é condição sine qua non para termos um resíduo de qualidade. Por isto o processo é um pouco mais lento”.

Uso da resina reciclada pelo setor deve continuar aumentando

Quanto às perspectivas para o monitoramento ao longo de 2024, cuja pesquisa ainda não foi realizada, Jaroski sugeriu que o uso da resina reciclada tenha sido maior do que em 2023: “Isto se reforça com o setor, uma vez que, quando o uso do insumo, no geral, caiu, no automotivo aumentou. Imagino que este movimento persista, pois vejo um caminho sem volta a adoção crescente de plástico reciclado pelo segmento”.

Carvalho partilha da opinião e avalia que o setor tem oportunidade única de se beneficiar cada vez mais com a utilização deste insumo: “À medida que a indústria adota soluções mais verdes não só contribui para a preservação do meio ambiente mas, também, impulsiona movimento que pode transformar o mercado global, criando uma economia circular mais eficiente e sustentável para todos”.

De acordo com estimativa da MaxiQuim até 2026 o mercado mundial de plásticos automotivos valerá até US$ 68,6 bilhões. Para efeito de comparação em 2018 o valor era US$ 48,7 bilhões. Ou seja: deverá haver avanço de 41% neste período de oito anos, o equivalente a US$ 19,9 bilhões.