Fábrica da Caio em Barra Bonita completa 10 anos de operação

São Paulo – A encarroçadora de ônibus Caio celebrou os 10 anos de operação da sua fábrica de Barra Bonita, SP. A linha de produção começou a operar em maio de 2015 e, desde então, atende a diversas demandas do programa Caminho da Escola, que tem participação relevante nas vendas de ônibus no País.

Na unidade a empresa também oferece cursos para a população da cidade e região, como o programa de orientação profissional, que é realizado em parceria com o Senai de Jaú, SP, e tem foco no desenvolvimento de jovens talentos para o mercado de trabalho.

Correios começam a testar o BYD Dolphin Mini Cargo

São Paulo – Os Correios testarão por noventa dias um Dolphin Mini Cargo, versão do elétrico compacto importado pela BYD da China adaptada para entregas em áreas urbanas. É o mesmo design do Dolphin Mini de passeio com o banco traseiro removido, o que amplia a capacidade de carga.

O Dolphin Mini Cargo alcança 280 quilômetros de autonomia e oferece 2,1 m³ de volume útil. A unidade em testes pelos Correios percorrerá as ruas de Guarulhos, SP, como parte da iniciativa da empresa de renovar e eletrificar sua frota. A expectativa é que, a partir dos resultados dos testes, novas unidades do modelo sejam adquiridas.

Osram ressalta importância do mercado brasileiro mas descarta retomar produção local

São Paulo – Não faz parte dos planos da Ams Osram voltar a produzir no Brasil mas, como quarto maior mercado de reposição do mundo e oitavo no ranking de produção de veículos, o País segue no foco da companhia.

“Não planejamos construir fábrica no momento e investiremos em atividades de marketing e vendas, na melhora das relações com os clientes. Nós temos tido muitas conversas sobre formas de expandir nosso negócio, como podemos melhorar”, afirmou a Agência AutoData durante visita ao Brasil o CEO global da divisão automotiva da Osram, Adam Wu, de origem chinesa e baseado em Munique, Alemanha.

Antes de falar sobre os planos locais, Wu disse que é preciso olhar um pouco para trás na história, uma vez que a empresa está no Brasil há mais de um século: “Somos líder global para a nossa indústria, duas vezes maior do que o segundo colocado. Neste sentido também queremos, definitivamente, fortalecer nossa liderança no mercado no Brasil, uma vez que não somos competidores regionais e o País é o mais importante da América Latina”.

Wu desculpou-se por não fornecer números, pelo fato de representar empresa publicamente listada, mas assegurou haver grande equilíbrio das regiões considerando o PIB, a produção e a frota de veículos, contexto em que o Brasil está bem posicionado: “Não é o maior mercado nem o menor, está no meio. E é muito importante para nós”.

Maior adoção de LED estimulou alta de 36% na receita em 2024

Sobre o fornecimento OEM o executivo afirmou que o movimento de migração para a tecnologia LED tem puxado para cima o desempenho local da Osram. Ressaltou que os módulos XLS, extendable light source ou fonte de luz extensível, têm sido adotados de forma crescente por fabricantes de lanternas e faróis, principalmente o grupo NAL, que fornece à Toyota.

“Nós estamos cada vez com número maior de modelos de veículos que utilizam esta tecnologia por aqui. O crescimento exponencial nos ajudou, porque o valor agregado desta linha é muito diferente.”

O resultado contribuiu com a expansão de 36% na receita gerada por OEM em 2024 no País, superando a previsão de alta de 30%. Para este ano a expectativa recuou um pouco, de 20% para 15%, mas ainda segue em dois dígitos. A justificativa dada pelo CEO da Ams Osram para o Brasil, a América Latina e a Península Ibérica, Ricardo Leptich, é que a alta superou a projeção e agora é necessário crescer em uma base maior e que, assim, a empresa optou por manter-se mais conservadora.

Leptich mencionou que a entrada de carros importados também pode afetar, em alguma medida, a produção local, o que respingaria em sua demanda, assim como o cenário de juros em trajetória ascendente na economia brasileira.

CEO da ams Osram para o Brasil, a América Latina e a Península Ibérica, Ricardo Leptich. Foto: Divulgação.

Tanto que no aftermarket, apesar de a expectativa do ano passado ter sido cumprida, com o crescimento de 5%, para este ano a projeção inicial de avançar de 12% a 15% foi ajustada para 5%. O CEO para o Brasil afirmou que o momento é de extensão de portfólio, com acessórios de bateria, tanto a parte de carregadores, como auxiliares de partida, compressores de ar e a linha de bicicletas.

“Estamos introduzindo novos produtos justamente para melhorar e aumentar a participação em segmentos nos quais não somos líderes ainda, como acontece com a parte de iluminação.”

Hoje a reposição responde por 55%, equilibrando a balança com o OEM, com 45%. 

Tecnologia premiada da Osram está presente no Brasil

Ao definir a Osram como “empresa bastante inovadora”, Adam Wu ressaltou a necessidade de tornar viável o acesso a novas tecnologias como o LED de 25 mil pixels, endereçados individualmente, que podem compor um farol inteligente. Ele fica sempre ligado, mas possui sensores que, ao identificar veículo na direção contrária, automaticamente diminui a iluminação para não ofuscar o motorista. Também pode ser usado para projetar imagens como o logo da montadora ou saudar o condutor ao entrar no veículo.

“Com este LED é possível projetar e direcionar a luz de acordo com a necessidade. Um veículo, no Brasil, que conta com os faróis dinâmicos é o Volkswagen Tiguan R-Line”, contou Leptich. “Além disto existem projetos com a Mercedes-Benz que contam, ainda, com a projeção de imagens.”

O CEO global da divisão automotiva observou que, nos últimos dez anos, o conteúdo de iluminação nos veículos tem sido crescente. E, com isto, a busca por homologação de conteúdo e a adição de novas tecnologias, igualmente, não param.

GM terá baterias com mais manganês a partir de 2028

São Paulo – Uma inovadora, embora não tão nova, tecnologia de bateria está em vias de se tornar viável pelas mãos das equipes de desenvolvimento da General Motors e da LG, por meio da joint-venture Ultium Cells. Segundo comunicado divulgado pela montadora as baterias LMR com formato prismático deverão equipar as próximas gerações de veículos elétricos, a partir de 2028, nos Estados Unidos.

LMR é a sigla em inglês para lítio com alto teor de manganês. Essas baterias são compostas por aproximadamente 35% de níquel, 65% de manganês e quase nada de cobalto. Por ser abundante e mais barato, o aumento do manganês na composição – as baterias tradicionais são compostas por 85% de níquel, 10% de manganês e 5% de cobalto – reduz os custos e permite a fabricação de células maiores, segundo a GM.

O formato prismático, retangular, em vez dos tipo pouch, parecido com um sachê, é mais eficiente segundo a GM, pois reduz em 75% o número de peças do módulo da bateria e em 50% os componentes do sistema como um todo.

As baterias com essa composição são estudadas desde os anos 1990, mas esbarravam em limitações técnicas como menor longevidade e perda progressiva de capacidade de armazenamento de energia. Mas a GM e a LG conseguiram superar essas limitações e as novas células LMR apresentaram vida útil e desempenho semelhantes à com alto teor de níquel, a custo muito mais baixo.

Novo Porsche 911 chega ao Brasil com versões híbridas

São Paulo – A nova geração do Porsche 911 foi lançada no Brasil em oito versões, com preços que vão de R$ 930 mil a R$ 1,5 milhão. Nas configurações Carrera Coupé e Cabriolet está a grande novidade do modelo, a motorização híbrida T-Hybrid que combina o motor Boxer 3.6 com assistência elétrica no turbo, substituindo os dois turbos que eram usados anteriormente. 

Com as mudanças na motorização o sistema híbrido oferta 541 cv de potência contra 480 cv da geração anterior. O câmbio automático PDK continua sendo utilizado pela Porsche. 

Externamente o 911 passou por algumas mudanças, como os faróis de LED Matrix de nova geração, para-choques redesenhados e sete novas opções de rodas. 

Veja abaixo todos os preços e versões do novo Porsche 911:

Porsche 911 Carrera Coupé – R$ 930 mil
Porsche 911 Carrera Cabriolet – R$ 980 mil
Porsche 911 Carrera T Coupé – R$ 980 mil
Porsche  911 Carrera T Cabriolet – R$ 1 milhão 40 mil
Porsche  911 Carrera GTS Coupé – R$ 1 milhão 180 mil
Porsche  911 Carrera GTS Cabriolet – R$ 1 milhão 230 mil
Porsche  911 GT3 – R$ 1 milhão 467 mil
Porsche  911 GT3 Pacote Touring – R$ 1 milhão 467 mil

Veículo usado volta a ampliar depreciação após três meses

São Paulo – Desde o início do ano a desvalorização de veículos usados vem apresentando redução. Em abril, porém, a depreciação voltou a crescer, segundo o Índice Webmotors, que calcula mensalmente as variações porcentuais dos preços dos carros anunciados na plataforma, ao sinalizar sinais de equilíbrio na demanda.

De acordo com o indicador a desvalorização no mês passado para o mercado de carros como um todo, incluídos novos e usados, foi impulsionada principalmente pelo mercado de usados, que também voltou a ter mais depreciação após três meses de queda. O mercado de 0 KM, por sua vez, manteve-se valorizado, porém em menor nível que o registrado nos três meses anteriores.

Na avaliação do CEO da Webmotors, Eduardo Jurcevic, os primeiros meses do ano costumam apresentar procura mais aquecida por se tratar de momento em que muita gente costuma começar a tirar do papel o plano da compra ou troca de veículo:

“Estamos observando agora um arrefecimento desta demanda, com o usado retornando ao seu comportamento usual de desvalorização mensal e o 0 KM reduzindo sua valorização”.

Quanto aos modelos usados elétricos, depois de apresentarem menor desvalorização em março, a depreciação voltou a crescer no mês passado. Os 0 KM desta categoria apresentaram comportamento semelhante.

Produção de motocicletas registra o melhor primeiro quadrimestre em 14 anos

São Paulo – A produção de motocicletas atingiu o maior volume dos últimos catorze anos no primeiro quadrimestre, 673,1 mil unidades, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa o setor de duas rodas no País. Na comparação com igual período do ano passado houve crescimento de 11,9%.

Apenas em abril foram fabricadas 172,2 mil motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, o melhor resultado para o período desde 2011. Na comparação com igual mês do ano passado o incremento foi de 5,4% e com relação a março a alta foi de 8,9%, disse o presidente, Marcos Bento:

“A indústria segue impulsionada pelo aumento da demanda por mobilidade individual, com o avanço das entregas por aplicativos e a ampliação do crédito ao consumidor”.

As vendas de motocicletas atingiram o melhor resultado da história de janeiro a abril, com 656,7 mil unidades emplacadas, expansão de 9% sobre idênticos meses de 2024. Abril também registrou recorde de vendas para o mês com 182,7 mil motocicletas comercializadas, alta de 7,3% com relação a abril do ano passado e de 10% na comparação com março.

As exportações voltaram a crescer de janeiro a abril, com alta de 1,2% sobre iguais meses do ano passado e 12,2 mil unidades embarcadas. Em abril foram exportadas 2,5 mil motocicletas, queda de 4,6% na comparação com abril do ano passado e retração de 37,5% com relação a março.

Centro de design da Renault no Paraná dobra de tamanho

São Paulo – Inaugurado em outubro de 2023 no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, o Renault Design Center Latam, um dos cinco centros de design da marca junto com França, Romênia, Coréia do Sul e Índia, foi ampliado: o espaço passou por transformação que dobrou seu tamanho, para 2 mil 440 m². Cresceu também a capacidade de criação e desenvolvimento de modelos e conceitos personalizados para o mercado latino-americano, assim como projetos globais.

A nova estrutura dispõe de instalações de última geração, alinhada com o que é utilizado no Design Center Renault localizado na França. O showroom, por exemplo, ganhou painel de LED de alta resolução três vezes maior do que o anterior.

A tela de 15 metros por 3 metros permite sincronização de imagens, vídeos e apresentações simultâneas da América Latina com a Europa, assim como visualização de gama de veículos em escala real 1:1, otimizando tempo e desempenho para o desenvolvimento criativo do design, sem contar com a fase de detalhamento e modelagem 3D.

A equipe do centro de design, composta por 23 profissionais, foi a responsável pelo desenvolvimento do Kardian, que inaugurou nova identidade visual da marca nos veículos produzidos no País. Também concebeu o carro conceito Niagara, com design moderno e disruptivo, assim como o design do Boreal, o novo SUV projetado para o Brasil e demais países da América Latina.

Montadoras reduzem em 37% os investimentos em publicidade na TV aberta

São Paulo – O investimento das montadoras em publicidade na TV aberta recuou 36,7% no primeiro quadrimestre de 2025, segundo estudo da Tunad, plataforma de inteligência de mídia e engajamento de marcas. Os aportes recuaram de R$ 271,1 milhões de janeiro a abril de 2024 para R$ 171,4 milhões nos quatro primeiros meses do ano.

Segundo César Sponchiado, fundados e CEO da Tunad, a retração tem duas explicações: “A redução na TV aberta em 2025 reflete um movimento contínuo de readequação de mídia, com as montadoras redistribuindo seus investimentos da TV tradicional para a CTV e outros canais digitais. Soma-se a isso um cenário econômico desafiador, com crédito caro e juros elevados, o que exige das marcas planos mais cautelosos”.

Quem mais investiu de janeiro a abril foram BYD, R$ 32 milhões, Volkswagen, R$ 28,9 milhões, Chevrolet, R$ 28 milhões, Hyundai, R$ 14 milhões, e Renault, R$ 12 milhões. No ano passado liderou no período a Chevrolet, R$ 60 milhões, seguida por BYD, R$ 41 milhões, Renault R$ 27,9 milhões, Citroën, R$ 25,2 milhões, e Hyundai, R$ 21,9 milhões.

O levantamento da Tunad é feito por meio de um sistema de captura de sinal dos canais de TV aberta e pagas: ele identifica o momento do início dos comerciais e classifica automaticamente via audio-matching, com uma equipe de auditoria conferindo e validando estes resultados. São auditados canais de TV aberta de São Paulo, Araçatuba, Bauru, Campinas, Itapetininga, Jaú e São José do Rio Preto, SP, e Curitiba, PR.

Stellantis confirma produção local do Jeep Avenger em 2026

Goiana, PE – A Stellantis confirmou o que já era esperado: a família brasileira da Jeep crescerá para quatro modelos em 2026. O Avenger ocupará a posição de entrada da gama, ao lado de Renegade, Compass e Commander, nesta ordem crescente de preços. Mas o novo SUV compacto urbano não deverá dividir a mesma linha de montagem em Pernambuco e deverá ser produzido em Porto Real, RJ, informação ainda não oficializada pela empresa.

Jeep já coloca o Avenger na gama de produtos nacionais: serão quatro em 2026, mas não na mesma fábrica. Fotos: Divulgação.

A divulgação da produção nacional do Avenger foi feita na quarta-feira, 14, mesma data em que a Jeep faz o lançamento oficial do modelo no Chile e em outros mercados sul-americanos.

A produção em Porto Real – e não em Goiana, PE, como acontece com os demais Jeep no Brasil – é devida à plataforma do Avenger, a CMP, sobre a qual já são montados na planta do Sul-fluminense os Citroën C3, Aircross e Basalt, marca que passou a integrar a constelação da Stellantis após a fusão da PSA com a FCA, em 2021.

Apesar de parecer uma solução óbvia produzir o Avenger na linha de Porto Real, que já fabrica carros sobre a plataforma CMP, uma vez que já foi anunciado no ano passado que a fábrica receberá investimento de R$ 3 bilhões para fazer um “modelo inédito”, a Stellantis ainda não confirma esta decisão e nem as características técnicas do novo Jeep nacional. Segundo Emanuele Cappellano, presidente do grupo na América do Sul, somente “mais adiante informaremos como vamos fazer o Avenger no Brasil”.

Desenvolvimento para o Brasil

É fato que o Avenger nacional deverá ter diferenças técnicas relevantes com relação ao modelo europeu, que é produzido somente na Polônia e vendido em uma dúzia de versões com opções de motor a gasolina turbo 1.2 de 100 cv, híbrido-leve de 48 V, híbrido plug-in 4xe com 134 cv e 100% elétrico de 156 cv. No Brasil a expectativa é de utilização do motor turboflex 1.0 de 130 cv adaptado à arquitetura Bio-Hybrid com eletrificação leve de 48 V, que no futuro eventualmente poderá evoluir para híbrido plug-in e 100% elétrico, a depender do mercado.

A CMP já foi pensada para isto, originalmente desenvolvida pela PSA, em 2016, como plataforma multienergia – abriga powertrain a combustão, híbrido ou 100% elétrico – para carros Peugeot e Citroën. A Jeep, marca que veio do lado FCA da Stellantis, foi uma das primeiras a aproveitar esta sinergia do novo grupo ao projetar o Avenger sobre a CMP, para ser um SUV urbano a ser vendido inicialmente em mercados europeus.

Convívio com os irmãos

Em comunicado oficial a Stellantis garante que o Avenger “chegará para complementar a gama nacional da Jeep e vai conviver no mercado ao lado do Renegade, Compass e Commander”. Com isto o fabricante tenta evitar que a provável canibalização das vendas do Renegade pelo novo modelo comece antes mesmo da chegada dele às concessionárias.

O Avenger ao lado do Renegade: Jeep garante que os dois vão conviver no mercado como produtos complementares. Fotos: Divulgação.

Ao posicionar o Avenger na entrada de preços de sua gama no País a Jeep corre o risco de matar as versões mais em conta do Renegade, que hoje ocupa justamente a posição de mais barato da marca. Contudo a Stellantis garante que haverá espaço para os dois, justifica Hugo Domingues, vice-presidente da Stellantis responsável pela marca Jeep na América do Sul: “Serão modelos complementares. O Renegade terá vida longa, haverá uma nova geração e um futuro promissor”.

Todos os Jeep produzidos em Pernambuco, inclusive o Renegade, são montados sobre a plataforma Small Wide, desenvolvida há mais de dez anos pela FCA e que no Grupo Stellantis está sendo substituída pela STLA Medium. Embora não confirme que esta nova plataforma será também introduzida no Brasil Cappellano diz que será adotada uma nova arquitetura para permitir a adoção de tecnologias de propulsão eletrificadas.