Peugeot nomeia brasileira como presidente no País

Depois de 14 anos de operação no País, a Peugeot anuncia sua primeira executiva com nacionalidade brasileira a comandar a montadora. Ana Theresa Borsari assumiu direção geral da Peugeot no Brasil na quinta-feira, 1.

A executiva, de 44 anos, é advogada formada pela USP  e ingressou na marca em1995. Passou por vários postos na montadora até deixar, em 2010, o cargo de diretora de Marketing para iniciar sua carreira internacional.

Segundo comunicado da montadora, nesse período de preparação para retornar à frente da operação brasileira, Ana Theresa foi a responsável pela coordenação comercial da Peugeot no sul da Europa e a primeira mulher a comandar uma operação da marca no mundo, quando foi diretora geral da Peugeot e Citroën na Eslovênia.

Desde 2013, a executiva dirigia a Peugeot no sudoeste da França, liderando a marca em uma região que conta com mais de 150 concessionários.

No Brasil, a executiva responderá diretamente a Carlos Gomes, Presidente da PSA Peugeot Citroën para o Brasil e a América Latina.

Em comunicado a executiva afirmou que sempre desejou retornar ao País. “Por isso a minha satisfação é dupla: volto ao Brasil e à frente da Peugeot. Vou aproveitar minha experiência, com entusiasmo e energia para acelerar o reposicionamento da marca no País”, disse.

A executiva afirmou ainda que com o Peugeot 208, a chegada do 2008, os lançamentos dos novos 308 e 408, a marca possui uma gama moderna e completa a oferecer. “Juntamente com a nossa nova rede de concessionários proporcionaremos uma experiência superior aos nossos clientes”, afirma Ana Theresa.

Miguel Figari, que ocupava o posto, retorna ao Chile para seguir com seus projetos pessoais. Coube a ele a missão de iniciar o novo posicionamento da marca no Brasil, reestruturar a rede de concessionários e lançar o primeiro SUV compacto da marca, o Peugeot 2008.

“Tive o privilégio de participar da transformação da Peugeot no Brasil. Parto com o dever cumprido e deixo a marca pronta para avançar nas mãos de uma profissional brasileira, com ampla experiência e profundo conhecimento do mercado local”, disse Figari em nota.

Ford reduz preços de tabela do EcoSport em 3%

Ao apresentar o novo EcoSport com motor 1.6 TIVCT e transmissão sequencial de seis velocidades a Ford divulgou nova tabela de preços, adequando seus valores aos que já vinham sendo praticados no mercado, o que representou redução média de 3% de acordo com o gerente geral de marketing, Oswaldo Ramos:

“Decidimos materializar nas tabelas os descontos que o consumidor encontrava nas lojas. Como a primeira pesquisa de preços hoje é feita na internet, havia uma distorção entre o valor oficial e o efetivamente cobrado na rede”.

 Segundo Ramos, os preços foram reduzidos em uma faixa de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil e, garante o executivo,  a medida não gerou redução na margem do concessionário, ficando a diferença a cargo exclusivamente da montadora. O modelo agora custa a partir de R$ 65,9 mil na versão com transmissão manual. Ramos

Na nova linha com transmissão sequencial de seis marchas, lançada na quinta-feira, 1, em Bento Gonçalves, RS, a versão mais barata é a 1.6 AT SE Direct, com ar-condicionado, direção elétrica e sistema de conectividade Sync, dentre outros itens de série, com preço a partir de R$ 68 mil 690.

O nome Direct, segundo Ramos, foi escolhido exatamente para marcar o produto como sendo prioritariamente destinado às vendas diretas: “O consumidor final também pode solicitar essa versão via internet para buscá-la na concessionária, mas em geral ela se destina a frotistas e, principalmente, portadores de deficiências físicas, que têm incentivos na hora da compra”.

Nessa mesma linha com transmissão sequencial de seis marchas há a versão 1.6 AT SE, que custa R$ 71,9 mil e incorpora, além dos itens da Direct , rodas de liga leve de 15”. Mais acima vêm a 1.6 AT FreeStyle, com rodas de liga leve 16” e sensor de estacionamento traseiro, com preço a partir de R$ 76,9 mil, e a AT FreeSstyle Plus, por R$ 80,3 mil, que acrescenta seis airbags e bancos de couro em relação à versão anterior.

De acordo com Ramos a nova linha EcoSport com transmissão sequencial tem preço bastante competitivo em relação aos concorrentes, como por exemplo o Jeep Renegade: “Em faixa similar de preço que estamos oferecendo o EcoSport o modelo da Jeep só é disponível com câmbio manual”.

O EcoSport vem agora com o motor 1.6 Flex TIVCT, da família Sigma, o mesmo que equipa a linha Fiesta e tem bloco, cabeçote e cárter de alumínio. Gera 131 cv com etanol e 125 cv com gasolina e, segundo o gerente de produto da Ford, Daniel Camargo, é 10% mais econômico do que a linha 2015: “Recebemos a classificação A de eficiência energética do Inmetro.”

MERCADO – Dominado pelo Ford EcoSport durante anos o segmento de SUVs compactos não para de ganhar novos concorrentes e mais do que dobrou de tamanho nos últimos doze meses. A participação do segmento nas vendas totais de automóveis e comerciais leves saltou de 4% em outubro de 2014 para 9,7% em agosto desde ano, revela o gerente geral de marketing da Ford, Oswaldo Ramos:

 “O segmento está explodindo. Chegará a 10% em setembro. Alguns SUVs compactos estão roubando vendas de carros médios na faixa de R$ 90 mil, o que indica uma migração do consumo com a conquista de um público novo para esse tipo de produto”.

Dentre os principais concorrentes do EcoSport incluem-se hoje o Jeep Renegade, Renault Duster, Honda HR-V, Peugeot 2008 e Chevrolet Tracker. Com tantos modelos novos o da Ford certamente perdeu espaço no segmento, mas Ramos garante que o EcoSport vem mantendo sua participação no total de automóveis e comerciais leves vendidos no País

“Estamos conseguindo manter nossa fatia nas vendas totais em 1,4%, o que é importante para a marca considerando a chegada recente de modelos totalmente novos”, diz o executivo, destacando que o segmento de SUVs compactos abrange público menos afetado pela crise atual e, por isso, seu  desempenho de vendas tem sido melhor do que a média do mercado. 

Quando lançou o EcoSport global em 2012 a Ford vendia cerca de 6 mil unidades do modelo por mês, com fila de espera nas concessionárias. Hoje, com a chegada de uma série de novos concorrentes e a retração do mercado, as vendas estão estabilizadas em 3 mil unidades/mês, segundo o gerente geral de marketing.

Salão Duas Rodas reservou um dia para profissionais do setor

Ao público o Salão Duas Rodas, um dos mais importantes eventos para o setor na América Latina, abrirá suas portas apenas na quarta-feira, 7 de outubro. Um dia antes, porém, profissionais do setor terão a oportunidade de comparecer a um Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi menos concorrido, em tarde reservada para negócios.

Segundo Paulo Octávio de Almeida, vice-presidente da Reed Exhibitions Alcântara Machado, a organização atende a um pedido dos expositores: “Era uma demanda das empresas. Fizemos um pré-credenciamento online que já recebeu 10 mil solicitações. Ele ficará aberto até 5 de outubro, um dia antes da tarde reservada aos profissionais, quando esperamos receber 12 mil pessoas no Salão. No dia não será possível se credenciar”.

Almeida explicou que os profissionais poderão entrar no Pavilhão de Exposições do Anhembi a partir das 15h30, quando está previsto o encerramento das coletivas à imprensa. Dos 10 mil já inscritos, 63% têm intenção de fechar negócios. “Eles não estão indo apenas conferir”.

O Salão Duas Rodas espera receber 260 mil visitantes até o feriado de 12 de outubro, mesmo público da última edição, de 2013. Os preços dos ingressos vão de R$ 20 a R$ 60, com desconto para aqueles que comprarem antecipadamente – os valores variam de acordo com o dia: nos fins de semana, mais caros. “Queremos assim gerir melhor o fluxo de pessoas. 30% dos ingressos foram vendidos antecipadamente”.

Além das motocicletas, as grandes estrelas do evento, estão programados shows, apresentações especiais e test rides, dentre outras ações de entretenimento, espalhados por 78 mil m² de área do Pavilhão de Exposições e uma área externa, roubada do estacionamento. Este será gratuito para até 1,3 mil motocicletas – depois, R$ 40, preço cobrado para o automóvel. Haverá ônibus grátis saindo do Terminal Rodoviário do Tietê, estação do Metrô mais próxima.

Para José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, o Salão Duas Rodas vem em momento oportuno, apesar das dificuldades econômicas do País. “É um grande atrativo para alavancagem de negócios”.

A associação divulgará os resultados de setembro e do acumulado do ano na terça-feira, 6, em coletiva à imprensa no próprio Salão.

Segmento de veículos comerciais será analisado no Congresso AutoData Perspectivas 2016

Os dirigentes das principais e maiores montadoras de veículos comerciais do Brasil estarão reunidos em São Paulo, em 20 e 21 de outubro, para discutir a atual situação do mercado, da produção brasileira de caminhões e ônibus e suas perspectivas de curto e médio prazo.

Este encontro, quase histórico e muito importante para a busca de informações gerenciais que possam balizar a atuação das empresas que compõem a cadeia automotiva nacional frente à atual situação do mercado brasileiro, acontecerá na sede da Federação do Comércio de São Paulo, Fecomércio, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2016.

É importante lembrar que as vendas de caminhões e ônibus estão amargando, neste ano, grande queda com relação ao volume registrado nos últimos anos.

Numa pré-analise de AutoData deste segmento específico feita para a edição Perspectivas deste ano, – que também será distribuída no evento – se tudo correr bem nestes últimos meses de 2015, o mercado doméstico alcançará, segundo os cálculos já divulgados pela Anfavea, no máximo 90 mil unidades, volume cerca de 40% inferior aos 160 mil veículos comercializados no ano passado.

Desse total previsto para 2015, a Anfavea analisa que 75 mil unidades deverão ser obtidas no segmento de caminhões e 15 mil no de ônibus. Para um comparativo direto com as vendas do ano passado, estes volumes foram 137 mil caminhões e 24 mil ônibus.

A situação de 2015, segundo informações apuradas junto aos dirigentes e responsáveis pelas áreas comerciais das principais montadoras de veículos comerciais instaladas no Brasil, deve ser vista como passageira, pois reflete o atual momento econômico e político do País, que é muito complicado.

Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, garante que os fundamentos básicos do País permanecem os mesmos e não resta dúvida de que o futuro continua tão promissor quanto antes. Segundo ele o grande problema, agora, é tentar descobrir quando a recuperação se iniciará. E esta, infelizmente, é uma pergunta muito difícil de ser respondida, pois depende de uma série de fatores de difícil controle.

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz, que também foi entrevistado por AutoData para a edição Perspectivas, concorda com este raciocínio e vai além: o mercado brasileiro em um ano de desempenho normal deve chegar a algo em torno de 150 mil a 200 mil unidades de caminhões e ônibus. “A estratégia neste momento é estar preparado para o quando esta recuperação se iniciar”.

Cortes e Schiemer são dois dos executivos de montadoras de veículos comerciais que estarão presentes neste Congresso de AutoData. Eles farão palestras mostrando sua visão de futuro para o Brasil, para suas empresas em particular e para o seu segmento de mercado.

Além deles, Bernardo Fedalto, diretor de Caminhões da Volvo, Marco Borba, vice-presidente comercial da Iveco, João Pimentel, diretor geral da Ford Caminhões e Luis Gambim, diretor comercial da DAF, também já confirmaram suas presenças no evento e participarão de um painel que discutirá as perspectivas futuras do mercado de veículos comerciais.

Mais de 400 pessoas já garantiram sua inscrição para este encontro histórico. Restam menos de 100 inscrições para a lotação total do evento, pois a capacidade total é de 500 lugares.

O Congresso AutoData Perspectivas 2016 acontecerá nos próximo dias 20 e 21 de outubro, na Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio), em São Paulo. Mais informações sobre inscrições nos telefones (011) 5096.2957 e 98420.9350 ou pelo e-mail seminarios@autodata.com.br.

Abimaq projeta faturamento 15% menor em 2015

A três meses do fim de 2015 a Abimaq, Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, já descartou uma retomada do setor neste ano. Carlos Pastoriza, presidente da associação, afirmou na quarta-feira, 30, que o faturamento da categoria deve cair cerca de 15% neste ano.

No acumulado até agosto o faturamento do setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 7,4%, para R$ 58,2 bilhões. “Descontada a influência do câmbio esta queda é de aproximadamente 14% e deve chegar a 15% no final do ano”.

Pastoriza destaca que o dado é preocupante: “Serão três anos consecutivos de queda do setor. Desde 2013 não temos resultado positivo e o segmento deve acumular queda de 30% neste período com os resultados de 2015. Isso é ruim para o setor, mas também é ruim para o Brasil. Se não estamos vendendo significa que o País não está investindo”.

Apenas em agosto o faturamento das empresas representadas pela Abimaq caiu 10,7% na comparação ao mesmo mês de 2014. Os R$ 6,9 bilhões representam queda de 3,3% ante o mês de julho.

Segundo o presidente, a incerteza política combinada com a política econômica recessiva e o custo de capital incompatível com o retorno dos investimentos têm inviabilizado qualquer decisão de investimento no País.

“Os primeiros meses de 2016 deverão repetir esse cenário, a não ser que haja um milagre. A esperança é que o patamar do câmbio contribua para o aumento das exportações e os resultados apareçam no segundo semestre do ano que vem”.

A Abimaq está otimista com o câmbio no patamar dos R$ 4. Segundo o diretor de competitividade da Abimaq, Mario Bernardini, em alguns meses, o setor começará a apresentar melhoras nas exportações, caso haja manutenção do patamar atual de cotação.

Enquanto isso não acontece, a Abimaq reportou remessas ao exterior de US$ 558,3 milhões em agosto, queda anual de 32%. No acumulado do ano as exportações registraram recuo de 20,4%, para 5,1 bilhões.

Bernardini ressalta que no ano a queda nas exportações representou perdas de US$ 1,3 bilhão, e além dos motivos explicados pela retração econômica, US$ 600 milhões são decorrentes da redução do setor de óleo e gás por problemas da Petrobrás.

 “Outros US$ 300 milhões são fruto da queda nas exportações de máquinas rodoviárias e de construção”.

O executivo explicou que nesse segmento a maior parte das exportações são intercompany e muitas empresas deixaram de usar o Brasil como origem da fabricação dos produtos nesse ano.

“Se o patamar do dólar se mantiver nessa faixa atual pode ser que esse cenário seja revertido nos próximos doze meses”.

As importações também caíram e foram 19% menores em agosto, na comparação anual, para US$ 1,6 bilhão. No acumulado de 2015 a retração chegou a 18,7%, para US$ 8,4 bilhões. Segundo Pastoriza, a queda no indicador representa a redução de investimentos no País.

O déficit da balança comercial está em US$ 8,4 bilhões no acumulado do ano, valor 17,6% menor que o verificado no mesmo período de 2014.

Resultados – O consumo aparente de máquinas e equipamentos no País em agosto subiu 1,1% sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 11,3 bilhões, com impacto parcial do dólar mais alto sobre as exportações. No ano, o consumo aparente caiu 3,9%, a R$ 90,3 bilhões.

A Abimaq afirmou ainda que o uso da capacidade instalada do setor recuou de 76,2% em julho para 66,1% em agosto. Também houve queda de 8,6% no volume de empregos do setor em agosto, na relação com o mesmo mês do ano passado. Atualmente há 330,4 mil trabalhadores no setor.

Queda nas vendas em setembro será superior a 30%

A um dia do fechamento de setembro as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus registram queda superior a 30%, comparado com o mesmo mês do ano passado. De acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData foram licenciados 185,5 mil veículos até a terça-feira, 29.

Segundo uma fonte do varejo ouvida pela reportagem a expectativa é a de fechar setembro com 196 mil a 199 mil licenciamentos, na melhor das hipóteses. Os últimos dias do mês costumam registrar ritmo mais acelerado de emplacamentos, mas a fonte pondera que a quarta-feira, 30, dificilmente superará a casa das 15 mil unidades – na terça-feira, 29, foram pouco mais de 10 mil unidades registradas.

Fechando o mês com a mais positiva das estimativas divulgada pela fonte, 199 mil unidades comercializadas, o mercado registraria 32,8% de queda com relação a setembro do ano passado, quando foram licenciados 296,3 mil veículos. Com relação a agosto a queda seria de 4%.

A média diária até a terça-feira, 29, indica ritmo mais lento na comparação com os meses anteriores. Esse índice se manteve acima da casa das 10 mil unidades do começo do ano até junho: em julho caiu para 9,9 mil unidades. Em agosto a média diária chegou a 9,8 mil veículos emplacados, ritmo que caiu para 9,3 mil veículos este mês – e, até mesmo na mais otimista projeção dos varejistas, chegaria a no máximo 9,5 mil unidades licenciadas em 21 dias úteis.

No acumulado do ano as vendas deverão ficar próximas a 1 milhão 953 mil unidades, o que representaria uma queda de 22,7% com relação ao mesmo período do ano passado – de janeiro a setembro de 2014 os brasileiros consumiram 2,5 milhões de veículos.

Com mais um trimestre de venda seria necessário um avanço forte do mercado em outubro, novembro e dezembro para que a projeção da Anfavea para o ano, de 2,8 milhões de licenciamentos, seja alcançada. O mercado ronda na casa dos 200 mil emplacamentos por mês – é mais fácil crer, portanto, que feche em torno de 2,6 milhões de veículos.

Nobre trabalho

Esqueçam 683 quilos de carga, esqueçam um veículo voltado para o trabalho.  A picape Duster Oroch, apresentada oficialmente na segunda-feira, 28, no Rio de Janeiro, tem missão bem mais nobre do que carregar também cinco pessoas em sua cabine dupla. Ao mais novo produto da Renault coube a missão de levar a montadora finalmente a seu objetivo traçado há alguns anos publicamente: deter 8% do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves.

Olivier Murguet, presidente da empresa na América Latina, não deixou dúvidas quanto a isso na apresentação do comercial leve.  “As vendas da Oroch serão adicionais, afinal é um novo segmento para nossa marca. Com isso chegaremos ao que nos propusemos”, disse Murguet, que desde abril responde por todos os mercados do México até a Argentina, mas que seguirá no Brasil, agora alçado a quartel-general da operação que respondeu por mais de 15% do faturamento mundial da Renault em 2014.

Ainda que a Renault não informe objetivos de vendas e produção para o novo modelo, oferecido em três versões de acabamento e motores 1,6 litro e 2 litros apenas com câmbio manual, a meta de participação, de fato, parece não estar tão distante. No acumulado dos oito primeiros meses de 2015 a montadora chegou a 7,1% e cresceu 0,2 pontos porcentuais frente ao mesmo período do ano passado, enquanto o mercado recuou 20% na média de automóveis e comerciais leves.

Até também porque os comerciais leves têm expressiva participação no mercado interno. Somadas as picapes compactas, derivadas de carros de passeio, e as médias, o segmento representa algo como 300 mil unidades anuais – 900 mil em toda a América Latina, segundo Murguet.

E a Oroch correrá em raia solitária, exclusiva, por se tratar de veículo derivado de um SUV e não de um hatch compacto, como as concorrentes mais baratas Fiat Strada e Volkswagen Saveiro, e ser menor do que as convencionais picapes médias, como Chevrolet S10 e Ford Ranger, por exemplo. Solitária pelo menos até o começo de 2016, quando ganhará a concorrência mais direta da Fiat Toro – cujo nome foi anunciado oficialmente nesta terça-feira, 29, e não por mera coincidência.

O novo segmento criado com a Oroch no mercado interno foi bem definido por Murguet: “Apostamos em produto de uma faixa média-alta de preço, destinado sobretudo ao lazer. Não competiremos com as picapes derivadas de hatches, mais baratas e que contam com versões para o trabalho”.

Não por outro motivo a Oroch, que começa a ser vendida mesmo em novembro, dispõe somente de carroceria com cabine dupla e quatro portas – uma cabine simples foi descartada pela direção da empresa – e preços entre R$ 62,9 mil e R$ 72,5 mil, exatamente acima das versões mais completas das picapes compactas.

Mas versões mais caras da Oroch já estão no forno. A Renault admite que lançará, provavelmente em 2016, uma 2.0 com tração 4 x 4 a exemplo do Duster. Câmbio automático também está nos planos da montadora, que já produz a Oroch completa, inclusive com sistema multimídia e de navegação de série para a versão 1.6 Dinamique, a segunda mais barata.

A Duster Oroch foi desenvolvida pela RTA, Renault Tecnologia Américas, e é fabricada somente em São José dos Pinhais, PR. Seguirá para todos os mercados latino-americanos, no que depender da vontade de Murguet. Certo, porém, é que as primeiras unidades serão exportadas ainda este ano e chegarão primeiro ao Uruguai.  “Demais mercados apenas a partir do ano que vem”, afirmou o executivo, que descartou estudos mais avançados para enviar o comercial leve para outros continentes.

Uma nova experiência ao dirigir

Mudar a experiência ao dirigir. Essa é a proposta que a General Motors traz com o sistema de telemática OnStar, que chega ao mercado brasileiro inicialmente a bordo do Chevrolet Cruze, automóvel de maior valor dentre os produzidos em fábricas nacionais. Antenada nos anseios do consumidor, que busca cada vez mais conectividade dentro do seu veículo, a companhia lança um serviço inédito por aqui, mas que há dezenove anos já funciona nos Estados Unidos, berço da GM.

O OnStar é apoiado em três pilares: segurança, conectividade e conveniência. Passa quase despercebido na configuração do veículo, em forma de três botões localizados na parte inferior do espelho retrovisor central. Acrescenta, porém, outros componentes como chicotes, antenas e um chip, que serve para fazer a comunicação com a Claro, operadora escolhida pela GM para a transmissão de dados e voz.

Sim, isso mesmo: voz!

Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, destacou durante sua apresentação que o OnStar não se relaciona com computadores, mas com seres humanos. Para isso a empresa investiu em uma central de relacionamento, com atendentes que farão toda a interação que o usuário precisar, e quiser, durante o uso: “É a humanização da tecnologia”.

Funciona da seguinte maneira: ao apertar um dos botões abaixo do retrovisor o OnStar se comunica com a central. Um cortês atendente saúda o motorista e se coloca à disposição para ajudar. Aí são inúmeras as possibilidades: desde perguntar como está a temperatura e o trânsito no local de destino até marcar horário no salão de beleza.

Basicamente o OnStar traz ao motorista o que ele obteria na tela de seu smartphone, sem precisar tirar as mãos do volante. Quer saber a rota para o seu destino? Pergunte ao OnStar, que a envia à tela do MyLink, sistema de entretenimento que a GM lançou recentemente no País. Pouco combustível? Avise ao OnStar, que indicará postos mais próximos.

Além de uma espécie de secretário pessoa o sistema auxilia em situações de emergência. Ao apertar o botão vermelho o atendente não será tão cortês, mas direto – afinal, dependendo da ocorrência, qualquer segundo pode ser precioso. Depois de conversar com o motorista que acionou o sistema o atendente pode acionar o SAMU ou Corpo de Bombeiros, de acordo com a gravidade, ou apenas indicar o hospital mais próximo. Se for uma falha mecânica ou pneu furado ativa o Chevrolet Road Service.

A central também funciona de forma ativa. Caso o usuário peça os atendentes do OnStar monitoram o veículo durante o percurso e, em iminente emergência – como uma colisão que acionou o air bag – tentam contato. Para isso serve o terceiro botão: atender às chamadas. Se o motorista não responder, SAMU e Corpo de Bombeiros são acionados.

O OnStar também pode ser ativado por meio de aplicativos no celular e de site na internet. Por enquanto seu uso é um pouco limitado: só consegue trancar e destrancar o automóvel e ativar faróis e buzinas. Mas como é interligado ao computador central do veículo abre a possibilidade para diversas aplicações no futuro.

Privacidade – O sistema virá em 100% dos Cruze 2016 vendidos no mercado nacional, versões LT e LTZ, ambas com transmissão automática e bancos em couro – a diferença é que na última também está disponível o MyLink. Mas o consumidor pode escolher sua ativação ou não: ao assinar o contrato, concorda em abrir mão de sua privacidade.

Mal comparando o OnStar funciona como uma espécie de Grande Irmão, em referência à obra de George Orwell, pois a central tem a seu dispor todas as informações de localização do carro e seu histórico de velocidade, percurso e até uso de peças e componentes. Munhoz jura que nenhum dado sai de lá e apenas o motorista tem acesso a ele, por meio de senha no celular ou computador.

Se por um lado parece perigoso para a liberdade individual por outro é preventivo: em caso de furto do veículo há como localizá-lo e até interceder, reduzindo sua velocidade máxima até a sua parada completa. Em emergências, auxilia o motorista.

“A palavra que uso para definir o sistema é am-pa-ra-do: o motorista está amparado quando o OnStar está ativado.”

Por um ano o serviço será gratuito. Seu preço no futuro ainda não foi definido – Munhoz disse que nos Estados Unidos custa em torno de US$ 200 ao ano.

Lay off Os metalúrgicos da GM de São Caetano do Sul, onde é produzido o Cruze e outros modelos como Cobalt, Montana e Spin, divulgaram comunicado na quarta-feira, 29, afirmando que a companhia ameaça demitir 650 funcionários. Mas segundo Munhoz um lay off está sendo negociado na unidade.

O vice-presidente descartou adotar o PPE na unidade, justificando que seria necessário parar a fábrica inteira – não há como setorizar: “Estamos com excedente de pessoal em São Caetano do Sul e negociamos lay off com o sindicato”.

Buscando preço competitivo, Honeywell lança linha remanufaturada

A Honeywell lança no mercado brasileiro em outubro a linha de turbos Reman Original Garrett, de remanufaturados. Segundo comunicado do diretor-geral da empresa, Christian Streck, o produto oferecerá às frotas mais antigas um preço competitivo combinado com economia de combustível e preservação ambiental.

Com a linha de produtos a empresa deseja evitar que os proprietários de caminhões, ônibus, picapes e vans recorram a componentes recondicionados sem as especificações técnicas do equipamento original e os mesmos padrões de desempenho.

De acordo com Streck o projeto foi idealizado para atender de forma econômica aos donos de veículos usados, fazendo a manutenção correta e evitando o descarte de peças no meio ambiente de forma inadequada.

“Veículos mais antigos têm um menor valor de mercado. Por isso devemos nos preocupar em dar aos seus proprietários a opção de compra e de instalação de peça de reposição remanufaturada com valor correspondente, mas mantendo as características de um produto novo original, especialmente em termos de eficiência, durabilidade, segurança e prevenção ambiental”.

O executivo disse ainda que a linha Reman Original Garrett é uma iniciativa mundial da empresa.  

Para assegurar confiabilidade e a qualidade dos produtos, a Honeywell realiza o processo na própria fábrica de Guarulhos, SP, que ganhou uma linha exclusiva de produção de remanufaturados. Foram instalados equipamentos e bancadas necessários aos processos de limpeza, seleção e análise de peças originais usadas coletadas pelos distribuidores. O processo de montagem final ocorre nas mesmas linhas onde são produzidos os turbos novos.

Por isso os produtos da linha Reman Original Garrett têm as mesmas especificações e garantia de um turbo novo original, que corresponde a um ano, sem limite de quilometragem.

Para tornar o processo de remanufatura viável, o programa envolve o trabalho conjunto com a rede de distribuição e centros de serviço autorizados para a logística de coleta de turbos usados, que passam pelas fases de limpeza, seleção e análise, identificando quais componentes podem ser remanufaturados e os que devem ser substituídos por peças novas.

Após essa fase de avaliação e análise, a Honeywell substitui as peças não aprovadas, remonta, balanceia, calibra e inspeciona todo o conjunto de acordo com os mesmos desenhos e especificações adotados para um turbo novo.

A linha Reman Original Garrett tem o apoio do Centro Técnico de Treinamento e Assistência da empresa e da rede de vendas e de serviços técnicos, atualmente com cerca de 400 pontos no País. A ação também tem o suporte de programas adicionais da Honeywell, voltados ao mercado de reposição, dentre os quais, o de instalação assegurada, que proporciona cobertura a serviços realizados na rede autorizada.

Fiat confirma: picape de Goiana chamará Toro.

A Fiat divulgou na terça-feira, o nome da picape que a partir do ano que vem será produzida na fábrica da Jeep em Goiana, PE, para toda a América Latina: Toro.

No comunicado, acompanhado de uma imagem escurecida da parte frontal do modelo, a Fiat afirmou que a Toro “representa para o mercado a estreia de um novo segmento – o SUP, Sport Utility Pick-up. Traz todas as características de robustez e força de uma picape e ao mesmo tempo conta com todo conforto e dirigibilidade de um SUV”.

O modelo foi apresentado no Salão do Automóvel do ano passado como conceito de picape média, com o nome de FCC4. Neste ano esteve em outro salão, o de Buenos Aires.

A – ou o, como a Fiat usou em seu comunicado – Toro será o segundo modelo a sair da fábrica do Grupo FCA na Região Nordeste. A unidade foi inaugurada em abril com a produção do Jeep Renegade.