Toyota encosta na Renault e esquenta briga pelo sexto lugar

Pouco mais de 2 mil licenciamentos distanciam a Renault, sexta colocada no ranking de vendas de automóveis e comerciais leves, da Toyota. De janeiro a setembro foram vendidos 134,7 mil veículos Renault, ante 132,6 mil modelos Toyota – ambas em queda, de 20% e 2,5%, respectivamente, com relação ao mesmo período do ano passado.

A tendência, porém, é que a Renault amplie a vantagem até o fim do ano e mantenha a sexta posição, herdada há um ano da Hyundai, que superou a marca em vendas em setembro do ano passado. Isso porque a picape Duster Oroch já chegou à rede Renault e começará a ser vendida em novembro, incrementando o volume de licenciamentos da empresa, que projeta alcançar 8% de participação de mercado com o portfólio atual – 0,8 ponto porcentual acima da registrada.

Esses 8% já foram alcançados pela Hyundai. A companhia sul-coreana manteve a quinta colocação, com 151,7 mil unidades vendidas, e espera maior fôlego nas vendas até o fim do ano, devido ao lançamento do HB20 reestilizado – as concessionárias começam oficialmente a faturar os novos modelos a partir de sábado, 10.

À frente dessa disputa, as quatro marcas mais tradicionais do mercado: Fiat, na liderança, seguida por General Motors, Volkswagen e Ford. As três primeiras com queda superior ao mercado – 33,6%, 30,8% e 33%, respectivamente – e a quarta com 7,1% de recuo nas vendas, e ganho de participação com relação ao mesmo período do ano passado.

A Ford fechou o acumulado de janeiro a setembro com 10,7% de participação. Há um ano, o índice estava em 9%.

Na oitava posição, longe da briga, a única marca dentre as dez mais vendidas do mercado que apresentou crescimento: a Honda, puxada pelo desempenho do HR-V. Foram 112,6 mil unidades comercializadas, volume 17,4% superior às 95,9 mil unidades do mesmo período do ano passado. A participação, que há um ano era de 4%, chegou a 6%.

Fecham o ranking outras duas marcas japonesas, Nissan e Mitsubishi. A primeira com queda de 6,2% nas vendas, mas ganho de 0,4 ponto de participação, e a segunda com recuo de 25,2% nas vendas, e queda de 0,1 ponto de participação, mas insuficiente para lhe tomarem o décimo lugar.

MAN próxima de comemorar mais um ano na liderança em caminhões

A MAN está pavimentando o terreno para comemorar mais um ano como a líder do ranking de vendas de caminhões no País – 2015, pelos cálculos da montadora, seria então o décimo-terceiro registro deste feito para a fabricante no País.

Até setembro a MAN conseguiu, apesar do cenário adverso que atravessa o segmento neste ano, abrir distância para a Mercedes-Benz. Falta um trimestre para o término do exercício e, mantidas as condições registradas até agora, a tendência é de manutenção das posições atuais.

O ranking aponta a MAN com 15 mil 178 unidades vendidas no ano, baixa de 42,3% ante mesmo período do ano passado: ainda que severa é pouco melhor do que a média do mercado, que caiu quase 44%. Por sua vez a Mercedes-Benz registra 14 mil 681, retração de 42,9%.

A diferença, portanto, é de quinhentas unidades, ou quase 1 ponto porcentual de mercado – a MAN tem 27,3% para 26,4% da M-B. Até agosto a vantagem era praticamente a metade, de 250 unidades e 0,5 ponto porcentual de participação.

Também a Ford registrou resultado inferior até setembro ante o ranking acumulado de agosto, mas ainda assim, das grandes, ela é a com melhor resultado. Seus números apontam 10 mil 451 unidades vendidas, queda de 22,6% e participação de 18,8%: até agosto estes índices eram 20% e 19%, respectivamente.

Volvo, Scania e Iveco, na sequência quarta, quinta e sexta colocadas da tabela, continuam a registrar baixas mais acentuadas que a média de mercado. A Volvo fechou o período com redução de 55,4%, a Scania de 62,7% e a Iveco quase 49%.

Mas a maior baixa é da International, lanterninha com impressionante redução de 94% em seus números: vendeu neste 2015 apenas 57 caminhões ante 920 há um ano.

As únicas duas a crescer no período são Hyundai-Caoa, 322%, de 202 unidades em 2014 para 852 neste ano, e DAF, 136,4%, de 132 para 312 no mesmo intervalo.

ÔNIBUS – Já nos chassis de ônibus não há sequer o que discutir: a Mercedes-Benz pode tranquilamente pegar o caneco do ano com um trimestre de antecedência, uma vez que sua vantagem é muito ampla.

O ranking por fabricantes do segmento registra a marca da estrela de três pontas com 6 mil 877 chassis comercializados, queda de 23% no comparativo anual, um desempenho melhor que o do mercado, que desceu 31% no período. Com isso acumula participação de 50%, ou exatamente metade de todas as vendas do ano.

A MAN surge bem atrás, com 3 mil ônibus vendidos até setembro, redução de 42% e participação de 22%. A Agrale mantém um sólido terceiro posto com 1 mil 870 unidades vendidas, baixa de 45,5% e 13,6% do mercado.

Destaque para a Iveco, que na quarta posição é a única da lista a registrar volumes positivos: 131% de alta, graças aos 986 ônibus vendidos ante os 427 há um ano. Volvo, Scania e International, pela ordem, fecham as posições seguintes.

Nova projeção indica redução de 27,4% no mercado

A um trimestre do fechamento do ano a Anfavea revisou mais uma vez suas projeções para 2015, e de todos os indicadores: produção, licenciamentos e exportação, de automóveis e comerciais leves, veículos pesados e máquinas agrícolas. Os dados divulgados pelo presidente Luiz Moan na terça-feira, 6, indicam uma visão mais pessimista com relação ao desempenho do setor no ano – algo que o executivo alega ser consequência da crise política, que alimenta a crise econômica.

Moan afirmou que espera um último trimestre com ritmo de vendas diárias estável com relação ao ritmo que vem sendo apresentado desde julho. Ou seja, sem a usual aceleração provocada pelo décimo-terceiro salário e a expectativa das festas de fim de ano, o que agora joga para baixo o efeito da comparação com o mesmo período do ano passado. E há mais um agravante:

“Há um efeito duplo gerado pelo fim do IPI reduzido, que vigorava ainda no ano passado. Primeiro, a corrida dos consumidores por veículos com preços mais baixos em 2014, na iminência do fim da redução do imposto. E o outro lado do duplo efeito são os preços mais elevados deste ano.”

Assim o mercado automotivo nacional fechará, segundo as estimativas da Anfavea, em 2 milhões 540 mil unidades, 27,4% abaixo das 3,5 milhões de unidades comercializadas no ano passado. A projeção anterior, divulgada em junho, apontava vendas na casa dos 2,8 milhões de veículos, recuo de 20,6%.

Os números divulgados pela associação espelham o que muitos executivos ouvidos pela Agência AutoData afirmaram: o mercado perderá 1 milhão de unidades em um ano. As vendas de automóveis e comerciais leves cairão 26,5%, para 2 milhões 450 mil veículos, enquanto o segmento de pesados enfrentará um recuo de 45,4%, para 90 mil caminhões e chassis de ônibus.

Como consequência a produção também sofrerá abalo maior: segundo as novas projeções da Anfavea sairão das linhas de montagem 2 milhões 418 mil veículos, recuo de 23,2% sobre as 3 milhões 146 mil unidades produzidas em 2014. Em junho a expectativa era de 17,8% de queda no ritmo das montadoras, para 2 milhões 585 mil unidades.

Novamente a redução maior virá do segmento de pesados, com recuo de 41,4%, para 101 mil veículos. Em automóveis e comerciais leves a queda chegará a 22,1%, para 2 milhões 316 mil veículos.

As exportações, contudo, sofreram reajuste do crescimento do volume – nesse caso, para cima: agora a Anfavea projeta 375 mil embarques, 12,2% acima dos 334 mil veículos exportados no ano passado. Projeção anterior acreditava em apenas 4 mil unidades a mais do que em 2014.

Em valor, porém, o faturamento esperado caiu para US$ 10,3 bilhões, queda de 10,8% com relação aos US$ 11,5 bilhões de receita apurado em 2014 – a projeção anterior era de aumento de 2,5%, para US$ 11,8 bilhões.

O desempenho do segmento de máquinas agrícolas também foi revisado para baixo: queda de 29,8% na produção, para 57,8 mil unidades, de 32% nas vendas locais, para 46,6 mil máquinas, e de 26,2% nas exportações, para 10,1 mil unidades. Em junho os dados divulgados indicavam queda de 16%, 19,4% e crescimento de 1%, respectivamente.

33 mil trabalhadores podem ser beneficiados pelo PPE

Cerca de um quarto do quadro de funcionários das montadoras está prestes a aderir ao PPE, Plano de Proteção ao Emprego. Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, 33 mil trabalhadores já assinaram acordo com as empresas e aguardam apenas o sinal verde do governo para terem seu salário e jornada de trabalho reduzidos.

De acordo com o balanço da associação existem hoje 133,6 mil trabalhadores com carteira assinada pelas montadoras de veículos e de máquinas agrícolas e rodoviárias. Além dos 33 mil em processo de adesão ao PPE outros 7,2 mil estão em lay off: “Isso prova o esforço continuado que a indústria vem promovendo para proteger o nível de emprego”.

Mesmo com todo esse esforço foram cortados quase 14 mil postos de trabalho de setembro do ano passado para o mesmo mês deste ano, ou 9,6% do quadro total. Só no mês passado foram quase 750 demissões.

O ritmo das fábricas foi o mais lento para um mês desde 2009, pelo menos. Saíram das linhas de montagem 174,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, queda de 42,1% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 19,5% na comparação com agosto.

De janeiro a setembro foram produzidas 1,9 milhão de unidades, recuo de 20,1% com relação aos primeiros nove meses de 2014.

“A produção vem sendo reduzida para adequar os níveis de estoque. É preocupante, porque aumenta a capacidade ociosa. E teremos mais um trimestre de volumes baixos, uma vez que estamos ainda na busca do ajuste do estoque ao atual tamanho do mercado.”

Nos últimos doze meses a produção somou 2,7 milhões de veículos, 17,5% abaixo do período imediatamente anterior. Segundo a Anfavea, que divulgou novas projeções na terça-feira, 6, o volume de janeiro a dezembro chegará a 2,5 milhões de unidades, recuo de 23,2% sobre o resultado de 2014.

O pior setembro em vendas desde 2006

Com vendas internas de 200 mil 77 veículos o setor automotivo brasileiro registrou no mês passado o pior setembro desde 2006. O resultado representou queda de 32,5% em relação ao total de 296,2 mil unidades emplacadas no mesmo mês do ano passado, o maior índice de decréscimo no ano neste tipo de comparativo. Sobre agosto a retração foi de 3,5%.

No acumulado do ano foram comercializadas 1 milhão 954 mil veículos, queda de 22,7% em relação ao acumulado de 2 milhões 526 mil unidades dos primeiros nove meses de 2014. Ao divulgar os dados na terça-feira, 6, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, atribuiu à crise política o baixo desempenho do setor no período. E voltou a falar no potencial do mercado ao citar os números de venda no segmento de usados, que este ano vem roubando venda do mercado de 0 Km:

“A venda de seminovos até três anos de uso cresceu 1,8% ano acumulado dos primeiros oito meses e especificamente em agosto a alta em relação ao mesmo mês do ano passado foi de 48%”.

Os estoques, apesar dos esforços das montadoras em reduzir produção, continuam elevados, segundo Moan: “O total na rede e nas fábricas baixou apenas um dia, de 357,8 mil unidades para 346,9 mil, equivalendo hoje a 52 dias de vendas”.

No segmento de automóveis e comerciais leves o número de emplacamentos em setembro ficou em 192,8 mil unidades, queda de 3,6% em relação a agosto e de 31,8% comparativamente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano as vendas de automóveis e comerciais leves totalizam 1 milhão 884 mil unidades, decréscimo de 21,7% sobre idêntico período de 2014.

A queda nas vendas de veículos nacionais no acumulado do ano é um pouco inferior à relativa aos importados – respectivamente 19,8% e 29,9%. Com isso a participação dos modelos vindos de fora no mercado brasileiro caiu de 17,6% no ano passado para 16,3% este ano.
Também se mantém em queda a participação dos modelos 1.0 no mercado total. No acumulado do ano passado os carros com essa motorização responderam por 36,1% das vendas totais no País, índice que caiu para 34,3% nos primeiros nove meses deste ano.

Exportação de veículos cresce 12,3% no ano

As exportações de veículos atingiram 293,4 mil unidades no acumulado de janeiro a setembro, um crescimento de 12,3% em relação as 261,3 mil embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita relativa a automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiu US$ 6 bilhões 637 milhões no ano, com leve queda de 1,7% no comparativo com os primeiros nove meses de 2014.

O pior desempenho externo verifica-se no segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias, que em volume caiu 26,2%, para 7,8 mil unidades, e em receita teve decréscimo de 39,1%, para US$ 1 bilhão 318 milhões. Com isso o total exportado pelo setor ficou em US$ 7 bilhões 956 milhões, 10,8% a menos do que os US$ 8,9 bilhões obtidos de janeiro a setembro do ano passado.

Apesar da receita ainda ter desempenho negativo no ano, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse na terça-feira, 6, que acordos bilaterais já firmados e outros em andamento devem favorecer melhorias nas exportações do setor. Segundo ele, as vendas de automóveis e comerciais leves para o México cresceram 49% este ano e as embarcadas para o Chile tiveram alta de 66%. Em caminhões, os acréscimos foram de 144% para o México, 43% para a África do Sul, 18% para o Chile e 15% para a Argentina.

“Estamos evoluindo”, afirmou o presidente da Anfavea. “Começamos o ano com queda de 25% no comparativo anual e mês a mês esse índice vem caindo.”

O setor exportou em setembro 33,5 mil veículos, uma pequena queda de 3,2% em relação a agosto, mas crescimento de 28,7% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Já em máquinas agrícolas e rodoviárias, com exportação de 893 unidades em setembro, houve alta de 24% sobre o mês anterior e queda de 35% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Acordos bilaterais – Questionado sobre o recém-fechado acordo Transpacífico, que envolve Estados Unidos, Japão e dez outras economias da bacia do Pacífico, Moan reconheceu que todo acerto do qual o País não faz parte gera uma desvantagem competitiva. Ressalvou, no entanto, que o Brasil não está parado: “Em uma semana devemos ter posição do acordo bilateral com a Colômbia e também estamos negociando com o mercado europeu”.

O presidente da Anfavea acredita que dentro de no máximo trinta dias deverá ter um encontro de representantes do Mercocul com a Comunidade Europeia. “A proposta no âmbito do Mercosul já está fechada e está tudo encaminhado para buscarmos um acordo de integração das duas regiões.”

Vendas de caminhões acumulam queda de 44%

De todos os cenários de queda nas vendas do setor automotivo, o de caminhões é o pior deles. Os negócios do segmento no acumulado até setembro somam 55,5 mil unidades, retração de 43,9% com relação do mesmo período do ano passado. O volume representa um recuo aos patamares de 2003 e, mais uma vez, de acordo com Luiz Moan, presidente da Anfavea, os motivos do desaquecimento do mercado são depositados na falta do confiança do investidor.

“A crise política afeta a economia em geral. Não vejo razão para queda tão expressiva, pois os fundamentos econômicos do País ainda estão sólidos.”

Em setembro foram somente 5,9 mil caminhões negociados, declínio ainda mais acentuado na comparação com o mesmo mês de um ano atrás, de 47,1%.

Segundo Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, a trajetória das vendas de caminhões segue a expectativa do PIB negativo, reduzindo ainda mais o ânimo das empresas de transporte.

“Um ponto positivo foi a decisão do BNDES na semana passada de voltar a praticar o PSI/Finame de maneira simplificada, desburocratizando o processo de financiamento. Mas ainda assim não há expectativa de melhora.”

O mercado em declínio também promove o desaquecimento no ritmo das fábricas. No acumulado até setembro a produção de caminhões caiu 47,2%, para 59,1 mil unidades contra os 112 mil caminhões produzidos no mesmo período do ano passado.

Em setembro as fábricas produziram 5,8 mil caminhões, queda de 50,6% na comparação com o mesmo mês de um ano antes. “A produção tende a seguir o mercado”, analisa Saltini. “As empresas estão em processo de ajuste de estoque, usando todos os mecanismos que a legislação permite para produzir somente aquilo que o mercado demanda.”

O único dado positivo do segmento de caminhões vem das exportações, embora não seja capaz de compensar as perdas. Nos nove meses do ano, as remessas alcançaram 15,5 mil unidades, o que representou um crescimento de 11,2%. “Estamos evoluindo nos embarques”, afirma Moan, e pontua: “Os envios de caminhões para Argentina subiram 15%, para a África 43%, para o Chile 18% e para o México 144%.”

Mercado de ônibus encolhe 31%

O desempenho do mercado de chassi de ônibus acumula queda de 31,2% até setembro. Foram 13,7 mil unidades negociadas contra 19,9 mil chassis vendidos no mesmo período do ano passado. No mês de setembro o mercado absorveu somente 1,3 mil chassis, declínio nas vendas de 40,8% na comparação mensal de um ano antes. Os números foram divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6.

Nas linhas de montagem o cenário de queda acompanha o mercado. As fabricantes produziram de janeiro a setembro 18,6 mil chassis, o que representou queda de 33,1% com relação ao desempenho dos mesmos meses do ano passado.

Como ocorre no segmento de caminhões, a boa notícia vem das exportações. As remessas de chassis cresceram 6,9% no acumulado do ano, para 5,2 mil unidades, 332 unidades a mais do que o registrado na soma até setembro do ano passado. Na comparação com o mesmo mês do ano passado o resultado é ainda mais expressivo: alta de 18,2%.

Falta de confiança prejudica vendas de máquinas

Em setembro foram vendidas 3,9 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, queda de 40,5% com relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6, em entrevista coletiva à imprensa. Na comparação com outubro as vendas caíram 6,8%.

De janeiro a setembro o segmento apresentou retração de 29,8%, para 36,9 mil unidades. Para Luiz Moan, presidente da Anfavea, não há razão para uma queda deste tamanho:

“A agricultura está muito bem, não era para estar caindo tanto. Mas a falta de confiança do consumidor e do investidor acaba refletindo nas vendas do segmento, assim como existe uma certa preocupação pelo fato de parte dos insumos ser cotada em dólar.”

Segundo Moan os próximos meses deverão manter o ritmo, embora com alguma expectativa de melhora no segmento de colheitadeiras, cuja temporada de compras está começando.

Como o mercado não anda bem, a produção também acumula 29,1% de retração no acumulado do ano, para 45,7 mil unidades. Em setembro saíram das linhas de montagem 5 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, estável com relação a agosto mas 30% abaixo do volume produzido em setembro do ano passado.

As exportações caíram 26,2% de janeiro a setembro, somando 7,8 mil unidades. Em setembro foram enviadas para o Exterior 893 máquinas, crescimento de 24% sobre agosto, mas 35,3% abaixo das exportações apuradas em setembro do ano passado.

Abraciclo também revisa projeções para fechamento do ano

Assim como a Anfavea a Abraciclo também reviu na terça-feira, 6, as projeções para seu segmento neste ano. Foi a segunda mudança dos números, e novamente para baixo – à exceção das exportações.

Em janeiro a expectativa da associação que representa a indústria nacional de motocicletas era quase repetir os volumes produtivos de 2014: cerca de 1 milhão 520 mil unidades. Em abril a projeção foi revista para 1 milhão 415 mil, queda de 6,8%. E agora espera-se 1 milhão 295 mil, retração de 14,7%.

Para as vendas no atacado primeiro imaginava-se 1 milhão 460 mil, o que representaria alta de 2% no comparativo com 2014. Quatro meses depois a projeção caiu para 1 milhão 360 mil, baixa de 5%, ajustada neste outubro para 1,3 milhão, redução de 9%.

Nas vendas no varejo, ou aquelas fechadas efetivamente pelas concessionárias aos clientes, imaginava-se ano de 1 milhão 470 mil, ou 2,9% melhor que 2014. A primeira alteração foi para 1 milhão 365 mil, menos 4,5%, e agora caiu para 1 milhão 280 mil, 10,5% abaixo do ano passado.

Nas exportações, entretanto, o caminho foi inverso. A projeção inicial apontava 55 mil unidades, 37,5% abaixo das 88 mil de 2014. A seguir acreditava-se em 70 mil, ou baixa de 20,5%, e a mais recente estimativa indica 73 mil, ou 17% a menos.

Para Marcos Fermanian, o segmento de motos sofre “influências das incertezas do cenário macroeconômico”. Desde o fim do primeiro semestre o dirigente já alertava para a grande possibilidade de necessidade de revisão das projeções do segmento para este ano.

Em setembro, isoladamente, a produção nacional alcançou 117,4 mil unidades, 8% abaixo do mesmo mês de 2014 e 3% acima de agosto. O acumulado dos nove primeiros meses de 2015 indica 1 milhão 31 mil motos fabricadas, 11,6% abaixo do mesmo período do ano passado.

As vendas no atacado foram de 103,7 mil unidades em setembro, 11% abaixo no comparativo anual e alta de 1,7% no mensal. A soma de 2015 até o nono mês aponta 958,4 mil unidades, queda de 10%.

No varejo, ou licenciamentos, setembro fechou com 98,1 mil, 18% menos que o mesmo mês de 2014 e 1,8% abaixo de agosto. O ano acumula 947,4 mil, queda de 11,4%.

Fermanian explica os melhores índices projetados para o ano, ainda que levemente, perante os já registrados no mercado até setembro: há uma expectativa por tímida melhoria no último trimestre, em especial dado o Salão das Duas Rodas.

O evento abre para o público na quarta-feira, 7, e assim permanece até o feriado da segunda-feira, 12, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo. É a 13ª. edição da mostra, a maior do gênero na América Latina. São esperados 260 mil visitantes, que poderão conferir de perto cerca de 40 lançamentos, em diversos segmentos, da baixa à alta cilindrada – é este impacto que a Abraciclo espera que se reflita positivamente nas vendas até o fim do ano.