Salário mínimo valorizou mais do que o automóvel em dez anos

O valor do salário mínimo no Brasil aumentou proporcionalmente mais do que o preço dos automóveis nos últimos dez anos. Este é o resultado de um estudo da consultoria Jato Dynamics, que não incluiu nenhum cálculo referente a efeitos da inflação.

Apesar das constantes reclamações dos consumidores, a verdade é que, descontada a inflação, o poder de compra está mais favorável. Segundo a pesquisa, mesmo com o aumento nos preços dos veículos, a relação analisada caiu – ou seja, o salário mínimo representa uma parcela maior do valor médio dos veículos.

Pelas contas da consultoria, baseadas em tabelas oficiais de preços das principais montadoras instaladas no País, o consumidor necessita de 66 salários mínimos para comprar um modelo hatchback atualmente, ao passo que há dez anos eram necessários 124 salários mínimos.

A consultoria levou em conta o valor do salário mínimo, que passou de R$ 300 em 2005 para R$ 788 em 2015, aumentando R$ 488 no período, em um reajuste equivalente a 62,6%. Neste mesmo período, o valor médio de um modelo hacthback passou de R$ 37,2 mil para R$ 51,9 mil, uma alta de 39,6%.

No caso dos sedãs, o reajuste nos últimos dez anos foi menor. A pesquisa afirma que em 2005 o valor médio era de R$ 51,1 mil e atualmente é de R$ 68,6 mil, alta de 34,3%. Em termos de salários a comparação é a seguinte: há dez anos era preciso investir 170,4 salários mínimos para comprar um sedã. Agora são necessários 87,1.

Os SUV fazem parte da categoria que apresentou menor reajuste médio nos últimos dez anos, de apenas 3,7%, passando de R$ 115 mil para R$ 119,4 mil. A proporção de salários necessários para aquisição, por sua vez, passou de 383,3 em 2005 para 151,5 em 2015.

Premium – Seguindo a tendência geral do mercado, o estudo apontou que o brasileiro também precisa desembolsar menos salários mínimos para adquirir um veículo premium. O consumidor que em 2005 pagava cerca de 1 mil salários mínimos para comprar um SUV premium, hoje paga cerca de 377 salários mínimos pelo mesmo tipo de veículo. O segmento que mais teve queda nesta relação foi o sedã premium, que teve uma variação de 69,7% com relação ao ano de 2005.

Sobretaxa pode tornar importação inviável

O empresário José Luiz Gandini, presidente do Grupo Kia Motors, o maior importador de veículos atualmente em atividade no País, afirmou na quarta-feira, 23, em Itu, SP, que a atual crise de vendas vivida pelo setor automotivo no País e, em particular, pelo segmento de veículos importados, representa um dos momentos mais delicados já atravessados pelas empresas que trabalham com importação aqui.

“Em se tratando deste setor, de veículos importados, esta é, com certeza, a pior crise que já vivemos no Brasil.”

De acordo com ele com o dólar chegando a mais de R$ 4,00, como se vê nos últimos dias, e com a legislação tributária, que após a adoção do Inovar Auto gravou os veículos que estão fora da cota de importação individual com cerca de 80% de impostos – IPI + 35% de imposto de importação + 30% de imposto para os veículos excedentes da cota – o negócio de importados está se deteriorando e poderá tornar-se inviável muito rapidamente.

Nunca é demais lembrar que, segundo o último balanço divulgado pela Abeifa, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, as vendas de veículos importados aqui somaram 42 mil 647 unidades até agosto, volume 30,3% inferior ao registrado em igual período do ano passado. Desse volume a Kia, sozinha, como maior importadora, foi a responsável por cerca de 11 mil unidades, ou quase 29% do total.

“Nosso maior problema é que, hoje, quem está comprando carros importados não está na verdade comprando carros. Está investindo no mercado cambial e comprando um dólar a R$ 2,80, pois não estamos conseguindo repassar a atual variação da moeda e vendemos nossos produtos com preço totalmente defasado. E isto certamente influenciará de forma dramática o nosso volume de compras no futuro.”

Gandini observou que hoje é muito difícil qualquer tipo de projeção neste momento, principalmente quando se olha para os meses finais deste ano e para 2016: “Vivemos um momento político muito difícil, que é pior do que o econômico. E isto complica toda e qualquer projeção com relação ao desenvolvimento do mercado, principalmente quando olhamos para o futuro de curto prazo”.

Ele acredita que, este ano, as vendas do Grupo Kia aqui deverão chegar aos 16 mil veículos, volume que, se alcançado, representará mais ou menos a mesma média de vendas obtida nos últimos três exercícios: “Nosso previsão inicial era chegarmos às 24 mil unidades este ano, o que representa exatamente o volume de que necessitamos para manter em ritmo razoável nossa rede de 185 concessionários”.

Para o ano que vem, com a entrada em operação da nova fábrica Kia no México, o presidente Gandini prevê que poderá ter um pouco mais de facilidade no mercado, principalmente por contar com alguns milhares de veículos que serão importados de lá e que serão beneficiados com isenção de encargos em função do acordo comercial automotivo do Brasil com o México:

“Além das 4,8 mil unidades a que já temos direito em nossa cota, que se somam aos comerciais que fabricamos no Uruguai, poderemos contar também com os carros que serão produzidos no México na fábrica que será inaugurada em maio”.

Nesta soma, disse, existe boa probabilidade de que os volumes possam voltar ao patamar das 24 mil unidades. Desta fábrica mexicana deverão ser trazidas a nova geração do Cerato, que será o primeiro carro a ser produzido por lá, e, no segundo semestre, do novo Rio.

Gandini considera que o governo precisa analisar com cuidado o tema das cotas de importação impostas pelo Inovar-Auto de forma a garantir a continuidade dos negócios deste setor no futuro: “Somos grandes geradores de impostos e se o governo quer continuar com a nossa colaboração precisa rever esta posição”.

Para ele, com a atual posição cambial, o setor automotivo brasileiro não precisa mais deste tipo de proteção: “Conversei recentemente com técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e todos eles são a favor da revisão dessa posição. Não tenho certeza disso, mas tenho confiança de que estes 30 pontos porcentuais poderão ser revogados ainda em 2016, porque esta imposição foi feita em outro período histórico, quando o dólar estava cotado a R$ 1,60. Hoje isto não faz mais nenhum sentido”.

Gandini contou que, em 2011, quando a Kia vendeu 85 mil unidades no Brasil, recolheu US$ 1 bilhão 650 mil em impostos, que equivaleram, na época, a R$ 2,7 bilhões: “Hoje, com esta queda de vendas, não estamos nem perto disto, e precisamos voltar a ser arrecadadores deste porte para podermos garantir o emprego das 7 mil pessoas que estão envolvidas na nossa operação e dos nossos 135 concessionários”.

Inadimplência: mais um mês em 3,9%.

Mais uma vez o índice de inadimplência nos financiamentos de veículos para pessoas físicas ficou estagnado. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central do Brasil na quarta-feira, 23, em agosto os atrasos nos pagamentos chegaram a 3,9%, mesmo índice de julho – e de junho, de maio…

São nove meses consecutivos sem alteração no índice, que desde dezembro está estagnado em 3,9%. A última vez que apresentou modificação foi para baixo: de novembro para o último mês do ano passado a inadimplência caiu de 4,1% para os 3,9% atuais.

A inadimplência não cresce desde abril para maio do ano passado, quando os atrasos nos pagamentos subiram de 4,9% para 5%.

Comparado com agosto do ano passado o índice apresentou retração de 0,7 ponto porcentual.

Segundo o BC a inadimplência de todas as modalidades do sistema financeiro superiores a noventa dias subiu 0,1 ponto porcentual em agosto, comparado com julho e com o mesmo mês do ano passado – foi o segundo mês consecutivo de aumento. Fechou em 3,1%.

O índice de atrasos subiu 0,1 ponto porcentual no crédito para as famílias, passando a 3,8%, enquanto nas operações com empresas permaneceu em 2,4%.

Lifan garante abastecimento ao mercado brasileiro

A Lifan garantiu que o abastecimento ao mercado brasileiro está garantido. Um porta-voz da companhia afirmou à Agência AutoData que a paralisação por seis meses da fábrica de San José, no Uruguai, não afetará a distribuição de veículos para cá.

Segundo o porta-voz a fábrica é dividida em duas áreas: montagem de veículos e montagem de motores. Apenas a parte dos propulsores será paralisada pelo período. “O estoque de motores montados já atende o volume de veículos que serão produzidos nos próximos seis meses”.

A paralisação foi negociada com o sindicato local e já começou na segunda-feira, 21. Os cerca de 30 funcionários dessa área serão afastados em um regime similar ao lay-off e deverão retornar ao trabalho em meados de março de 2016.

Cerca de 90% dos veículos feitos pela Lifan no Uruguai são exportados para o Brasil. “Com a queda do mercado nacional a companhia precisou rever sua estratégia e decidiu paralisar a produção de motores a fim de controlar os estoques”.

A fábrica uruguaia tem capacidade para produzir 15 mil veículos por ano. No local são produzidos os três modelos comercializados no Brasil: o SUV X60, o sedã 530 e o utilitário Foison.

De acordo com dados da Abeifa, no acumulado até agosto foram comercializados 3,3 mil veículos da Lifan no Brasil. O volume é 14,8% maior do que o verificado no mesmo período de 2014.

Segundo o porta-voz da companhia, o resultado positivo pode ser explicado pelo aumento do portfólio da montadora chinesa: até junho de 2014 apenas o X60 era comercializado no País. Em julho chegou o 530 e em outubro foi apresentado o Foison. “A maior oferta de modelos está garantindo o crescimento, mas o cenário ainda é preocupante”.

A Lifan espera comercializar 7 mil veículos neste ano, ante os pouco mais de 5,2 mil vendidos no ano passado. Para isso, a marca oferece o primeiro ano de seguro grátis e taxa zero para financiamentos.

Lifan interrompe a produção de veículos no Uruguai

A Lifan decidiu interromper por seis meses a produção de veículos em sua unidade situada em San José, no Uruguai. Os automóveis seriam exportados para o mercado brasileiro, segundo o Flash de Motor, publicação venezuelana parceira editorial da Agência AutoData.

A indústria automotiva uruguaia é um dos setores mais dependentes dos países vizinhos e registrou crescimento quando Argentina e Brasil começaram a demandar produtos.

Porém, segundo o jornal argentino El Pais, as restrições impostas pelo governo local para beneficiar a indústria nacional e a deterioração da atividade econômica no Brasil culminaram com a menor demanda pelos produtos uruguaios.

Em entrevista ao jornal argentino, o líder do Sindicato dos Metalúrgicos local, César Acosta, disse que a Lifan informou a intenção de interromper a produção aos trabalhadores. Segundo ele, a empresa alegou que não há demanda pelos produtos e precisará paralisar a produção por seis meses.

O sindicalista disse ainda que a companhia afirmou que os 32 colaboradores da fábrica serão demitidos. Na próxima semana o sindicato se reunirá com o Ministério do Trabalho do Uruguai para tentar reverter a situação. Acosta afirmou que o sindicato irá propor um     a espécie de lay-off para os funcionários durante esses seis meses.

Histórico – A Lifan assumiu a operação da marca no Brasil em outubro de 2012. Antes disso, os veículos eram importados e comercializados por um representante. Em 2013 a companhia investiu US$ 55 milhões na unidade uruguaia para adequá-la às necessidades estabelecidas pelas leis brasileiras e do Uruguai. 

Segundo a Lifan a fábrica do Uruguai tem capacidade para produzir até 20 mil unidades em dois turnos de trabalho e abastece os mercados do Brasil, Uruguai, Argentina e Venezuela. 

De acordo com dados da Abeifa, no acumulado do ano até agosto foram comercializados 3,3 mil veículos da Lifan no Brasil. O volume é 14,8% maior do que o verificado no mesmo período de 2014.

Procurada, a operação local da Lifan não se pronunciou sobre o episódio.

Winterkorn renuncia após confirmação de fraude

“A Volkswagen precisa de um recomeço – também em termos de pessoas. Estou abrindo caminho para este recomeço com a minha demissão”.

Com essas palavras Martin Winterkorn renunciou ao cargo de CEO do Grupo Volkswagen na quarta-feira, 23. O executivo admitiu responsabilidade sobre as irregularidades encontradas nos motores a diesel de alguns veículos companhia, pivô do escândalo que sacode os Estados Unidos e já teve reflexo na Europa e Ásia, mas resolveu pedir demissão.

Na sexta-feira, 18, a EPA, agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, divulgou que veículos produzidos pela companhia violaram testes de emissões de poluentes. A Volkswagen admitiu que desenvolveu um software capaz de burlar essas verificações, que foi instalado em mais de 11 milhões de veículos. As investigações ultrapassaram as barreiras estadunidenses e já foram requeridas por autoridades da Alemanha, França e Coreia do Sul.

No comunicado divulgado por Winterkorn, o alemão afirmou que pediu demissão ao Comitê Executivo para atender os interesses da companhia. “Não tenho conhecimento de nenhuma atitude errada da minha parte. O processo de investigação e transparência deve continuar. Essa é a única maneira de ganhar a confiança de volta”.

Em outro comunicado o Comitê Executivo do Grupo Volkswagen isentou o CEO de ter conhecimento prévio da manipulação dos dados de emissões e elogiou Winterkorn por assumir a responsabilidade. “Esperamos por consequências a pessoas nos próximos dias. As investigações internas prosseguirão e todos os participantes desse processo que gerou danos imensuráveis à companhia estão sujeitos a todas as consequências”.

Winterkorn, de 67 anos, estava à frente da companhia desde 2007. Há cinco meses ele venceu uma queda de braço com um dos principais acionistas da Volkswagen, Ferdinand Piech, patriarca e ex-presidente do Conselho – as famílias Porsche e Piech detêm 51% do capital votante da empresa. Na ocasião Piech tentou demitir o CEO, mas Wolfgang Porsche, líder da família, ficou do lado do executivo.

Segundo o The Wall Street Journal Americas uma reunião dos principais acionistas da Volkswagen estava planejada para este semana para ratificar a prorrogação do contrato de Winterkorn até 2018. A explosão do escândalo fez com que o tema da reunião mudasse e o CEO renunciasse ao cargo antes do término de seu contrato.

Sabó: caminho é exportar.

O bom desempenho da receita obtida pela Sabó com as vendas de juntas, retentores e outros materiais de vedação no mercado externo e na reposição garantirá à companhia a manutenção dos R$ 350 milhões de faturamento registrados no ano passado, mesmo diante do cenário negativo do mercado doméstico brasileiro.

“Sempre fomos muito fortes nas exportações e o dólar esse ano colaborou. O mercado externo e a reposição aliviaram a nossa situação”, afirmou Lourenço Oricchio Júnior, diretor geral da Sabó Américas. “A ordem é alavancar ainda mais as exportações.”

A companhia possui forte presença em diversos mercados da América do Norte, Ásia e Europa. Segundo o executivo o objetivo é ampliar ainda mais as vendas para estes países, aproveitando a boa competitividade que a indústria nacional alcançou com o novo patamar de dólar.

Competitividade essa da qual a Sabó colhe mais frutos, uma vez que, devido à alta dependência das exportações em seu faturamento – historicamente representa 30% da receita –, precisou buscar ampliação para que o real valorizado dos últimos anos não atrapalhasse a saúde financeira da companhia. A fábrica de Mogi-Mirim, SP, recebeu, assim, fortes investimentos em automação para melhorar a competitividade.

As quarenta linhas antigas foram substituídas por quinze novas linhas, com capacidade de produção até oito vezes superior às substituídas – e mais qualidade.

“Desde 2011 trabalhamos forte na modernização da fábrica com investimento em tecnologias de ponta. Temos agora uma linha enxuta, muito automatizada, com pouca interferência dos operários, e processos robustos em cada etapa da produção. Isso garante produtos com mais qualidade.”

Segundo Oricchio o índice de qualidade da companhia nos produtos fornecidos às montadoras de grande volume está próximo do 5 ppm – 5 partes por milhão. Mas o executivo garante que a busca é por índices bem mais ousados: “Já há montadoras falando em 1 defeito para cada bilhão de peças produzidas”.

Com relação ao mercado brasileiro o executivo acredita em mercado de 2,5 milhões de veículos em 2015, e para o ano que vem acredita na manutenção do volume. Mas nada que mude sua visão para o futuro do mercado automotivo nacional, que julga ser promissor – tanto que o plano de investir US$ 10 milhões por ano foi mantido para o próximo quinquênio.

Produção mexicana supera Brasil em 544 mil unidades no ano

Brasil e México vivem cenários completamente opostos na indústria automotiva. Enquanto o mercado nacional amarga queda de 16,9% na produção de veículos de janeiro a agosto, o México registra volume 6,8% maior no período. Neste ano o país latino já produziu 544 mil veículos a mais do que o Brasil.

Segundo dados da Amia, entidade equivalente a Anfavea daquele país, deixaram as linhas de montagem mexicanas 2 milhões 274 mil unidades nos primeiros oito meses do ano. Enquanto isso, no Brasil foram fabricados 1 milhão 730 veículos no mesmo período.

Apenas em agosto foram produzidos 292,2 mil veículos no México, uma alta de 7,7% na comparação anual. Ao passo que no Brasil o número ficou em 216,4 mil unidades, uma queda de 18,2% em relação ao mesmo mês de 2014.

Essa disparada mexicana pode ser explicada com a recuperação do mercado estadunidense. Afinal, do total produzido no México neste ano, 71% foi exportado para os Estados Unidos.

Mercados como o canadense, latino-americano e europeu também colaboram para aumentar a produção mexicana e foram responsáveis por 11,1%, 8,7% e 5,9% das importações de veículos mexicanos, respectivamente.

De janeiro a agosto foram exportadas 1 milhão 866 unidades do México, alta de 7,8% em relação ao mesmo período de 2014. Apenas em agosto o volume de remessas chegou a 234,6 mil veículos, um avanço de 3,5% na comparação anual.

Fato é que o mercado local fica apenas com uma pequena fatia do que é produzido. De acordo com a Amia, no acumulado do ano as vendas internas somaram 833,5 mil unidades, em alta de 19%. Este montante equivale a menos da metade do número de veículos vendidos no Brasil no mesmo período – 1 milhão 750 mi unidades.

Em agosto, as vendas do mercado mexicano somaram 112 mil unidades, em alta de 7,9% na comparação com o mesmo mês de 2014.

Em comunicado a Amia ressaltou que as perspectivas para o mercado mexicano são positivas e afirmou que o índice de confiança do consumidor local encerrou o mês de agosto em 85,8 pontos, índice 16,4% superior ao observado um ano antes. Ainda segundo a associação a intenção de compra de automóveis somou 64,8 pontos no último mês, nível 15% maior do que o verificado em agosto de 2014.

Acordo na Scania prevê reajuste de 5%

Os trabalhadores da Scania, em São Bernardo do Campo, SP, aprovaram na terça-feira, 22, a revisão do acordo coletivo negociada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC anteriormente e garantiram a estabilidade no emprego até agosto do ano que vem.

O novo acordo prevê reajuste salarial de 5% retroativo à data-base da categoria, que foi em 1º de setembro, e o pagamento de um abono de R$ 6 mil, a ser pago em janeiro de 2016. O acordo também inclui a antecipação para abril do pagamento da primeira parcela do 13º salário do ano que vem e a da PLR para junho.

Carlos Caramelo, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e um dos coordenadores do comitê sindical na Scania, explica que a composição do acordo equivale ao reajuste pelo INPC de 2015 e também tira de cena a demissão de 450 trabalhadores.

“Durante toda a negociação a empresa argumentava já trabalhar com um cenário de nova queda na produção para o primeiro trimestre de 2016, o que geraria excedente, ou seja, ela pretendia demitir. A negociação garantiu os empregos para 2016 e descartou a terceirização dos setores de segurança e alimentação, que também estava na pauta da empresa”.