AutoData - Uma nova experiência ao dirigir
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29/10/2015

Uma nova experiência ao dirigir

Por André Barros

- 29/10/2015

Mudar a experiência ao dirigir. Essa é a proposta que a General Motors traz com o sistema de telemática OnStar, que chega ao mercado brasileiro inicialmente a bordo do Chevrolet Cruze, automóvel de maior valor dentre os produzidos em fábricas nacionais. Antenada nos anseios do consumidor, que busca cada vez mais conectividade dentro do seu veículo, a companhia lança um serviço inédito por aqui, mas que há dezenove anos já funciona nos Estados Unidos, berço da GM.

O OnStar é apoiado em três pilares: segurança, conectividade e conveniência. Passa quase despercebido na configuração do veículo, em forma de três botões localizados na parte inferior do espelho retrovisor central. Acrescenta, porém, outros componentes como chicotes, antenas e um chip, que serve para fazer a comunicação com a Claro, operadora escolhida pela GM para a transmissão de dados e voz.

Sim, isso mesmo: voz!

Marcos Munhoz, vice-presidente da GM do Brasil, destacou durante sua apresentação que o OnStar não se relaciona com computadores, mas com seres humanos. Para isso a empresa investiu em uma central de relacionamento, com atendentes que farão toda a interação que o usuário precisar, e quiser, durante o uso: “É a humanização da tecnologia”.

Funciona da seguinte maneira: ao apertar um dos botões abaixo do retrovisor o OnStar se comunica com a central. Um cortês atendente saúda o motorista e se coloca à disposição para ajudar. Aí são inúmeras as possibilidades: desde perguntar como está a temperatura e o trânsito no local de destino até marcar horário no salão de beleza.

Basicamente o OnStar traz ao motorista o que ele obteria na tela de seu smartphone, sem precisar tirar as mãos do volante. Quer saber a rota para o seu destino? Pergunte ao OnStar, que a envia à tela do MyLink, sistema de entretenimento que a GM lançou recentemente no País. Pouco combustível? Avise ao OnStar, que indicará postos mais próximos.

Além de uma espécie de secretário pessoa o sistema auxilia em situações de emergência. Ao apertar o botão vermelho o atendente não será tão cortês, mas direto – afinal, dependendo da ocorrência, qualquer segundo pode ser precioso. Depois de conversar com o motorista que acionou o sistema o atendente pode acionar o SAMU ou Corpo de Bombeiros, de acordo com a gravidade, ou apenas indicar o hospital mais próximo. Se for uma falha mecânica ou pneu furado ativa o Chevrolet Road Service.

A central também funciona de forma ativa. Caso o usuário peça os atendentes do OnStar monitoram o veículo durante o percurso e, em iminente emergência – como uma colisão que acionou o air bag – tentam contato. Para isso serve o terceiro botão: atender às chamadas. Se o motorista não responder, SAMU e Corpo de Bombeiros são acionados.

O OnStar também pode ser ativado por meio de aplicativos no celular e de site na internet. Por enquanto seu uso é um pouco limitado: só consegue trancar e destrancar o automóvel e ativar faróis e buzinas. Mas como é interligado ao computador central do veículo abre a possibilidade para diversas aplicações no futuro.

Privacidade – O sistema virá em 100% dos Cruze 2016 vendidos no mercado nacional, versões LT e LTZ, ambas com transmissão automática e bancos em couro – a diferença é que na última também está disponível o MyLink. Mas o consumidor pode escolher sua ativação ou não: ao assinar o contrato, concorda em abrir mão de sua privacidade.

Mal comparando o OnStar funciona como uma espécie de Grande Irmão, em referência à obra de George Orwell, pois a central tem a seu dispor todas as informações de localização do carro e seu histórico de velocidade, percurso e até uso de peças e componentes. Munhoz jura que nenhum dado sai de lá e apenas o motorista tem acesso a ele, por meio de senha no celular ou computador.

Se por um lado parece perigoso para a liberdade individual por outro é preventivo: em caso de furto do veículo há como localizá-lo e até interceder, reduzindo sua velocidade máxima até a sua parada completa. Em emergências, auxilia o motorista.

“A palavra que uso para definir o sistema é am-pa-ra-do: o motorista está amparado quando o OnStar está ativado.”

Por um ano o serviço será gratuito. Seu preço no futuro ainda não foi definido – Munhoz disse que nos Estados Unidos custa em torno de US$ 200 ao ano.

Lay off Os metalúrgicos da GM de São Caetano do Sul, onde é produzido o Cruze e outros modelos como Cobalt, Montana e Spin, divulgaram comunicado na quarta-feira, 29, afirmando que a companhia ameaça demitir 650 funcionários. Mas segundo Munhoz um lay off está sendo negociado na unidade.

O vice-presidente descartou adotar o PPE na unidade, justificando que seria necessário parar a fábrica inteira – não há como setorizar: “Estamos com excedente de pessoal em São Caetano do Sul e negociamos lay off com o sindicato”.


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