Mercado de veículos cresce 5,6% nos Estados Unidos

O mercado estadunidense de automóveis e comerciais leves apresentou crescimento de 5,6% no trimestre. Segundo dados da versão digital do The Wall Street Journal foram comercializadas 3,9 milhões de unidades de janeiro a março, ante 3,7 milhões de veículos em igual período do ano passado.

O crescimento foi puxado por modelos de maior porte, como picapes e utilitários esportivos, que apresentaram demanda 11,2% superior no trimestre, alcançando 2,1 milhões de unidades vendidas. Os automóveis responderam por 1,8 milhão dos veículos consumidos pelos cidadãos estadunidenses, em estabilidade com relação aos primeiros três meses de 2014.

Em março as vendas ficaram estáveis com relação ao mesmo mês de 2014, em 1,5 milhão de unidades – com a diferença que o mês passado teve um dia a menos de vendas, 25 contra 26 em março do ano passado.

A General Motors liderou as vendas do trimestre, com 684 mil automóveis e comerciais leves comercializados, volume 5,3% superior ao do período de janeiro a março do ano passado. A Toyota ficou na segunda colocação, com 575,6 mil unidades, alta de 10,5% no trimestre, e a Ford ocupou a terceira posição, com crescimento de 2% e 591,9 mil veículos vendidos.

A Chrysler, quarta colocada, registrou o melhor desempenho do período, ao crescer 6,5%, para 495 mil unidades comercializadas – os números não incluem as vendas da Fiat, em queda de 3,4% no trimestre, para 11 mil unidades.

Honda premia seus fornecedores

A Honda premiou 25 empresas durante seu 17º Encontro com Fornecedores, organizado na terça-feira, 7. Divididos em oito categorias, foram homenageados fornecedores que registraram em 2014 o melhor desempenho em quesitos como qualidade, atendimento, custo, desenvolvimento e meio-ambiente.

Segundo porta-voz da companhia, os premiados não são elencados em ordem de pontuação: todos possuem o mesmo grau de importância, alcançaram as metas estabelecidas e foram reconhecidos no mesmo nível.

Workshop AutoData analisará atual situação do mercado de autos

Os números do setor automotivo divulgados semana passada pela Anfavea infelizmente foram novamente negativos.Nos primeiros quatro meses deste ano saíram das linhas de montagem brasileiras 881,8 mil veículos, volume 17,5% menor que no mesmo período de 2014.

Este foi o pior quadrimestre desde 2008. E, para tornar ainda mais nebulosa a situação, no índice anualizado, a probabilidade da projeção da produção para este ano já caiu para baixo das 3 milhões de unidades, algo que também não ocorria desde o final daquela primeira década deste milênio.

Em relação aos estoques, as montadoras e concessionárias instaladas no Brasil fecharam o mês de abril com veículos suficientes para suprir 50 dias de vendas. Somente para se ter uma ideia do que isto pode significar, o volume considerado normal costuma girar de 30 a 40 dias.

Ainda segundo a Anfavea, a tendência, nos próximos meses, é de teórica estabilização do mercado. “De qualquer forma, ter a oportunidade de acompanhar bem de perto o movimento comercial principalmente no segmento de automóveis, o principal do setor, até pelo menos o fechamento do semestre como forma de poder balizar as possíveis decisões gerenciais de agora em diante poderá ser bastante interessante em termos empresariais”, afirma Paulo Fagundes, editor de seminários da AutoData Editora.

Workshop de Autos – Justamente para colaborar com esta necessária busca de informações frente a esta delicada e difícil atual situação vivida pelo setor automotivo brasileiro é que AutoData promoverá no próximo dia 25 de maio, uma segunda-feira, em São Paulo, o Workshop AutoData de Tendências Setoriais Automóveis e Comerciais Leves, um evento que já está ganhando grande importância estratégica na busca de informações para este ano, vez que este discutirá as reais perspectivas comerciais especificamente deste segmento, que é simplesmente o mais importante do mercado em termos de volumes para os demais meses do ano.

“São números e previsões relevantes que serão discutidas neste evento e que certamente balizarão as próprias produções das principais montadoras até dezembro, com reflexos diretos, inclusive, para as programações dos principais fornecedores deste segmento da indústria”, explica Fagundes.

Para que esta análise aprofundada das perspectivas seja possível, o evento reunirá pela primeira vez tanto os principais líderes de vendas das principais montadoras instaladas no Brasil, como também os líderes das redes de concessionários que mostrarão sua visão do varejo do mercado.

Além desta análise comercial específica deste segmento de automóveis, o evento trará também a visão da Anfavea a respeito das possibilidades do mercado e da Anef, a entidade que congrega os bancos das montadoras.

Já estão confirmadas as presenças de Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat; Antônio Megale, vice-presidente da Anfavea; José Carneiro de Carvalho Neto, vice-presidente da Fenabrave; Jorge Khalil, presidente da Abrac; Sérgio Reze, presidente da Assobrav e Guido Viviani, presidente da Abracaf.

Além destes importantes nomes já confirmados, foram convidados também executivos da Hyundai, Honda e Renault.

Este workshop acontecerá em São Paulo, no dia 25 de maio, em evento de meio período. Informações e inscrições poderão ser obtidas pelo site www.autodata.com.br, pelo e-mail seminario@autodata.com.br ou pelos telefones 11 5189-8938/8940.

Magneti Marelli estima crescer 10% na reposição em 2015

A Magneti Marelli participa da 12ª. edição da Automec com excelentes perspectivas. A unidade brasileira é responsável pela maior rentabilidade das operações na reposição da empresa em todo o mundo e, no ano passado, o faturamento neste segmento cresceu 19% no País.

Para 2015 a empresa se prepara para alcançar mais um salto de dois dígitos, na faixa de 10%.

A estimativa foi revelada por Eliana Giannoccaro, presidente da unidade aftermarket para a América Latina – a executiva também acumulou, no início deste ano, a direção global de marketing e comunicação.

Giannoccaro afirma que apenas no primeiro trimestre deste ano o faturamento da divisão cresceu 20%, superando as estimativas. “Em razão da esperada estabilidade ou mesmo queda da atividade econômica brasileira é que projetamos alta de 10% para o ano. Cada mês é um mês, e alcançar a previsão no fim do ano será uma vitória.”

Ela comenta que o crescimento das marcas Magneti Marelli e Cofap, parte do Grupo, advém da ampliação constante de portfólio: “Temos mais de 50 linhas de produtos, de lâmpadas a equipamentos de diagnose. Adicionamos recentemente 1 mil 267 códigos nas linhas de pastilhas de freio, peças para motos, componentes de suspensão, direção e câmbio automatizado. São mais de 16 mil itens no total”.

De acordo com números da empresa as vendas de todos os componentes somados registraram 18 milhões de unidades no último ano no Brasil.

“Nossa rede tem mais de 700 distribuidores, é bem distribuída em todo o território nacional e estreita a relação com o consumidor, de modo que conseguimos trabalhar com o conceito de fidelidade às marcas.”

Considerando-se a produção total de componentes da Magneti Marelli, fatia de 20% a 25% destina-se ao mercado de reposição – o restante vai para o mercado OEM.

Um dos destaques da empresa na Automec 2015, que termina no sábado, 11, no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo, é a linha de amortecedores do Jeep Renegade, modelo recém-lançado.

GM prorroga lay-off de 819 trabalhadores em São Caetano até junho

A General Motors prorrogou por mais três meses o lay-off de 819 trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul. O grupo deveria retornar ao trabalho na sexta-feira, 10.

Em nota a montadora afirmou que o novo período foi negociado com o sindicato local e que agora os metalúrgicos voltarão ao trabalho em 9 de junho. Ainda segundo a GM “a medida tem como objetivo ajustar a produção à atual demanda do mercado”.

A montadora arcará com todas as despesas trabalhistas dos metalúrgicos durante a extensão do lay-off. Isso porque o Fundo de Amparo ao Trabalhador, FAT, do Governo Federal, auxilia as companhias em um período máximo de cinco meses – como o grupo já está afastado desde novembro de 2014, este limite já foi excedido.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, em comunicado, afirmou considerar que o lay-off não é favorável aos trabalhadores, mas que em momentos de retração do mercado, como o atual, é uma solução temporária que protege os empregos.

Para reduzir a mão-de-obra excedente a GM já abriu dois programas de demissão voluntaria, PDV, neste ano – um dele incluía até um veículo Prisma no pacote de benefícios. A companhia não informa o número de adesões.

MERCEDES-BENZ – Enquanto isso em São Bernardo do Campo, SP, a Mercedes-Benz ampliou o prazo para adesão ao PDV na unidade até 27 de abril. Originalmente o programa vigoraria até a sexta-feira, 10.

Este é o segundo PDV realizado na unidade neste ano.

Em nota a companhia afirmou que “o mercado de veículos comerciais no Brasil está retraído desde 2014 e a queda nas vendas se acentuou no primeiro trimestre deste ano. Como consequência, toda a indústria tem hoje excesso de pessoas em suas unidades fabris”.

Como atrativo para adesão ao PDV a M-B oferece pagamento de R$ 28,5 mil independentemente do tempo de trabalho, que se somam aos direitos rescisórios. Os funcionários que estão em lay-off e aderirem ao PDV ainda terão um bônus adicional de R$ 11,5 mil. Um grupo de 715 metalúrgicos está afastado na unidade, com previsão de retorno para 30 de abril.

Produção argentina cai 10,6% em março

A produção de veículos na Argentina somou 52,3 mil unidades em março, 10,6% abaixo das 58,3 mil unidades produzidas no mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Adefa, associação que representa as montadoras daquele país.

O resultado reduziu a queda do acumulado do ano, que fechou em 20,1% no primeiro bimestre. No trimestre foram produzidos 123,5 mil veículos, queda de 16,2% com relação ao volume entregue de janeiro a março do ano passado, ou 147,4 mil unidades.

Segundo o Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData na Argentina, a tendência é de redução nessa queda de produção, uma vez que a Honda começará a produzir o utilitário esportivo HR-V na unidade de Campana nos próximos dias. São esperadas 15 mil unidades por ano, das quais 10 mil com destino ao mercado brasileiro.

O Brasil segue disparado como o maior comprador dos veículos argentinos no mercado externo, embora com redução na participação: há um ano 85% das exportações argentinas vieram para cá, fatia que caiu para 77,5% neste 2015.

Em março as exportações argentinas totais caíram 0,8%, para 28,6 mil veículos. No acumulado do ano a perda chega a 18,8%, com 60,4 mil unidades, contra as 74,3 mil exportadas no primeiro trimestre do ano passado.

Indústria de Caxias do Sul se desdobra para enfrentar queda na produção

Semanas de trabalho mais curtas, reduções nos vencimentos, missões ao Exterior em busca de novos mercados. Os empresários do polo metal-mecânico de Caxias do Sul, RS, buscam alternativas diante do cenário de esfriamento da economia e redução na demanda por caminhões e implementos rodoviários, principais setores clientes dos produtos caxienses.

Só no primeiro trimestre foram quase 1 mil postos de trabalho cortados, de acordo com Getúlio Fonseca, presidente do Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul. Os dados oficiais de março ainda não foram fechados, mas até fevereiro as empresas do município empregavam 45 mil 820 pessoas.

“Desde setembro de 2013 foram mais de oito mil demissões”, disse Fonseca em entrevista exclusiva à Agência AutoData. “As empresas evitam os cortes e tentam flexibilizar a produção, mas não há sinais de possível melhora. A projeção de queda de até 30% na produção de caminhões afeta diretamente a nossa indústria.”

As indústrias caxienses adotam desde o fim do ano passado produção reduzida, com cinco a sete dias úteis do mês sem operar. Muitas das empresas trabalham apenas de segunda a quinta-feira e, em algumas, só há produção por três dias da semana. “Os feriados de abril serão todos estendidos. Nesses casos o regime adotado é de luz apagada: nem diretor entra na fábrica.”

No primeiro bimestre a receita da indústria local caiu 28% na comparação com o mesmo período do ano passado. Fonseca evitou falar em projeções para o faturamento: disse apenas torcer pela rápida votação do ajuste fiscal no Congresso Nacional e por uma eventual melhora no cenário a partir de julho.

Na quinta-feira, 9, o Simecs receberia a visita do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, mas o encontro foi postergado devido a problemas de saúde do titular. Na pauta estavam exportações, linhas do BNDES e reforma trabalhista. Fonseca, de qualquer forma, acredita que dificilmente o governo fará alguma intervenção a favor do setor, seja por desonerações ou incentivos.

Por isso o Simecs busca alternativas: há alguns meses uma missão de empresários esteve no Quênia e na África do Sul em busca de contratos de exportação. Nova caravana foi agendada para julho: “O dólar favorece as exportações, mas houve valorização da moeda em outros mercados também e, portanto, a concorrência continua acirrada. De todo modo buscamos novos clientes para tentar reduzir o impacto”.

O dirigente do Simecs alerta para as consequências que o atual momento poderá deixar na indústria metal-mecânica de Caxias do Sul, responsável por 60% do PIB da cidade. Segundo Fonseca já há casos de empresas em processo de concordata, o que preocupa o empresário para quando ocorrer a retomada: “As empresas menores podem não sobreviver até lá”.

NGK ingressa no segmento de bobinas de ignição para reposição

A partir de junho a NGK expandirá sua linha de componentes para reposição: a empresa atuará neste segmento com bobinas de ignição.

Edson Miyazaki, diretor comercial da NGK do Brasil, afirma que inicialmente os componentes serão fornecidos por empresas parceiras, de origem europeia, japonesa e chinesa, devidamente homologadas. Mas o executivo não descarta a produção local das bobinas na fábrica da empresa em Mogi das Cruzes, SP no futuro.

“Nosso foco é ser referência no sistema de ignição e o próprio mercado, tanto repositores quanto OEM, nos cobravam esse componente. Começamos atendendo à reposição e, por enquanto, a produção local está em estudo.”

A projeção de Miyazaki é vender 36 mil bobinas de junho a dezembro o que, junto da estimada alta de 5% nas entregas de velas de ignição, deve ampliar os negócios da empresa na reposição.

“De 2008 a 2013 o mercado de veículos teve alta anual média de 5%. Considerando que a média de quilometragem/ano dos automóveis é de 15 mil e a troca de velas é orientada a partir dos 45 mil quilômetros, há boa fatia de consumidores neste e nos próximos anos. As velas são componentes de desgaste, não podem ter a troca postergada.”

Para o executivo o resultado de vendas a montadoras neste ano, por seu lado, ainda é uma incógnita, mas certamente haverá queda. No entanto, como 80% da produção da NGK destina-se à reposição, Miyazaki estima que as linhas de produção mantenham o ritmo do ano passado ou fechem em alta de até 2%.

“As exportações prejudicam essa estimativa. Nos dois últimos anos as condições na América do Sul, nosso principal mercado, se deterioraram muito.”

Miyazaki calcula que de janeiro a março a queda nos embarques da empresa foi de 30%. “75% do volume vai para América do Sul e o restante para Estados Unidos, Europa e Nigéria.”

Miyazaki assegura que a NGK mantém seu projeto de investimento no Brasil inalterado. Até 2020 a empresa planeja aumentar a capacidade produtiva de 78 milhões de velas/ano para 100 milhões de velas/ano.

Das linhas da empresa no Brasil sai, ainda, média de 1,3 milhão de cabos de ignição por mês.

Bosch prevê alta de 5% no faturamento da divisão de reposição

A concorrência no segmento de reposição está ainda mais acirrada neste ano. Com a queda da produção nas montadoras, fornecedores de sistemas e autopeças voltam-se mais atentamente ao segmento. Delfim Calixto, vice-presidente da divisão automotiva de aftermarket da Robert Bosch América Latina, afirma que no primeiro trimestre a receita do segmento cresceu 7%.

“Há uma pressão muito forte por preços. Todas as empresas querem manter a base produtiva, mesmo com a baixa nos negócios OEM, então reduzem suas margens. Para este ano estimamos queda de 13% no fornecimento às montadoras mas alta de 5% na reposição. Ano passado, crescemos 6,7% na reposição na América Latina.”

Calixto afirma que a estratégia de crescimento da Bosch não se baseia na redução das margens, mas sim na aproximação com os distribuidores: “Ampliamos nossa comunicação com a ponta do mercado, os reparadores e oficinas. Também resolvemos problemas de logística ao assumirmos a gestão de armazenagem, distribuição e operações no centro de distribuição em Louveira, SP” – a empresa investiu R$ 20 milhões no chamado Projeto Fênix. “O índice de satisfação dos nossos clientes aumentou consideravelmente, o que nos mantém em alta no mercado.”

Para o vice-presidente a edição 2015 da Automec é a melhor de todos os tempos. “A movimentação no estande está grande, recebemos boas visitas. Este será o ano da reposição. Sem dúvida estamos receosos com os desdobramentos da crise de confiança no País, mas se pararmos de investir e olhar para a frente, perderemos terreno. Sou um otimista.”

O executivo calcula que fatia de 15% a 20% dos negócios automotivos Bosch são voltados à reposição. E meta da empresa é fortalecer a rede de serviços para continuar crescendo. “Passaremos de 5 mil para 10 mil oficinas credenciadas Bosch nos próximos seis anos.”

MAN inicia vendas do extrapesado TGX 29.480

A MAN Latin America deu mais um passo em seu projeto de consolidação dos modelos extrapesados MAN no Brasil, anunciado em 2009. A partir deste mês a fabricante inicia entregas do extrapesado TGX 29.480 6×4 às concessionárias.

Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas, afirma que o modelo chega ao mercado com índice de nacionalização de 50%, o que já permite contar com subsídio via Finame proporcional a 90% de seu valor.

“Nosso planejamento prevê que até o fim do ano a linha TGX alcançará índice de 60% de conteúdo local, que permitirá o cálculo integral para o Finame.”

Segundo o executivo a previsão é alcançar vendas de 100 unidades/mês do novo modelo a partir do primeiro ano cheio de vendas. “Com a nova lei do motorista os empresários demandam veículos com mais potência, que ampliem o desempenho da operação enquanto o veículo está rodando.”

O modelo TGX 29.480 6×4 oferece as opções cabine leito em teto baixo e alto e chega como modelo 2015/2016.

Alouche calcula queda média de 40% no segmento ao qual corresponde o lançamento, um dos mais afetados pela baixa do mercado de caminhões:

“A queda não era prevista pelas montadoras, ao menos não nessa proporção. Observamos que ocorre uma postergação de compra: apenas o cliente pequeno, de varejo, está fechando negócios. Nossa expectativa é que todos os ajustes fiscais e medidas de curto prazo sejam colocadas em prática e que o consumidor, incluindo o empresário, recupere a confiança na economia.”

A MAN Latin America trabalha com estimativa de mercado similar à da Anfavea, de 80 mil a 90 mil caminhões vendidos neste ano no total do mercado brasileiro.

Financiamento – Desde março a fabricante, em parceria com o Banco Volkswagen, oferece financiamento de 100% de toda a linha de caminhões e ônibus VW e MAN, com carência de seis meses para o pagamento da primeira parcela.

O plano tem taxas de 0,93% ao mês sem entrada e com pagamento em até 60 meses, com parcelas fixas até o final do contrato.

Décio Carbonari, presidente do Banco Volkswagen, afirmou em comunicado que “com as mudanças no Finame PSI buscamos alternativas atrativas para os nossos clientes”.

Com as novas regras do BNDES válidas para este ano, o financiamento via Finame PSI passou de 100% para 50% do valor do bem, no caso das grandes empresas, e para 70%, para pequenas.