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11/05/2015

NGK ingressa no segmento de bobinas de ignição para reposição

Por Viviane Biondo

- 11/05/2015

A partir de junho a NGK expandirá sua linha de componentes para reposição: a empresa atuará neste segmento com bobinas de ignição.

Edson Miyazaki, diretor comercial da NGK do Brasil, afirma que inicialmente os componentes serão fornecidos por empresas parceiras, de origem europeia, japonesa e chinesa, devidamente homologadas. Mas o executivo não descarta a produção local das bobinas na fábrica da empresa em Mogi das Cruzes, SP no futuro.

“Nosso foco é ser referência no sistema de ignição e o próprio mercado, tanto repositores quanto OEM, nos cobravam esse componente. Começamos atendendo à reposição e, por enquanto, a produção local está em estudo.”

A projeção de Miyazaki é vender 36 mil bobinas de junho a dezembro o que, junto da estimada alta de 5% nas entregas de velas de ignição, deve ampliar os negócios da empresa na reposição.

“De 2008 a 2013 o mercado de veículos teve alta anual média de 5%. Considerando que a média de quilometragem/ano dos automóveis é de 15 mil e a troca de velas é orientada a partir dos 45 mil quilômetros, há boa fatia de consumidores neste e nos próximos anos. As velas são componentes de desgaste, não podem ter a troca postergada.”

Para o executivo o resultado de vendas a montadoras neste ano, por seu lado, ainda é uma incógnita, mas certamente haverá queda. No entanto, como 80% da produção da NGK destina-se à reposição, Miyazaki estima que as linhas de produção mantenham o ritmo do ano passado ou fechem em alta de até 2%.

“As exportações prejudicam essa estimativa. Nos dois últimos anos as condições na América do Sul, nosso principal mercado, se deterioraram muito.”

Miyazaki calcula que de janeiro a março a queda nos embarques da empresa foi de 30%. “75% do volume vai para América do Sul e o restante para Estados Unidos, Europa e Nigéria.”

Miyazaki assegura que a NGK mantém seu projeto de investimento no Brasil inalterado. Até 2020 a empresa planeja aumentar a capacidade produtiva de 78 milhões de velas/ano para 100 milhões de velas/ano.

Das linhas da empresa no Brasil sai, ainda, média de 1,3 milhão de cabos de ignição por mês.


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