Média diária chega a 16 mil unidades na quinzena

O encerramento da primeira quinzena trouxe números positivos ao varejo automotivo, indicando um dezembro com forte demanda – porém ainda abaixo dos volumes registrados no ano passado. Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData foram licenciados 175,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus até a segunda-feira, 15.

O resultado, apesar de 4,5% inferior ao do mesmo período de 2013 – 183,3 mil –, indica recuperação do mercado com relação aos meses anteriores. Em novembro a primeira quinzena fechou em torno de 160 mil unidades e em outubro o volume da primeira metade do mês chegou a 143,4 mil veículos.

Com onze dias úteis de venda a média diária de licenciamentos chegou muito próxima das 16 mil unidades, o maior volume para o ano – em janeiro, outro mês com ritmo forte, o índice na primeira metade do mês alcançou 15,7 mil veículos.

O varejo projeta para dezembro 340 mil emplacamentos, resultado que tornaria o último mês de 2014 o melhor do ano em vendas. Porém o volume ainda seria inferior a dezembro do ano passado, quando os licenciamentos chegaram a 354 mil unidades.

Ainda restam onze dias úteis para o fim do mês, mas segundo uma fonte do varejo os Detrans não deverão operar em horário integral nas quartas-feiras 24 e 31, véspera de natal e ano novo, respectivamente, e possivelmente também na terça-feira, 30, antevéspera de ano novo. Como resultado boa parcela das vendas da última semana do ano terá seus emplacamentos registrados apenas em janeiro.

O mercado caminha para fechar o ano em queda de 8% com relação ao ano passado. Alcançada a projeção dos varejistas, 2014 teria 3 milhões 467 mil licenciamentos ante 3 milhões 767 mil do ano passado – de um ano para o outro deixariam de serem emplacadas, portanto, trezentas mil unidades.

À Agência AutoData o presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou esperar vendas diárias em faixa acima de 15 mil unidades no mês. “Em outubro afirmei que nossa luta seria para alcançar 13 mil unidades licenciadas/dia e, em novembro, 14 mil unidades/dia. Agora esperamos superar patamar de 15 mil veículos de média diária”.

Vendas diretas – Mais uma vez o volume de licenciamentos está inflado pelas vendas diretas, concedidas com grandes descontos a pessoas jurídicas, na maior parte grandes frotistas. Uma fonte do varejo revelou à reportagem que Fiat, Renault e Volkswagen fecharam contrato de alto volume para uma locadora, cujos veículos envolvidos deverão ser emplacados até o fim do mês.

A fonte alertou também para os estoques: segundo ela a expectativa é fechar o mês com volumes elevados, ainda acima daqueles registrados ao fim de novembro, quando os pátios das montadoras e concessionárias registravam 414,3 mil unidades. Um dos motivos é o grande chamariz de vendas do fim do ano, o provável aumento do IPI. Veículos em estoque, já faturados, poderão ser comercializados com o imposto ainda reduzido mesmo após a virada do ano.

Anfavea defende manutenção da Lei Renato Ferrari sem alterações

A Lei 6 729, mais conhecida como Renato Ferrari, que rege as relações de montadoras e concessionárias no País na distribuição de veículos, atende bem à conjuntura nacional do segmento e não necessita de alterações ou adaptações diante do quadro atual. Essa foi a posição defendida pela Anfavea durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados em Brasília, DF, na tarde da terça-feira, 16.

A audiência foi convocada pela casa para debater o Projeto de Lei 7200/14, que prevê alterações na atual legislação. Para o deputado autor da proposta a Lei Renato Ferrari “permite uma relação unilateral de submissão por concedente e concessionária, fazendo prevalecer, sempre, o desejo e as imposições do maior”. O deputado, em sua justificativa, considerou ainda que “a Lei como posta não dá nenhuma segurança e garantia de sobrevivência ao concessionário em caso de rescisão contratual, já que pode, a qualquer momento, ter seu contrato rescindido pelo simples fato de não cumprir as metas traçadas pela concedente, muitas vezes absurdas e incompatíveis com seu mercado”.

Em entrevista por telefone à Agência AutoData o presidente da associação, Luiz Moan, afirmou que “a conclusão de todas as partes convidadas à audiência foi a de que o melhor é não promover nenhuma alteração na atual legislação. O autor da proposta foi receptivo e compreendeu as nossas observações. A Lei Renato Ferrari representa um equilíbrio de forças”. O dirigente acrescentou que algumas observações do autor do PL já são contempladas pelas convenções de marca, também previstas na atual legislação.

Moan considerou que o texto do Projeto de Lei, como sugerido, “cria subjetividades”. A proposta estabelece, dentre outros, que os pedidos de veículos pela concessionária e os fornecimentos pela respectiva fabricante deverão corresponder à média aritmética de vendas dos últimos seis meses, “seguindo assim a conjuntura do respectivo mercado”, e ainda que a montadora não poderá faturar às concessionárias veículos que não tenham sido solicitados “formalmente”, além de prever uso de ferramentas que garantam a sobrevivência de concessionárias de veículos em caso de rescisão contratual.

Para o presidente da Anfavea todos estes pontos estão cobertos pelas convenções de marca e pelos contratos firmados por concessionários e montadoras. Ele recorda ainda que “a última palavra é do judiciário, e em caso de rescisão contratual há ainda o código civil, que prevê indenização por perdas e danos”.

Também participaram da audiência na Câmara dos Deputados o atual presidente executivo e presidente eleito da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr., o assessor jurídico da Abeifa, Sebastião Araújo Costa, a Coordenadora-Geral de Arranjos Produtivos Locais do MDIC, Margarete Gandini, e a secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva.

Volare inicia produção no Espírito Santo

Depois de pouco mais de um ano de obras e investimento de R$ 35 milhões a Volare, unidade independente da Marcopolo, iniciou a produção na fábrica de São Mateus, ES, na sexta-feira, 12.

Durante a cerimônia de inauguração, que contou com a presença de autoridades locais e funcionários, a companhia apresentou as primeiras unidades dos modelos W9 e DW9 fabricadas ali.

Segundo a empresa a fábrica empregará duzentos funcionários e deve produzir oitocentos micro-ônibus em 2015. Os veículos serão comercializados nos 65 pontos de vendas da marca no País e também em mercados de exportação.

Em comunicado a companhia afirmou que “a construção da nova fábrica tem o objetivo de melhor atender ao crescente mercado de veículos de transporte de pessoas e, pela maior facilidade logística, elevar a competitividade nas regiões Norte e Nordeste do País e Exterior”.

Sustentabilidade – O projeto da nova fábrica da Volare, complementar à unidade de Caxias do Sul, RS, prevê o reuso d’água. O volume das chuvas será captado e armazenado em um lago com capacidade superior a 10 milhões de litros. A montadora construiu estação de tratamento de efluentes e de água na nova fábrica.

Além disso a fábrica conta com placas para captação de energia no telhado, que serão utilizadas para aquecer água no refeitório e vestiários.

Outro ponto planejado na unidade é a renovação natural do ar ambiente: são 12 trocas por hora, com ventilação natural e contínua em todos os processos industriais.

Spinetti e Mello substituem Del Noce na Iveco

Dois executivos substituem o italiano Paolo Del Noce na direção da divisão de veículos especiais da Iveco na América Latina, em iniciativa da empresa para elevar os negócios desta área na região. A companhia anunciou na terça-feira, 16, Humberto Spinetti como novo diretor das divisões de ônibus e veículos de defesa e Marco Mello como diretor comercial e de novos negócios da Magirus, divisão de veículos para combate a incêndio.

A produção nacional do chassi de ônibus 170S e a expansão da operação de veículos de defesa na região são os principais motivos da nomeação de Spinetti, justificou a Iveco em comunicado.

“Estar à frente desse processo de crescimento dentro da empresa e atuar em dois setores tão importantes para o País é, ao mesmo tempo, desafiador e gratificante”, afirmou o executivo, formado em engenharia mecânica automobilística e MBA em administração de empresas e gestão corporativa, em nota.

Já Mello, que agora está à frente da Magirus, tem mais de trinta anos de carreira e trabalhou na General Electric e Helibras antes de chegar à Iveco. Sua responsabilidade na nova função será de gerir os contratos firmados com os Bombeiros, Ministério da Justiça e Infraero e prospectar novos clientes no Brasil e países vizinhos.

“A gama de produtos fabricados pela Iveco e pela Magirus nos permite oferecer soluções completas para o cliente. Vamos dar ênfase a esse diferencial”, afirmou Mello, também no comunicado.

Del Noce, que esteve à frente dos negócios especiais da Iveco nos últimos anos, deixou a companhia rumo à França, mais especificamente na Akka Technologies, como CEO daquela operação. A empresa atua na área de consultoria de engenharia e informática.

VW fecha novo acordo e desiste de demitir oitocentos na Anchieta

As oitocentas demissões na fábrica da Volkswagen na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, anunciadas no começo do mês, não vão mais acontecer. Os empregos destes metalúrgicos, portanto, estão mantidos.

Após dez dias de greve a montadora e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC fecharam acordo, aprovado em assembleia na manhã da sexta-feira, 16, na porta da unidade. As atividades produtivas voltaram ao normal na própria sexta-feira.

As bases do acerto foram retrabalhadas diante daquelas rejeitadas pelos metalúrgicos em dezembro, e preveem extensão até 2019 do atual acordo, então válido até 2016, além de abertura de PDV, Programa de Demissão Voluntária, e outros tópicos. O plano prevê ainda garantia de emprego e produção de uma nova plataforma global na unidade.

Em comunicado, a montadora afirmou que vê “com satisfação a aprovação do novo acordo coletivo por seus empregados. Empresa e Sindicato retomaram as discussões nesta semana e chegaram a uma proposta balanceada que possibilitará a adequação da estrutura de custos e efetivo da unidade”.

Ainda segundo a nota da VW “o resultado contempla a continuidade dos mecanismos de adequação de efetivo por meio de programas voluntários, com incentivo financeiro, e também ‘desterceirizações’ temporárias para alocação de parte do excedente de pessoal, dentre outras medidas. Além disto, assegura a vinda de uma nova plataforma mundial de produto, solidificando as bases de um futuro sustentável para a Unidade Anchieta”.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o acordo foi aprovado por unanimidade em assembleia que reuniu oito mil trabalhadores. “Conseguimos mudar os pontos que os companheiros não concordavam na antiga proposta e assim, contemplamos as reivindicações de todos”, afirmou o secretário-geral do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão.

Além da garantia de emprego até 2019 os principais pontos do novo acordo são reajuste integral da inflação incorporado ao salário para o período de 2016 a 2019 e aumento real de 2017 até 2019. Neste ano haverá reajuste da inflação e aumento real de 2%, pagos em forma de abono e antecipados já na próxima terça-feira, 20.

As cláusulas sociais também valem até 2019, segundo o sindicato, que entende que o acordo avançou em relação à proposta rejeitada no ano passado, vez que em 2016 haverá reajuste pelo INPC incorporado ao salário, enquanto que inicialmente este ocorreria como abono, além da antecipação do abono de 2015 e o complemento da PLR, Participação nos Lucros e Resultados, de 2014 conforme as novas regras.

Na prática as demissões não chegaram a ser efetivadas, vez que os oitocentos trabalhadores, informados da decisão por telegrama no fim do ano, se encontravam em licença remunerada até o início de fevereiro.

Gol reage, lidera no mês e encosta no Palio no acumulado

O vencedor do ranking dos modelos mais vendidos no País em 2014 está definitivamente em aberto. O VW Gol reagiu às investidas do Palio e na última semana somou volume agressivo de emplacamentos, o que lhe deu a liderança na primeira quinzena e o jogou de volta, e com muita força, à briga pela vitória no acumulado do ano.

Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData o Gol lidera as vendas até a segunda-feira, 15, ou onze dias úteis, com 10,4 mil emplacamentos. Em seguida está o Palio, com 9,7 mil, e em terceiro o Chevrolet Onix, com 9 mil.

O galgar do Gol nos últimos dias impressiona: até o sétimo dia útil de dezembro o VW estava em terceiro, oitocentas unidades atrás do Palio. Agora, apenas quatro dias úteis depois, está à frente por quase seiscentos licenciamentos. Ou seja: apenas neste período o hatch Volkswagen emplacou 1,4 mil unidades a mais que o concorrente da Fiat.

Até o sétimo dia útil de dezembro a média diária de licenciamentos do Gol no período era de 720 unidades ante 838 do Palio. Agora o índice do VW subiu para 946 e o do Fiat para 878.

Com isso o quadro no acumulado ficou apertadíssimo e se tornou aposta quase impossível definir o vencedor do ano. A diferença a separar os dois é de míseras 1 mil unidades a favor do Palio – vez que no acumulado até o fechamento de novembro o Fiat, ultrapassando o VW pela primeira vez no ano, ficou 1,6 mil à frente.

Restam apenas onze dias úteis para o fechamento do mês e, consequentemente, do ano, mas as duas últimas semanas, que somam sete dias úteis, deverão ser fracas no varejo por conta dos feriados e festividades de natal e ano novo. Mas nos bastidores, considerando em especial as vendas diretas, a disputa promete ser ferrenha até lá.

O quadro é tão apertado que caso se mantenham os atuais volumes de vendas diárias do Gol e do Palio – aqueles registrados nos primeiros onze dias úteis – até o fim do mês o ano fecharia com diferença inferior a somente duzentas unidades a favor do Fiat.

Produção mexicana se mantém acima da brasileira no ano

As montadoras de veículos instaladas no México produziram 284,8 mil unidades em novembro. O volume é 11,4% superior ao verificado um ano antes, segundo dados divulgados pela Amia, entidade daquele país similar à brasileira Anfavea.

No acumulado do ano saíram das linhas de montagem mexicanas 3 milhões 11 mil unidades, em alta de 8,7% em relação ao período de janeiro a novembro de 2013, quando foram produzidos 2 milhões 769 mil veículos.

O volume fabricado no México em 2014, assim, continua acima da produção brasileira, de 264,8 mil unidades em novembro e de 2 milhões 942 mil veículos no acumulado do ano. Enquanto a produção mexicana registra alta de 8,7% neste ano, o índice é 15,5% menor no Brasil.

Segundo a Oica, associação mundial de fabricantes de veículos, o Brasil é hoje o oitavo produtor global de veículos – sétimo em 2013, foi ultrapassado justamente pelo México com a soma dos resultados do primeiro semestre. No total até novembro pouco mais de 69 mil unidades garantem a melhor colocação mexicana.

Em vendas ao mercado interno em novembro o México registrou 111,6 mil unidades, avanço de 11,2% na comparação anual. No acumulado do ano as vendas somam 1 milhão de unidades, alta de 6,2% ante os 944 mil veículos vendidos de janeiro a novembro de 2013.

Por marcas a Nissan liderou as vendas em novembro com 28,3 mil unidades, seguida por General Motors, 20,1 mil, e Volkswagen, 18 mil. A mesma ordem se repete no acumulado do ano.

As exportações chegaram a 237,9 mil unidades em novembro. Segundo os dados da Amia o número é 5,8% maior do que o verificado no mesmo mês do ano passado. A General Motors foi a maior exportadora do período, com 52,9 mil unidades.

No acumulado do ano foram enviadas ao exterior 2 milhões 447 mil veículos mexicanos, em alta de 8,2% em relação aos onze meses de 2013.

Anfavea e Fenabrave vão a Brasília discutir Lei Renato Ferrari

Três das principais associações que representam o setor automotivo brasileiro estarão reunidas no plenário 5 da Câmara dos Deputados em Brasília, DF, na terça-feira, 16, às 14h30. Luiz Moan, presidente da Anfavea, Alarico Assumpção Jr., atual presidente executivo e presidente eleito da Fenabrave e Sebastião Araújo Costa Jr., assessor jurídico da Abeifa, participarão de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, a CDEIC. É aguardada ainda a presença de Ricardo Schaefer, ministro interino do MDIC, vez que o titular Mauro Borges está oficialmente em férias.

Os dirigentes atenderão solicitação da casa para debater o Projeto de Lei 7200/14, que prevê alterações na Lei Renato Ferrari. A audiência fora agendada inicialmente para o início de junho, mas na ocasião foi adiada e sua realização acontecerá somente agora, pouco mais de seis meses depois.

O PL altera a Lei 6 729, mais conhecida como Renato Ferrari, de 1979, que rege a distribuição de veículos no País. O autor da proposta, deputado por Sergipe, argumenta que “a Lei Renato Ferrari tem permitido uma relação unilateral de submissão entre concedente e concessionária, fazendo prevalecer sempre, o desejo e as imposições do maior. É como uma guilhotina armada, prestes a disparar. Há, portanto, necessidade de se restabelecer o equilíbrio, preservando os direitos e mantendo as obrigações das partes”.

Sua justificativa acrescenta ainda que “a Lei como posta não dá nenhuma segurança e garantia de sobrevivência ao Concessionário, em caso de rescisão contratual, já que pode, a qualquer momento, ter seu contrato rescindido, pelo simples fato de não estar cumprindo as metas traçadas pela concedente, muitas vezes absurdas e incompatíveis com seu mercado”.

O PL estabelece, dentre outros, que os pedidos de veículos pela concessionária e os fornecimentos pela respectiva fabricante deverão corresponder à média aritmética de vendas dos últimos seis meses, “seguindo assim a conjuntura do respectivo mercado”. E também que a montadora não poderá faturar às concessionárias veículos que não tenham sido solicitados “formalmente”. O Projeto de Lei prevê ainda uso de ferramentas que garantam a sobrevivência de concessionárias de veículos em caso de rescisão contratual.

Além dos representantes de MDIC, Anfavea, Fenabrave e Abeifa foi convidada para a Audiência a secretária Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva.

Fábrica de Goiana a 2% da conclusão completa

As obras da fábrica da FCA em Goiana, PE – já chamada publicamente pela montadora de unidade produtiva Jeep – chegaram a 98% de sua conclusão. A informação foi revelada na segunda-feira, 15, por Cledorvino Belini, presidente da companhia, que também confirmou para o primeiro trimestre de 2015 a inauguração do complexo produtivo, o primeiro desde a fusão da italiana Fiat com a estadunidense Chrysler, concluída em outubro deste ano.

Também em ritmo acelerado estão as obras do parque de fornecedores integrado com a fábrica pernambucana. “Teremos capacidade para produzir 250 mil veículos por ano. O primeiro será o Jeep Renegade, que chegará ao mercado no começo de 2015.”

Belini adiantou, sem oferecer outros pormenores, que outro modelo Jeep nacional será lançado no mercado brasileiro nos próximos dois anos. Prometeu também quatro lançamentos Fiat no período – um deles, segundo apurou a reportagem, a tão sonhada picape média, que terá como base o conceito exposto no Salão do Automóvel de São Paulo, e também produzida em Goiana.

Antes do lançamento do utilitário esportivo compacto a Jeep trabalha na expansão de sua rede de concessionarias. Segundo Belini serão duzentas as revendas da marca até o fim do ano que vem, somadas às seiscentas Fiat – a FCA terá, portanto, nada menos oitocentos pontos de vendas espalhados pelo País.

O tamanho da rede suporta o volume vendido no mercado nacional: somados Chrysler e Jeep foram comercializadas quase 667 mil unidades de janeiro a novembro, ou 21,3% de participação conjunta de mercado. “Pelo décimo-terceiro ano a Fiat será líder em vendas no Brasil.”

A inauguração de Goiana, a primeira fábrica do Grupo na Região Nordeste, ocorre logo após a expansão das atividades de Betim, MG, o maior complexo produtivo da companhia, que ganhou novas prensas de alto desempenho, robôs, cabine de pintura com capacidade para 180 unidades por hora e sistema de transportadores aéreos, “o que melhorou o transporte interno da fábrica”.

Segundo Belini o potencial do mercado brasileiro, que de acordo com estudo da Anfavea deverá dobrar de tamanho em menos de vinte anos, justifica os investimentos da FCA por aqui. O Brasil é o segundo maior da companhia em volume, atrás apenas dos Estados Unidos.

Olivier Philippot é o novo presidente da Magneti Marelli Latam

O francês Olivier Philippot foi nomeado presidente da Magneti Marelli Latam, divisão da fabricante de autopeças responsável pelos negócios da América Latina. O executivo acumula o cargo com os de diretor geral das unidades de negócios powertrain e eletrônica da região, em divisão considerada extremamente estratégica pela companhia em comunicado divulgado à imprensa na segunda-feira, 15.

A América Latina responde por cerca de 20% do faturamento global da Magneti Marelli, que possui fábricas no Brasil e na Argentina e está presente em todos os países da região por meio das divisões Aftermarket e Exportações.

Philippot, engenheiro mecânico formado pela UTC, Université de Technologie de Compiègne, com MBA em Sorbonne, tem 40 anos e trabalha na Magneti Marelli desde 2006. Acumula passagens nas unidades de negócios iluminação e powertrain e antes atuara na Valeo.

No comunicado a sistemista afirmou que a missão do executivo é “manter o forte compromisso da Magneti Marelli de crescer e investir na região que apresenta forte potencial de desenvolvimento, apesar das dificuldades atuais”.

A companhia promoveu programa de investimentos este ano, de valor não revelado, especialmente em Pernambuco, onde faz parte do parque de fornecedores da futura fábrica da Jeep que será inaugurada no primeiro trimestre do ano que vem.

Edison Lino Duarte, que presidia a operação Mercosul da Magneti Marelli desde 2013, permanece na empresa como diretor comercial de equipamento original para a Latam. No comunicado a companhia afirmou que o executivo dará suporte a Philippot, com apoio de Eliana Giannoccaro, diretora de marketing e relações externas do Grupo no Mercosul.