Neta inaugura primeira concessionária no Brasil

São Paulo – A montadora chinesa Neta inaugurou sua primeira concessionária no País, no Rio de Janeiro, RJ: é a Neta Auto Potenza, com 2 mil m² de área. A marca chegou ao Brasil em novembro e tinha apenas cinco lojas em shoppings nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba, Ceará e Espírito Santo.

A revenda terá em seu showroom dois modelos elétricos, o AYA e o X, que serão vendidos por R$ 128,9 mil e R$ 194,9 mil, sendo que os primeiros compradores terão as cinco primeiras revisões gratuitas e ganharão dois carregadores, um portátil e outro de parede.

A intenção da Neta é inaugurar trinta concessionárias no Brasil ainda em 2025 e abrir, ainda no primeiro trimestre, vinte centros de atendimento ao cliente em treze estados.

RX recua e oferece condições iguais para o Salão do Automóvel

São Paulo – A RX, organizadora do Salão do Automóvel, cedeu à pressão de José Luiz Gandini e decidiu igualar as condições oferecidas para as empresas que produzem no Brasil às importadoras. Com a mudança de postura da RX a Kia anunciou que estará presente na 31ª edição do Salão do Automóvel, que será realizada de 22 a 30 de novembro, no novo Anhembi, em São Paulo.

O movimento ocorreu um dia após o presidente da Kia, José Luiz Gandini, divulgar que a organização estava cobrando valor 60% maior das marcas não associadas à Anfavea. De acordo com comunicado enviado pela Kia, a RX também teria recuado no tamanho da área oferecida para os importadores, que será igual a das montadoras instaladas no País, de 500 m², contra os 400 m² ofertados anteriormente.

A RX ainda decidiu retirar a limitação de apenas quatro carros expostos por cada marca participante, mais um ponto que tinha a contrariedade de Gandini.

A reportagem entrou em contato com a RX mas, até o fechamento da edição desta quarta-feira, ainda não havíamos recebido o seu posicionamento oficial.

Till Oberwörder é o novo CEO da divisão de ônibus da Acea

São Paulo – A Acea, entidade que representa a indústria automotiva na Europa, anunciou Till Oberwörder, CEO da Daimler Buses, como seu novo presidente para a divisão de ônibus, composta por Daimler Truck, Iveco, Grupo MAN, Scania e Grupo Volvo. Essa é a segunda mudança no quadro de executivos anunciada pela entidade, que nos últimos dias divulgou o seu novo presidente do Conselho de Veículos Comerciais.

Oberwörder foi eleito pelos integrantes da divisão de ônibus e assume o cargo no momento em que a Europa passa por transição dos ônibus movidos a diesel para veículos que rodam com energia elétrica ou hidrogênio.

Chevrolet liderou investimentos em publicidade na TV em 2024

São Paulo – A Chevrolet foi a marca que mais dedicou investimentos à publicidade na TV brasileira no ano passado: R$ 92 milhões. Colada nela figurou a BYD, com R$ 91 milhões e, para completar o pódio, a Volkswagen aportou R$ 59 milhões. Na sequência apareceram Fiat, com R$ 49 milhões, e GWM, com R$ 46 milhões.

É o que aponta levantamento da Tunad, que focou nas emissoras paulistas para identificar o número de inserções e no total nacional para os investimentos realizados no ano passado, destacando projetos distintos das marcas e emissoras e, assim, refletindo o panorama competitivo do mercado.

Na análise de inserções publicitárias em São Paulo a Ford apareceu na primeira posição, com 10 mil 626 inserções em 2024. A BYD, novamente, apareceu na segunda colocação, com 5 mil 850 registros e a Mitsubishi, no terceiro lugar, atingiu 5 mil 255. A Chevrolet registrou 4 mil 978 inserções e a GWM 3 mil 970.

Do lado da emissoras a ESPN ocupou a liderança com 21 mil 345 veiculações publicitárias. Outras emissoras também tiveram participações expressivas, como a Globo News, com 6 mil 799 inserções, a SporTV, com 5mil 393, a Globo São Paulo, com 3 mil 749, e a CNN, com 2 mil 616.

Na avaliação de Ricardo Monteiro, diretor de operações da Tunad, o ano passado foi marcado por forte dinamismo do setor automotivo, com variação muito grande dos planos de comunicação por parte das montadoras em meios tradicionais:

“Isto fica claro na variação dos players comparando investimento e volumetria de inserções. Como esperado, as duas montadoras chinesas BYD e GWM vieram com força. E a TV paga mostra atividade mais intensa”.

Para realizar a pesquisa a Tunad utilizou sistema próprio de captura de sinal dos canais das TVs aberta e paga, capaz de identificar o momento de início dos comerciais, e fez a classificação automática via audio-matching, ou correspondência de áudio, na tradução ao português, com equipe de auditoria que realiza a conferência final para a validação dos resultados.

Veículos leves eletrificados representaram a maior parte das vendas na Europa

São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves eletrificados, em 2024, na Europa, somaram participação de 51,6% no total vendido, e os modelos equipados com motor movido a gasolina ou diesel atingiram market share de 45,2%, de acordo com dados divulgados pela Acea, entidade que representa a indústria automotiva na União Europeia. Esse foi o primeiro ano em que o segmento eletrificado representou a maior parte das vendas.

No ano passado as vendas totais na Europa atingiram 10,6 milhões de veículos leves, leve alta de 0,8% na comparação com 2023.

O crescimento foi puxado por um dos quatro principais mercados, a Espanha, que acumulou alta de 7% nas vendas de janeiro a dezembro. Os outros três principais mercados, França, Alemanha e Itália apresentaram quedas de 3,2%, 1% e 0,5%, respectivamente.

Cláudio Passerini é o novo presidente da divisão de ônibus do Grupo Iveco

São Paulo – O Grupo Iveco anunciou Cláudio Passerini como seu novo presidente da unidade de negócios de ônibus, sucedendo a Domenico Nucera desde a segunda-feira, 22. Nucera assumirá o cargo de diretor de qualidade e operações do grupo, criado recentemente.

Passerini era o responsável por vendas e marketing de powertrain na companhia e acumula mais de vinte anos de experiência, com passagens em mercados como Brasil, Alemanha, Itália e Rússia.

Ronaldo Lipari é o novo diretor geral de vendas da Phinia para a América do Sul

São Paulo — A Phinia anunciou Ronaldo Lipari como diretor geral de vendas para o aftermarket da América do Sul. Antes o executivo trabalhava era o gerente de vendas da Delco Remy para os mercados de reposição e OEM no Brasil.

Com as novas atribuições Lipari será responsável por executar os projetos comerciais e fortalecer a presença das marcas Delphi e Delco no mercado sul-americano.  

Formado em engenharia mecânica pela Unip, Universidade Paulista, e com MBA em vendas e marketing pela FGV, Lipari acumula mais de três décadas de experiência no setor.

Do surreal aos grandes desafios do futuro

Nesta segunda-feira, 20, dediquei uma boa parte do dia e da noite para acompanhar a cerimônia de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Foi um evento marcante, carregado de pompa e circunstância, tão característico do estilo americano de ser. E agora, ao relembrar o que vi e ouvi, fico dividido pelo impulso de rir da surrealidade da ocasião ou se tenho receio do futuro.

Trump é uma figura que desafia qualquer tentativa de previsão ou entendimento convencional. Suas declarações improvisadas, recheadas pelas bravatas, são uma surpresa atrás da outra. Ele parece acreditar piamente que os Estados Unidos — ou America, como insiste em chamá-los — são o centro do universo. E isso transparece no menosprezo com que trata o resto do mundo.

Durante seu discurso de posse Trump fez afirmações alarmantes e, muitas vezes, acredito, quase que desconectadas da realidade. Dos pontos mais controversos anunciou a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, como se o país não tivesse nenhuma responsabilidade com o futuro ambiental do planeta. E isto quando o próprio território estadunidense enfrentava extremos climáticos — uma onda de frio histórica em Washington durante a cerimônia de posse e incêndios devastadores em Los Angeles.

Ele também declarou o fim da política de diversidade, ameaçou retomar o Canal do Panamá à força e prometeu deportar todos os imigrantes do Sul para o México. E em um gesto quase cômico afirmou que mudaria o nome do Golfo do México para Golfo da América. A sensação que ficou é que realmente acredita que a tal America é o umbigo do mundo.

Trump foi ainda mais longe em suas declarações ao afirmar que a América Latina precisa mais dos Estados Unidos do que o inverso. E mostrou um, digamos, conhecimento peculiar de geopolítica ao dizer que a Espanha fazia parte dos BRICS — um grupo que, como sabemos, é composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, dentre outros países. Mas a Espanha não.

Para completar, ele afirmou que o recente acordo de Israel com o Hamas estava ocorrendo porque eles sabiam de sua chegada ao poder. E, num gesto de estilo quase romano, ameaçou criar uma taxa para países que queiram fazer negócios com os Estados Unidos.

A cereja do bolo foi o comportamento de um de seus aliados, o sul-africano Elon Musk, que em determinado momento parece ter feito gestos ligados à supremacia branca, inflamando ainda mais o público já em delírio.

Diante deste cenário o que esperar? É difícil dizer. Acredito, porém, que é essencial mantermos o foco em nossa própria agenda de desenvolvimento e de sustentabilidade. O futuro está na proteção do planeta e no compromisso com soluções ambientais. É nesta direção que reside a nossa verdadeira possibilidade de avanço.

A posse de Trump reforça a importância de discutirmos não apenas a política internacional mas, também, o papel que queremos desempenhar como nação. Não podemos nos abalar pelas bravatas de um líder que parece mais preocupado em consolidar sua própria narrativa do que em construir um futuro coletivo.

É hora de redobrarmos nossos esforços para proteger o meio ambiente, diversificar nossas relações internacionais e buscar caminhos sustentáveis de crescimento. Afinal o futuro é nosso para construir — e não podemos nos dar ao luxo de esperar que outros o façam por nós.

Trump planeja taxar em 25% veículos do México e Canadá até 1º de fevereiro

São Paulo – O recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está em seus planos, a partir de 1º de fevereiro, impor tarifas de até 25% sobre transações com o México e o Canadá, pois estariam permitindo a entrada de imigrantes ilegais e drogas no país. Isto causaria impacto direto sobre a indústria automotiva, pois tanto fábricas instaladas no México como a canadenses são base exportadora para os Estados Unidos. Trump disse ainda que seu governo considera eliminar subsídios e outras políticas que favoreçam veículos elétricos a fim de permitir que o consumidor faça escolhas reais, sem incentivos.

De acordo com reportagem da Bloomberg publicada pela na Automotive News Europe os planos do presidente sobre duas nações vitais para as importações de energia e automóveis ameaçam desencadear guerra comercial pelos associados do Acordo Estados Unidos-México-Canadá, sucessor do NAFTA, negociado por insistência do presidente durante seu primeiro mandato. Tais tarifas representariam um desastre para a indústria automobilística estadunidense e para as montadoras de Detroit, conforme analistas da Bernstein alertaram em novembro, uma vez que é importado número significativo de veículos do Canadá e do México.

Segundo eles a Stellantis importa cerca de 40% dos veículos que vende nos Estados Unidos, a General Motors em torno de 30% e a Ford 25%.

O Grupo Volkswagen alertou sobre o “impacto econômico prejudicial” destes impostos. Os comentários da montadora, que já enfrenta altos custos e a concorrência chinesa barata no mercado interno, refletem grande incerteza, de acordo com reportagem da Reuters publicada também pela Automotive News Europe.

A fábrica da Volkswagen em Puebla é a maior do México e uma das maiores do grupo, produzindo quase 350 mil carros em 2023, incluindo Jetta, Tiguan e Taos – todos para exportação aos Estados Unidos. Analistas da Stifel estimaram que cerca de 65% destes carros não seriam mais competitivos com as taxas. Em esforço para demonstrar seu comprometimento com a a produção made in USA a Volkswagen reforçou que faz investimentos totais de mais de US$ 10 bilhões no país, na fábrica de Chattanooga, TN, e na joint venture com a Rivian, com centro de design instalado em Palo Alto, CA.

Vibra abastece caminhões do Aeroporto de Guarulhos com HVO 

São Paulo – A Vibra informou que os caminhões da BR Aviation, unidade de negócios para abastecimento de aeronaves, que operam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, começaram a rodar no mês passado com mistura de combustível que contém diesel renovável HVO.

Estão sendo utilizados 10% de HVO, além do teor mandatório de 14% de biodiesel definido pela legislação e do diesel derivado do petróleo. Os planos da Vibra são, no futuro, ampliar o porcentual do diesel verde, a fim de potencializar a redução das emissões de CO2. Segundo Juliano Prado, vice-presidente executivo de comercial B2B e aviação da Vibra, com esta alternativa os clientes podem estabelecer metas graduais de descarbonização de suas operações sem necessidade de adaptações nos motores diesel convencionais.

Há dois anos a frota da BR Aviation no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, RJ, já utiliza esta mistura. E a intenção da empresa é estender a iniciativa a outras operações.

Considerando o ciclo de produção e uso o HVO pode baixar em torno de 90% das emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao diesel derivado do petróleo. Seu uso em Cumbica “proporcionará redução de aproximadamente 80 toneladas de CO2 equivalentes por ano”. O HVO é produzido por meio do processamento de matérias-primas renováveis como óleo vegetal e/ou gordura animal, e na Europa e nos Estados Unidos já é utilizado em escala comercial no setor de transportes.