São Paulo – A BorgWarner projeta mais um ano de crescimento no segmento de reposição no Brasil. A empresa pretende o incremento de dois dígitos nos seus negócios em 2025 na comparação com 2024, de acordo com o diretor de aftermarket Guilherme Soares, que conduziu a coletiva realizada no primeiro dia da Automec:
“Nos últimos anos o crescimento registrado foi de dois dígitos e a meta para este ano é manter o ritmo. É necessário ressaltar que no ano passado nós atingimos um marco importante, dobrando nosso faturamento na comparação com 2019, ano pré-pandemia”.
A divisão de reposição da BorgWarner instalada no Brasil atende a diversos países da região Américas, que engloba todos os países do México para baixo. 80% do seu faturamento é registrado no Brasil e 20% em mercados externos, sendo a Argentina o segundo principal mercado.
São Paulo — A revista AutoData de abril – já disponível para leitura on-line – chama em sua capa a reportagem principal da edição que revela a contradição das pretensões da BYD no Brasil, que promete produção nacional e milhares de empregos em Camaçari, BA, mas não cumpre prazos, nem fornece informações sobre o real estágio de seu projeto, ao mesmo tempo em que solicita ao governo redução por três anos do imposto de importação de carros desmontados, que chegarão da China apenas para a execução da montagem final aqui, sem que a empresa tenha qualquer compromisso de comprar componentes da cadeia de autopeças instalada no País.
A reportagem de fôlego desvenda como a BYD manobra um poderoso lobby junto ao governo federal para continuar ganhando terreno no mercado brasileiro com custos mais baixos do que os concorrentes com fábricas instaladas no País, com a obtenção de benefícios fiscais para importar todas as partes de seus carros, contribuindo pouco ou nada para o desenvolvimento da indústria local.
A edição de abril também examina o mercado nacional de ônibus, que este ano está crescendo acima das melhores expectativas, graças a importantes renovações de frotas urbanas e ao programa Caminho da Escola.
Em outra reportagem especial contamos como a expansão da internet transforma a relação dos clientes com as concessionárias, com uso de ferramentas de negociação digital e vendas on-line que envolvem até a inteligência artificial, que trazem mais informação e comodidade aos consumidores mas que não tiram o espaço das lojas físicas.
Na entrevista From The Top deste mês – que também pode ser vista no YouTube – conversamos com Arcélio Júnior, o novo presidente da Fenabrave, que conta como pretende ampliar o protagonismo da associação dos concessionários e levar adiante o projeto de renovação de frota no País.
Estas e outras reportagens de AutoData estão disponíveis na edição de abril para leitura on-line (aqui) ou para baixar o arquivo digital em PDF (aqui).
São Paulo — Dentro do futuro eclético em que acredita o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, os elétricos estão incluídos no ecossistema do mercado brasileiro. Após testar e validar veículos a bateria da marca por aqui, ele contou à Agência AutoData que planeja produzi-los em São Bernardo do Campo, SP, a partir de 2027.
O executivo pretende bater à porta da matriz, na Suécia, antes de junho para pleitear um novo aporte, concomitante ao dos ônibus: “Temos um estudo bastante aprofundado, que ganhou muita maturidade e viabilidade. É isto que estou ambicionando e, se der certo, estaremos produzindo, efetivamente, no fim de 2027”.
Até lá os caminhões virão importados, a exemplo de duas unidades adquiridas pela PepsiCo e uma pela transportadora Reiter Log, mas com preços bastante semelhantes aos que a Scania praticaria se estivesse produzindo localmente, apesar do imposto de importação de 35%, assegurou.
Para tanto a margem seria sacrificada e a rentabilidade renunciada, neste início, a fim de demonstrar e divulgar o produto, mais adequado para operar nas rotas de Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, SP, por causa da infraestrutura de recarga.
Caminhão elétrico comercializado para a transportadora Reiter Log durante a Fenatran. Foto: Divulgação.
“Em um primeiro momento muitos componentes ainda virão de fora, mas a montagem será feita aqui, pois já temos bastante material nacionalizado, como os sistemas de chicotes de alta voltagem, e outros tantos iniciando processo de localização. Com isto conseguimos nos enquadrar no Finame e também no Mover. É para isto que estou sensibilizando meus colegas na Suécia.”
O plano de Podgorski é fazer a instalação industrial em três etapas. Na primeira os investimentos serão minimizados, até que os volumes se apresentem. A capacidade de produção inicial será de 250 unidades por ano – o que ele avalia como pequena perto da capacidade de produção anual de 30 mil veículos em São Bernardo do Campo.
Com o surgimento da demanda os aportes serão ampliados. E o passo final será permitir que a mesma linha produza unidades a gás, a diesel e elétrico. A ideia é fazer o sistema modular aplicado à eletrificação também: “Podemos, por exemplo, usar quatro pacotes de bateria e mais um embaixo da cabina, sem violar o excesso de peso no eixo dianteiro”.
Quanto ao modelo elétrico que estreará a linha ficará por conta do interesse do cliente: a aplicação é que dirá qual será o primeiro caminhão 100% a bateria brasileiro da Scania, disse Podgorski.
São Paulo – Desde que a Scania iniciou a produção e a venda de caminhões a gás no Brasil, em 2019, contabiliza em torno de 1,5 mil unidades comercializadas. Ao ampliar as aplicações destes veículos no ano passado, e diante do aumento de cotações e demonstrações de interesse, a empresa arrisca dizer que deverá vender mais 1,5 mil unidades em 2025, o que levaria a fazer, em um ano, o que desempenhou em seis.
Foi o que estimou o presidente e CEO da Scania na América Latina, Christopher Podgorski, a Agência AutoData: “Com 410 cv nós praticamente estávamos prisioneiros do atendimento das operações industriais, com o sider, por exemplo. Mas com 460 cv podemos estar em aplicações com nove eixos, de 74 toneladas. Abriu um leque enorme para outras utilizações”.
Podgorski contou que um dos maiores pleitos do transportador é por mais potência no gás, o que está sendo desenvolvido. Na realidade já foi aprovado, mas ainda está em testes de bancada e laboratório: “Estamos trabalhando para atender demandas do setor sucroalcooleiro”.
Hoje o carro-chefe de vendas da Scania no diesel é o 6×2, o 460 cv, justamente o que é também oferecido no gás: “Com isto em mente, aliado à expansão da oferta de biometano, com distribuidoras também investindo bastante em infraestrutura para aumentar a capilaridade e chegar nas garagens e nos hubs de transporte, vemos que começamos a ticar todas aquelas caixinhas que eram perguntas sem respostas”.
Somente este ano a montadora tem quinhentas unidades em carteira. Recentemente a Santos Brasil, que opera no terminal de contêineres do Porto de Santos, adquiriu 35 caminhões a gás P 340 por R$ 40 milhões.
Com isto o Tecon Santos tornou-se o primeiro terminal portuário do Brasil a adotar caminhões movidos a gás em suas operações. Trata-se também da primeira vez que a Scania fornece este modelo de veículo para transporte de contêineres dentro de um terminal portuário no mundo.
O executivo ressaltou que as distribuidoras de gás estão muito ativas, e que existem corredores que permitem que toda a produção de etanol e de açúcar chegue das zonas produtoras até o Porto de Santos garantindo em 100% de uso de biometano.
Quanto à efetivação da venda ele reconheceu que ainda é um pouco mais morosa do que a do diesel, uma vez que há muitas perguntas que aqueles que ainda não têm experiência com a forma de propulsão querem sanar, para ter certeza de que não haverá problemas, que se trata de solução que vai ter adesão ao negócio e às rotas, que terá onde abastecer.
Frota de caminhões movidos a GNV, fabricados pela Scania, chega ao Tecon Santos Brasil. Foto: Fernanda Luz/Divulgação Santos Brasil
Podgorski avaliou, no entanto, que o que até então era apenas um conceito vem ganhando forma e ampliando a adesão conforme o número de aplicações aumenta e o custo fica mais próximo dos modelos a diesel:
“O volume de cotações e a demonstração de interesse cresceram bastante. Não é mais coisa de nicho, passa a ser praticamente uma solução de massa. Não em todas as 36 aplicações, por ora. Não terei, a princípio, em mineração nem em florestal, nas quais o diesel continuará por mais um tempo, mas ampliou demais”.
E não só no Brasil. A Scania está de olho no potencial de exportações desses veículos, uma vez que diversos países da África estão migrando para o gás natural: “Não posso anunciar ainda, mas a mesma coisa que está acontecendo com o sistema de transporte de passageiros em São Paulo ocorre em vários países africanos, que começarão com o gás natural. Mas, como eles também têm resíduos orgânicos, podem usar o gás natural como transição para o biometano”.
São Paulo – Projeções da indústria de Taiwan indicam que a produção de componentes eletrônicos automotivos na ilha localizada na costa Sudeste da China superarão, em 2025, os US$ 18,5 bilhões. Eles já respondem por mais de 50% do custo total dos veículos, que estão cada vez mais dotados de sistemas que demandam itens importantes, como os semicondutores.
De 23 a 26 de abril a Capital, Taipei, sediará três importantes feiras destinadas ao setor automotivo, que ocorrem de forma simultânea com o objetivo de atrair mais compradores e interessados. Organizada pelo Taitra, Conselho de Desenvolvimento de Comércio Exterior de Taiwan, a Taipei AMPA, a E-Mobility Taiwan e a Autotronics Taipei reunirão em torno de 50 mil pessoas no Nangang Exhition Hall, vindas de mais de 120 países.
A Agência AutoData será o único meio de comunicação brasileiro a fazer a cobertura das três feiras, que juntas formam o 360º Mobility Mega Show. Em 2025 terá como tema Dirija Com Inteligência, Promova a Sustentabilidade. Nossa reportagem percorrerá o centro de exibições que foi dividido em treze zonas especializadas, abrangendo peças e componentes, personalização e acessórios, iluminação automotiva, tecnologia de mobilidade, veículos autônomos e elétricos e componentes para motocicletas.
Em paralelo será realizado o Fórum 360º Mobility, no qual especialistas compartilharão suas visões e experiências sobre tendências do mercado global e desenvolvimentos tecnológicos.
Não deixe de acompanhar toda a cobertura na Agência AutoData a partir de terça-feira, 23.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus bateu seu próprio recorde de exportação de kits SKD em 2024, com 2 mil 430 unidades embarcadas para serem montadas em outros países. Segundo a empresa este avanço mostra que o seu plano de internacionalização está ganhando tração.
O início da montagem de veículos na Argentina em 2024 foi um ponto crucial para o recorde de kits SKD exportados. A VWCO também monta caminhões na sua fábrica instalada no México e por meio de parceiros comerciais na África do Sul e nas Filipinas, de acordo com as demandas de cada mercado.
São Paulo – As vendas de automóveis e comerciais leves no Chile somaram 70,9 mil unidades no primeiro trimestre, uma leve queda de 0,3% na comparação com iguais meses do ano passado, de acordo com a Anac, entidade que representa o mercado local.
Em março foram comercializadas 24 mil unidades, volume que ajudou a reduzir a queda no ano, uma vez que foi 2% maior do que as vendas em idêntico mês de 2024. Na comparação com fevereiro houve incremento de 14,3%.
De acordo com a Anac alguns fatores ajudaram a aquecer o mercado automotivo em março, como a revisão para cima da projeção de crescimento do PIB do país realizada pelo Banco Central, que agora vai de 1,75% a 2,75%, valorização do peso chileno, recuo dos preços dos combustíveis e recuperação progressiva dos postos de trabalho.
O mercado de caminhões, que cresceu mês a mês desde julho do ano passado, somou 3,1 mil unidades vendidas no primeiro trimestre, alta de 13,1% com relação ao mesmo período de 2024.
Em março foram vendidas 1 mil unidades, volume 17,9% maior do que o comercializado em março do ano passado e 3,3% maior do que o registrado em fevereiro.
No segmento de ônibus as vendas caíram 0,7% no trimestre, somando 567 unidades. No mês passado o mercado local somou 206 vendas, alta de 100% sobre março do ano passado e expansão de 39,2% na comparação com fevereiro.
São Paulo – O Omoda e5 e o Jaecoo 7 foram lançados no Brasil, marcando o início da operação de vendas das duas marcas. O primeiro é um SUV elétrico e será vendido em versão única por R$ 210 mil. O segundo é híbrido plug-in e tem duas configurações, a Luxury e a Prestige, com preços de R$ 230 mil e R$ 250 mil, respectivamente.
Shawn Xu, CEO global da Omoda Jaecoo, disse que o Brasil é um mercado com potencial e importante para as duas marcas, assim como os de outros sessenta países em que a empresa está operando em 2025: “No ano passado a nossa operação estava presente em 33 mercados e tivemos um grande avanço este ano”.
Jaecoo 7
A empresa terá algumas ações especiais para os primeiros 2 mil clientes, como as três primeiras revisões gratuitas e um voucher de até R$ 10 mil reais para custear os gastos com energia elétrica ou combustível durante três anos. A garantia dos veículos será de sete anos ou 150 mil quilômetros, sendo que o motor elétrico e a bateria dispõem de garantia de oito anos.
A carroceria do Omoda e5 é composta por 78% de materiais de alta resistência e o modelo oferece seis airbags, classificado como cinco estrelas no Euro NCAP. O seu motor é o flat wire de 204 cv de potência e sua bateria é de 61,1 kWh, com autonomia de até 345 quilômetros, de acordo com as medições do PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular.
Interior do Omoda e5
A lista de itens de série do Omoda e5 oferece quadro de instrumentos digital integrado ao kit multimídia, com duas telas de 12,3 polegadas, ventilação dos bancos de couro, abertura e travamento das portas por aproximação, ar-condicionado digital e automático e rodas de liga leve aro 18.
O Jaecoo 7 possui 80% da sua estrutura de materiais de alta resistência e um sistema híbrido plug-in composto por um motor 1.5 turbo a combustão e o mesmo motor elétrico do Omoda e5, mas com pequenas alterações, que juntos geram potência de 339 cv, acoplados a transmissão automática DHT de terceira geração. Rodando apenas no modo elétrico a bateria de 18,3 kWh gera autonomia de até 79 quilômetros.
Interior do Jaecoo 7
A lista de itens de série do SUV oferece desde a versão de entrada aquecimento e resfriamento dos bancos, sete airbags, sistema multimídia com tela vertical de 14,8 polegadas, quadro de instrumentos digital, faróis e lanternas de Led e diversos assistentes de condução.
São Paulo – A intenção de produzir veículos localmente da Omoda Jaecoo, que iniciou suas operações de vendas no mercado brasileiro na terça-feira, 15, é concreta, segundo seu CEO global Shawn Xu, que veio ao País para o evento de lançamento. Ele prometeu para o segundo semestre novidades mais concretas a respeito do plano e não descarta a fábrica de Jacareí, SP, que o Grupo Chery mantém em parceria com a Caoa e está fechada.
“Estamos estudando como produzir localmente. A ideia é divulgar no segundo semestre onde teremos produção, como faremos, mas o plano inicial é uma operação CKD, como já temos em outros mercados fora da China. A unidade de Jacareí é um possível local que está em estudo”.
Com relação ao plano inicial de vendas, que começa com o Omoda e5 e o Jaecoo 7, não existe uma projeção definida para o ano, mas a meta é estabelecer-se no Brasil de forma estável e sustentável.
Para suportar a demanda dos clientes a Omoda Jaecoo iniciou a comercialização dos veículos com 55 concessionárias e a projeção até o fim do ano é chegar a cem, cobrindo todo o território nacional.
Com uma rede de porte considerável o próximo passo será a expansão do portfólio, com o lançamento de mais dois veículos até dezembro. Segundo o CEO a empresa trabalha internamente para lançar o Omoda e7, um SUV de porte um pouco maior do que o e5, e o Jaecoo 5, que também é um SUV mas menor do que o modelo 7.
Quando a produção local estiver estabelecida a Omoda Jaecoo pretende usar a fábrica como base exportadora para diversos países da América Latina. Para conseguir exportar, contudo, será necessário avançar com a localização de componentes, ponto que será trabalhado para atender as exigências de conteúdo local.
São Paulo – Horas após a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva as áreas técnicas das fabricantes e das empresas relacionadas ao ecossistema automotivo se debruçaram sobre o decreto 12 435, publicado no Diário Oficial da União da quarta-feira, 16. Segundo fontes consultadas pela reportagem os cálculos ficaram mais complexos, com fórmulas distintas para as diferentes fontes de energia e de combustíveis.
Nos próximos dias as empresas deverão se concentrar em compreender e em realizar os cálculos para passarem aos testes de campo e sinalizarem quais serão os caminhos a serem percorridos para atender às metas. A partir de 1º de junho aquelas que desejarem comercializar veículos no mercado brasileiro, sejam produzidos aqui ou importados, precisarão assinar o compromisso de cumprir as exigências, que incluem também reciclabilidade, a adesão a programas de etiquetagem veicular e a metas de segurança.
Ainda restam algumas portarias para que tudo esteja efetivamente colocado à mesa, especialmente no que diz respeito ao preenchimento de formulários para informar ao MDIC sobre o cumprimento das metas, mas já é possível iniciar a corrida para cumprir os requisitos do Mover.
Segundo Uallace Moreira, secretário de desenvolvimento industrial, inovação, comércio e serviços, serão oito as portarias: “Elas estão praticamente prontas. Restam alguns pormenores e discussões dentro dos GTs de cada item, porque o ministro [do MDIC Geraldo] Alckmin sempre pede que tudo seja feito a partir do diálogo”.
Moreira lembrou que a publicação do decreto foi apenas mais uma etapa dentro da regulamentação do Mover, iniciada no ano passado com as regras de P&D, regime de autopeças e ex-tarifários, e a criação do FNDIT, Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico: “Agora trouxemos os parâmetros para eficiência energética, reciclabilidade, segurança e etiquetagem”.
IPI Verde
Conforme a Agência AutoData antecipou o decreto relativo ao IPI Verde, que trará as normas de tributação conforme a eficiência energética, ficou para depois. Segundo o ministro Geraldo Alckmin ele será “publicado em breve”, sem especificar o quando.
Em entrevista coletiva em Brasília, DF, ele também falou que segue em análise o pleito para antecipação dos 35% de imposto de importação para eletrificados, previsto apenas para julho de 2026. O pedido da Anfavea, de acordo com o ministro, “está em análise” – e não foi dado prazo para que seja dada uma resposta.
Reciclabilidade
A grande inovação do Mover, comparado com o Inovar Auto e o Rota 2030, foi a inclusão da reciclabilidade como quesito para se comercializar veículos no País. Segundo o decreto será de responsabilidade de fabricantes e importadores o fornecimento de manuais de desmontagens para novos projetos a partir de 2027, seis meses após seu lançamento, e para todos os veículos vendidos a partir de 2030.
Outro ponto de atenção tem a ver com a retirada obrigatória de circulação de veículos “em fim de vida”. Para cada cinco a dez veículos produzidos, a partir de 2032, um deverá ser retirado de circulação, a depender da categoria definida pelo MDIC, para ser sucateado e reciclado, segundo o texto do decreto.
A questão da reciclabilidade, segundo o secretário Moreira, será ainda objetivo de muitas discussões nos grupos de trabalho antes de entrar em vigor, por ser algo ainda inédito na indústria local.