Scania apresenta primeiro ônibus movido a biometano

Testes com chassis de ônibus movidos a biometano e GNV serão algumas das principais iniciativas da Scania no País ao longo de 2015.

A fabricante deu a largada em seu projeto terça-feira, 18, ao apresentar localmente seu primeiro ônibus movido a biometano, quando assinou junto de representantes da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, PR, um termo de cooperação para estimular o biometano como combustível veicular.

Sílvio Munhoz, diretor de vendas de ônibus urbanos da Scania, afirma que o veículo já rodou três mil quilômetros em ensaios realizados em Foz do Iguaçu e, anteriormente, no México e na Colômbia.

Até 24 de novembro o ônibus atuará no transporte de funcionários da Itaipu. O biometano que o abastece é obtido a partir de dejetos de aves da Granja Haacke, próxima a Itaipu, onde o gás é filtrado e envasado.

Depois, o ônibus seguirá em viagem pelo Brasil. “Rumará para Montenegro, RS, onde transportará funcionários da Braskem, em seguida passará vinte dias em Porto Alegre e viajará a São Paulo. A ideia é que ele passe em todos os municípios que se interessem pela tecnologia.”

Munhoz antecipa que o ônibus atualmente em testes foi totalmente produzido na Suécia – inclusive com carroceria europeia. Mas até o fim do ano outro chassi fabricado na matriz desembarcará aqui, receberá carroceria brasileira e assumirá o posto de ônibus oficial movido a biometano e GNV de testes ao longo do próximo ano.

“Trabalhamos no avanço dos ônibus urbanos e uma das principais ferramentas será a apresentação de tecnologias sustentáveis, realidade em diversas cidades de todo o mundo. Trata-se da evolução do combustível urbano.”

Outros parceiros da Scania, além da Fundação Parque Tecnológico Itaipu, são a Granja Haacke e o Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás/CIBiogás-ER.

Obtido por meio de processos relacionados ao biogás, o combustível utilizado no chassi permite baixíssimas emissões, tornando o ônibus compatível às normas Euro 6, ainda sem data de vigência no Brasil. Seu motor pode, ainda, rodar movido a GNV, gás natural veicular.

Com 15 metros de comprimento, o veículo tem capacidade para 120 passageiros e dois eixos articulados.

Fiat paga abono três vezes maior em Betim, MG

Os trabalhadores da unidade de Betim, MG, da Fiat receberão abono salarial no valor de R$ 1,6 mil até o fim do mês. Segundo a montadora o valor não interfere na Participação dos Lucros e Resultados, a PLR, é um benefício complementar e supera a média acordada na região. Ao todo 19 mil funcionários serão beneficiados.

Ainda segundo a Fiat o acordo sobre o abono foi realizado de forma individual, mas os demais índices acompanham toda a categoria e o reajuste salarial será de 7%, retroativo a 1º de outubro.

Outras 14 empresas da região negociaram separadamente com o sindicato e pagarão abonos que variam de R$ 500 a R$ 1 mil.

Já os demais trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região terão abono de R$ 550, pago em duas parcelas, entretanto não receberão PLR.

A negociação sindical com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais unificou os acordos da categoria e conseguiu reajuste salarial de 6,8% a 7%.

Em nota o sindicato afirmou que os metalúrgicos aprovaram o índice em assembleia realizada no domingo, 16, e que o reajuste salarial de 7% será válido para as empresas com mais de cinquenta empregados – para os salários acima de R$ 6,2 mil haverá uma parcela fixa de R$ 435. Nas companhias com até cinquenta trabalhadores o reajuste será de 6,8%, seguindo a mesma norma para os salários acima de R$ 6,2 mil.

O acordo também prevê reajustes variáveis de 0,8% a 7,5% no piso dos metalúrgicos conforme faixas salariais específicas. Nas empresas com até dez empregados o piso passa a ser de R$ 890, um aumento real de 2,6%.

Nas empresas com 11 a 400 trabalhadores o piso salarial é de R$ 926; ao passo que nas fábricas com 401 a mil empregados o valor inicial é de R$ 990 e nas companhias com mais de mil metalúrgicos o piso passa para R$ 1,2 mil.

General Motors premia fornecedores por excelência em qualidade

A General Motors premiou os fornecedores que no último ano mantiveram excelência em performance e qualidade em cerimônia realizada na fábrica de São Caetano do Sul na quarta-feira,19. A terceira edição do Supplier Quality Excellence Award contemplou 55 fornecedores, um aumento de aproximadamente 50% em relação a edição do ano passado.

Em comunicado Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, afirmou que a evolução do número de empresas premiadas reflete o aprimoramento da cadeia de suprimentos. “Em épocas desafiadoras como essa que o setor está enfrentando a qualidade é a chave da competitividade, pois fomenta o desenvolvimento de produtos melhores e mais acessíveis”.

Também presente na cerimônia de premiação William Bertagni, vice-presidente de engenharia do produto da GM América do Sul, afirmou que “além dos consumidores estarem cada vez mais exigentes as normas impostas pelos legisladores também estão ficando mais rígidas, o que demanda um esforço constante dos fornecedores e fabricantes na busca pela qualidade total”.

O Supplier Quality Excellence Award é uma premiação global realizada também na Europa, América do Norte e Ásia. Segundo a GM o prêmio contempla os fornecedores que cumpram 13 critérios específicos de qualidade como: ter certificações ISO/TS e QSB, prover componentes e/ou subsistemas dentro das métricas de qualidade requeridas, ter um sistema adequado de gerenciamento de programas e não causar interrupção na linha de montagem ou campanhas de pátio durante o período de doze meses.

Iveco terá distrito industrial em Sete Lagoas

A Iveco realizou na quarta-feira, 19, evento de lançamento do loteamento do novo Distrito Industrial de Sete Lagoas, MG, com área total de 257 mil m² e obras de infraestrutura já concluídas pela prefeitura. A empresa negocia a ida de fornecedores para o local e espera já no ano que vem ter alguns parceiros operando no município mineiro.

Desencadeado há mais de três anos, o projeto de criar um condomínio de fornecedores de autopeças em área vizinha à fábrica de caminhões e ônibus visa aumentar a localização de peças, obter maior flexibilidade produtiva e, assim, ganhar competitividade e participação de mercado. É o que revela Osias Galantine, diretor de compras da CNH Industrial, grupo que congrega Iveco, FPT Industrial e a CNH, dentre outras:

“Temos quarenta empresas convidadas para participar do empreendimento e acreditamos que até o fim do primeiro trimestre de 2015 já tenhamos as primeiras definições. Se conseguirmos vinte já consideraremos um número bem interessante”.

A expectativa, segundo Galalntine, é atrair fornecedores das áreas de montagem de rodas, chassis, radiadores e transformações de veículos, dentre outros. “É um processo de mineirização similar ao promovido pela Fiat nos anos 90. Para aumentarmos participação no mercado precisamos operar sem estoques e com agilidade para responder aos altos e baixos do mercado.”

Como Sete Lagoas já tem um distrito industrial, voltado a vários segmentos da indústria e totalmente aberto, o parque da Iveco foi denominado Distrito Industrial de Sete Lagoas 2. Será uma espécie de condomínio fechado, com portaria própria, e dedicado à fabricante.

O empreendimento conta com a parceria da prefeitura de Sete Lagoas, que bancou toda a infraestrutura – água, luz, esgoto e ruas. São 74 lotes, oferecidos a preços atrativos, de acordo com Galantine, e o fornecedor pode adquirir mais de um dependendo das suas necessidades. Algumas áreas serão compartilhadas, como a portaria e o restaurante, o que reduzirá custos das empresas que atuarem no local.

Os fornecedores interessados em participar do projeto poderão utilizar os serviços de uma construtora já contatada pela Iveco, que bancará o investimento nas obras e depois alugará o prédio por quinze anos, garantindo o direito à compra com pagamento de valor residual ao término deste período.

Do total de compras produtivas da Iveco, que no ano passado atingiu € 300 milhões, cerca de 30% atualmente são negociados em Minas Gerais. “Com o Distrito Industrial esperamos elevar essa participação para algo em torno de 40% a 45%”, revela o diretor de compras da CNHi.

Continental investe no segmento aventureiro

Depois das montadoras chegou a vez das fabricantes de pneus investirem no segmento de veículos aventureiros, um filão de mercado exclusivamente nacional. A Continental lançou na quarta-feira, 19, em Itatiba, no Interior paulista, a linha ContiCrossContact AT, destinada aos Ford EcoSport, Fiat Adventure e VW Cross.

A gama já existia para modelos utilitários, como o Land Rover Defender, mas não contava com opções de aro menor a exemplo de 14, 15 e 16, utilizados nos automóveis com apelo aventureiro. Em 2012 a Continental decidiu apostar nessa nova faixa de mercado e durante dois anos técnicos brasileiros e alemães se dedicaram ao desenvolvimento do novo produto.

Segundo a fabricante os novos pneus oferecem melhor desempenho que os concorrentes do segmento tanto no on quanto no off road – daí os modelos carregarem denominação 50%-50% quanto ao tipo de piso. “Muitas vezes as solicitações para cada aplicação são antagônicas, mas conseguimos atingir altos níveis de conforto acústico, durabilidade e frenagem no molhado aliados a desempenho com maior tração e resistência em estradas de terra.” Para isso a banda de rodagem é exclusiva, com desenho diferenciado e mais larga, além de outras especificidades.

De acordo com Renato Sarzano, diretor-superintendente da Continental Pneus para o Mercosul, a empresa ainda não contava com um produto específico para esta faixa de mercado. Os ContiCrossContact AT chegam primeiro ao mercado de reposição, mas a intenção da fabricante é promover entregas também no OEM. “Apresentamos há poucos dias os novos pneus às montadoras, e agora aguardaremos o processo de homologação.”

Os novos pneus são produzidos na unidade de Camaçari, BA.

Copa do Mundo – A Continental comemora ainda os resultados de seu patrocínio à Copa do Mundo de futebol realizada no Brasil em meados do ano. “A exposição e o conhecimento da marca cresceram de forma bastante positiva. Quando chegamos ao País, há pouco mais de 15 anos, o nome Continental era associado a cigarros, emissora de rádio FM, companhia aérea… hoje já é ligado automaticamente a pneus.”

Nos cinco primeiros meses de 2014 a empresa realizou campanha de varejo na qual os compradores de pneus da marca ganhavam uma bola oficial do torneio. O resultado foi aumento de 23% nos volumes de venda neste período.

Além disso a Continental sorteou quase trezentos ingressos para os jogos do torneio por meio de sua página no Facebook, fato que atraiu nada menos do que dez milhões de usuários brasileiros da rede social.

Peugeot e Citroën terão redes unificadas no Brasil

A unidade brasileira da PSA Peugeot Citroën trabalha, há alguns meses, naquilo que batizou de Projeto Y – letra que ilustra bem a ideia da empresa: unir duas vias em uma, ou unificar as operações da rede de concessionárias Peugeot e Citroën, hoje totalmente independentes.

A montadora permitirá que suas quase três centenas de revendas no Brasil – são atualmente 140 casas Peugeot e 160 Citroën no País – compartilhem operações e instalações internas, como setores administrativos e oficinas de pós-venda. Na prática apenas fachadas, entradas, showroom e equipe de vendas terão que necessariamente ser distintas. Repetirá, assim, fórmula já adotada na Europa há algum tempo.

Procurada pela Agência AutoData a montadora confirmou os estudos e afirmou, por meio de nota, que “a estratégia mundial da PSA é contar com três marcas diferenciadas [Peugeot, Citroën e DS], com suas respectivas identidades, posicionamentos, Experiências Cliente e redes de distribuição independentes, inclusive no Brasil. No entanto, atentas às novas necessidades do mercado brasileiro, que sinalizam para a otimização da gestão administrativa e a oferta de ampla cobertura de atendimento, em algumas praças e em situações específicas as marcas do Grupo poderão autorizar o compartilhamento das áreas de back-office, como as oficinas de pós-venda, setores administrativos etc.”

A montadora acrescentou, no mesmo comunicado, que “mesmo nestes casos as entradas, os showrooms de vendas, recepções técnicas e todas as demais áreas de contato com o cliente permanecerão separadas, assim como as equipes de atendimento ao cliente continuarão diferenciadas e devidamente caracterizadas”.

A empresa ainda não esclareceu, contudo, se a unificação dessas atividades implicará na redução de grupos representantes ou dos pontos de vendas, tampouco metas para a iniciativa. A racionalização das atividades das duas redes sem alterar de forma drástica a presença de cada uma das marcas no território nacional, de qualquer forma, é tarefa que demandará estudos, discussões e muita conciliação de interesses, em especial nas maiores praças.

Uma das primeiras regiões a adotar a unificação das redes será o Sul de Minas Gerais. De acordo com fonte ouvida pela reportagem, concessionário de uma das marcas ali quer deixar a bandeira e a casa mais próxima, então, ficaria a cerca de trezentos quilômetros, já no Estado de São Paulo. Como a praça possui também representação da marca co-irmã, de titularidade de grupo distinto, a tendência é a de que este concessionário acumule as operações ali.

Outra fonte, ligada diretamente à rede Citroën, espera que a unificação aconteça de forma ponderada e, ao menos em primeira fase, apenas para eventuais novas casas, mudanças de titularidade de concessionário ou de bandeira, como no caso do Sul de Minas Gerais, e nas cidades do Interior. As revendas já estabelecidas em grandes capitais, acredita a fonte, não deverão passar por grandes mudanças nos próximos anos.

Aviso em Paris – Vendas e participação tímida têm atordoado o dia-a-dia dos executivos responsáveis pela PSA Peugeot Citroën no Brasil. Mais do que isso, os últimos resultados financeiros já fizeram com que a cúpula da empresa, na França, revelasse que espera bem mais da subsidiária em um período muito curto.

Durante o último Salão de Paris, em outubro, Carlos Tavares, CEO do grupo, afirmou ao lado do também português Carlos Gomes, responsável pela América Latina, que a região precisa voltar à lucratividade até 2017. “A PSA já pecou demais ao esquecer que lucratividade é essencial para a continuidade de uma empresa. E isso nos colocou em uma situação dramática.”

Gomes, com certeza, entendeu o recado e já encaminha as primeiras medidas para chegar lá. Ainda que de forma discreta, sabe-se que toda a estrutura da empresa passa por processo de enxugamento, com cortes de cargos, vagas e até alterações de funções – seja na fábrica de Porto Real, RJ, no centro administrativo de São Paulo e na sede do Rio de Janeiro.

Peugeot e Citroën responderam, somadas, por 2,9% do mercado interno de automóveis e comerciais leves de janeiro a novembro, com 86,7 mil veículos emplacados segundo dados da Fenabrave – média, portanto, abaixo de trezentas unidades vendidas por concessionária em onze meses. No mesmo período de 2013 as duas redes negociaram 111,6 mil veículos: a retração das vendas PSA, assim, beirou os 25% no comparativo anual, enquanto o mercado interno recuou 8% na mesma análise.

Os números ganham maior dramaticidade quando se sabe que o atual ciclo de investimentos da PSA no Brasil, R$ 3,7 bilhões, se encerrará em 2015. Boa parte foi consumida no lançamento de produtos, como os novos Citroën C3, Peugeot 208 e o futuro 2008 nacional, a ser lançado no primeiro trimestre do ano que vem, além do aumento da capacidade produtiva de Porto Real para 220 mil veículos ao ano.

Primeira quinzena de novembro é melhor também para motos

Assim como nos autoveículos a primeira quinzena de novembro trouxe índices um pouco mais animadores para o segmento de motocicletas. De acordo com dados divulgados pela Abraciclo na terça-feira, 18, os primeiros dez dias úteis do mês responderam por 57,5 mil unidades comercializadas ante 54,6 mil no mesmo intervalo de outubro, evolução de 5,2% nos índices e na média diária.

Os números são baseados no Renavam.

Ainda que o volume do início deste mês seja beneficiado por um feriado para os servidores públicos no último dia de outubro – o que jogou os índices desta data para as estatísticas de novembro –, a associação que representa os fabricantes de motocicletas avaliou, em comunicado, que “há uma tendência de evolução dos negócios com motocicletas neste mês, considerando-se que os consumidores dispõem de mais recursos financeiros em função do recebimento da parcela inicial do 13º salário”.

A Abraciclo ainda lembrou em sua nota que os compradores de motocicletas “já encontram linhas de crédito mais flexíveis, como as oferecidas a partir do fim de outubro pela Caixa Econômica Federal e o Banco Pan, com taxas especiais aplicadas nos negócios para os dois últimos meses do ano nos financiamentos”.

Feriado impactará produção automotiva em novembro

O feriado do Dia da Consciência Negra, na quinta-feira, 20, impactará a produção de veículos e autopeças no País neste mês, mas não de forma generalizada. Tudo dependerá do município em que a fábrica está instalada, vez que a celebração, que homenageia a data de morte de Zumbi dos Palmares, é facultativa, além de não ser federal. A decisão, assim, cabe a cada prefeitura na maioria dos casos.

No Estado de São Paulo, na Capital e nas sete cidades do ABCD o feriado acontecerá, mas a maioria das empresas do setor na região metropolitana fez acordo com os trabalhadores para alterar a data. Na VW Anchieta os funcionários da produção vão trabalhar normalmente na quinta-feira, 20, e terão folga na sexta-feira, 21. Já o pessoal do administrativo será dispensado nos dois dias. Na Ford Taboão o esquema de trabalho na quinta e folga na sexta será aplicado para todos os funcionários.

Já as unidades VW de São Carlos e Taubaté, no Interior Paulista, trabalharão normalmente, vez que a data não é feriado em nenhuma destas cidades.

No caso da Toyota, em Sorocaba a data é comemorada e os funcionários fecharam acordo para trabalhar na quinta e folgar na sexta. Já para a unidade de Indaiatuba, cuja prefeitura não aderiu ao feriado, o funcionamento seguirá sem alterações.

Na Honda em Sumaré, município que celebra a data, o feriado seguirá o formato tradicional: interrupção de atividades na quinta e retomada normal na sexta.

Em Minas Gerais, a Capital Belo Horizonte terá atividade normal, mas o feriado acontecerá em Betim, sede da Fiat. A montadora dispensará todos os trabalhadores da unidade por dois dias, tanto na quinta quanto na sexta. Em Sete Lagoas, sede da Iveco, a data é dia normal.

No Paraná apenas duas cidades comemoram a data, Guarapuava e Londrina. Assim as atividades de Renault e Volkswagen em São José dos Pinhais, bem como na Volvo em Curitiba, não deverão sofrer quaisquer impactos.

No Rio de Janeiro o caso é bem diferente, vez que lei estadual assegura o feriado em todos os municípios. Assim as atividades da PSA Peugeot Citroën em Porto Real e da MAN em Resende deverão sofrer alterações.

Outro Estado que aplica o Dia da Consciência Negra para todas as cidades é o Rio Grande do Sul, o que deverá representar impacto nas atividades da General Motors em Gravataí bem como da Agrale em Caixas do Sul.

Na Bahia, Camaçari, que abriga a fábrica da Ford, é uma das apenas três cidades do Estado a decretar a data como feriado.

Confira aqui a lista completa dos municípios do País que decretaram feriado na quinta-feira, 20.

VUC Fair discute legislação federal para o segmento

Os cerca de vinte food trucks alinhados destacam-se no espaço de 10 mil metros quadrados que abrigam a VUC Fair no Imigrantes Exhibition & Convention Center, na zona Sul de São Paulo. Os pequenos caminhões adaptados para servir as mais variadas refeições dividem espaço com diferentes formatos de aplicações, como distribuição de botijões de gás, lavanderia, vidraçarias e até lojas de roupas ambulantes. Ao todo sessenta marcas participam da primeira feira direcionada exclusivamente ao segmento, finalmente inaugurada após dois adiamentos.

Além das aplicações pouco convencionais durante a abertura do evento, Luiz Moan, presidente da Anfavea, ressaltou que os VUCs, ou Veículos Urbanos de Carga, são fundamentais para a mobilidade do País. O dirigente defendeu uma legislação federal para o segmento, afirmando que normas municipais e estaduais precisam ser unificadas para prover maior produtividade ao transporte de cargas.

“É complicado trabalhar com muitas variações: em cada cidade há uma regra e os grandes frotistas são prejudicados. Por isso defendemos que o governo federal crie uma legislação única, e vamos batalhar por isso.”

O presidente da Anfavea afirmou ainda entender que incentivos fiscais seriam bem vindos para a construção de centros consolidadores de carga em pontos estratégicos do País, como o Rodoanel paulistano, para desafogar as grandes cidades e ampliar a capacidade logística nacional. “Com a construção desses depósitos as carretas grandes não precisaram entrar nos municípios e o transporte até o ponto final poderia ser feito com os VUCs.”

A crescente restrição de tráfego para veículos pesados em grandes cidades impulsiona o segmento: segundo dados do Detran-SP nos últimos cinco anos a frota dessa categoria cresceu 49,5%, de 600 mil para 897 mil unidades na capital paulista até julho de 2014.

Em 2015 Moan acredita que o segmento de caminhões em geral terá vendas melhores: “Estamos negociando para que a taxa do PSI seja mantida e divulgada em breve”.

São esperados de 10 mil a 12 mil visitantes na feira, que acontece até a sexta-feira, 21. A entrada é gratuita e a lista de expositores inclui Kia Motors, Lifan, Marksell, Mercedes-Benz, Rely, Renault, Thermo-Flex e Truckvan, dentre outros. A próxima edição está prevista para 2016.

Bridgestone quer liderar mercado brasileiro em dez anos

Há pouco mais de duas semanas na presidência da Bridgestone do Brasil, Fábio Fossen já recebeu dura missão, e bem clara: fazer da empresa a maior vendedora de pneus do Brasil em uma década. Para atingir esse objetivo seria necessário ultrapassar duas fortes concorrentes, e para tal a fabricante promete investir no País e reposicionar a marca, além de estudar construção de fábricas no meio desse caminho.

Desde a quarta-feira, 5, Fossen dá expediente como presidente da companhia, função na qual ainda é acompanhado pelo antigo dono da função, o argentino Ariel Depascuali, que se aposentará no final do mês depois de dirigir a empresa por quatro anos. Ao sucessor, Depascuali disse que o pior já passou. “Quando assumi a empresa havia uma verdadeira invasão de pneus importados. Todos eram pretos com um furo no meio, mas não necessariamente tinham qualidade. Agora essa onda já enfraqueceu e está mais viável trabalhar.”

O câmbio na casa dos R$ 2,60 inibe os importadores e o cenário fica mais estável para quem tem fábrica no País. No entanto Fossen garante que não contará apenas com a cotação da moeda estadunidense para auxiliar nos ambiciosos planos: a companhia garante que estuda a construção de novas fábricas, ainda que não revele pormenores a respeito. “Esta é uma decisão para os próximos cinco anos e está sendo cautelosamente avaliada. O investimento mínimo é de US$ 100 milhões e tudo precisa ser muito bem calculado”, argumenta o novo presidente.

Por seus cálculos a Bridgestone é líder em vendas de pneus no mundo, posição que repete na América do Sul. No mercado brasileiro, entretanto, ocupa a terceira colocação. Fossen é engenheiro mecânico e já atuou em empresas do setor automotivo, como a Cummins, mas nas últimas duas décadas dedicou seus serviços a empresas de bem de consumo, como Coca-Cola Femsa e Ambev. Ele pretende transferir o conhecimento adquirido neste segmento para fisgar clientes para a Bridgestone: “Queremos tornar a marca mais próxima do consumidor. Nossa meta é fazer com que quando se pense em pneu, se pense imediatamente em Bridgestone”.

Para fazer com que a marca ganhe destaque a empresa patrocina a Copa Libertadores da América e também os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Além disso a rede de revendas, atualmente com seiscentos pontos no País, será ampliada e uma nova bandeira de atendimento será criada, a B-Select – modelo de serviço que já funciona nos Estados Unidos. “Vamos cobrir áreas onde ainda não temos atuação e chegar mais perto dos consumidores.”

Além de aparecer mais a empresa conta com a elevação do mercado nacional para crescer. Segundo a companhia o número de pneus consumidos no País dobrará na próxima década, apoiado em um aumento da frota de veículos e da renda da população brasileira. “Nossos estudos projetam índice de dois habitantes por carro e uma renda anual per capita de US$ 30 mil em 2024, e isso nos faz acreditar que nosso mercado dobrará de tamanho.”

Em curto prazo, entretanto, a Bridgestone precisa lidar com um ano que não foi dos melhores. Com o mercado de veículos novos em queda que se aproxima dos 10% a fabricante priorizou reposição e exportações para garantir que a receita não recuasse. Atualmente o mix de vendas é de 65% para reposição, 28% para montadoras e 7% para exportações. Mas a remessa de produtos ao exterior ganhará relevância a partir de 2015, e deverá chegar a 20% do total produzido.

Atualmente 70% das exportações da companhia são para a Argentina, mas com aquele mercado fragilizado a Bridgestone resolveu mudar de estratégia e transformou os Estados Unidos, que hoje recebe cerca de 10% do volume embarcado, em sua prioridade. “O mix será invertido e os Estados Unidos responderão por 70%, enquanto a Argentina ficará com cerca de 10%.”

Para que isso se torne possível a companhia contará com uma ajuda interna: os Estados Unidos deixarão de importar de países como China e Tailândia e passarão a receber os produtos do Brasil. “É uma questão estratégica para garantir a capacidade da operação nas Américas. O CEO da região entendeu que precisamos proteger nosso mercado.” Para atender a demanda estadunidense a Bridgestone fabricará até pneus para uso em neve na unidade de Santo André, a quarta maior fábrica do Grupo no mundo.

A unidade do ABCD tem capacidade diária para 26 mil unidades, com 3,2 mil funcionários, e conta com aporte de R$ 150 milhões até 2016 para modernização e ampliação da capacidade em 10%. A primeira máquina de montagem de pneus chegou da Holanda há um mês e já reduziu o tempo de processo que levava 1 minuto e 40 segundos para 40 segundos, além de diminuir o desperdício de material em 50%.

Já a unidade de Camaçari, BA, responsável pela fabricação de produtos para o segmento premium tem aporte em andamento de R$ 34,3 milhões para ampliação de sua capacidade, que atualmente é de 8 mil pneus por dia.

Enquanto as companhias do setor automotivo se preparam para as férias coletivas a Bridgestone não interromperá totalmente sua produção a fim de atender ao mercado de reposição, que sazonalmente é maior em dezembro – parte dos trabalhadores não terá recesso. “São muitos desafios, mas as perspectivas são altamente positivas”, diz o novo presidente.