Na COP30, em Belém (PA), que aconteceu entre 10 e 21 de novembro, a Toyota do Brasil apresentou ao mundo soluções práticas de como eletrificação e biocombustíveis podem caminhar juntos na transição para uma mobilidade de baixo carbono. A marca levou dois protótipos desenvolvidos no país — uma picape híbrida flex e um modelo movido a biometano — que demonstram o potencial do Brasil em unir tecnologia, sustentabilidade e acessibilidade. Além disso, uma frota de 70 veículos híbridos flex, produzidos localmente e abastecidos exclusivamente com etanol, foram utilizados no transporte das delegações internacionais.
Durante o evento, a Toyota também participou de painéis e debates que destacaram o papel dos biocombustíveis como solução imediata para a descarbonização da mobilidade global.
O papel dos biocombustíveis
A Toyota adota uma estratégia de múltiplas rotas rumo à neutralidade de carbono, adaptando suas soluções às realidades locais. No Brasil, o etanol é um dos pilares dessa jornada – uma tecnologia madura, segura e amplamente disponível. O uso de veículos flex e híbridos flex já evitou a emissão de mais de 600 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no país. A produção utiliza apenas 1% das terras destinadas à agricultura, e 98% da expansão dos canaviais ocorreu sobre pastagens degradadas, recuperando solos e otimizando o uso da terra.

Além do impacto ambiental positivo, o setor de biocombustíveis gera 3 milhões de empregos diretos e indiretos, com salários 46% acima da média agrícola, e contribui com US$ 1.000 anuais ao PIB per capita dos municípios produtores. A bioeletricidade da cana também leva energia a comunidades rurais, fortalecendo a infraestrutura local.
Pesquisas mostram que o cultivo de cana e a produção de etanol não competem com a produção de alimentos, podendo coexistir de forma sustentável.
Fundação Toyota do Brasil: impacto social e conservação ambiental
A Fundação Toyota do Brasil participou da COP30 promovendo painéis e encontros em seu estande no Pavilhão Brasileiro, na Green Zone , que reforçaram a importância da colaboração entre empresas, agentes do terceiro setor e instituições de pesquisa.

O destaque da programação foi o lançamento de um estudo técnico – Factsheet, desenvolvido pela Professora Glaucia Mendes Souza (Universidade de São Paulo), Professor Luiz Augusto Horta Nogueira (Universidade Federal de Itajubá) e Raffaella Rossetto (Instituto Agronômico de Campinas), que reforça a importância dos biocombustíveis e o uso eficiente da terra – como a produção de etanol – para que a mobilidade sustentável possa coexistir com a proteção dos biomas, reforçando o protagonismo brasileiro na construção de soluções concretas rumo à neutralidade de carbono.
“Acreditamos que a transição para uma economia de baixo carbono depende de soluções que unam ciência, tecnologia e inclusão social. Ao apoiar estudos como este, a Fundação Toyota do Brasil reforça seu compromisso em impulsionar caminhos viáveis para uma mobilidade mais sustentável, que respeite os biomas e valorize o protagonismo brasileiro na construção de um futuro ambientalmente responsável”, afirma Roberto Braun, presidente da Fundação Toyota do Brasil.
Fotos: Toyota









