Volkswagen atinge 600 mil unidades produzidas do T-Cross no Brasil

São Paulo — A Volkswagen atingiu a marca de 600 mil unidades produzidas do Volkswagen T‑Cross na fábrica de São José dos Pinhais, PR. O modelo, primeiro SUV compacto da marca fabricado no Brasil, entrou em produção em 2019.

O T-Cross é o SUV mais vendido do mercado brasileiro há três anos consecutivos, de 2023 a 2025. Em 2025 foram comercializadas 92 mil 842 unidades. Em 2026 o utilitário segue liderando o segmento, com 13 mil 651 licenciamentos até 10 de março.

O modelo trouxe destaque aos SUVs da montadora: somados T-Cross, Taos, Tera, Nivus, GTS e Tiguan já são 37 mil 479 unidades SUV comercializadas em 2026.

Parte da produção do T-Cross também é destinada ao mercado externo. Desde o lançamento 118,7 mil unidades foram exportadas para 33 países da América Latina e da África. Em 2025 foram embarcados 17,8 mil, quarto maior volume de exportação da empresa no Brasil no período.

A planta paranaense produz atualmente o T-Cross e o Volkswagen Virtus. Inaugurada em 1999 a unidade acumula mais de 3,2 milhões de veículos fabricados.

Abeifa reelege Marcelo Godoy para presidente

São Paulo – A Abeifa reelegeu na sexta-feira, 13, Marcelo de Godoy, da Volvo, como presidente, com mandato de dois anos. A chapa única é composta também por Rodrigo Soares, da UK Motors, e Fernando Alves, da BRP, vice-presidente e diretor financeiro. Élcio Ferreira permanece na diretoria executiva.

Recém nomeado chefe de vendas, planejamento e logística para Brasil e América Latina da Volvo, onde está desde 2015, Godoy é formado em economia pela Fundação Santo André  e tem MBA em finanças pelo Insper.

A Abeifa completa no domingo, 15, 35 anos. Atualmente tem como associadas Aston Martin, BRP, BYD, CFMoto, JAC Motors, Jaguar, Kia, Land Rover, McLaren, Polaris, Porsche e Volvo.

Godoy é o décimo presidente da Abeifa. Emílio Julianelli, José Carlos Gandini, Daniel Buteler, José Luiz Gandini por seis mandatos, André Muller Carioba, Henning Dornbusch, Flávio Padovan, Marcelo Visconde, João Henrique Oliveira, por dois mandatos, foram os seus antecessores.

GM dá tons de SUV ao Onix no retorno da versão Activ

São Paulo – Enquanto finaliza os preparativos para o lançamento do Chevrolet Sonic no mercado brasileiro, no segundo trimestre, a General Motors anunciou a chegada de uma nova versão do hatch Onix com um quê de SUV. A equipe de engenharia trabalhou no último ano para configurar o Onix Activ e deixá-lo em condições de concorrer com os SUVs compactos do mercado, como Volkswagen Tera e Renault Kardian.

O Chevrolet Onix Activ mantém os 4m163 de comprimento do hatch mas a sua arquitetura foi elevada e alterações promovidas na suspensão, pneus e componentes externos. A altura cresceu 61 mm, com um vão livre com relação ao solo de 201 mm. O ângulo de ataque foi para 19,7º e o de saída para 28,1º – atributos que ainda o mantêm como hatch, pois o SUV precisa ter ao menos 23º de ângulo de ataque.

Foi uma mudança profunda para o Onix, a maior desde que chegou ao mercado.

“O objetivo não foi apenas elevar o veículo”, afirmou a GM, em nota. “O conjunto dinâmico foi recalibrado como um todo, com ajustes específicos de molas, amortecedores e pneus.”

O Onix Activ no mercado

A GM não abriu todo o jogo sobre a nova versão do hatch. Mas Paula Saiani, diretora de marketing de produto para a América do Sul, deu pistas de que será uma versão topo de linha para o hatch – como foi na geração antiga, de 2018 a 2020, quando era apenas uma configuração mais aventureira, com acabamentos e para-choques diferentes.

“O Novo Onix Activ foi desenvolvido para quem busca um pacote alinhado aos atributos mais valorizados na categoria, com mais presença, conteúdo e posicionamento aspiracional, funcionando como uma alternativa racional e desejável aos SUVs de entrada.”

A versão nova terá a gravata Chevrolet em preto, destaque usado para as versões mais top dos modelos da marca, retrovisores, grades e rodas inéditos, rack funcional no teto e outros pormenores no acabamento.

Ela deverá ficar posicionada no fim da linha Onix e antes de iniciar a Sonic. Os preços e pormenores, entretanto, só serão anunciados mais próximos à sua chegada nas concessionárias.

BYD anuncia a contratação de 3 mil trabalhadores em Camaçari

São Paulo – Em encontro com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a vice-presidente executiva da BYD e CEO para as Américas e Europa, Stella Li, anunciou que a empresa contratará este ano 3 mil trabalhadores para a fábrica de Camaçari, BA. Conforme a reportagem da Agência AutoData antecipara em janeiro, com base em informações do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, a BYD tinha dado início à admissão de 1,5 mil operários, a fim de adotar o segundo turno de produção a partir de abril.

“Estamos na perspectiva de que o segundo turno comece na próxima segunda-feira [16]. Faremos ajustes nos horários de início de operação da linha de produção das 8h00 para as 6h00”, contou Bonfim. “Por mês têm sido incorporados grandes volumes de funcionários, de duzentos a quinhentos.”

No início do ano a expectativa era a de que, a partir de outubro, quando a montadora prevê o início do terceiro turno de produção, fossem totalizados 5 mil empregados. Mas, com o ritmo acelerado da demanda pelos seus modelos de veículos, a intenção, conforme anunciou Stella Li, é que o número de funcionários chegue a 6 mil – hoje há cerca de 3 mil pessoas trabalhando no local.

O sindicalista atestou que a velocidade na contratação é proporcional à da montagem de veículos: “Constantemente vem sendo ampliado o volume. Começou com duzentos carros por dia, passou para trezentos e, agora, está em quinhentos. Mas a projeção é que daqui a pouco passe para setecentos e, então, 1 mil veículos diários”.

Lula fala no papel da BYD como plataforma de exportação

Durante o encontro com comitiva da BYD em Brasília, DF, Lula disse que, quando a empresa chegou ao Brasil, muita gente desconfiou do projeto de produzir carro elétrico por aqui: “O dado concreto é que, passados dois anos, a BYD está cumprindo tudo aquilo que prometeu ao governo da Bahia e ao governo federal”.

Desde então a unidade de Camaçari já produziu mais de 35 mil veículos dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro. Para este ano está previsto também o Song Plus. Em sua plena operação o complexo industrial terá capacidade para montar até 600 mil veículos por ano, promete a empresa.

O presidente completou que a BYD está otimista porque planeja exportar, desde Camaçari, veículos para a Argentina e o México: “E quiçá, depois do acordo que fizemos do Mercosul com a União Europeia, daqui do Brasil a China comece a vender carros para a Europa”.

Segundo Li a contratação de novos colaboradores reforça o compromisso da BYD com o desenvolvimento econômico do Brasil, com a geração de empregos qualificados e a aceleração da mobilidade elétrica em toda a região: “Nós acreditamos no potencial do brasileiro”.

Bridgestone pede competição justa com os pneus importados

São Pedro, SP – Desde meados do ano passado a área de produção de pneus agrícolas da fábrica da Bridgestone em Santo André, SP, está parada. Embora tenha investido US$ 26 milhões para atualização do maquinário a companhia optou por transferir os cerca de 150 funcionários para a área de pneus de veículos comerciais pesados que, graças a um acordo de exportação para os Estados Unidos, está com demanda.

Os distribuidores e clientes não estão desabastecidos: mesmo depois de quase um ano sem produzir ainda existem pneus em estoque, segundo o presidente Lafaiete Oliveira: “Optamos por parar as linhas porque ficou muito difícil competir no mercado de pneus agrícolas com produtos que entram com preços muitas vezes abaixo do nosso custo de matéria-prima”.

O cenário é semelhante em todos os segmentos: passeio, carga e agrícolas. Tanto que a Anip, que representa as fabricantes de pneus, criou um manifesto assinado com outras quinze entidades e o endereçou ao MDIC, que prometeu estudar medidas. Mas, no caso dos agrícolas, a companhia, por ora, jogou a toalha.

“A linha está ali. Mantivemos os trabalhadores, que fazem um produto muito específico e tecnológico, estão treinados, e os direcionamos para outras linhas. Se for novamente viável podemos rapidamente voltar a produzir. Todos os cenários ainda estão na mesa, mas por enquanto ainda temos estoque.”

Oliveira reforçou o pedido da Anip ao governo: quer condições iguais de competição a todos. Citou alguns exemplos de distorções competitivas: embora produza pneus no Estado de São Paulo a Bridgestone não recebe incentivos fiscais. Importadores, no entanto, conseguem benefícios para desembarcar seus produtos em portos do Espírito Santo e Santa Catarina, afirma.

Outro ponto que reforça é a questão da logística reversa: toda associada da Anip recicla um pneu para cada um produzido. O mesmo não é feito por alguns importadores, acusa: “A fiscalização não é bem feita. Houve anos em que o Reciclanip superou a meta e os importadores não chegam nem perto”.

Pneus não têm a mesma qualidade

Medidas antidumping, explicou Oliveira, não são eficazes: os pneus vêm de diversas origens, “China, Vietnã, Camboja, Indonésia. Quando aplicamos a um país, começa a vir de outro”.

O presidente da Bridgestone Brasil garante que, com equidade de mercado, seu produto se sobressai: “O produtor rural sabe que o nosso pneu, por exemplo, reduz a compactação do solo, o que ajuda na produtividade agrícola. Não existe preocupação quanto às nossas questões técnicas, mas o importador precisa seguir as regras do fabricante nacional”.

Ele advertiu, também, que nem todos os importadores estão no mesmo patamar: “Existem empresas sérias, que cumprem as regras. Com eles podemos competir”.

Oliveira disse que a questão está com o governo, que está sabendo da situação. E manteve o otimismo: “A Bridgestone é competitiva nos 150 países em que está presente. E seguirá sendo competitiva em todos eles”.

Estados Unidos

No ano passado, em meio às turbulências do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um contrato da Bridgestone entrou em xeque. A situação foi contornada, garantiu o presidente: “Ajustamos um pouco as condições mas o contrato se mantém, continuamos fornecendo para lá. Os governos se entenderam, a tarifa baixou e está em um patamar que nos mantém em competitividade”.

Lançamentos

Os investimentos seguem, destacou o presidente. Começam a frequentar a rede de distribuição mais pneus com a tecnologia Enliten, que chegou ao Brasil com os investimentos de R$ 1 bilhão que a Bridgestone fez em cada uma de suas fábricas, Santo André, para pneus de carga, e Camaçari, BA, para a linha de passeio.

Produzidos no Brasil chegam às lojas o Turanza 6 e o Duelet A/T Ascent, para veículos de passeio com aros acima de 17 polegadas, e o R289, para pneus de carga.

Brasil lidera mobilidade limpa mas precisa avançar

Etanol, biodiesel, HVO e biometano, utilizados puros no tanque, misturados aos combustíveis fósseis ou combinados com propulsão elétrica, produzidos a partir de matérias-primas já conhecidas e também de novas fontes promissoras que estão em desenvolvimento. As possibilidades são muitas e o Brasil é dos poucos países no mundo que pode se aproveitar de todas elas.

No horizonte de uma década à frente o País tem condições concretas de multiplicar por três a quatro vezes a produção de biocombustíveis para consolidar e ampliar a liderança global que já possui na descarbonização dos transportes, transformando esta oportunidade em benefícios socioeconômicos e ambientais.

Mas a biotransição energética dos veículos – como este caderno especial de AutoData arrisca chamar este movimento – ainda precisa de cuidados para se tornar uma solução global e destravar todo seu gigantesco potencial de neutralizar as emissões veiculares de gases de efeito estufa.

Neste sentido o País vive atualmente preso a um paradoxo: ao mesmo tempo em que se encontra em posição privilegiada e das mais avançadas do mundo com relação à descarbonização ainda precisa avançar muito para abastecer todos os seus veículos com biocombustíveis e convencer o mundo de que esta é, de fato, a solução mais imediata e eficaz para descarbonizar o transporte, como rota de transição energética segura, economicamente viável e socialmente justa para reduzir ou neutralizar as emissões de CO2 fóssil – e assim ajudar a parar o aquecimento global.

LIDERANÇA EM DESCARBONIZAÇÃO

Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.

Foto: Freepik

BMW investe US$ 100 milhões em hub de TI em São Paulo

São Paulo — O Grupo BMW inaugurou na quinta-feira, 12, o BMW Group TechWorks Brasil, novo hub de TI instalado na Capital paulista e operado pela consultoria Act Digital. A estrutura integra o planejamento da companhia de ampliar o desenvolvimento de software e serviços digitais para suas operações nas Américas.

O projeto prevê investimento de US$ 100 milhões, equivalente a cerca de R$ 525 milhões, ao longo de cinco anos. O centro inicia as atividades com aproximadamente duzentos profissionais da Act Digital.

O hub terá como função principal desenvolver soluções de software customizadas para as empresas do grupo nas Américas e para o braço de serviços financeiros. É esperada também a prestação de suporte tecnológico às plantas industriais da região.

Maru Escobedo, presidente e CEO da operação latino-americana do Grupo BMW, afirmou que a criação do centro marca uma nova etapa da presença da empresa na região. Segundo ela, a iniciativa reforça o papel do Brasil na estratégia regional da companhia. “Iniciamos uma nova era de inovação digital, fortalecendo ainda mais nossa presença nas Américas. Tudo que o Brasil tem é nosso orgulho e queremos crescer.”

O vice-presidente de TI da empresa para as Américas, Carsten Sapia, afirmou que o aumento da digitalização no setor automotivo exige maior capacidade interna de desenvolvimento tecnológico. “Muitas fábricas, centros de venda, centros de engenharia e nossos clientes esperam presença digital em tudo que envolve o veículo. Estamos constantemente nos desafiando em como aprimorar essa competência digital na empresa.”

Nesse contexto, o novo hub brasileiro passa a integrar a rede global de desenvolvimento de software da empresa. “O Brasil tem um papel de protagonismo, é um mercado muito grande na região. Estamos aqui há décadas, não é nenhuma coincidência termos decidido abrir o BMW TechWorks aqui.”

O fundador e CEO da Act Digital, Thibaut Charmeil, afirmou que o projeto também evidencia o potencial da mão de obra local na área de tecnologia da informação e a capacidade de profissionais brasileiros atuarem no desenvolvimento de soluções digitais de alto valor para operações globais.

Os executivos destacaram que o Brasil tem papel relevante na operação da BMW na América Latina. Vale ressaltar que o país abriga duas plantas industriais, um escritório de engenharia e a National Sales Company da marca, que atua há três décadas no mercado local. Além disso, em 2025, o grupo manteve a liderança do segmento premium no país pelo sétimo ano consecutivo.

Agora, o BMW TechWorks de São Paulo se unirá com outros hubs internacionais de TI existentes na África do Sul, Portugal, China, Romênia, Índia e nos Estados Unidos.

Cummins inicia testes de campo do eixo tandem produzido em Osasco 

São Paulo – A Cummins começou a testar em campo, com montadora parceira, o eixo tandem MT17XHE produzido no Brasil, na fábrica de Osasco, SP. Anunciado em outubro do ano passado o conjunto é resultado de sete anos de desenvolvimento global e tem produção contínua na Europa desde 2020. A versão brasileira corresponde à segunda geração do projeto, que segundo a Cummins “proporciona melhor aproveitamento de torque, menor perda de energia e redução real no consumo de combustível”.

O processo de nacionalização será gradual: neste primeiro momento apenas a usinagem das carcaças e a montagem do conjunto estão sendo realizadas no País. O plano prevê que, até 2030, alcance níveis elevados de conteúdo local.

Dentre as atualizações frente à geração anterior estão o novo par coroa e pinhão com parâmetros de corte otimizados para redução de perdas por atrito e o reposicionamento do pinhão, que melhora o alinhamento dos componentes e reduz perdas de energia de transmissão com eixo.

O MT17XHE incorpora, ainda, “rolamentos de alta eficiência e nova dinâmica de lubrificação interna, que otimiza o fluxo de óleo, reduz a resistência ao movimento e contribui para maior durabilidade do conjunto”.

Está prevista também a utilização de sistema capaz de transformar veículo 6×4 em 4×2, maximizando a redução de combustível por meio de solução com sistema de engrenagens completo nos eixos.

Em comparação aos modelos atualmente utilizados nessas aplicações, como MT150 e MT160, ele “eleva a eficiência e a capacidade de carga em cerca de 20%”. O eixo oferece capacidade de até 91 toneladas de PBTC, peso bruto total combinado, patamar que anteriormente exigia soluções com redução no cubo de rodas. 

Frasle Mobility alcança receita recorde em 2025

São Paulo – A Frasle Mobility alcançou receita líquida recorde em 2025, de R$ 5,5 bilhões, alta de 38,5% com relação ao ano anterior. Mesmo em cenário desafiador, em que houve a queda da demanda por produtos dedicados a veículos comerciais no Brasil e nos Estados Unidos. Segundo a companhia a adição do faturamento da subsidiária Dacomsa, do México, adquirida em janeiro do ano passado, ajudou consideravelmente no resultado.

O EBITDA ajustado atingiu R$ 975,1 milhões, alta de 33,8% na comparação com 2024, e a margem EBITDA ajustada ficou em 17,8%. As receitas internacionais, que incluem valores registrados nas operações em outros países e exportações a partir do Brasil, cresceram 79,5% com relação ao ano anterior, totalizando US$ 520,1 milhões.

Na avaliação do diretor executivo de negócios, M&A e relações com investidores da Frasle Mobility, Hemerson de Souza, o resultado alcançado reflete o plano de negócios da companhia, sustentada pela diversidade geográfica e pela representatividade do mercado de reposição.

“Ao longo de 2025 observamos ambiente de maior incerteza e menor demanda especialmente na venda de peças para veículos pesados, com a queda na produção de caminhões”, afirmou Souza ao lembrar que na reta final do ano o aftermarket de pesados nos Estados Unidos também registrou desaceleração, relacionado à menor atividade econômica, enquanto no Brasil a reposição da linha leve teve desempenho positivo, com ganho de participação de mercado junto aos distribuidores.

O lucro líquido recuou 24,4%, para R$ 283,2 milhões, contra R$ 374.4 milhões em 2024. Ao longo do ano a companhia trabalhou para reduzir a alavancagem líquida, que corresponde à divisão da dívida líquida da empresa pelo EBITDA, com o lançamento de debêntures e captação no mercado de capitais com a emissão de ações para vender no mercado.

Desta forma este indicador saiu de 2,6 vezes no primeiro trimestre do ano para 1,5 vezes no fim do ano. A Frasle ainda concluiu 2025 com avanços de 14,9% em investimentos realizados nas operações ao redor do mundo, totalizando R$ 190,5 milhões.

Associadas da Anfir participam de rodada de negócios no Chile

São Paulo – A primeira rodada de negócios deste ano do projeto Move Brazil, iniciativa da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, em parceria com a ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, será realizada de 17 a 19 de março, em Santiago, Chile.

Esta é a quarta vez que o país recebe a missão brasileira de exportação. Estarão presentes 48 empresas: 3DJ, Brasfit, Braslux, Cardoso, Carrocerias União, Catarina, Cobra, ComLink, Engatcar, Frigo King, Facchini, Flash, Fluair, Furgões Joinville, Grimaldi, Guerra, Hallco, HC Hornburg, Hyva do Brasil, Ibiporã, Labor, Librelato, Marksell, Marrucci, Metalesp, Metanox, Moderna, Planalto, Randon, RAV Componentes, Rhodoss, Rivertec, Robustec, Rodofrio, Rodotécnica, Rodovale, Rossetti, Silpa, Tecnnic, Thermo Star, Thor, TKA, Triel, Truckvan, Unyparts, VBC, Versátil e Zurlo.

As exportações brasileiras de reboques e semirreboques totalizaran, em 2025, 4,9 mil equipamentos, alta de 43,5% frente aos 3,4 mil do ano anterior.

Como a estatística por países ainda não foi divulgada o último dado disponível é o de 2024, quando o mercado chileno adquiriu 1,1 mil implementos brasileiros, figurando como o principal destino, seguido pelo Paraguai, com 1 mil unidades, e o Uruguai, com 373.