AGCO recebe habilitação ao Programa Mover

São Paulo – A AGCO foi credenciada ao programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, do governo federal. Segundo Ana Helena Andrade, diretora de assuntos governamentais da companhia, o credenciamento mostra o compromisso da AGCO em desenvolver soluções cada vez mais sustentáveis para atender as demandas do agronegócio:

“Ser a primeira empresa de máquinas agrícolas a participar do Programa Mover é um reflexo da nossa visão de futuro. Estamos focados em fornecer produtos de alta tecnologia que ajudem os agricultores a enfrentar os desafios de produtividade, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e eficiente”.

O vice-presidente global de engenharia da AGCO, Fabrício Natal, disse que a participação no Mover permitirá que a empresa direcione mais recursos para o desenvolvimento de soluções que beneficiem cada vez mais o meio ambiente e os agricultores.

Ratan Tata, responsável pelo Grupo Tata, morre aos 86 anos

São Paulo – Morreu aos 86 anos o empresário indiano Ratan Tata, considerado a peça chave para transformar o Grupo Tata em uma grande companhia internacional, com operações em diversas áreas, dentre elas a Tata Motors. O executivo começou a trabalhar em 1962, na Tisco, que depois mudou o nome para Tata, no chão de fábrica, até assumir o controle dos negócios da família em 1991.

Durante o período em que foi responsável pelo grupo os negócios foram diversificados, incluindo a aquisição da JLR, responsável pelas marcas de luxo Jaguar e Land Rover. Foi sob seu comando também que foi vendido o Tata Nano, à época o carro mais barato do mundo.

Em nota oficial a JLR informou que “foi graças ao senhor Tata que a montadora se transformou desde a aquisição, escrevendo novos capítulos relevantes em sua história”.

Iveco Bus investirá 600 milhões de euros em eletrificação

São Paulo – Domenico Nucera, presidente da Iveco Bus, anunciou investimentos de 600 milhões de euros para desenvolver plataforma nova de veículos zero emissão para os modais urbano e interurbano na Europa. Segundo ele até 2030 90% dos novos ônibus urbanos deverão ser zero emissões, o que exige investimentos industriais significativos.

Já neste ano a Iveco Bus fará a transição de sua fábrica em Annonay, França, para a eletrificação. De lá sairão os modelos Heuliez GX Elec e Iveco e-Way, que só eram feitos em Rorthais, também na França, além dos modelos e-Way H2 movidos a célula de combustível.

Uma unidade dedicada à montagem de baterias elétricas também será estabelecida no local.

Arcélio Júnior será o próximo presidente da Fenabrave

São Paulo – Embora a eleição para a nova diretoria da Fenabrave, a entidade que representa as empresas concessionários de veículos, para o triênio 2025 a 2027, esteja marcada para 29 de outubro o atual presidente, José Maurício Andreta Júnior, anunciou o nome de seu sucessor: Arcélio Alceu dos Santos Júnior, seu atual primeiro vice-presidente.

“Arcélio Júnior é a minha indicação para a presidência da Fenabrave”, assinalou Andreta Jr, durante o 10º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, ao lembrar que seu mandato se encerrará no fim deste ano.

A Fenabrave dispõe de 56 associadas, todas elas associações de marca. No início do mandato de Andreta eram 52. De lá para cá foram agregadas as chinesas BYD e GWM, por exemplo.

Segundo a Agência AutoData apurou a Arcélio Jr será mesmo eleito presidente da entidade. Assim como com o presidente anterior, todas as associações da federação chancelaram o nome de Arcélio dos Santos Jr.

Antes de ingressar na Fenabrave Santos Jr presidiu, por dois mandatos consecutivos, o Sincodiv DF, Sindicato dos Concessionários e Distribuidores do Distrito Federal, de 2018 a 2023. A família de Santos Júnior administra o Grupo Planeta, rede revendedora de veículos da marca Chevrolet no Distrito Federal, onde possui treze lojas. Seu pai, Arcélio dos Santos, presidiu a Abrac, Associação dos Concessionários Chevrolet, na virada do século, em 2000 e 2001.

Arcélio Jr assume o cargo mais alto da Fenabrave a partir de janeiro.

O atual presidente da Fenabrave afirmou que a entidade está trabalhando para resolver, junto ao governo, a questão da renovação da frota, cuja idade média brasileira é de dezenove anos, que chega a 22 anos no caso dos caminhões: “Se não der para concluir no meu mandato isso será feito na próxima gestão”.

Abraciclo revisa para cima as projeções de produção e de vendas

São Paulo – Sem percalços na produção e com um mercado doméstico demandante, puxado pelo bom momento da economia e pela população em busca de alternativas de mobilidade, a Abraciclo, que representa o setor de duas rodas, decidiu revisar as suas expectativas para produção e vendas de motocicletas em 2024.

No caso da produção, à projeção divulgada em janeiro, 1 milhão 690 mil unidades, foram acrescidas 30 mil unidades nas novas estimativas divulgadas na quinta-feira, 10: 1 milhão 720 mil motocicletas, o que representa crescimento de 9,3% sobre o volume do ano passado.

Nas vendas domésticas a correção foi ainda maior: 1 milhão 810 mil unidades, 110 mil a mais do que o estimado no início do ano. O volume projetado é 14,4% superior ao registrado no ano passado.

Caso alcançadas as projeções o volume de produção e de vendas seria o maior desde 2011.

Com relação às exportações a projeção foi mantida: 35 mil motocicletas, 6,3% de crescimento sobre o resultado de 2023. Mesmo assim indica um quarto trimestre aquecido, pois ao fim de setembro o desempenho ficou 16% negativo. Segundo Bento existem programação de lotes para os últimos meses do ano: devido a dificuldades logísticas o início do ano foi mais vagaroso nos embarques.

Indústria de motocicletas contorna estiagem e mantém em alta produção em Manaus

São Paulo – Para alívio da indústria de duas rodas instalada em Manaus, AM, a estiagem da região amazônica não tem gerado impactos significativos para a produção de motocicletas. Vacinada com os acontecimentos do ano passado, quando a falta de chuvas prejudicou as fábricas, as empresas fizeram planejamento e tomaram algumas medidas para contornar a situação, apesar da seca mais intensa.

Altamente dependente do transporte fluvial devido à geografia de Manaus ao antever uma nova fase de ausência de chuvas e a possibilidade de redução dos níveis dos rios que atendem à logística da região as fabricantes elevaram seus níveis de estoque e buscaram mais alternativas, segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Antônio Bento:

“As providências tomadas pelas autoridades e por iniciativas de empresas privadas, como a adoção de portos flutuantes que permitem o transbordo em locais onde o rio está mais cheio e como alternativa segue o transporte das mercadorias por balsa, vêm surtindo efeito. De toda forma a seca ainda não acabou e mantemos nosso sinal de alerta, até porque existem outros problemas logísticos ao redor do mundo”.

Desta forma a produção de motocicletas avançou 2,7% em setembro, somando 144,1 mil unidades. Devido à menor quantidade de dias úteis o ritmo das linhas de Manaus recuaram 12,2% com relação a agosto. Mas foi o melhor setembro dos últimos doze anos, segundo a Abraciclo.

No acumulado de janeiro a setembro foram produzidas 1,3 milhão de motocicletas, crescimento de 11% sobre os primeiros nove meses do ano passado. O melhor acumulado desde 2012.

O mercado interno acompanhou o crescimento e registrou, em setembro, 156,6 mil licenciamentos, alta de 16% sobre o mesmo mês do ano passado e de 4,4% sobre agosto, mesmo com menos dias úteis: “Foi o melhor resultado de vendas para setembro em catorze anos”.

De janeiro a setembro as vendas somaram 1,4 milhão de motocicletas, avanço de 19,4% sobre igual período de 2023 e o melhor resultado para os primeiros nove meses desde 2011.

Em ritmo oposto as exportações registraram queda de 16% no acumulado, com 23,9 mil unidades. Em setembro os embarques somaram 1,7 mil unidades, 35,4% superiores a setembro do ano passado mas 49% inferiores a agosto.

Yamaha celebra 5 milhões de motocicletas produzidas e projeta crescimento de 18%

São Paulo – A Yamaha alcançou a marca de 5 milhões de motocicletas produzidas no Brasil, primeiramente na unidade de Guarulhos, SP, e depois no Polo Industrial de Manaus, AM. Uma Fazer FZ 25 foi escolhida para simbolizar o marco, alcançado cinquenta anos após o início da produção no País. Foi aqui, também, o local de produção da primeira motocicleta Yamaha fora do Japão.

Ainda em homenagem à celebração foi lançada cor especial para a Lander 2025, batizada de Amazon Green, verde, em referência ao Estado do Amazonas. A produção começará em novembro e a Lander chegará às concessionárias em dezembro.

Animada com a demanda crescente por veículos de duas rodas, que ganhou impulso extra na pandemia por causa do aumento da demanda por delivery e como opção mais econômica e veloz de transporte, a Yamaha projeta encerrar o ano com vendas 18% maiores e emplacar 335,8 mil motocicletas, o que significa 51,6 mil acima do resultado do ano passado. Em 2023 as 284,1 mil unidades representaram incremento de 28% frente aos doze meses anteriores, acréscimo de 61,9 mil motos.

Para 2025 a empresa espera crescer 10% em comparação a este ano, afirmou seu diretor executivo comercial, Helio Ninomiya, ao estimar emplacamentos de 360 mil a 370 mil unidades de toda a linha de produtos. O executivo não traçou expectativa para o aumento de market share, hoje em 20%, a fim de diminuir a distância que a separa da primeira colocada deste mercado, a Honda, detentora de 70% e com expectativa de fechar 2024 com 1 milhão 304 mil motocicletas de um total de 1 milhão 854 mil – conforme projeções da fabricante, uma vez que a Abraciclo espera 1,7 milhão de unidades.

“Não temos esta preocupação, apenas a de oferecer a melhor experiência para o cliente. Tanto que estamos estreando em novos segmentos, como o de scooter elétrica”, disse, referindo-se ao lançamento cuja produção em Manaus, AM, terá início em janeiro e que chegará às concessionárias em fevereiro. Para 2025 a montadora anunciou, ao todo, oito novidades.

O diretor executivo comercial da Yamaha, Helio Ninomiya. Foto: Divulgação.

Em 2016 a fabricante detinha fatia de 12% do mercado brasileiro, com 107,8 mil emplacamentos e, segundo Ninomiya, foi a que mais cresceu no País, tendo ampliado em 311% as vendas de lá para cá. Um dos motivos, ressaltou, é o aumento progressivo de revendas no País: em 2016 eram 364 e este ano deverá terminar com 597.

Isto apesar do fato de que há dois anos a região onde a unidade produtiva da Yamaha está instalada, em Manaus, vem sendo afetada pela escassez hídrica, que impacta o transporte de peças até a região, reduzindo a quantidade a ser produzida: “Não sabemos o quanto a seca refletirá no nosso negócio este ano. Em 2023 mudamos a data das férias coletivas mas, até o momento, isto não será necessário este ano”.

Yamaha anuncia a produção de scooter elétrica em Manaus

São Paulo – A Yamaha anunciou que iniciará em janeiro a produção de uma scooter elétrica em sua unidade de Manaus, AM. A Neo’s Connected, motocicleta de uso urbano que hoje é fabricada na Tailândia e na Europa, oferece autonomia de 80 quilômetros proporcionada por duas baterias de lítio removíveis.

A recarga, que demandará nove horas para completar 100% ou cinco horas de 20% a 80%, pode feita de duas maneiras: diretamente na tomada, em uma garagem, ou com a retirada das baterias para recarregá-las em casa ou no escritório. A vida útil das baterias é de três anos ou 25 mil quilômetros.

De acordo com o diretor executivo comercial da Yamaha, Helio Ninomiya, como não existe uma alíquota especial para a importação de motocicletas elétricas a companhia decidiu por produzi-la na fábrica brasileira: “É sempre importante trazermos novidades. Seria natural para nós, portanto, testarmos o mercado brasileiro com a moto elétrica”.

O executivo disse que a empresa testará o mercado em um primeiro momento, ao justificar que, diferentemente dos carros, as motos já possuem consumo de combustível eficiente: “A Neo’s é essencialmente urbana, ideal para se locomover por trechos pequenos, mas com todas as vantagens de veículos a bateria em termos de ruído e emissões”.

O preço será divulgado apenas quando a scooter chegar às lojas, em fevereiro, mas Ninomiya afirmou que ela será posicionada mais próxima ao topo, em virtude da tecnologia de suas baterias, que ainda requer aporte elevado: “Com certeza será uma moto de nicho aqui no Brasil”.

Embora não tenha anunciado a capacidade de produção da linha que está sendo adaptada na unidade amazonense, nem o investimento realizado, que integra ciclo de R$ 520 milhões, disse que isso será ajustável conforme a demanda. Sobre o potencial deste segmento ele estimou que este deverá girar em torno de 5 mil unidades no Brasil em 2024, ainda sem os modelos Yamaha.

Com dois modos de pilotagem e aceleração rápida, conforme a fabricante, a Neo’s estará disponível em três cores, sendo a azul exclusiva para o mercado brasileiro. Ela terá ainda porta-objetos, chave presencial, tomada 12 V e acesso ao sistema de conectividade da Yamaha, que parelha o celular do condutor, mensura desempenho do veículo e localiza onde foi estacionado.

Oito novidades em 2025

A Yamaha apresentou, além da scooter elétrica, outros sete modelos que farão a frente de produção no Brasil ao longo de 2025, totalizando oito novidades. Todas atenderão aos parâmetros de emissão de poluentes da nova fase do Promot M5, que entra em vigor no ano que vem.

Um dos lançamentos é a Fazer FZ 15 ABS Connected, modelo que, segundo Ninomiya, ajudou a Yamaha a conquistar 20% de participação no principal segmento do mercado brasileiro, o small street. Com projeção de 44 mil unidades vendidas em 2024 ela deverá garantir, sozinha, 7% de participação. Quando começou a ser fabricada, em 2022, detinha fatia de 2%.

Yamaha Fazer FZ 25 Connected ganhará um ano a mais de garantia, totalizando quatro

O segundo produto mostrado foi a Fazer FZ 25 Connected, desenvolvida especialmente para o mercado local em parceria de engenheiros brasileiros e japoneses. Sua produção começou quarta-feira, 9, e chegará às lojas no início de novembro, com preço de R$ 23 mil 590. A projeção é que sejam vendidas 47,4 mil unidades este ano, com fatia de 42%. Em 2016, quando começou a ser oferecida, a fatia era de 28%, com 11 mil emplacamentos.

O terceiro modelo é a Lander Connected, também desenvolvida em parceria Japão-Brasil, ideal para viagens. Produção começa em novembro e ela chega ao mercado em dezembro por R$ 27 mil 490. A perspectiva é a de que sejam vendidas 47,7 mil unidades em 2024, o que conferirá 45% de participação, como líder do segmento. Quando iniciou as vendas, em 2016, tinha market share de 14%, com 4,6 mil vendas.

A scooter N Max, primeiro modelo do segmento lançada em 2016, com 5,6 mil unidades e fatia de 16%, sofreu durante a pandemia por causa da crise dos semicondutores, e perdeu mercado diante da menor produção. A projeção é a de que encerre este ano com 12% de participação e 18,7 mil emplacamentos. Com início de produção em novembro chega à rede em dezembro por R$ 21 mil 790.

A mesma previsão é dada à scooter X Max ABC Connected, ofertada por R$ 34 mil 990. Chegou ao mercado em 2020, com 55% de mercado e 3 mil 159 vendas, e a perspectiva é a de encerrar o ano com 72% e 9 mil 481 emplacamentos.

Chegarão ao mercado no ano que vem a Factor e a Factor DX, para as quais não foram apresentados dados de mercado nem preços, a serem divulgados quando iniciarem as vendas, em janeiro.  

Ram 1500 ganha novo motor e chega ao Brasil por R$ 541 mil

São Paulo – Maior mercado da Ram fora da América do Norte o Brasil passa a receber a picape 1500 com o novo motor Hurricane 6 biturbo 3.0, a gasolina, de 426 cv. Segundo a companhia oferece “mais potência, desempenho, melhor eficiência de combustível e menor nível de emissões”. 

É novo também o desenho dianteiro e novos itens de tecnologia e ADAS foram agregados ao modelo. Com quase 6 metros de comprimento a RAM 1500 tem capacidade de reboque de até 4,5 toneladas, com os chassis feitos com 98% de aços de alta resistência.

Chega às concessionárias em duas versões, Laramie e Laramie Night Edition. A primeira por R$ 541 mil e a segunda por R$ 556 mil.

VWFS nomeia Marcel Fickers diretor financeiro para o Brasil

São Paulo – A VWFS, Volkswagen Financial Services, braço financeiro da Volkswagen, nomeou Marcel Fickers para ser seu CFO, diretor financeiro, no Brasil e na América do Sul, respondendo diretamente ao CEO para a região, Rodrigo Capuruço. O belga, que já passou pelo Brasil de 2004 a 2007, está no Grupo VW desde 1989.

Mestre em finanças e TI pela Universidade de Liège o executivo passou por cargos no Grupo VW na França, no México e na Holanda. Ocupava o cargo de gerente de controladoria para mercados internacionais na matriz, na Alemanha, desde junho.