BYD estende garantia de suas empilhadeiras elétricas

São Paulo – A BYD ampliou para oito anos a garantia da bateria dos mais de vinte modelos de empilhadeiras elétricas que comercializa no Brasil. O novo prazo vale para as baterias de todos os modelos vendidos a partir de setembro.

Junto com a garantia maior a BYD é a única do mercado a oferecer empilhadeiras elétricas equipadas com baterias de fosfato de ferro-lítio, que garantem autonomia para três turnos de operação, com tempo de carregamento de duas horas, contra oito horas de suas concorrentes que utilizam baterias de chumbo-ácido.

Hitech Electric amplia portfólio com linha de elétricos para entrega urbana

São Paulo – A Hitech Electric, empresa nacional que produz veículos elétricos, ampliou seu portfólio com a linha NewDelivery, composta por três modelos e focada no transporte urbano. Os veículos já estão em pré-venda nas concessionárias com preço inicial de R$ 89 mil.

O New Delivery Box tem capacidade para transportar até 500 quilos de carga, o New Delivery Refrigerated transporta até 400 quilos e o New Delivery PickUp leva 500 quilos. Ou três modelos podem ser equipados com baterias de 11,5 kW e 23 kW, que oferecem autonomia de 130 ou 260 quilômetros, respectivamente.

Veja abaixo o preço de cada modelo durante a pré-venda:

New Delivery PickUp – R$ 89 mil
New Delivery Box – R$ 94,3 mil
New Delivery Refrigerated – R$ 138,5 mil

Fabricantes de pneus avaliam demitir funcionários em layoff

São Paulo – Diante do impasse em torno do preço do pneu nacional versus o do produto importado a Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, afirmou que as fabricantes começarão a promover demissões caso o imposto de importação não seja elevado de 16% para 35%. Atualmente existem em torno de 2,5 mil profissionais em layoff no Brasil, em um universo de 32 mil empregos diretos das fabricantes, e de acordo com o presidente da Anip, Klaus Curt Müller, a retração de vendas do produto local ao mesmo tempo em que é observado crescimento das importações têm deixado lotados os estoques das empresas.

“O próximo passo serão paradas na produção, redução de turnos e a dispensa de profissionais que já estão em casa em layoff”, avaliou Müller, ao relembrar que fábricas de pneus costumam operar de forma ininterrupta, sete dias por semana, 24 horas por dia, em três turnos.

Por enquanto o ritmo de produção ainda não chegou a engolir um turno, mas está perto de acontecer. Vice-presidente do Sintrabor, Sindicato dos Borracheiros da Grande São Paulo e Região, Samuel Alves, o Ferrinho, relatou que o cenário já reduziu em torno de 25% o volume fabricado em território nacional. E que a ociosidade tem alcançado até 30% da capacidade produtiva das pneumáticas.

Na Bridgestone em Santo André, SP, há 1,8 mil profissionais em layoff, com suspensão temporária de contrato, sendo quatro turmas por um período de cinco meses cada, medida que expira em dezembro. “Por ora ainda não temos notícias de demissões, enquanto as empresas lançam mão de layoff e férias coletivas. Mas, se continuar assim até o fim do ano, talvez os cortes sejam inevitáveis.”

Josué da Purificação Pereira, presidente do Sindborracha, Sindicato dos Borracheiros do Estado da Bahia que abrange Salvador, Camaçari e Região Metropolitana, complementou que no ano passado, durante abertura de PDV, Programa de Demissão Voluntária, quase seiscentos profissionais desligaram-se da empresa no ABC Paulista.

Durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados na terça-feira, 10, promovida pela Comissão de Viação e Transportes com o objetivo de discutir a taxa de importação para pneus de carga, Pereira contou também que as 21 fábricas de pneus instaladas no Brasil alugaram onze galpões adicionais porque o volume de produtos a ser estocado não cabe mais em seus espaços próprios.

“A unidade de Santo André antes produzia seiscentos pneus de caminhão por dia e, hoje, faz 120. O mesmo ocorreu com os pneus para tratores, em que o volume diário baixou de oitocentos para duzentos. A vizinha Prometeon está em situação semelhante, com redução de 20% de sua produção. A Goodyear vai deixar de fabricar pneus de mineração e sua produção em Americana, SP, baixou de 6 mil pneus de caminhão por dia para 4 mil e, quanto aos de passeio, caiu de 26 mil para 21 mil.”

Pereira prosseguiu relatando que a unidade da Pirelli em Feira de Santana, BA, há 280 trabalhadores em layoff. “Não sabem o que farão com eles quando voltarem.”

No mesmo município, a Vipal baixou sua produção de pneus para motocicletas de 14 mil para 12 mil por dia, conforme o sindicalista. “A banda de rodagem para recauchutagem de pneu, muito usada por caminhoneiros, também foi impactada.”

O sindicalista rememorou investimento de quase R$ 1 bilhão da Bridgestone em Camaçari, BA, em 2022. “Um dos setores ampliados com o aporte, que geraria 260 empregos, contratou apenas cem profissionais. A unidade, que produziria 14,5 mil unidades por dia está fazendo 11,8 mil, pois parte da fábrica está ociosa.”

Na mesma cidade a Continental, que produzia 23 mil pneus por dia, sendo 3 mil para caminhão, hoje passou a 18 mil, segundo o presidente do Sindborracha, ao complementar que a Dunlop, em Fazenda Rio Grande, PR, e a Prometeon, em Gravataí, RS, também têm fábricas ociosas.

“O que vamos fazer com esses trabalhadores que têm seus empregos colocados em risco devido ao aumento da entrada de pneus importados?”, questionou Pereira. “A questão aqui não é que somos contra esses produtos, mas contra a concorrência desleal que eles trazem, que está colocando a indústria nacional em risco, o que inclui o trabalhador dos setores da borracha, têxtil, químico e petroquímico e metalúrgico. Temos toda uma cadeia produtiva em risco.”

Nissan inicia a produção do novo Kicks no México

São Paulo – A Nissan iniciou a produção da nova geração do Kicks na fábrica de Aguascalientes 1, México. O modelo, que também será produzido em Resende, RJ, será exportado para diversos mercados da América Latina, onde a companhia está presente em 39 países, conforme informou em comunicado.

A partir do México, segundo a Nissan, o Kicks partirá para Chile, Panamá, Colômbia e Estados Unidos. Resende abastecerá outros mercados, afora o Brasil, ainda não revelados.

O início da produção da nova geração no México simbolizou também o marco de 16 milhões de veículos produzidos no país da América do Norte, onde a Nissan lidera o mercado há dezesseis anos e o Kicks é o SUV mais vendido. A unidade recebeu US$ 700 milhões em investimentos para modernização, adoção de novos processos de automação e treinamento dos funcionários.

No Brasil a produção da nova geração integra o ciclo de R$ 2,8 bilhões em investimentos, que inclui também outro SUV e um motor 1.0 turbo.

Somados Brasil e México já foram produzidos 1,2 milhão de Kicks. A nova geração, ao menos em Resende, conviverá com a atual nas linhas de montagem.

Por falta de demanda Stellantis paralisa produção do Fiat 500e

São Paulo – A produção do Fiat 500e será suspensa na fábrica da Stellantis de Mirafiori, Turim, Itália, por quatro semanas a partir de sexta-feira, 13, de acordo com a agência Reuters. A razão é a menor demanda por veículos elétricos, que já vem obrigando diversas empresas a reverem seus planos.

Em comunicado a Fiat afirmou que “a medida é necessária devido à atual falta de pedidos, ligada às profundas dificuldades enfrentadas no mercado europeu de carros elétricos por todos os produtores, especialmente os europeus”.

Na fábrica do 500e, berço da Fiat, serão aplicados 100 milhões de euros para adotar uma bateria de alto desempenho no elétrico e introduzir uma versão híbrida do modelo clássico, prevista para 2025 e 2026.

Trabalhadores da GM aprovam aviso de greve em São José dos Campos

São Paulo – Após receber, e rejeitar, proposta de reajuste salarial de 1,85% da General Motors, metade do valor do INPC, 3,71%, dos últimos doze meses, os trabalhadores da fábrica de São José dos Campos, SP, aprovaram o aviso de greve proposto pelo sindicato dos metalúrgicos local. Assim, caso nenhuma proposta seja apresentada, a produção poderá ser paralisada a partir de segunda-feira, 16.

De acordo com o sindicato além da proposta de reajuste a GM apresentou plano para acabar com a estabilidade no emprego a vítimas de lesões e doenças do trabalho e o congelamento do piso salarial da fábrica, que produz os Chevrolet Trailblazer e S10.

Para a entidade as propostas são afrontas aos trabalhadores e vão no sentido oposto da pauta de reivindicações dos metalúrgicos, que almejam aumento real e manutenção de direitos.

“Ao apresentar esta proposta extremamente rebaixada a GM desrespeita os trabalhadores. Os metalúrgicos da fábrica têm histórico de luta e organização. Não engoliremos essa afronta”, disse Valmir Mariano, presidente em exercício do sindicato.

A unidade emprega em torno de 3 mil 250 trabalhadores.

Procurada pela reportagem a GM afirmou que não comentará o assunto.

WEG fornecerá soluções de recarga para o Kia EV5

São Paulo – Foi formalizada a homologação da WEG pela Kia Brasil como fornecedora de soluções de recarga do EV5, primeiro modelo Kia 100% elétrico para o mercado brasileiro. Os primeiros trezentos clientes do veículo receberão carregadores modelo Wemob Wall de 7,4kW, em corrente alternada. O acordo das empresas inclui, ainda, a oferta de estações de recarga rápida em corrente contínua de 30, 40, 60 e 80 kW, também homologadas pela importadora.

As concessionárias Kia terão instalados carregadores dos modelos Wall e também o Parking, que possibilita a recarga de 22kW. Ambos os modelos são projetados para atender à demanda de recarga semirrápida dos veículos elétricos e a ideia é garantir que os clientes disponham de serviço ágil e seguro durante visitas às oficinas.

Os equipamentos também são ideais para residências, condomínios e estabelecimentos comerciais e podem ser conectados à internet e a plataformas de gestão para cobrança ou rateio do consumo de cada cliente. O controle de acesso é permitido via cartões de proximidade ou aplicativos de celular, favorecendo o controle de demanda de energia por meio do Wemob Smart Charging System.

Mercedes-Benz vende 100 ônibus elétricos em São Paulo

São Paulo – A Mercedes-Benz comercializou mais cem unidades de seu ônibus elétrico eO500U na cidade de São Paulo. A maior parte, 95 deles, foi vendida para operação da Sambaíba Transportes Urbanos na Zona Norte, três foram adquiridas pela Viação Santa Brígida, para rodar na Zona Oeste, e duas pela Viação Gato Preto, para circular na Zona Noroeste. As entregas serão feitas até o início do ano que vem.

Até dezembro do ano passado foram produzidas em São Bernardo do Campo, SP, cinquenta unidades do modelo para operar na Capital. E, até o fim deste ano, deverão ser superadas duzentas unidades fabricadas.

A Mercedes-Benz planeja, agora, iniciar testes de seu ônibus elétrico em Curitiba, PR, no Rio de Janeiro, RJ, em Belo Horizonte, MG, e em Vitória, ES.

Volkswagen pode demitir em seis fábricas da Alemanha a partir de 2025

São Paulo – Diante do fato de a Volkswagen estar descartando série de acordos trabalhistas, incluindo a estabilidade no emprego até 2029, em seis fábricas da Alemanha, existe o temor de a montadora começar a demitir a partir de meados do ano que vem, quando as garantias expiram. A empresa não descarta o fechamento de unidades no país, onde, afirmou, no início de setembro, que as vendas fracas a deixaram com duas fábricas excedentes.

Em comunicado a Volkswagen afirmou que as medidas visam a “reduzir os custos na Alemanha a um nível competitivo”. De acordo com reportagem publicada no site Automotive News o principal alvo da companhia é sua marca homônima de carros de passeio de baixo desempenho, cujas margens de lucro têm sido diminuídas em meio a uma transição para a eletrificação que tem a forte concorrência de empresas como BYD e Tesla, ao mesmo tempo em que tem havido a desaceleração de gastos do consumidor.

A queda de braço da empresa com o sindicato será intensificada diante da distribuição dos assentos no conselho de supervisão da montadora, em que metade deles é ocupada por representantes trabalhistas. Além disso o Estado da Baixa Saxônia, que detém participação de 20%, geralmente tende a ficar ao lado dos empregados. Sendo assim demissões na Volkswagen são mais difíceis de serem aprovadas do que em outras empresas.

Segundo a entidade representante dos operários, a IG Metall, uma saída aos cortes seria alterar a jornada para semana de quatro dias, ao replicar iniciativa anterior de corte de custos da década de 1990. A fabricante emprega 300 mil pessoas na Alemanha.  

Em tentativa de neutralizar incertezas em torno dos acordos trabalhistas, a Volkswagen está se oferecendo para antecipar para este mês as negociações salariais que, tradicionalmente, começariam em meados de outubro, com a possibilidade de greves no fim de novembro.   

SAV Motors e Rhino Off-Road se unem para desenvolver veículo fora de estrada nacional

São Paulo – A SAV Motors se uniu à Rhino Off-Road para finalizar o seu novo veículo dedicado ao lazer fora de estrada e a operações de turismo. O projeto começou há três anos, já teve um protótipo criado e, agora, as empresas trabalham juntas na versão final, que será apresentada ao mercado até o começo de 2025, durante o verão, para testar a sua aceitação e uma possível demanda.

João Melo, designer de veículos e produtos da SAV Motors, falou com exclusividade à Agência AutoData, e revelou pormenores do projeto que está em desenvolvimento em Caxias do Sul, RS, como a motorização do veículo, que usará o motor Volkswagen EA211 MSI 1.6 de 120 cv de potência, que será central traseiro, uma vez que o Buggy terá tração traseira, com câmbio manual de cinco velocidades, também Volkswagen.

Outras peças também serão fornecidos pela Volkswagen, pois a intenção da SAV Motors é facilitar a vida dos proprietários na hora da manutenção. Com menor número de fornecedores será mais fácil de encontrar os componentes necessários e, por isto, a ideia é concentrar a parte mecânica toda com peças que já são regularmente usadas. O chassi está em desenvolvimento pela equipe de engenharia da Rhino e a carroceria será fornecida por uma empresa parceira que ainda não teve o nome divulgado.

A proposta é oferecer ao mercado uma evolução dos buggies que são comercializados atualmente no País, se posicionando acima deles mas ficando abaixo dos UTVs, que são veículos com uma capacidade off-road muito maior:

“Com o primeiro veículo finalizado vamos testar o mercado ao longo do próximo verão para analisar se teremos a escala necessária para produzir. Ainda que seja um volume pequeno a escala é necessária para tornar o projeto viável. Fizemos algumas pesquisas com o público A e B, que é o nosso foco, pois o veículo será um brinquedo de luxo, e as respostas agradaram”.

A rede hoteleira instalada no Brasil, principalmente no Nordeste, também está no radar da SAV Motors, uma vez que na região muitos buggies são usados para realizar passeios turísticos e também para o traslado de clientes até alguns hotéis mais isolados. Segundo Melo esta é uma fatia bem grande de mercado e sobre o qual a empresa tem interesse em avançar para alavancar as vendas. Os parceiros interessados poderão testar o veículo por um determinado período antes de fechar a compra.

Depois de testar o mercado a expectativa é fechar novos pedidos e produzir os veículos sob encomenda, com as primeiras entregas previstas para o fim de 2025 ou começo de 2026, mas tudo dependerá da aceitação do mercado, uma vez que sem um volume interessante de pedidos o projeto não terá condições de avançar. Com uma aceitação positiva o local de produção será definido, mas a empresa buscará um galpão na região de Santa Catarina.

A SAV Motors não pretende ter uma rede de concessionárias própria e buscará parceria com revendas de marcas de luxo, como Audi e BMW, para expor o veículo em uma parte do showroom: quando um cliente visitar a loja terá contato com o buggy exposto e, caso tenha interesse, poderá avançar com a encomenda. 

O valor final do veículo fora de estrada ainda não foi definido, mas Melo disse que a ideia é posicioná-lo em uma faixa de preço abaixo dos R$ 250 mil.