Puxadas por menor apetite da Argentina exportações recuam 18,3%

São Paulo – As exportações de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, em janeiro, somaram 25,8 mil unidades e recuaram 18,3% frente ao mesmo mês do ano passado, 31,7 mil veículos. Com relação a dezembro, quando os embarques somaram 18,7 mil unidades, houve acréscimo de 38,3%. Os dados da Anfavea foram divulgados na sexta-feira, 6.

Segundo o presidente executivo da entidade, Igor Calvet, a queda na comparação anual foi puxada pela menor demanda da Argentina: em janeiro as compras do país vizinho encolheram 27,1% sobre o mesmo mês de 2025, totalizando 15,6 mil unidades.

“Ao longo do ano passado o apetite dos argentinos nos surpreendeu, mas sabemos que a manutenção desta demanda é mais difícil de manter”, disse Calvet. Informações da Acara, que representa as concessionárias locais, apontaram que o mercado iniciou 2026 com recuo de 5% nas vendas.

Outro ponto de atenção, segundo o presidente da Anfavea, refere-se ao fato de que o país facilitou a entrada de veículos importados, principalmente eletrificados. “É algo que também nos afeta pois temos mais concorrentes por lá”.

Segundo a Acara a projeção é de que o mercado argentino cresça 5% este ano, chegando a 640 mil unidades.

Apesar do resultado do mês passado o dirigente assinalou que é preciso observar o comportamento do mercado argentino pelos próximos meses a fim de constatar se, de fato, há uma desaceleração do principal parceiro comercial do setor na demanda por carros brasileiros.

México e Colômbia reagem

Em contrapartida Calvet ressaltou que as compras de México e Colômbia voltaram a crescer. No caso dos mexicanos foram adquiridos 2,2 mil veículos, acréscimo de 153% com relação a janeiro do ano passado, e no dos colombianos, 2,1 mil, alta de 50,5%. Em ambas as situações, porém, os porcentuais generosos se apoiam em fracas bases de comparação.

Ao Chile foram enviados 1,6 mil veículos no mês passado, incremento de 9% sobre janeiro de 2025 e, ao Uruguai, 1,1 mil, queda de 63,5%.

“Para este ano temos o plano de fortalecer nossa presença em mercados externos, mantendo o crescimento no México, Colômbia e Chile e trabalhando forte para recuperar presença onde houve recuo, como Argentina e Uruguai. Isto será fundamental para as montadoras.”

Em valores foram obtidos US$ 559,9 mil com a exportação de janeiro, 31,4% aquém de igual mês do ano passado e 13,4% abaixo de dezembro. 

Produção de veículos inicia o ano em ritmo lento

São Paulo – Saíram das linhas de montagem das fabricantes brasileiras, em janeiro, 159,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, volume 12% inferior ao registrado em janeiro do ano passado, quando a produção somou 181,4 mil veículos. Os dados foram divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6.

Comparado com dezembro e seus 184,5 mil veículos produzidos o ritmo foi reduzido em 13,5%. Mas nada que seja motivo de preocupação, segundo o presidente executivo Igor Calvet: “Esta queda se deve ao fato de que muitas associadas concederam, em janeiro, férias coletivas a seus trabalhadores. Houve casos de que a produção retornou apenas na terceira semana do mês”.

O nível de emprego se manteve, com 109,9 mil trabalhadores registrados pelas empresas fabricantes de veículos. Foram pouco mais de duzentas contratações no fim do ano. Com relação a janeiro passado foram agregadas mais 1,6 mil pessoas ao quadro das montadoras.

China supera Argentina como principal exportador de veículos ao Brasil

São Paulo – Era só uma questão de tempo, como ressaltou Igor Calvet, presidente executivo da Anfavea, que há meses vem apontando para a tendência. Em janeiro foram emplacados 16,8 mil veículos produzidos na China no mercado brasileiro, 61,5% acima do registrado no primeiro mês do ano passado. Superaram os importados da Argentina, 13,4 mil, recuo de 30,7%.

No total os importados somaram 38 mil unidades emplacadas, 3,3% abaixo do volume de janeiro de 2025 e 29,6% a menos do que em dezembro. Responderam por 22,3% do total de emplacamentos de veículos leves, porcentual só inferior ao de janeiro do ano passado, quando representaram 23%.

Calvet lembrou que as importações de Argentina e México, país com o qual o Brasil mantém relação comercial bilateral, muitas vezes incluem algum conteúdo local, como peças produzidas aqui e que equipam os veículos. No caso da China, porém, é só conteúdo importado.

Não é de se espantar uma vez que já são onze marcas de origem chinesa presentes no mercado brasileiro. Ainda são importados da China veículos Ford, Volvo e Chevrolet. A tendência, porém, é de haver uma substituição de parte do volume, pois BYD e GWM já começaram a produzir no Brasil e tendem reduzir as importações.

Mas ainda existe bastante coisa em estoque: calcula a Anfavea que das 359,4 mil unidades nos pátios das montadoras e concessionárias, 210,6 mil sejam importadas. Suficiente para suprir 172 dias de vendas.

Balanço de janeiro

Os emplacamentos totais recuaram 0,4% no mês passado, para 170,5 mil unidades. Mas, na média diária, que chegou a 8,1 mil veículos por dia, o mercado registrou avanço de 4,3%.

O segmento de leves registrou crescimento de 1,8%, somando 162,9 mil unidades. O que puxou para baixo o mercado foram os caminhões, 6,4 mil unidades e recuo de 31,5%, e os ônibus, com queda de 33,9%, para 1,2 mil unidades.

Mercedes-AMG registra recorde de vendas no Brasil

São Paulo — A Mercedes AMG registrou recorde histórico de vendas no Brasil: conseguiu vender l 157 veículos em 2025, volume 35% maior com relação ao ano anterior. Os modelos mais vendidos foram os AMG 45 e os AMG 63. Com isto a divisão de desempenho da Mercedes-Benz se consolida cada vez por aqui.

Foram 567 vendas do modelo AMG 45 e 590 do AMG 63, frente as 417 de 2024. 

O crescimento da Mercedes AMG também se destacou no cenário global. A montadora registrou um dos melhores resultados de sua história, entregando 145 mil automóveis em 2025, representando alta de 7% com relação a 2024.

Produção de veículos na Argentina desacelera em janeiro

São Paulo – Com média diária de produção de 1 mil 750 unidades saíram das linhas de produção na Argentina, no mês passado, 21 mil veículos. O volume está 30,1% abaixo de janeiro de 2025, que contou com três dias úteis a mais e quando foram fabricadas 30 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Adefa, entidade que reúne as montadoras que operam no país.

Na comparação com dezembro a quantidade produzida também ficou abaixo, 20,7%. O que pode ser justificado, de acordo com a entidade, pelo fato de a maior parte das fábricas ter concedido férias coletivas em janeiro, diferentemente de anos anteriores, em que as paralisações começavam em dezembro e se estendiam até fevereiro.

O presidente da Adefa, Rodrigo Pérez Graziano, afirmou que, conforme já esperado no fim do ano passado, o resultado reflete tanto a menor quantidade de dias úteis em janeiro quanto a taxa de produção diária inferior devido a ajustes nas montadoras para preparar as fábricas para novos modelos: “Para uma maior precisão com relação ao desempenho anual das principais variáveis, porém, teremos de aguardar o desenrolar do primeiro trimestre”.

Com relação às exportações foram negociadas 9,8 mil unidades, o equivalente a 46,5% da produção mensal. A quantidade está 51% abaixo da registrada em dezembro e 12,3% inferior à de janeiro de 2025.  

“Diante de um cenário internacional cada vez mais desafiador, marcado pela transformação tecnológica e pela implantação de medidas para o desenvolvimento industrial em mercados internacionais-chave, é essencial continuar o trabalho conjunto que vem sendo realizado com a cadeia de valor e as autoridades nacionais para melhorar, de forma sustentável, a competitividade”, disse Graziano, ao lembrar que nos últimos dois anos houve progressos com relação às alíquotas de impostos nacionais.

Quanto ao mercado de veículos na Argentina, segundo dados da Acara, que representa os concessionários, foram comercializados em janeiro 66 mil veículos, 4,9% abaixo do mesmo mês em 2025, em que as vendas alcançaram 69,5 mil unidades. Com relação a dezembro, quando foi registrada a venda de 24 mil 0 KM, houve crescimento de 174,4%.

Mercado argentino inicia 2026 com queda de 5%

São Paulo – Foram comercializados na Argentina, em janeiro, 66 mil veículos, 4,9% abaixo do resultado do mesmo mês em 2025, 69,5 mil unidades. Com relação a dezembro, em que as vendas somaram 24 mil unidades, houve crescimento de 174,4%. Os dados foram divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários no país.

De acordo com o presidente da Acara, Sebastián Beato, janeiro teve um dia útil a menos que em 2025, o que justificou o recuo: “O ano, portanto, começou com praticamente o mesmo nível de atividade de 2025, o que é uma boa notícia, uma vez que este é um dos melhores janeiros dos últimos oito anos”.

Beato afirmou que a perspectiva é que o comércio de veículos cresça gradualmente ao longo do ano e termine com aumento superior a 5%, próximo de 640 mil unidades.

Embora tenha desacelerado nos últimos três meses do ano passado — o que é movimento tido como comum por lá, pois o consumidor costuma esperar para comprar carros novos em janeiro — o mercado argentino encerrou 2025 com 612,2 mil novos veículos, alta de 47,8% frente a 2024.

“O papel contínuo do financiamento será fundamental, com taxas em tendência de queda, assim como a estabilidade da economia e um governo que contribua para estimular a atividade, apoiando este período positivo com medidas fiscais que reduzam a carga tributária.”

Do total de veículos vendidos no mercado local 43% tiveram origem brasileira e 35% argentina. Em janeiro do ano passado este porcentual foi 45% para o Brasil e 47% para a Argentina.  

Volkswagen e Toyota Hilux lideraram em janeiro

Com relação aos modelos de automóveis e comerciais leves mais vendidos Toyota Hilux liderou o ranking, com 3,4 mil unidades, seguido do Fiat Cronos, com 3,2 mil, e do Peugeot 208, com 2,8 mil.

Por marcas a liderança coube à Volkswagen, ao somar 9,7 mil vendas no mês passado – sendo 2,1 mil do SUV Tera, o sexto mais vendido, e 2,1 mil da picape Amarok, com outros 2,1 mil, na sétima posição. Em segundo lugar aparece a Fiat, com 8,4 mil unidades e, em terceiro, a Toyota, com 7,5 mil.

Quanto aos comerciais pesados o pódio é composto por Mercedes-Benz, com 1 mil veículos vendidos, Iveco, com 385, e Scania, com 313. Os modelos mais adquiridos em janeiro foram Mercedes-Benz Atego 1732, que vendeu 139 unidades, Iveco Stralis, com 109, e Mercedes-Bens Atego 1932, com 107. 

Fabricantes de implementos rodoviários esperam andar de lado em 2026

São Paulo – O desempenho da indústria de implementos rodoviários brasileira em 2025 não foi bom, na avaliação de José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir. Apesar do aumento de 10,8% no emplacamento de carrocerias sobre chassis, a linha leve, para 78,2 mil unidades, a linha pesada, de reboques e semirreboques, seguiu o mercado de caminhões e fechou o ano com retração de 20%, para 71 mil equipamentos.

“Bom é quando a linha pesada bate 88 mil, 90 mil”, afirmou o executivo. “Este cenário de 70 mil não é bom para as empresas, gera muita disputa por preços, aperta as margens. Precisamos retomar.”

Não será ainda em 2026 contudo. A expectativa da Anfir é a de um mercado andando de lado, até um pouco abaixo do ano passado, de acordo com Sprícigo: 70 mil reboques e semirreboques e 78 mil carrocerias sobre chassis. Ele pondera que, com a taxa de juros no patamar de 15% ao ano, empresários estão preferindo manter o dinheiro no banco, rendendo, do que fazer investimentos.

Efeito indireto do programa do governo

O Move Brasil, programa criado pelo governo federal para incentivar a renovação da frota de caminhões, pode gerar frutos indiretos para o setor. O presidente da Anfir celebrou o balanço de janeiro, com 1,1 mil unidades financiadas com os juros subsidiados:

“Chama a atenção o fato de que foram 1,1 mil caminhões para 528 CNPJs diferentes. Foi uma procura bem pulverizada, os grandes frotistas ainda não foram às compras. Embora o financiamento do implemento não entre no programa todos os caminhões vendidos precisarão de um para rodar”.

Ele lembrou, também, que a carência de seis meses para pagar a primeira parcela ao BNDES ajuda ao empresário, que tem tempo para investir no implemento. E ressaltou que 13% da verba destinada ao programa, de R$ 10 bilhões, já foi utilizada: “Deve acabar rápido”.

Sprícigo procurou manter o otimismo. Lembrou que novembro é o mês da Fenatran, que sempre funciona como vetor importante para a venda de caminhões. E, até lá, a taxa de juros já deverá estar em trajetória descendente, mais um incentivo ao empresário para renovar sua frota.

Grupo Iveco anuncia mudanças organizacionais na América Latina

São Paulo – O Grupo Iveco anunciou reestruturação em cargos de liderança das marcas Iveco e FPT na América Latina a partir deste mês, trocando dois executivos de posições e de empresas. Bernardo Brandão, anteriormente diretor geral de atendimento ao cliente da Iveco para a região, agora é o presidente da FPT na América Latina. Ele sucede a Carlos Tavares que, por sua vez, responderá pela liderança do atendimento ao cliente Iveco na América Latina.

Com quinze anos de trajetória na Iveco Brandão já ocupou posições nas áreas de marketing, estratégia, produtos, inteligência de mercado e gestão de clientes. Tavares, que acumula três décadas de experiência no setor automotivo, à frente da FPT conduziu projetos estratégicos dedicados à expansão da rede de distribuidores e combustíveis alternativos.

Outras mudanças na Iveco

O grupo realizou, ainda, outras alterações. Marco Aurélio Pacheco, então diretor comercial da Iveco no Brasil, agora assume a diretoria de marketing da Iveco na América Latina. Em seu lugar assume George Carloto após trabalhar à frente da área de vendas diretas da montadora aqui e acumular mais de trinta anos de experiência no setor.

Alex Caetano é o novo responsável por vendas e rede da Geely 

São Paulo – A Geely anunciou Alex Caetano como o novo responsável pela área de vendas e rede no Brasil. Ele se reportará diretamente ao diretor comercial Alex Chen. Com mais de duas décadas de experiência no setor o executivo traz na bagagem passagens por Hyundai, Volkswagen e trajetória de dez anos de na área comercial da Renault.

Mais recentemente trabalhou como gerente nacional de vendas e marketing da Omoda Jaecoo.

Formado em administração Caetano tem pós-graduações em gestão estratégica de vendas pelo Mackenzie e em gestão executiva pela PUC PR, além de MBA em estratégias automotivas para montadoras e concessionárias pela FGV. 

Volvo anuncia Ricardo Seixas como seu novo diretor comercial de ônibus

São Paulo — Ricardo Seixas é o novo diretor comercial de ônibus da Volvo para os mercados do Brasil e para importadores privados na América Latina. O executivo se reportará ao presidente da Volvo Buses na América Latina, André Marques.

Seixas iniciou sua carreira como estagiário na Volvo, na área de planejamento de produto e engenharia de vendas. Depois foi para a Voith Turbo, onde trabalhou por 28 anos. De volta à montadora assume o cargo com foco no desenvolvimento de negócios e fortalecimento de relacionamento com clientes, concessionários e outros parceiros. 

Formado em engenharia mecânica pela UFPR, Universidade Federal do Paraná, o executivo tem também MBA em gestão estratégica pela FGV e formação em liderança pelo Management Centrum Schloss Lautrach, na Alemanha. Concluiu mestrado profissional na UFPR com foco no segmento de veículos comerciais pesados.