São Paulo – Milad Kalume Neto, sócio da K.Lume Consultoria, foi anunciado pela Abla, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, como o primeiro conselheiro independente de sua história. O consultor começa a exercer a função a partir de 13 de fevereiro.
Mudança no estatuto da Abla em 2025 passou a permitir a contratação externa de profissionais para seu conselho gestor, que contará, ao todo, com dois conselheiros.
Kalume Neto soma 25 anos de experiência no mercado automotivo. Conselheiro do Instituto Besc de Humanidades e Economia, já integrou o conselho do Instituto Parar e, por quase treze anos, trabalhou na Jato Dynamics.
Engenheiro graduado pela Escola de Engenharia Mauá e advogado pela PUC-SP, o consultor também tem MBA em administração de empresas pela FGV.
São Paulo – Pelo segundo ano consecutivo patrocinadora master do festival de música Lollapalooza, que será realizado em março, na Capital paulista, a Fiat lançou edição especial do Pulse que remete ao evento. Limitada a 550 unidades tem como base a versão Drive 1.3 CVT, mas com diferenciais como acabamentos escurecidos no interior e exterior, carroceria com o teto em outra cor, rodas de liga-leve de 16 polegadas em preto brilhante, soleira personalidade e adesivos com o nome do festival e número da unidade.
Itens como câmara de ré e sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado automático e digital, faróis e lanternas em led, sistema de partida remota e central multimídia de 10 polegadas completam o pacote da versão, que chega nas cores branco, cinza e vermelho na segunda-feira, 9, às concessionárias.
A Fiat patrocina também um dos palcos do Lollapalooza, que será realizado de 20 a 22 de março no Autódromo de Interlagos.
São Paulo – A Hyundai contratou com a CBF, Confederação Brasileira de Futebol, o patrocínio para todas as competições de futebol feminino pelos próximos três anos. Serão ao todo, segundo a empresa, mais de quinhentas partidas das competições Brasileirão Feminino, Copa do Brasil Feminina e a Supercopa Feminina, realizada no sábado, 7, e vencida pelo Palmeiras.
Nos últimos cinco anos a base de fãs da modalidade cresceu 57%, com registro de recordes de audiência nas transmissões dos jogos. O calendário também ficou mais organizado e as premiações cresceram.
A marca Hyundai será exibida em placas do campo, áreas de entrevistas, redes sociais, ativações de relacionamento e experiência. A Hyundai é, também, patrocinadora oficial da Copa Conmebol Libertadores e da Copa do Mundo Fifa, feminina e masculina.
São Paulo – Produzido no Polo Automotivo da Stellantis em Córdoba, Argentina, o sedã Fiat Cronos alcançou o marco de 500 mil unidades montadas desde seu lançamento. Modificado no ano passado, com faróis em led e novo design da grade dianteira, o modelo é equipado com motores Firefly 1.0 ou 1.3. A partir da versão 2026 passou a oferecer compartilhameto sem fio com Apple CarPlay e Android Auto.
O Cronos foi o segundo sedã mais vendido na América do Sul e o carro de passeio mais vendido na Argentina em 2025.
São Paulo – Primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, a unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, alcançou a produção de 15 milhões de veículos desde 1959. O volume responde por 57% das 26,3 milhões de unidades manufaturadas pela empresa em 72 anos de Brasil.
Hoje saem das linhas de produção da Anchieta Polo Track, Nivus, Virtus e Saveiro, que após 44 anos e com 1,8 milhão de unidades fabricadas, deixará de ser produzida até o fim do ano. Em seu lugar entrará em produção d primeiro veículo com a plataforma MQB37, com sistema de propulsão HEV flex. A partir deste ano todo novo modelo desenvolvido e fabricado na América do Sul terá versão eletrificada.
A Anchieta abriga um centro de pesquisa, planejamento e desenvolvimento de novos produtos com alto grau de tecnologia e inovação. E conta, ainda, com o Senai Volkswagen, que já formou mais de 7 mil alunos em 52 anos e é referência em ensino com aulas práticas e teóricas.
Junto com a fábrica de Taubaté, SP, foi pioneira ao inserir o biometano em sua matriz energética, como parte da meta da neutralidade de carbono até 2050.
São Paulo – Após assistirem à queda livre no faturamento de pedidos de caminhões ao longo do ano passado, especialmente a partir do segundo trimestre, reflexo da persistente e elevada taxa Selic aos 15% ao ano, os fabricantes de veículos comerciais receberam um alento do governo federal, que consideram fundamental para destravar o mercado. Embora datado em seis meses o Move Brasil oferece crédito a juros menores, de 11,8% para frotistas e 12,7% para autônomos, em linha de financiamento que totaliza R$ 10 bilhões, concede carência de seis meses e até cinco anos para pagar.
A reportagem da Agência AutoData consultou as montadoras de caminhões a fim de obter um balanço e impressões iniciais. Juntas, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania e Iveco contabilizaram, até o momento, quase novecentos contratos, com valores que superam R$ 550 milhões.
Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, avaliou que o governo compreendeu o esfriamento da demanda e respondeu com a iniciativa.
Ricardo Alouche, da VWCO: “Não fosse o Move Brasil o ano tinha tudo para começar depois de março”. Foto: Divulgação.
A empresa registra mais de trezentos negócios faturados ou em andamento, o que representa R$ 126 milhões em financiamento obtido por meio do Move Brasil. A maior parte dos pedidos concentra-se nos extrapesados Constellation e Meteor, a fatia que mais sofreu retração em 2025 por causa dos juros elevados. Algumas unidades do Delivery também foram vendidas por meio do programa.
Na avaliação do CEO da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski, a formatação do programa federal tem a capacidade de alcançar todos os elos da cadeia de valor do transporte de mercadorias: “É muito legal perceber como os diferentes competidores da indústria têm a possibilidade de estabelecer diálogo franco, não pedindo favores nem subsídios, mas encontrando, de maneira inteligente, meios para que possamos destravar este mercado”.
A montadora contabiliza, somente nas operações do Scania Banco, 283 caminhões financiados em contratos que somam R$ 228 milhões, sendo 70% das vendas realizadas para micro, pequenas e médias empresas.
A Iveco informou que conquistou trezentos clientes, movimentando cerca de R$ 200 milhões em operações. Seu presidente para a América Latina, Márcio Querichelli, assinalou que “o momento demonstra como uma iniciativa bem estruturada sai do papel, chega ao cliente e se materializa em investimento produtivo e renovação de frota”.
Volume de consultas tem crescido
Embora a Mercedes-Benz não tenha liberado seu balanço o vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços de caminhões, Jefferson Ferrarez, avaliou que o principal termômetro é que estão recebendo diversas consultas.
“Ao fortalecer a cadeia produtiva nacional e impulsionar a retomada das vendas o Move Brasil cria as bases para mercado mais sólido e previsível no longo prazo. Ao conceder linhas de financiamento mais atrativas o programa ajuda o transportador a dar salto tecnológico que demoraria muito mais tempo para acontecer.”
Também procuradas a Volvo informou que divulgará estes dados durante entrevista coletiva à imprensa na quarta-feira, 11, e a DAF disse que por políticas internas não divulgará os números.
Programa será prorrogado?
Geraldo Alckmin: R$ 44 milhões a autônomos. Foto: Divulgação/SMABC.
Alckmin sinalizou a intenção de prorrogar o Move Brasil. O vice-presidente da VW Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche, lembrou que, como a iniciativa foi aprovada por meio de medida provisória, tem até 120 dias para ser aprovada pelo Congresso para continuar vigente. Significa que até o início de maio precisa ser votada.
“Existem algumas dúvidas, se ele será prorrogado, de fato, e se, em ano de eleição, o Congresso se dedicará a discutir este tema. Outra questão é que, na hora em que deslanchar, haverá uma antecipação de compra, principalmente em fevereiro e março. Serão oferecidos mais recursos para esta linha? Porque é possível que o dinheiro acabe antes do prazo.”
Alouche comentou também que ainda não viu avançar a venda de usados por meio da linha, uma vez que os autônomos enfrentam mais dificuldade para obter crédito.
Durante o balanço feito na Codema Alckmin disse que R$ 44 milhões, de R$ 1,9 bilhão, foram endereçados a autônomos. Conforme a regra 10% dos R$ 10 bilhões devem ser reservados a este público, assim como para cooperativas, ou seja, R$ 1 bilhão. Portanto, apenas 4,4% desta fatia foi contratada.
“O Move Brasil reúne condições para se tornar o programa de renovação de frota definitivo. Prova disso é que este ano tinha tudo para começar só em março mas, com o programa, as montadoras começaram a registrar mais consultas e vendas ainda em janeiro.”
São Paulo – No primeiro mês de operação do programa do governo federal Move Brasil foram concedidos R$ 1,9 bilhão em crédito para a aquisição de 1,7 mil caminhões novos e seminovos. O valor equivale a 19% do total disponível, que conta com recursos do BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, e do Tesouro.
A informação foi dada pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante visita à Codema, concessionária Scania em Guarulhos, SP, no domingo, 8. Segundo ele do total liberado até agora R$ 44 milhões foram para autônomos. Conforme a regra da iniciativa 10% dos recursos, ou seja, R$ 1 bilhão, são dedicados a esta categoria, assim como a cooperativas.
Alckmin citou que tanto a exportação quanto a importação bateram recorde no Brasil no ano passado, e que o produto precisa chegar aos portos e aeroportos, assim como aos compradores: “Então nós precisamos de logística de transporte. E a demanda vai crescer. Vocês vão vender muitos caminhões”.
Lançado oficialmente em 8 de janeiro o Move Brasil oferece crédito com juros de 12,7% para autônomos e de 11,8% para frotistas. Christopher Podgosrki, CEO da Scania na América Latina, ressaltou o fato de o programa possibilitar patamar de juros do custo financeiro abaixo de 1% ao mês, caso do Banco Scania, que anunciou taxas a partir de 0,99% ao mês:
“Acaba tornando o negócio viável, com todos os ganhos que se tem com a renovação de um produto, como a redução do custo de manutenção e a eficiência energética”.
Em evento na Codema: Christopher Podgorski, CEO da Scania na América Latina, Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC, e Wellington Damasceno, diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Foto: Divulgação/SMABC.
Scania faturou 283 caminhões no primeiro mês
Segundo números da montadora somente nas operações realizadas pelo Banco Scania já foram financiados 283 caminhões em contratos de R$ 228 milhões, sendo 70% das vendas para micro, pequenas e médias empresas.
“O programa veio em ótima hora porque não incentivou um único segmento de negócio mas toda uma cadeia de valor, que gera postos de trabalho qualificados. Até a saúde pública está sendo contemplada com veículos mais eficientes e menos poluentes. Com isto incentivaremos, também, a transição energética.”
Também presente ao evento Wellington Damasceno, diretor administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que representa os trabalhadores da Scania e da Mercedes-Benz, situadas em São Bernardo do Campo, SP, afirmou que a iniciativa responde, ainda, à preocupação central dos operários: a manutenção dos empregos em toda a cadeia produtiva.
“Quando a procura pelos veículos cai o impacto não atinge apenas as montadoras. Muitas empresas fornecedoras não conseguem se recuperar, o que significa perda de empregos, de capacidade produtiva e de desenvolvimento. O Move Brasil enfrenta essa demanda imediata, ao mesmo tempo em que permanece alinhado às políticas de inovação, desenvolvimento e descarbonização.”
São Paulo – A aparente tranquilidade demonstrada pelo presidente da Anfavea, Igor Calvet, durante a entrevista coletiva de divulgação do balanço da indústria automotiva de janeiro, na sexta-feira, 6, tende a se transformar em nova preocupação. Nenhum pleito para a renovação das cotas de importação de kits CKD e SKD eletrificados foi endereçado ao governo antes do fim do prazo, 31 de janeiro, quando os US$ 463 milhões acertados em agosto expiraram. Mas, segundo apurou a reportagem da Agência AutoData, executivos de empresas com origem na China preparam novas visitas a representantes do governo para tentar alongar, de alguma forma, o benefício.
São duas as frentes: a primeira é o estabelecimento de novas cotas, talvez menores, por mais um tempo. O argumento é que os kits CKD e SKD são importantes na transição da importação para a produção local, pois existe um prazo para que as máquinas estejam em plena operação nas novas fábricas. A alíquota de importação, hoje, é de 10% a 30%, dependendo da tecnologia. Desde 1º de fevereiro ele incide a todos os kits importados, pois as cotas foram extintas.
A próxima reunião do Gecex está agendada para 12 de fevereiro e, embora exista o temor de alguns executivos ligados à Anfavea, não deverá ter o tema em pauta. A articulação é para que ele volte a ser apreciado pelo comitê do MDIC após o carnaval, em reunião extraordinária, segundo relataram fontes à reportagem.
Dispositivo para novos entrantes
Em paralelo as empresas chinesas articulam a criação de um sistema de transição para novas entrantes, atrelado ao Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. Quem se comprometer a produzir no Brasil ganha cota de importação de kits CKD e SKD por um breve período, enquanto estrutura a sua unidade produtiva.
Não é nenhuma novidade: já foi estabelecido no passado, com o Inovar Auto, que concedia cotas de desconto de imposto de importação ou IPI para aquelas empresas que se comprometessem com a produção local.
O governo, porém, tomou dois calotes: primeiro da Asia Motors, ainda no governo FHC, e depois da Jac Motors, representada pelo Grupo SHC, de Sérgio Habib, que chegou a anunciar fábrica em Camaçari, BA, que nunca saiu do papel. Jamais cumpriram suas promessas. Elas importaram unidades com desconto no imposto e deixaram a dívida na mão da Receita Federal.
Este histórico pode dificultar o avanço deste sistema dentro do governo, embora seja visto com bons olhos, inclusive, por montadoras aqui já consolidadas, que poderiam fazer uso do benefício em projetos de eletrificados.
Resistência dentro do governo
A industrialização por meio de kits CKD e SKD não tem boa recepção dentro do MDIC, segundo apurou a reportagem. A direção enxergada por gente do alto escalão é a de que quanto mais industrialização, melhor, e que criar cotas para kits que demandam apenas montagem nas fábricas vai no sentido oposto.
Segundo a Agência AutoData ouviu de fonte com bom trânsito dentro do ministério a posição da Camex é contrária à criação de novas cotas, mas a pressão pode vir de cima, de outros ministérios e da Presidência da República. Há resistência também na Fazenda devido à renúncia tributária que essas importações gerariam.
Da Anfavea o posicionamento seguirá. O presidente Calvet afirmou, durante a entrevista coletiva à imprensa, na sexta-feira, 6, que não tem conhecimento de nenhum pedido ao governo, mas será contrário a qualquer que seja feito, amanhã ou daqui a dois ou três meses:
“Nós defendemos a industrialização. Queremos gerar empregos em toda a cadeia, algo que, com a importação dos kits CKD ou SKD, não será feito”.
São Paulo – Foram produzidos em janeiro 1 mil 820 chassis de ônibus, praticamente o mesmo volume do primeiro mês do ano passado, 1 mil 806 unidades, leve alta de 0,8%. Em comparação com dezembro, quando 701 unidades saíram das linhas de montagem, o volume mais do que dobrou, com alta de 160%, de acordo com dados da Anfavea divulgados na sexta-feira, 6.
Ao mesmo tempo as vendas de ônibus, que totalizaram 1 mil 180 unidades, recuaram 34% frente às 1 mil 784 unidades comercializadas no primeiro mês de 2025. Com relação a dezembro, quando foram emplacadas 2 mil unidades, a queda foi ainda maior, de 43,6%.
Segundo o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, podem justificar o cenário dois fatores, sendo um deles o arrefecimento nas vendas para o programa do governo federal Caminho da Escola e, outro, o atraso nas licitações das cidades para a aquisição de ônibus.
Calvet citou que, no mês passado, foram emplacados 201 veículos para o Caminho da Escola, enquanto que em dezembro foram 257 unidades, ou seja, houve uma diminuição de 22%. Quando comparado a janeiro de 2025, em que o programa demandou 303 ônibus, a redução é de 35%.
Isto pode ser entendido pelo atraso no pregão neste início de ano para novas aquisições. O que também pode ser aplicado aos municípios que, assim como o governo federal, estão demorando mais para fazerem suas encomendas às montadoras. Reflexo disso é o tombo de 54% nas vendas de ônibus urbanos.
O dirigente, no entanto, ressaltou não poder afirmar que os resultados de janeiro sejam uma tendência de mercado para o setor: “Temos que aguardar mais um pouco para ver como a demanda por ônibus, que é aguardada, se dará.”
São Paulo – Saíram das linhas de montagem, em janeiro, 6,8 mil caminhões, recuo de 15,6% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram produzidos 8 mil veículos. Na comparação com dezembro, 5,7 mil unidades, houve crescimento de 18,6%, de acordo com dados da Anfavea divulgados na sexta-feira, dia 6.
Para o presidente da Anfavea, Igor Calvet, a queda já era esperada pois “deveu-se, em grande parte, às férias coletivas que, em alguns casos, estenderam-se até a terceira semana de janeiro”. As vendas, no entanto, também tiveram um desempenho ruim: foram emplacados 6,4 mil veículos, 31,5% a menos do que em janeiro do ano passado, em que foram comercializadas 9,4 mil unidades.
“Até abril de 2025 tivemos números positivos. Depois passamos a ver queda mês a mês, que em agosto entrou em um ciclo negativo”, disse Calvet. “Quanto ao Move Brasil existe o descasamento do faturamento com o emplacamento, por isso ainda não vimos muito impacto. Mas, a partir de fevereiro e março, esperamos resultados mais vistosos.”
O presidente da Anfavea exemplificou que um caminhão demora um prazo médio de seis a sete semanas da venda à entrega. E pontuou que foram necessários ajustes operacionais envolvendo o BNDES e os bancos comerciais até que o financiamento começasse a ser oferecido efetivamente.
O dirigente ponderou que os juros de mercado para pessoa jurídica ainda são bastante elevados, na média de 18,4% ao ano, sendo que em alguns canais bancários pode chegar a 28% ao ano, enquanto que o Move Brasil propõe taxas de 12,7% ao ano para autônomos e de 11,8% ao ano para frotistas, ambas abaixo da Selic, em 15% ao ano.
“O programa tem tudo para ser um sucesso. Tivemos relatos de aumento de 30% na procura em concessionárias e nos bancos de montadoras, por meio de cartas de interesse e busca por crédito.”
A Anfavea estima que a maior demanda pelo Move Brasil, até o momento, partiu de frotistas para a compra de caminhões novos. Quanto à entrega de caminhões mais antigos à reciclagem apontou que ainda faltam regulamento e clareza para o mercado de como isto funcionará.
“De qualquer forma o programa está se ajustando ao mercado e, ainda que tenha data para terminar, é um bom teste antes de se tornar perene. É preciso que a iniciativa comprove sua eficácia para que então possamos pleitear que seja definitiva.”
O vice-presidente e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, já sinalizou a intenção de estendê-lo.