São Paulo – Pela segunda vez no ano o mercado colombiano de veículos novos superou as 20 mil unidades vendidas no mês. Em agosto alcançou o segundo melhor resultado de 2025, com 21,3 mil unidades, alta de 29,1% sobre idêntico período do ano passado. Na comparação com julho, que foi o melhor mês de vendas na Colômbia, houve queda de 10,8%.
No acumulado do ano as vendas de veículos novos somaram 150,3 mil unidades, volume 27% superior ao comercializado em iguais meses do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Andemos, entidade que representa o setor automotivo no país.
No ranking das marcas mais vendidas a Kia, que assumiu a primeira posição em julho, se manteve no topo em agosto, com 19 mil 625 unidades. Logo atrás aparece a Renault, com 19 mil 567, e a Toyota, que ficou na terceira posição com 17 mil.
São Paulo – O IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, foi credenciado para oferecer a certificação SGLZ, Sistema de Gestão Lixo Zero. Ela garante o comprometimento das empresas com o descarte correto de resíduos gerados a partir de suas operações.
Com a homologação recebida da Zeros, “uma referência nacional na gestão de resíduos”, o IQA começa a realizar auditorias e a emitir a certificação para empresas que buscam reduzir seus impactos ambientais e avançar na gestão de resíduos. Para receber a certificação as empresas devem encaminhar pelo menos 90% dos resíduos para reciclagem, compostagem, reutilização e coprocessamento.
São Paulo – Mílton Trein foi indicado para ser o CFO da Renault do Brasil. Ele passa a integrar o comitê executivo da empresa, liderado por Ariel Montenegro, presidente e diretor geral.
Formado em engenharia mecânica pela UFPR, Universidade Federal do Paraná, e pela Université Technologique de Compiègne, na França, o executivo de 49 anos está na Renault há 26 anos. Passou por diversas áreas, como vendas externas, estudos econômicos, planejamento, controladoria, transformação e desenvolvimento de novos negócios.
Recentemente, como diretor de desenvolvimento de novos negócios para a América Latina, liderou a implementação da parceria do Grupo Renault com a Geely no Brasil.
Rio de Janeiro – A Citroën busca, em 2025, registrar seu maior volume de vendas desde 2014, quando comercializou 51,9 mil unidades no mercado brasileiro. Segundo seu vice-presidente para a América do Sul, Felipe Daemon, a expectativa é de vender cerca de 40 mil veículos ou até um pouco mais, usando como base o ritmo de vendas registrado até agosto. Alcançada a projeção o crescimento seria de, pelo menos, 18% na comparação com 2024.
De janeiro a agosto a empresa vendeu 25,4 mil veículos, aumento de 16,5% sobre iguais meses do ano passado, conquistando 1,6% de participação. A média mensal de vendas foi de 3 mil 175 veículos, volume que deverá crescer até o fim do ano, segundo Daemon:
“Temos muito espaço para crescer no Brasil e queremos mais, pois não estamos satisfeitos com os volumes que comercializamos até agora. Com as novas versões lançadas do C3, Aircross e Basalt esperamos um aumento nas vendas e na produção em Porto Real, que está operando em um turno próximo da capacidade máxima, com trabalho em alguns sábados também”.
Segundo o executivo as novas versões XTR do C3 e do Aircross, junto com a Dark Edition do Basalt, deverão representar a maior parte das vendas no mix de configurações de cada produto. Diferentemente de quando a empresa lançou o Basalt e faltou produto disponível na rede para atender à demanda inicial, a Citroën já abasteceu suas revendas com um volume considerável das novas configurações para não deixar de atender nenhum pedido.
A rede de mais de 170 lojas comercializa as novas versões desde 2 de setembro. Para o sábado, 13, está programada campanha nacional de vendas para marcar o seu lançamento, ação que deverá trazer impulso adicional, na avaliação do executivo.
São Paulo – Com 186 mil unidades produzidas no Polo Industrial de Manaus, AM, agosto registrou o melhor desempenho mensal para o ano, segundo a Abraciclo. O volume superou em 13,4% o resultado do mesmo mês do ano passado e em 32,6% o de julho. Foi o melhor agosto do setor de duas rodas desde 2011. De janeiro a agosto saíram das linhas 1 milhão 327 mil motocicletas, o melhor resultado dos últimos catorze anos e o terceiro maior da história da indústria nacional de duas rodas, atrás apenas de 2008 e 2011. Com relação aos oito primeiros meses de 2024 o avanço foi de 12,5%:
“A demanda vem aumentando em todo o País. São pessoas que utilizam a motocicleta para seus deslocamentos diários ou ainda profissionalmente, como instrumento de trabalho e geração de renda”, disse Marcos Bento, presidente da Abraciclo.
As vendas no varejo somaram 185,5 mil unidades em agosto, alta de 13,2% sobre agosto do ano passado e queda de 4% com relação a julho. No acumulado do ano foram comercializadas 1 milhão 408 mil unidades, o melhor resultado da história para o período. Na comparação com idênticos meses do ano passado houve expansão de 12,3%.
Foram exportadas em agosto 2,9 mil motocicletas, queda de 11,9% na comparação com idêntico mês do ano passado e avanço de 9,8% sobre julho. No acumulado do ano foram embarcadas 24,2 mil unidades, expansão de 9,3% sobre iguais meses de 2024.
São Paulo – A Bajaj está investindo US$ 10 milhões para expandir a produção de sua fábrica em Manaus, AM, para 48 mil unidades por ano. Para apoiar o avanço no ritmo a Bendsteel foi contratada para fazer a soldagem e a Galvasistem a pintura dos chassis. Tecnologia de robótica foi importada da Índia para a montagem dos chassis no fornecedor, informou a Bajaj em comunicado.
Projetada para produzir 20 mil motocicletas por ano a fábrica brasileira, inaugurada em 2024, alcançou, de janeiro a agosto, a produção de 19 mil 545 unidades. Lá são realizados processos como preparação de kits, montagem de motores e motocicletas, controle de qualidade, embalagem e expedição. Emprega duzentos funcionários.
“Nosso crescimento no Brasil tem superado todas as expectativas”, afirmou Waldyr Ferreira, diretor geral da Bajaj do Brasil. “Em pouco tempo conquistamos a confiança dos brasileiros, que encontram em nossos produtos qualidade, design, tecnologia e ótimo custo-benefício. A expansão da capacidade produtiva reforça nosso compromisso de longo prazo com o mercado e com o desenvolvimento do setor no País.”
São Francisco de Paula, RS – A nova picape média do mercado brasileiro é um ícone na China. No maior mercado de veículos do mundo uma a cada duas picapes vendidas é Poer, a marca de picapes da GWM. Ela começou a ser produzida em agosto no Brasil e teve suas vendas iniciadas, ainda com unidades importadas, na quarta-feira, 10.
Já são 27 anos de liderança da GWM neste segmento na China, o que quer dizer muita coisa sobre esta nova picape. Totalmente desconhecida do público brasileiro a Poer P30, em duas versões, carrega as características que fazem sucesso em seu país natal como o conforto, a tecnologia e a robustez, além da tradição, um quesito importante para o público deste segmento também aqui no Brasil. A GWM já vendeu 2 milhões 650 mil unidades de picapes desde 1996, não apenas na China mas em cinquenta países, em quatro continentes. Foi exportada para o Reino Unido, por exemplo. Então, para a maioria que nunca havia escutado o nome Poer, é preciso ressaltar que o produto tem história e bons serviços prestados.
Para Jack Wei, chairman que deu início à trajetória da GWM como uma das primeiras empresas automotivas na China com capital 100% privado, a admiração que ele sempre teve pelos produtos, a forma de produção e as estratégias globais da Toyota, pautou as suas decisões. A primeira picape lançada por ele, em 1996, chamada Deer, é uma cópia da Hilux. Wei costuma dizer que tem “o olhar para a qualidade de produção e, também, para as decisões que fazem a Toyota a maior empresa do setor automotivo”.
Não à toa a GWM, na contramão de muitas outras fabricantes chinesas, oferece um portfólio diversificado de propulsão com modelos 100% elétricos, híbridos e movidos a hidrogênio, mas, também, veículos a combustão interna, assim como a Toyota. A Poer utiliza motor turbodiesel e transmissão produzidos pela própria GWM na China.
O poder da Poer
Seja utilizada para o trabalho pesado no campo ou no transporte de cargas das mais variadas características, algo que será marca registrada da Poer P30, nas duas versões, Trail e Exclusive, é o conforto. Segundo Guilherme Teles, diretor de planejamento de produto, esta característica primordial no mercado chinês passou por muitos ajustes para a versão brasileira. Um bom exemplo é a o conjunto que trabalha os impactos dos pneus no pavimento. A suspensão dianteira é independente com braços duplos e barra estabilizadora e a traseira tem eixo rígido, molas semielípticas e amortecedores dispostos em ângulos opostos.
Foram três rodadas de calibração feitas na China até a engenharia nacional validar o ajuste com as características que se adequam ao padrão brasileiro, procedimento que também envolveu a progressividade nos movimentos do volante por meio do sistema elétrico de direção, de acordo com Teles: “A suspensão foi adaptada às condições de rodagem do Brasil para garantir estabilidade e absorção eficiente de impactos, suportar carga pesada e as diferentes exigências de piso sem abrir mão do conforto, que é uma característica muito forte da Poer”.
O resultado da calibração na prática, durante test-drive realizado em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, apresentou uma picape com pouca inclinação nas curvas – algo notado quando testamos, na China, a Poer vendida lá – por causa da suspensão mais firme, ao mesmo tempo em que vibração e nível de ruídos são quase imperceptíveis na cabine. Na carroceria dez pontos estratégicos estão cobertos com painéis laminados. A propagação das vibrações é interrompida por meio de cavidades estruturais e reforços na vedação no assoalho, nas portas e no cofre do motor, que atuam como uma barreira. Teles afirma que o baixo nível de ruídos é um dos pontos fortes da picape chinesa: “Graças ao excelente nível de isolamento acústico da cabine a P30 é de dois a quatro decibéis mais silenciosa que as demais concorrentes”, a saber Toyota Hilux, Ford Ranger, Chevrolet S10 e Mitsubishi Triton.
Ao acessar a cabine o picapeiro raiz vai encontrar um ambiente bem diferente daquele a que está habituado. Duas telas full HD de 10,25 polegadas no painel de instrumentos e de 14,6 polegadas na central de infoentretenimento dominam o ambiente. Acabamento de primeira em vários tons e materiais, inclusive nos bancos, que têm ajustes elétricos e aquecimento e resfriamento do assento na versão top de linha. Volante com controles multifuncionais e borboletas integradas para a mudança de marchas. E uma estilosa gravura da silhueta de uma picape no painel em frente ao passageiro que fica iluminado no escuro.
Dentre os itens exclusivos vale destacar o acionamento pelo volante do sistema ADAS de nível 2, com controle de cruzeiro adaptativo mais inteligente, função stop and go em congestionamentos, além de alertas e frenagem de emergência em cruzamentos, faixa de pedestres e tráfego cruzado. Há a possibilidade de conectar pelo console central três pontos de alimentação 12V para instalação de equipamentos. Eles ficam posicionados no cofre do motor, para a instalação de um guincho elétrico, por exemplo, no banco do motorista, indicado para ligar um pequeno refrigerador e na parte traseira do chassi para uso de reboques.
Diferenças relevantes
Com 5 m 416 mm de comprimento, 1 m 947 mm de largura, 1 m 886 mm de altura e caçamba com capacidade de 1 mil 248 litros [1 tonelada de carga, sendo que a tampa suporta até 150 kg], a Poer tem nessas dimensões a liderança diante seus principais concorrentes. Isto resulta em espaço interno um pouco mais generoso tanto na frente quanto nos bancos traseiros, além da possiblidade de acomodar melhor a carga no seu compartimento traseiro.
Por outro lado, olhando apenas para a ficha técnica e comparando com o que é oferecido no mercado de picapes 4×4, a potência do seu motor 2.4 turbodiesel de 184 cv, pode trazer dúvidas ao consumidor, acostumado a escolher modelos com mais de 200 cv. Apenas a Ford Ranger tem menos potência do que a Poer.
No entanto seu bom torque de 480 Nm, com 50% dessa força disponível a apenas 1 mil rotações [100% a 1,5 mil rpm], e sua transmissão de nove velocidades, proporcionam um comportamento bem interessante à picape chinesa. Numa estrada sinuosa cheia de subidas e descidas, com muitos buracos e pedras durante uma forte chuva na Serra Gaúcha, a Poer se comportou bem, dando respostas imediatas e demonstrando muita estabilidade.
Quando exigida neste curto circuito por este condutor, acostumado a rodar com as outras picapes vendidas no mercado nacional, não houve a percepção de que falta potência. Até porque em terreno molhado o torque ajuda mais do que a potência.
Não apenas a combinação de conforto e tecnologia com robustez e desempenho fazem dessa essa nova picape nacional uma ótima opção. A GWM fez a lição de casa para posicionar a Poer no mercado nacional.
PREÇOS Poer P30 Trail – R$ 220 mil Poer P30 Exclusive – R$ 240 mil
As condições são válidas até 20 de setembro, quando ambas as versões sobem R$ 20 mil.
A Trail será a opção mais para o trabalho, pois não constam em seu catálogo as tecnologias de condução semiautônoma e de segurança ativa, como aviso de colisão traseira, sistema de detecção de ponto cego. Já a Exclusive é completa e possui diversos itens que só ela oferece no segmento.
Mesmo assim os preços são competitivos e não vão mudar porque quem controla o estoque é a GWM. Dessa forma a empresa garante que o preço da Poer será o mesmo no Estado do Tocantins e em São Paulo, ao contrário do que pode acontecer quando os concessionários definem o preço final dos produtos em diferentes regiões do País.
São apenas três opções de cores, preto, branco e prata, justamente as mais procuradas. Aliás, não fosse o símbolo da marca Poer estampada na grade frontal, passaria despercebida pelas ruas e estradas do País. Isto porque é preciso lembrar que a Toyota tem sido a inspiração de Jack Wei e a Hilux foi o primeiro veículo que o chairman da GWM reproduziu, lá em 1996. Desta forma o visual da Poer nacional lembra a Hilux tanto no recorte da sua grade frontal, quanto no desenho do conjunto ótico frontal e das lanternas traseiras.
Mas a reprodução mais importante para o consumidor brasileiro está na oferta de dez anos de garantia, assim como o da Toyota Hilux. São as únicas picapes com este prazo para motor, transmissão, caixa de direção, freios, eixo, sistemas de arrefecimento, de combustível e do ar-condicionado. Enquanto a Toyota estipula um limite de 200 mil quilômetros e 100 mil quilômetros para o condutor pessoa física e o profissional, respectivamente, a GMW amplia sua garantia para 250 mil quilômetros e 125 mil quilômetros nos dois casos.
Todas as Poer P30 vendidas neste primeiro momento serão importadas da China. Elas foram produzidas com as especificações para o mercado brasileiro porque a fábrica de Iracemápolis, SP, ainda está em fase final de ajustes e só entregará as primeiras unidades no último trimestre de 2025. De acordo com Diego Fernandes, COO da GWM Brasil, a construção da estratégia de vendas levou em conta os volumes para este primeiro momento, mas “ainda não é hora de pensar em participação de mercado, mas de consolidação da marca no universo das picapes.”
A expectativa é de que 80% das vendas sejam feitas para produtores rurais, pequenos frotistas e empresários, de acordo com Fernandes. Há razões para estar otimista, porém: ao contrário de outras marcas com origem na China a GMW prefere dar um passo de cada vez e não divulga sua perspectiva sobre o volume de vendas. Mas está claro que eles não estão aqui para serem coadjuvantes no mercado de picapes.
São Paulo – A fábrica da Stellantis em El Palomar, na Província de Buenos Aires, Argentina, superou a marca de 3 milhões de veículos produzidos desde 1960, quando a unidade foi inaugurada com a fabricação de modelos da Peugeot. Lá também foram produzidos modelos Citroën e Fiat.
São Paulo – A Anfir, que representa as fabricantes nacionais de implementos rodoviários, e a ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, promoverão mais uma rodada de negócios de 16 a 18 de setembro, dessa vez na Argentina, pela primeira vez.
O evento terá a participação de 35 empresas brasileiras que fazem parte do programa MoveBrazil, que visa a promover as exportações da indústria de implementos.
São Paulo – De janeiro a agosto as empresas fabricantes de implementos rodoviários comercializaram 98 mil 198 unidades, ou produtos, o que representa queda de 5,5% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram vendidas 103 mil 920 unidades. Os dados, divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, mostram que o resultado foi puxado pelo segmento de reboques e semirreboques, que retraiu 20,7%, com 47 mil 737 unidades frente às 60 mil 199 do acumulado do ano passado.
O que aliviou o ritmo da queda foi o bom desempenho do ramo de carroceria sobre chassis, que avançou 15,4% no período, 50 mil 461 unidades, contra 43 mil 721 registradas de janeiro a agosto de 2024.
O presidente da Anfir, José Carlos Sprícigo, justificou que a linha pesada é mais afetada por fatores sazonais e macroeconômicos, como o resultado da safra agrícola, nível de atividade da indústria e os negócios relacionados a projetos de infraestrutura: “Qualquer redução no ritmo da atividade se reflete no desempenho do segmento”.
Sprícigo apontou que as primeiras safras do segundo semestre não corresponderam à expectativa das empresas do setor de reboques e semirreboques. Embora tenham apresentado resultado positivo ao agronegócio em volume não o fizeram em valores, por isto não houve efeito positivo no desempenho da indústria. Diante disto o dirigente assinalou que a expectativa é a de que o segmento pesado encerre o ano com variação negativa na comparação com 2024.