São Paulo – A ZF anunciou o marco de 1 milhão de unidades do EPB, eletric parking brake ou freio de estacionamento elétrico, fabricados no Brasil. A nacionalização da linha teve início em 2022 em Limeira, SP, e o volume foi alcançado menos de três anos depois.
A linha de produção de Limeira segue padrões da Indústria 4.0 com processos automatizados e digitalizados, robôs colaborativos e sistemas de rastreabilidade e análise de dados em tempo real. E está integrada à unidade industrial de Engenheiro Coelho, SP, onde são feitos os processos de fundição e usinagem.
A tecnologia automatiza a função do freio de estacionamento, substituindo a tradicional alavanca por um botão, e é reconhecida por elevar os padrões de segurança, conforto e eficiência nos veículos. Seu conceito também contribui para a redução de emissões, alinhando-se às metas ambientais das montadoras.
O EPB da ZF encontra aplicação nos SUV, além de veículos de outros segmentos, como sedãs, hatchbacks e caminhões leves.
São Paulo – Durante sua participação na COP 30, 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Belém, PA, a Toyota apresentará dois protótipos que representam a mobilidade sustentável: uma picape híbrida flex e um modelo movido a biometano. Segundo a empresa eles buscam demonstrar o potencial de combinar eletrificação e biocombustíveis de forma acessível e gerando escala.
A montadora também dispõe de frota de setenta veículos híbridos flex para o transporte das delegações estrangeiras, a fim de oferecer a participantes de outros países a experiência da tecnologia. Cada veículo traz um tablet informativo sobre sustentabilidade e transição energética.
Durante o evento a Toyota participa de painéis e debates, destacando os biocombustíveis como solução realista e imediata à descarbonização da mobilidade.
São Paulo – Em ação promocional de lançamento o Geely EX2, compacto 100% elétrico que será o motor de expansão da marca no mercado brasileiro, será oferecido por R$ 119 mil 990 em sua versão Pro, de entrada. A Max, que agrega ADAS e rodas de liga leve, dentre outros itens, tem preço promocional de R$ 135 mil 100. O alvo da Geely é a também chinesa BYD e seus dois compactos de entrada, Dolphin Mini e Dolphin.
O preço é do primeiro – parte de R$ 118 mil 990 – mas o porte se assemelha mais ao do segundo: são 2 m 650 de entreeixos, 4 m 135 de comprimento e 289 quilômetros de autonomia, pelo PBEV. O modelo BYD tem 2,7 m de entreeixos e 4 m 125 de comprimento, com autonomia de 291 quilômetros pelo Inmetro.
Após a ação promocional, destinada a um “lote generoso”, segundo o Jefferson Antunes, chefe de produto e marca da Geely, os preços sobem para R$ 123,8 mil para a Pro e para R$ 136,8 mil para a Max. Não há prazo definido para esta ação promocional.
De janeiro a outubro a BYD comercializou 12,1 mil Dolphin e 25,7 mil Dolphin Mini. O volume da Geely não deverá ser tão grande de início, porque a rede é formada por 23 concessionárias, enquanto a BYD superou as duzentas. Antunes garantiu, porém, que a empresa está pronta para atender à demanda do mercado.
Na China o EX2 é chamado de Geome Xingyuan e, em um ano, tornou-se o modelo mais vendido no maior mercado do mundo. São mais de 50 mil unidades mensais.
O Dolphin Mini começou a ser montado na fábrica de Camaçari, BA, no mês passado. O EX2 é sério candidato a ter versão local, após o acordo da Geely com a Renault para usar a fábrica de São José dos Pinhais, PR. Ariel Montenegro, presidente da Renault Geely do Brasil, afirmou que o planejamento industrial será anunciado em 17 de novembro, em cerimônia na qual é esperada a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
São Paulo – O Volkswagen Tera foi o automóvel mais vendido em outubro, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave. Com 10,2 mil emplacamentos superou três hatches que estão sempre dentre os primeiros, Fiat Argo, Hyundai HB20 e Volkswagen Polo.
O bom resultado do mês passado, porém, não foi suficiente para alcançar a liderança do segmento de leves. A picape Fiat Strada, modelo mais vendido dos últimos três anos, com 14 mil unidades, mantém o topo.
SUVs se destacaram no mês passado. Hyundai Creta, sexto, Volkswagen T-Cross, oitavo, e Honda HR-V, nono, garantiram ao segmento quatro dentre os dez primeiros. Foram também quatro hatches – além dos três já citados, o Chevrolet Onix ficou em sétimo – e duas picapes, porque mais uma vez a Saveiro apareceu no Top 10.
São Paulo – O Grupo Condumax Incesa, dono das duas empresas, foi aprovado para receber consultoria interna a partir do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, em parceria com o Senai, depois de se inscrever em edital público. Após a aprovação o grupo recebeu crédito de R$ 240 mil para aplicar R$ 120 mil em cada empresa, valor que será usado para custear a consultoria.
Uma equipe kaizen será criada na Condumax e uma na Incesa, com profissionais de diversas áreas, que serão responsáveis por identificar oportunidades de melhorias contínuas em todas as áreas da operação dedicada ao setor automotivo. Com esse projeto a expectativa é de elevar em 20% a eficiência produtiva nos projetos que forem mapeados ao longo do processo.
Quem contou mais sobre esse projeto de consultoria foi o diretor de inovação, Murilo Cervato, durante entrevista ao Agência AD Entrevista. O executivo revelou que o projeto foi aprovado em um momento importante, pois o Grupo Condumax Incesa está em um ciclo de investimento de R$ 150 milhões para ampliar sua capacidade produtiva instalada.
Veja abaixo a entrevista com Murilo Cervato, diretor de inovação do grupo:
Como o grupo Condumax Incesa conseguiu ser selecionado para esse projeto de consultoria dentro do programa Mover?
Esse projeto dentro do programa Mover é uma iniciativa em parceria com o Senai, via Ministério de Ciência e Tecnologia, para alavancar a cadeia de fornecimento da indústria automotiva. Vários editais fomentam estruturalmente projetos de P&D e inovação para empresas nacionais que atuam na cadeia produtiva. Nossa área de inovação monitora os editais: quando são publicados identificamos a oportunidade, se temos sinergia ou não com aquele chamamento público e, quando temos, nos inscrevemos, seja com um projeto novo ou com algum interno que já estava em andamento. Esse é um dos projetos do Mover que já tinha algumas iniciativas internas e submetemos dois, um para Condumax e outro para Incesa, para estruturar equipes Kaizen nas duas empresas, e fomos selecionados.
O foco será na Condumax, fabricante de fios e cabos para o setor automotivo, ou a Incesa também participará?
Incesa e Condumax conseguiram entrar no projeto de consultoria. Somos do Interior de São Paulo, com sede em Olímpia. O grupo é composto por duas indústrias, a Condumax, que fabrica fios e cabos para diversos setores, incluindo o automotivo, que representa 50% do seu faturamento. A segunda indústria é a Incesa, que é diferente da Condumax e desenvolve e produz diversos componentes e conectores usados em segmentos industriais, incluindo o automotivo.
Profissionais do Senai serão responsáveis pela consultoria? Como funcionará esse projeto?
Este edital dentro do programa Mover é um chamamento via Senai. Quando submetemos os projetos os analistas do Ministério de Ciência e Tecnologia avaliam três componentes: primeiro se o projeto está habilitado para concorrer ao edital, depois se ele tem mérito para estar ali e, por fim, a parte documental, que é a mais simples. A primeira etapa, para avaliar se o projeto está alinhado com as estratégias do ministério, é feita pelo Senai, que faz a triagem. Depois é avaliado o mérito e por último a documentação. Depois da aprovação cada empresa do grupo foi contemplada com R$ 120 mil, que entra como crédito junto ao Senai para realização da consultoria, não vem para a nossa conta bancária. No nosso caso, como são dois projetos que buscam implementação de processos de melhoria contínua e de ganhos de produtividade, na Condumax serão alocados dois consultores sêniores e na Incesa três consultores sêniores, todos do Senai. Eles vão formar uma equipe Kaizen em cada empresa, identificando pessoas que têm o perfil desejado, com visão de inovação e de longo prazo. Depois de formadas as equipes elas trabalharão para identificar oportunidades de ganhos operacionais nas linhas produtivas dedicadas ao setor automotivo, que é o foco do programa Mover. Os consultores ficam dois dias na fábrica e um no Senai para compilar tudo que foi identificado pela equipe Kaizen em cada uma das empresas, incluindo cadeia de fornecimento e todas as nossas áreas produtivas.
Quais os ganhos esperados a partir dessa consultoria?
Nosso horizonte é buscar 20% de incremento em eficiência operacional nos processos mapeados, não é para a empresa toda. 20% é o mínimo esperado, e vale para movimentação, fabricação, manutenção e processos ligados a trefilação, extrusão e buncher da Condumax. No caso da fabricação de conectores pela Incesa esperamos ganhos parecidos em processos como injeção e estamparia.
Já existe uma data para começar o projeto? E quanto tempo deve demorar?
O programa tem duração de 600 horas. Começou na primeira quinzena de outubro e vai até maio de 2026, quando esperamos atingir os resultados esperados.
Gostaria que o senhor avaliasse a importância de projetos como esse dentro do Mover, avançando além das montadoras e chegando a outros elos da cadeia de fornecimento?
Esses projetos são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social nacional. Não é segredo para ninguém o assédio que a indústria automotiva nacional sofre de empresas do Exterior, principalmente da China. Então programas como o Mover ajudam a fortalecer a cadeia automotiva brasileira, o que é muito importante por causa dos riscos trazidos pela globalização, com empresas de outros países querendo concorrer com as instaladas aqui. Com os ganhos esperados a partir da consultoria vamos melhorar a eficiência da nossa produção e, com isso, entregar mais valor aos nossos clientes. É uma ótima oportunidade de capacitação.
O Grupo Condumax fornece só para o setor automotivo ou também trabalha com outros setores?
Atendemos a diversos setores como o automotivo, distribuição de energia, agronegócio e construção civil, exportando também para países da América Latina. Temos um plano de expansão para os Estados Unidos, mas esse ainda está em fase de estudos, até porque o tarifaço imposto pelo presidente pode afetá-lo. Ele está mantido, mas será executado em um prazo maior de tempo, como parte do nosso processo de expansão das operações. Estamos investindo R$ 150 milhões para dobrar nossa capacidade produtiva dedicada ao automotivo e expandir a área construída atual em 20 mil m², ao mesmo tempo em que construímos um novo prédio que terá 35 mil m² e deverá ficar pronto em 2027.
O ano para a indústria automotiva não foi fácil, mas para o Grupo Condumax qual a projeção de crescimento em 2025? E no ano que vem, qual a perspectiva?
Crescemos dois dígitos nos últimos anos e projetamos isso para 2025 e para os próximos anos, junto com o avanço da nossa capacidade produtiva.
São Paulo – Saíram das linhas de produção da Stellantis, em outubro, no Brasil, 100 mil veículos, o maior volume mensal em sua história na América do Sul. A companhia mantém fábricas em Betim, MG, Goiana, PE, Porto Real, RJ, e El Palomar e Córdoba, Argentina.
No mês passado foram comercializadas 71 mil unidades das marcas da Stellantis e, de janeiro a outubro, 608 mil, o que corresponde a 29,5% de participação nas vendas do País.
São Paulo – A Fendt iniciou operação de vendas de máquinas agrícolas na Argentina, com a inauguração de três pontos de vendas na região de Buenos Aires. O avanço faz parte do plano de expansão da empresa na América do Sul, que chegou ao Brasil em 2019 e já abriu 39 revendas, além de duas no Paraguai.
Na Argentina a Fendt chega com quase todo o seu portfólio, que inclui tratores, pulverizadores e colheitadeiras. O mercado é visto como estratégico para o crescimento da empresa, uma vez que o agronegócio argentino representa 23% do PIB do país.
São Paulo – A BYD montou 363 Dolphin Mini no primeiro mês de operação da fábrica de Camaçari, BA, inaugurada em outubro. A unidade já abastece concessionárias de diversas regiões do País: na segunda-feira, 3, mais um lote, com 87 unidades, foi enviado à rede.
A empresa também montará unidades do King e do Song Pro na Bahia. O sedã será o próximo a integrar os lotes que chegarão à rede de revendedores BYD.
Após encerrar os três últimos anos com crescimento consecutivo em patamares cada vez mais elevados, superando as projeções do mercado, a economia brasileira segue resistente, deve manter trajetória de crescimento, ainda que em patamar mais comedido. Desta vez economistas preveem que o PIB, outra vez, consiga driblar os juros altos e os efeitos externos, encerrando o ano com taxa de expansão em torno de 2% – pela primeira vez em três anos mais perto das previsões dos economistas.
Dentre os fatores que impulsionam a atividade econômica está a agropecuária, a indústria extrativista e o setor de serviços. Outro aspecto positivo é o baixo desemprego, que recuou para 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor nível da série histórica da PNAD Contínua, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, iniciada em 2012 pelo IBGE.
Mas a previsão é de que a economia, atacada pela taxa de juro extremamente elevada, desacelere neste segundo semestre. Ainda assim o ano deve encerrar com saldo positivo. O IBGE já apontou a desaceleração do PIB no segundo trimestre, período que registrou alta de apenas 0,4%, bem baixo do 1,3% contabilizado de janeiro a março.
Embora o mercado de trabalho e o rendimento das famílias tenham apresentado melhora significativa a taxa Selic em 15%, no maior nível desde julho de 2006, atua como instrumento de retração de consumo, dos investimentos produtivos, dos financiamentos e provoca o aumento do endividamento e da inadimplência.
PROJEÇÕES CONTRAÍDAS
Esta reportagem foi publicada na edição 426 da revista AutoData, de Outubro de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
São Paulo – Pelo segundo mês consecutivo as vendas de caminhões superaram o resultado mensal anterior, desta vez em 9% com relação a setembro, com 10,4 mil unidades. Porém, na comparação com outubro de 2024, foi registrado recuo de 11,6% – à época foram comercializadas 11,8 mil unidades. E, de novo, o respiro não foi suficiente para que, no acumulado do ano, o saldo ficasse positivo: os 92,3 mil emplacamentos ainda estão 8% aquém dos dez meses do ano passado, 100,3 mil unidades. Foi o que apontou balanço divulgado pela Fenabrave na terça-feira, 4.
Na avaliação do presidente da entidade, Arcélio Júnior, os negócios com caminhões estão condicionados a uma dinâmica de investimentos complexa, dada à volatilidade atual em segmentos como agronegócio, construção e indústria: “Os dois últimos meses foram positivos, o que pode amenizar a expectativa de queda este ano”.
Em julho a Fenabrave revisou as perspectivas para as vendas de caminhões em 2025 de crescimento de 4,5%, com 127,6 mil unidades, para queda de 7%, totalizando 113,5 mil veículos emplacados.
Caminho da Escola começa a esgotar pedidos
Foram emplacados em outubro 2,4 mil ônibus, 4,4% acima dos 2,3 mil vendidos em setembro. Embora o resultado tenha ficado 23% abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, 3,1 mil unidades, no acumulado de janeiro a outubro os emplacamentos somaram 23,6 mil veículos, 3,9% acima de igual período de 2024.
Arcélio Júnior afirmou que o segmento vem apresentando redução de crescimento ao longo do ano, o que pode ser justificado, em parte, pelo fato de os pedidos do programa do governo federal Caminho da Escola estarem se esgotando, mesmo que ainda esteja sustentando as vendas de ônibus.
Outro ponto levantado é que tem havido menor investimento por parte de empresas de transporte e turismo, o que igualmente contribui para frear os resultados do segmento, que apresenta dados acumulados abaixo dos estimados para este ano: foi projetada alta de 6%, para 29,3 mil unidades.
“Ainda é possível alcançarmos recuperação gradativa, levando o segmento a uma possível elevação de até 6% neste ano, conforme o esperado.”