Após encerrar os três últimos anos com crescimento consecutivo em patamares cada vez mais elevados, superando as projeções do mercado, a economia brasileira segue resistente, deve manter trajetória de crescimento, ainda que em patamar mais comedido. Desta vez economistas preveem que o PIB, outra vez, consiga driblar os juros altos e os efeitos externos, encerrando o ano com taxa de expansão em torno de 2% – pela primeira vez em três anos mais perto das previsões dos economistas.
Dentre os fatores que impulsionam a atividade econômica está a agropecuária, a indústria extrativista e o setor de serviços. Outro aspecto positivo é o baixo desemprego, que recuou para 5,6% no trimestre encerrado em agosto, repetindo o menor nível da série histórica da PNAD Contínua, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, iniciada em 2012 pelo IBGE.
Mas a previsão é de que a economia, atacada pela taxa de juro extremamente elevada, desacelere neste segundo semestre. Ainda assim o ano deve encerrar com saldo positivo. O IBGE já apontou a desaceleração do PIB no segundo trimestre, período que registrou alta de apenas 0,4%, bem baixo do 1,3% contabilizado de janeiro a março.
Embora o mercado de trabalho e o rendimento das famílias tenham apresentado melhora significativa a taxa Selic em 15%, no maior nível desde julho de 2006, atua como instrumento de retração de consumo, dos investimentos produtivos, dos financiamentos e provoca o aumento do endividamento e da inadimplência.
PROJEÇÕES CONTRAÍDAS
Esta reportagem foi publicada na edição 426 da revista AutoData, de Outubro de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
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