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Lula diz que Brasil precisa ampliar exportações de veículos para América Latina e África

Em encontro com diretores da Stellantis o presidente da República afirmou que este é o passo seguinte, após retomar o nível de 3 milhões de veículos vendidos no País

São Paulo – Em encontro com representantes da diretoria da Stellantis e ministros na quarta-feira, 22, em Brasília, DF, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, após o mercado brasileiro retornar à casa das 3 milhões de unidades, previsão da Anfavea para 2026, o próximo passo será ampliar as exportações de veículos.

“Temos que ampliar a nossa capacidade de exportar para a América Latina e para a África, dois mercados muito importantes e promissores. Temos condições de, como País, ter uma participação mais efetiva e mais numerosa.”

Ao CEO da Stellantis, Antonio Filosa, e ao presidente da companhia para a América do Sul, Herlander Zola, Lula disse que está disposto a trabalhar em conjunto com a indústria: “Precisamos entender as dificuldades e como poder contribuir para ampliar as exportações”.

2 mil novos empregos

A fala de Lula sucedeu a uma apresentação de Filosa, que veio ao Brasil para a comemoração dos 50 anos da Fiat. O CEO global da Stellantis apresentou ao presidente da República um panorama das atividades da companhia, que investe R$ 30 bilhões até 2030.

“Estamos gerando 2 mil novos empregos em 2026. Somada toda a cadeia são 20 mil novos postos de trabalho criados este ano. No ano passado foram 3,7 mil gerados pela Stellantis e outros 35 mil pela cadeia.”

Fotos: Ricardo Stuckert/PR.

Dos 2 mil novos empregos 1,5 mil são em Betim, MG, onde será produzido o Fiat Argo X, e outros quinhentos em Porto Real, RJ, de onde está saindo o Jeep Avenger. Com as contratações foram abertos o terceiro turno na unidade mineira e o segundo turno na fluminense.

Filosa ainda reforçou a localização da produção da Stellantis: “Compramos anualmente mais de R$ 60 bilhões de fornecedores locais. 95% de tudo o que produzimos é localizado: compramos todo o aço, todo o plástico, todos os e produtos químicos que usamos de fornecedores brasileiros. Motores, transmissão, tudo é feito aqui”.

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