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GWM agenda para 15 de agosto o início da operação em Iracemápolis

Plano é produzir mais de 30 mil unidades no Brasil a partir do ano que vem, com três modelos nacionais, dois turnos e duas linhas de produção

São Paulo – Com presença confirmada do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a GWM programou para a sexta-feira, 15, a inauguração da sua fábrica de Iracemápolis, algumas vezes adiada. O primeiro modelo a sair das linhas será o SUV Haval H6. As linhas começam operando em um turno, empregando cerca de quinhentos e trinta trabalhadores.

O H6 será produzido em suas quatro versões: uma híbrida convencional e três híbridas plug-in, com diferentes potências. Todas unem um motor a gasolina com outro elétrico – a opção flex ficou para o ano que vem. Até o fim do ano a programação é abrir um novo turno, agregar mais quinhentos trabalhadores e produzir outros dois modelos, a picape Poer P30 e o H9, com motor 2.4 turbodiesel e transmissão automática de nove marchas.

“A fábrica já está operando na produção de veículos pré-série, dos três modelos”, disse disse Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM. “Na inauguração oficial mostraremos um veículo de série pronto, exatamente como ele será vendido nas concessionárias.”

O lançamento da picape Poer P30 e do SUV H9 está previsto para setembro, com o início das vendas sendo abastecido por unidades importadas. Outra novidade programada é o SUV híbrido plug-in Wey 07, para outubro, e ainda sem previsão de produção local.

Para o ano que vem, quando a fábrica estará operando em dois turnos e com três modelos correndo em duas linhas, a expectativa é somar mais de 30 mil unidades produzidas. De acordo com Bastos o próximo passo será chegar a 50 mil unidades por ano a partir de 2028.

O processo vai além da montagem de veículos, disse o diretor. Na unidade será realizada toda a soldagem da carroceria e a pintura. As peças estampadas chegarão importadas, sem prazo para localização, assim como motor e câmbio. A localização de fornecedores deverá ganhar força no ano que vem: neste início o volume de itens locais será baixo, com quase tudo importado da China.

Bastos disse não ser uma operação CKD ou SKD: a GWM utiliza outro sistema que importa item por item, o que traz ganhos fiscais.

“Para nós é mais lucrativo trazer peça por peça. É mais trabalhoso, mas compensa. Importamos cerca de 3 mil itens para montar o carro. Este ano teremos alguns componentes locais, como pneus, mas a expectativa é avançar no prazo de um ano para 35% o conteúdo comprado localmente para conseguir exportar para países da região.” 

O diretor afirmou que a GWM aguarda a publicação sobre as mudanças nas taxas de importação para modelos CKD e SKD, prevista para os próximos dias, depois da batalha que envolveu montadoras associadas à Anfavea e a BYD, para avaliar possíveis mudanças no sistema de importação.

Segundo Bastos 105 fornecedores nacionais assinaram acordo com a GWM para conhecer os projetos das peças que pretende localizar e, a partir disso, cada empresa decide se terá como atender às demandas para entrar na concorrência.

Vendas e Rede

De janeiro a julho a GWM vendeu 19,2 mil unidades no País, expansão de 21% sobre iguais meses do ano passado, de acordo com Diego Fernandes, COO da empresa. O volume foi puxado, principalmente, pelo Haval H6, mas também teve impulso importante do Ora 03 e do Tank 300.

Até dezembro o portfólio da GWM dobrará de tamanho e, com o objetivo de ganhar mercado no País, uma vez que atualmente sua participação de 1,4%, a montadora também pretende ampliar a sua rede de concessionárias, que sairá de 104 lojas no começo de agosto para 130.

marcopolo - volare

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