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04/08/2016

Máquinas: venda estável.

Por Décio Costa

- 04/08/2016

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias pouco a pouco revelam alguma melhoria. Em julho foram negociadas 4 017 unidades, queda de 1,2% com relação a junho, mas uma pequena alta de 1,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Ao se observar o resultado mês a mês, porém, os volumes de vendas apresentam crescimento. O ano começou registrando vendas de 1,6 mil unidades, passou fevereiro, março e abril no patamar de 2 mil unidades e desde junho ficou estável na casa das 4 mil. Está longe dos resultados de ano anteriores, mas pelo menos mostram uma tendência.

“Agora temos regras claras para o Plano Safra, como também recursos”, revela Ana Helena Correa de Andrade”, vice-presidente da Anfavea durante divulgação dos resultados do setor automotivo na quinta-feira, 4. “Os financiamento estiveram parados no mês de junho e, mesmo assim, o segmento conseguiu se manter no patamar de 4 mil unidades, indicando que podemos ter volumes melhores até o fim do ano.”

Certo, porém, que não serão resultados capazes de reverter a queda do acumulado. De janeiro a julho foram vendidas 21 073 unidades, retração de 26,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A produção do segmento também segue estável, conforme pontual Antônio Megale, presidente da Anfavea, “ajustada às vendas”. Em julho as fabricantes produziram 4 746 unidades, alta de 3,5% sobre junho, mas queda de 7,4% na comparação com julho do ano passado.

No acumulado do ano, o volume de produção alcançou 24 634 unidades, baixa de 30,8% com relação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidas 35 586 máquinas agrícolas e rodoviárias.

Mesmo nas exportações, negócio que tem levado algum alívio a outros segmentos, o resultado apresentado pelas máquinas não nada animador. Em julho embarcaram 755 unidades, quedas de 24,3% em relação a junho e de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

“O quadro das exportações de máquinas é declinante ao longo do tempo”, resume a vice-presidente Ana Helena. “Vale lembrar também que em função da nossa pouca competitividade de tempos atrás, os mercados externo foram ocupados por outros fornecedores. Para retomar esse mercado temos de mostrar outras vantagens. Reconquistar mercado não é uma tarefa que se faz da noite para o dia.”

No acumulado do ano os embarques de máquinas somam 5 146 unidades, queda de 16,2 % na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram enviadas 6 141 unidades.


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