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18/11/2016

Abeifa revê projeção para 2016

Por Redação AutoData

- 18/11/2016

A informação de que a Organização Mundial do Comércio, OMC, condenou o Brasil pela adoção do Inovar-Auto ganhou não só as páginas dos jornais como os corredores do Salão do Automóvel de São Paulo 2016 e deixou um tanto mais animado alguns gabinetes.

A possibilidade de o País ter que rever, no futuro, a política que protegeu veículos nacionais e incentivou a instalação de montadoras e investimentos no País, pode beneficiar, sobretudo, os importadores, que recolhem, desde 2012, 30 pontos adicionais de IPI sobre os produtos trazidos fora da cota, além dos 35% de imposto de importação.

Desde o surgimento do programa governamental as vendas de importados, abatidas também pela forte desvalorização do real no período, encolheram drasticamente. E assim seguem em 2016. Tanto que na quinta-feira, 17, a Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, reviu para baixo sua projeção de vendas para o ano.

“Devemos comercializar este ano 36 mil unidades, contra as 39 mil projetadas inicialmente. Isso indica claramente que precisamos de medidas emergenciais e de impactos”, enfatizou, em nota, José Luiz Gandini, presidente da entidade.

As dezoito associadas da Abeifa venderam somente 2,6 mil veículos importados no mês passado, recuo de 4,2% com relação a setembro, quando foram negociadas acima de 2,7 mil unidades. A comparação com o mesmo mês do ano passado é ainda mais perversa: a queda neste caso chegou a 33,6%.

De janeiro a outubro os importadores negociaram 29,9 mil veículos no mercado interno. O desempenho é 41,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2015, quando foram emplacadas 51,1 mil unidades.

“Volto a insistir que os nossos pleitos pelo fim dos 30 pontos porcentuais no IPI serão mantidos para que possamos recuperar especificamente o setor de veículos importados. Por ora, solicitamos ao menos a liberação das cotas não utilizadas por outras marcas”, afirma Gandini, para quem sem alteração no Inovar-Auto não há condições para manutenção das redes atuais de revendedores.

Com vendas declinantes, a participação dos veículos importados pelas associadas da Abeifa naturalmente recua mês a mês. Em outubro, em particular, ficou 1,7%, abaixo até da média anual de 1,85%.


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