Resultado de um projeto de três anos, a Case Construction Equipment produzir em sua fábrica de Contagem, MG, mais cinco escavadeiras hidráulicas que antes eram oferecidas ao mercado somente como importadas. Para o processo de nacionalização, a empresa investiu R$ 36,5 milhões em linha montagem, projetos de engenharia e desenvolvimento de fornecedores locais.
De acordo Carlos França, gerente de marketing da companhia para a América Latina, “a preocupação durante o projeto era buscar parceiros capazes de entregar o mínimo de conteúdo de local sem diferenças entre os produtos já oferecidos nos mercados dos Estados Unidos e Europa. Conseguimos pelo menos 70% de componentes locais, o que nos habilita às modalidades de financiamentos disponíveis, como o Finame, o Finame Agrícola e o Pronamp.”
Os novos equipamentos nacionais, pertencentes à Série C, atendem necessidades de 13 toneladas a 40 toneladas. “Isso faz com que a Case consiga atender 90% da demanda do mercado de escavadeiras, além de aumentar em mais de 40% a produção local de modelos da marca.”
Segundo Roque Reis, vice-presidente da empresa para a América Latina, o projeto de nacionalização também buscava entregar mais vantagens ao mercado. Além do acesso às linhas de financiamentos já citadas, “os clientes também ficam mais protegidos das oscilações cambiais, com maior disponibilidade de peças e, portanto, mais agilidade nas reparações”, conclui em nota.
A Case já produzia em Contagem doze modelos em cinco linhas de produtos: a escavadeira hidráulica CX220C, as pás-carregadeiras W20E, 621D, 721E e 821E; a retroescavadeira 580N; as motoniveladoras 845B, 865B e 885B; e os tratores de esteiras 1150L, 1650L e 2050M. O restante dos 32 modelos ofertados ao mercado nacional era importado. Com a entrada dos cinco modelos de escavadeiras, o número total de máquinas nacionais subiu de doze para dezessete.
De acordo com a fabricante, os novos modelos da Série C consomem, em média, 14% menos combustível que a versão anterior e oferecem maior durabilidade dos implementos como lança, braço e caçamba. Os equipamentos atendem desde aplicações mais leves às severas aplicações de mineração.
Apesar da retração que vive o mercado de infraestrutura construção civil no País hoje, França aposta em reviravolta para breve, não nas condições a que chegou o mercado de máquinas em 2013, o pico, com 30 mil equipamentos absorvidos pelo mercado. O volume até setembro de 2016 ficou no patamar de 6 mil unidades, “mas há um consenso da estimativa do mercado em pesquisa realizada pela Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração) de que o ano que vem o segmento de máquinas deva ver um crescimento de 10%.”
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