Não se pode afirmar com todas as letras que a acentuada queda nas vendas de veículos novos se deve a uma migração do consumidor pelo veículo seminovo. Mas diante do desempenho do mercado de segunda mão, o movimento parece fazer sentido e responder por boa parcela no recuo do comércio de 0 km.
De acordo com dados da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, em outubro as transferências de seminovos – veículos com até três anos de uso – somaram 398,6 mil unidades, alta 18,2% na comparação com outubro do ano passado, quando a troca de mão chegou a 337,3 mil. No acumulado do ano, o crescimento ainda é mais forte, 22,7%. De janeiro a outubro foram transferidos pouco mais de 4 milhões de seminovos contra 3,2 milhões apurados no mesmo período do ano passado.
O mercado total de usados, no entanto, ainda segue em baixa. Em outubro mudaram de dono pouco mais de 1 milhão de unidades, queda de 8,56% com relação a setembro e de 2,2% ante outubro do ano passado.
No acumulado do ano até outubro as vendas de usados somam 10 milhões de veículos, recuo de 2% na comparação com os mesmos dez primeiros meses de 2015.
De acordo com Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto, 2016 deve apresentar patamar de vendas próximo ao registrado em 2015. “Embora não seja um resultado considerado satisfatório, temos que levar em conta que nosso segmento vem resistindo fortemente à crise que atingiu muito mais fortemente outros setores da cadeia automotiva.”
No que diz respeito somente ao segmento de automóvel ganharam novos donos 673,2 mil unidades, baixa de 7,9% ante setembro e apenas 1% menor em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as trocas de documento somam 6,9 milhões de automóveis, queda de 2,4% em relação às vendas de um ano antes.
Como nas vendas de novos, o segmento de pesados também é o que mais sofre no mercado de usados. As vendas de 26,9 mil unidades em outubro representaram baixas de 7,6 na comparação com setembro e de 6% ante o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, as trocas somaram 280,3 mil unidades, queda de 1,2% em relação ao resultado de um ano antes.
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