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23/11/2016

Malha rodoviária cresce, mas ainda pouco

Por Redação AutoData

- 23/11/2016

Apesar do esforço verificado nos últimos três anos com a construção de aproximadamente 3 mil quilômetros de autoestradas – rodovias duplicadas -, a malha rodoviária brasileira segue muito atrás na comparação com países de dimensões territoriais semelhantes, aponta o estudo “Infraestrutura Rodoviária no Brasil” da consultoria Bain & Company.

Esta é a segunda versão da pesquisa. A comparação com os dados obtidos na primeira, apresentada em 2013, indica que houve evolução, mas ainda assim abaixo do ritmo verificado em outros países. Há três anos a densidade de km² construídos no País era de 1,3 km para cada mil km² de território. Hoje essa relação é de 1,7 km para cada mil km².

A atual densidade ainda é seis vezes menor do que nos Estados Unidos e China, que contam, respectivamente, com 10,6 km – 0,5 km a mais do que há três anos – e 10,9 km para cada mil km² de território. «Apesar de ser um excelente ponto de partida, esse esforço não é suficiente sequer para o Brasil acompanhar os outros países”, afirma Fernando Martins, autor do estudo.

Ainda assim, diz a pesquisa, a perspectivas para o curto prazo são mais animadoras: há pelo menos 1,5 mil quilômetros de vias em obras de duplicação. O estudo considera como rodovias qualquer via pavimenta e como autoestradas as rodovias duplicadas.

Segundo a Bain & Company, o mínimo necessário para um patamar adequado na malha rodoviária é extensão que aumente a densidade do País para 4,2 km por cada mil km² de território. Para chegar lá, porém, a consultoria estima que seriam necessários investimentos de US$ 300 bilhões por um período de doze a 15 anos em projeto que conectaria 22 capitais e cinco fronteiras comerciais por meio da construção de 20 mil quilômetros de rodovias.

“Em grande parte”, afirma Martins, “isso depende das concessões, já que locais com maior PIB per capita e corredores com potencial de pedágio representam mais de 70% da malha proposta. E nas demais regiões,como o Norte, as Parcerias Público-Privadas representariam uma excelente alternativa”.

O estudo avalia que esses investimentos, além da redução dos congestionamentos e segurança viária, assegurariam crescimento econômico, aumento da produtividade, expansão e abertura de novos mercados.

Outro nível – A pesquisa aponta um aspecto curioso: o Estado de São Paulo aparece como uma rara exceção, com malha rodoviária que alcança 23 km para cada mil km² de território. É superior à densidade da Califórnia, por exemplo, de 16 para 1, e até a da França, 21 km por cada mil km² de território.


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