A queda expressiva do volume de vendas de veículos de luxo em 2016, que apresentou redução de 30% com relação ao ano anterior, com 35 mil 852 veículos emplacados, não afeta os planos da BMW para o mercado brasileiro. A empresa, que inaugurou fábrica em Araquari, SC, em outubro de 2014, tem sofrido as consequências da crise econômica. Como disse seu presidente, Hélder Boavida, “a decisão de investir na fábrica brasileira foi feita após análises criteriosas, não está baseada apenas em resultados imediatos e, com relação a isso, não há mudanças em nosso planejamento”.
A companhia investiu cerca de R$ 800 milhões na fábrica de Araquari para produzir 30 mil veículos/ano. A empresa não informou qual foi a produção na fábrica brasileira, mas as vendas registradas em 2016, de 8 mil 690, foram de veículos produzidos na unidade. Este volume representou queda de 15% com relação aos 10 mil 216 registrados em 2015.
No entanto a retração registrada foi menor do que a do mercado automotivo nacional, que caiu 20,2%, de acordo com a Anfavea – de 30% no segmento específico de veículos de luxo.
Disse Boavida que o objetivo é crescer em médio e longo prazos, o que permite passar por períodos de baixa demanda com uma operação estável: “Sejam quais forem as perspectivas econômicas continuaremos a consolidar as marcas do Grupo BMW no Brasil, avaliando os cenários e as oportunidades”.
A unidade já exporta para os mercados do Nafta, Canadá, Estados Unidos e México. O contrato é para enviar 12 mil unidades do BMW X1 até o fim deste ano. Mas, até o momento, segundo Boavida, não há outra negociação de exportação do Brasil em andamento:
“Acabamos de receber pedido adicional para exportar mais 2 mil unidades. além do pedido prévio de 10 mil. A fábrica do Grupo BMW em Manaus também poderia ter boas oportunidades de exportação. Mas isso não está nos nossos planos no curto prazo”.
Em Manaus, AM, a BMW produz motos de alta potência.
Sob a ótica do presidente o pior da crise econômica já passou e 2017 marcará o início da recuperação, que deve ser gradual. Ele estima: “Este ano acreditamos em um crescimento de 4%, conforme a projeção da Anfavea”.
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