IQA mira demandas de tecnologia e eletrificação

Imagem ilustrativa da notícia: IQA mira demandas de tecnologia e eletrificação

São Paulo – Um novo mandato começou na presidência do IQA, o Instituto de Qualidade Automotiva, neste mês, e Ingo Pelikan, no cargo desde 2013, tem em mãos prognósticos a respeito do que poderá direcionar o desenvolvimento e a pesquisa na área da qualidade automotiva até 2021, quando encerra seu atual mandato.

 

Para o executivo, que também exerce função diretiva na gerência de fornecedores na Mercedes-Benz, o instituto certificador de montadoras e fabricantes sistemistas deverá se debruçar nos próximos meses sobre assuntos como tecnologia, mobilidade e conectividade.

 

Não que isso já não tenha acontecido na entidade mantida por Anfavea e Sindipeças, pelo contrário: hoje, mais do que antes, disse o executivo na terça-feira, 22, os veículos produzidos no País, em função do nível de tecnologia que possuem, demandam nas empresas novos processos de qualidade:

 

“O primeiro grande objetivo deste mandato é entender o cenário atual de tecnologia, mobilidade e conectividade, para que possamos criar produtos para atender às demandas das montadoras e sua cadeia de fornecedores. Temos um trabalho forte pela frente em qualidade de produto e de tecnologia”.

 

Segundo Pelikan, ainda há muito o que se discutir a respeito de emissões e etiquetagem de veículos elétricos e indústria 4.0, este, um dos temas que serão abordados na sétima edição do Fórum IQA da Qualidade Automotiva, programado para ocorrer em setembro, em São Paulo, SP.

 

Enquanto a indústria automotiva se empenha em aumentar a quantidade de recursos tecnológicos nos veículos produzidos aqui, o IQA pretende criar uma oferta específica para essas inovações: “Muitas tecnologias e matérias primas ainda são importadas, e com o Rota 2030 é possível um movimento de produção nacional, o que nos leva a criação de novos produtos em certificação e treinamento”.

 

Dentre as metas para o próximo biênio, disse o presidente do instituto, também estão fortalecer o relacionamento da entidade com os parceiros de negócios, expandir a atuação em diferentes regiões do País e estreitar laços com o Inmetro para acompanhar tendências, como as mudanças no atual modelo de certificação de produtos.

 

Foto: Divulgação.