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06/01/2016

Ford festeja 2015

Por Vicente Alessi, filho

- 06/01/2016

Steven Armstrong, o presidente da Ford para a América do Sul, só falou em inglês. Preferiu não incorrer em erro e ser mal interpretado. Mesmo em inglês, contudo, era notória sua alegria na hora do almoço da terça-feira, 1º. de dezembro, reunido com jornalistas para analisar o ano que passa e colocar 2016 em perspectiva. Por que? Porque, diante de um ambiente difícil de negócios, a companhia cresceu 1,3 ponto porcentual em participação em seus negócios no Brasil, chegando a 10,6% do mercado total, e 0,8 ponto porcentual na Argentina. Em caminhões, aqui, o resultado chegou a 18,4% de participação de mercado, quatro pontos acima do mesmo período no ano anterior.

Armstrong recordou que, em janeiro, não se projetava ano tão difícil, “tão dramático” – “Mas nós conseguimos fazer o melhor nas horas difíceis. Ao fim 2015 será um ano excelente para a Ford no Brasil e na América do Sul”.

Ele destacou, obviamente, o acerto da estratégia adotada ao longo do ano para vencer as dificuldades.

Rogelio Golfarb, vice-presidente de relações governamentais, comunicação e estratégia de negócios para a Ford na América do Sul, já antecipara a alegria de Armstrong. Se de um lado considerou desafiador o ambiente de negócios em 2015 e ainda mais desafiador seu planejamento, enfatizou os resultados:

“Tivemos muitos lançamentos este ano, sempre com foco em tecnologia e em inventividade, no conforto e na segurança. Na conectividade. Crescemos no mercado, nossa imagem fortaleceu-se, recebemos prêmios. E, principalmente, crescemos num ambiente difícil, de quedas, quase hostil”.

O que mais festeja a Ford? O lugar de destaque do Ka 1.0 nas vendas, o desempenho do Fusion, o primeiro milhão de unidades produzidas do Ecosport em Camaçari, BA, os quinze anos de Focus e suas mais de 350 mil unidades produzidas, os vinte anos de Fiesta e suas mais de 1,8 milhão de unidades produzidas.

Disse Gui Rodrigues, responsável por vendas, marketing e serviços no Brasil, que a receita adotada pela companhia para chegar a tão bons resultados foi estar atenta àquilo que o cliente quer e precisa, “em estreita ligação com a nossa rede de concessionários e sempre de olho nesse nosso cliente, a cada dia mais exigente”.

2016 e Edge – O presidente Steven Armstrong projetou, para 2016, mercado de 2 milhões a 2,5 milhões de veículos de passeio e de comerciais leves. Para o segmento de caminhões sua projeção foi igualmente conservadora, coisa de 60 mil a 65 mil unidades no ano que vem.

E aproveitou para pré-apresentar o Ford Edge 2016, que estará nas concessionárias ao longo do primeiro semestre do ano que vem – um dos dezesseis lançamentos previstos para o ano.


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