Como o Brasil, a indústria automotiva Argentina amarga quedas sucessivas. Em outubro, a produção de 37,8 mil veículos representou recuo de 11,2% em relação a setembro e de 16,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Os dados são da Adefa, a associação que reúne as fabricantes instaladas no país vizinho. Segundo a entidade, trata-se do 14º mês consecutivo de baixa na produção e resultado direto do desempenho do mercado brasileiro, destino mais de 70% da produção de automóveis da Argentina.
No acumulado do ano até outubro, as linhas argentina somaram produção de 385,7 mil unidades, volume 14,2% menor em relação às 449,7 mil fabricadas de janeiro a outubro de um ano antes.
“As principais variáveis continuam a refletir na resposta de nossa indústria diante da queda da demanda por parte do mercado brasileiro, nosso principal mercado de exportação”, disse em nota Luis Ureta Sáenz Peña, presidente da Adefa. “A queda dos envios para o Brasil é 33,8% menor no acumulado do ano, índice maior do que a queda que registra o total das exportações, de 28,9%. Nesse contexto é necessário continuar trabalhado e promovendo a abertura de novos mercados que permitam nossas fábricas poder substituir a queda do principal sócio comercial.”
As fabricantes de veículos argentinas exportaram em outubro 13,98 mil unidades, queda de 20,9% em relação a setembro e de 25,9% na comparação com outubro de 2015, quando a indústria exportou 18,8 mil unidades.
No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o setor exportou 149,6 mil veículos, 28,9 menor que o registrando no mesmo período do ano passado, quando as remessas acumulavam 210,4 mil unidades.
São as vendas no mercado interno argentino que anotam algum resultado positivo. Em outubro foram negociados 56,3 mil veículos, volume 16,9% menor em relação a setembro e de 9% na comparação com o desempenho de outubro de 2015, quando foram entregues 51,8 mil unidades à rede de concessionárias.
De janeiro a outubro, no entanto, os 587 mil veículos negociados no mercado argentino, representaram alta de 17,2% sobre o mesmo período do ano passado.
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