O desempenho dos licenciamentos de caminhões, em fevereiro, foi o pior desde 1993, com 2 mil 612 unidades. Na comparação bimestral os resultados também retrocederam, ao mesmo ano, com 5 mil 559 unidades. Os dados são da Anfavea. Na comparação com fevereiro de 2016 a queda foi de 32,2% e, na bimestral, a redução foi de 32,8%.
Mesmo assim a entidade mantém a projeção de crescimento no ano, na ordem de 10%. Alguns indicadores fortalecem esta visão, como a diminuição da taxa de juros, inflação próxima ao centro da meta e a safra recorde de grãos, cuja projeção atualizada é de aproximadamente 220 milhões de toneladas. Para Antônio Megale, presidente da Anfavea, “um crescimento mais robusto para este setor virá se houver mais investimentos em infraestrutura. Isso tornará mais viável as vendas de caminhões”.
Na contramão dos resultados das vendas a produção teve alta de 3,4% no bimestre, com 9 mil 796 unidades e queda mensal de apenas 0,1% na comparação com fevereiro de 2016, com 5 mil 314 caminhões produzidos. Apesar disto a ociosidade na capacidade instalada, de 80%, é considerada “trágica” por Megale.
Com relação ao desempenho do setor por segmento, dados da Anfavea mostram que as vendas de caminhões semileves em fevereiro foram 16,9% menores na comparação com o mesmo mês do ano passado e encolheram 24,1% no bimestre. Nesta mesma ordem, em leves, a redução foi de 38,5% e 39,6%. Em semipesados de 41,4% e 34,1% e, no segmento de pesados, que abocanha a maior parte das vendas, a redução foi de 23,6% e 26,1%.
Ônibus – O setor de ônibus fechou o bimestre com redução, expressiva, de 46,2% nas vendas de chassis, com 932 unidades. Somente em fevereiro a queda foi de 38,9%, com 428 veículos vendidos. Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, atribui o baixo desempenho à demora na liberação do programa de renovação da frota de transporte público coletivo urbano, o Refrota 17:
“Esta linha possui taxas de juros atrativas e os empresários querem aderir a ele”.
O Refrota 17 foi criado no ano passado com o objetivo de financiar 10 mil ônibus urbanos. Para isto foram destinados R$ 3 bilhões.
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