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Eleição no Brasil preocupa Mercedes-Benz

A Mercedes-Benz divulgou, durante o Congresso AutoData Persopectivas 2018, sua expectativa de crescimento, de até 20%, para o mercado de caminhões no ano que vem. Mas, para isso, alguns acontecimentos precisam se concretizar, acredita o presidente Philipp Schiemer, e a eleição do ano que vem é um dos principais deles: “As eleições serão um fator importante para o ano que vem. Espero que o processo seja calmo e o candidato eleito para a Presidência da República mantenha a economia na rota atual”.

 

Schiemer destacou alguns pontos que geram preocupação com relação ao processo eleitoral e ao período de transição que se seguirá: “Não podemos cair, novamente, nem no intervencionismo nem no populismo, pois isso seria desastroso para o mercado. Acredito que o ano que vem será um período de transição, com o crescimento sendo mantido”.

 

Se o processo eleitoral for tranquilo, se forem mantidas as quedas das taxas de juros e a da Selic, e se o dólar se mantiver estável a expectativa de crescimento para 2019 é grande: “Se a economia seguir na rota atual e as eleições não forem turbulentas esperamos que 2019 seja muito bom, fortalecendo ainda mais a economia nacional”.

 

Avaliando o crescimento de até 20% para o ano que vem ele destacou o impacto que a maior geração de empregos causará no setor: “A venda de caminhão é diretamente ligada à economia do País. Então esperamos que o desemprego seja reduzido, aumentando os negócios do varejo, que refletirá em mais transporte, movimentando nosso setor”.

 

Atualmente a Mercedes-Benz é líder do mercado de caminhões, com 10 mil 238 unidades vendidas de janeiro a setembro, enquanto o setor todo vendeu 35 mil 364: “Somos líderes mas essa não é uma ambição a qualquer custo. Nossa intenção é ser a primeira marca que surge na cabeça dos transportadores quando eles pensam em caminhões. Se ele fecha ou não a compra dos veículos com a Mercedes-Benz já é outra questão”.

 

Schiemer também falou sobre o impacto que negócios fechados na Fenatran têm para o setor: “Acho que para este ano é tarde demais, pois os estoques estão limitados, sendo necessário esperar pela produção de de dois a três meses, mas podemos ter um aumento de quinhentas a 1 mil unidades vendidas e começar 2018 bem diferente do que foi este ano”.

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