Nova VW Brasil para o mundo

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23/01/2018

O sedã Virtus apresentado na segunda-feira, 22, em São Paulo, representa o segundo passo da nova Volkswagen do Brasil revelando, sobretudo, a importância da operação na América do Sul para a expansão dos negócios não só na região, mas também em outras freguesias. O Virtus é o primeiro sedã global produzido na plataforma MQB feito exclusivamente no Brasil e que será vendido em 32 países: os 29 da região SAM além de países na África, Ásia e Oriente Médio. “Estamos finalizando as negociações para levar esse modelo produzido aqui para outros continentes”, disse Pablo Di Si, presidente da VW no País e na região.

 

Maior exportador da indústria automotiva brasileira, a Volkswagen realmente está direcionando seus esforços para ganhar participação em mercados que em um passado recente não tinham tanta relevância na estratégia da companhia. Além de produtos inéditos, como o Polo e Virtus, dois modelos com design exclusivo para mercados emergentes – desenvolvidos no Brasil –, uma mudança conceitual importante é a forma como as equipes estão debruçadas no crescimento da marca em outros países: “Temos um núcleo reunido em São Bernardo do Campo que estuda e define o portfólio para cada país da região, além de trabalhar outros atributos como o desenvolvimento da marca, a rede de concessionários, a forma como os veículos são vendidos para aquele cliente específico e como será o atendimento pós-venda. Podemos dizer que é um olhar customizado para cada especificidade desses países”, diz Thomas Owsianski, vice-presidente de vendas e marketing para a América do Sul.

 

Em 2017 as exportações da VW deram um salto de 52% com relação ao ano anterior, enquanto toda a indústria cresceu 46,5%, atingindo o maior volume da história, com 762 mil unidades. Di Si acredita que o Virtus pode contribuir para aumentar o volume de 163,3 mil unidades embarcadas no ano passado. “Estou otimista que vamos fechar muitos acordos de exportação este ano oferecendo produtos mais relevantes para os clientes em todo o mundo.”

 

A estratégia de exportação da VW não se resume aos veículos prontos. As outras fábricas da companhia no Brasil também estão capacitadas a fornecer componentes para o resto do mundo. O primeiro caso é a exportação de motores EA211 1.4 TSI produzidos em São Carlos, SP, para equipar Jetta, Golf e Golf Variant feitos no México. Um contrato de 250 mil motores brasileiros que serão exportados até 2020.

 

Di Si também comemora um novo acordo, dessa vez com a Alemanha, para exportar os motores feitos em São Carlos. Ainda em definição de volume de motores e o prazo desse contrato, a exportação para a Alemanha terá início em 2019.

 

Brasil – A expectativa da VW é ambiciosa com o Virtus. “Queremos ser líderes no segmento de sedãs compactos premium”, disse Di Si. Sem oferecer uma pista de qual volume de vendas que está trabalhando o executivo afirma que, considerando as três versões do Virtus, MSI 1.6, Confortline e Highline 200 TSI, a VW possa disputar o mercado a partir dos sedãs de entrada, (o Hyundai HB20 S é um exemplo), até com modelos de outras categorias, como o Toyota Corolla e também o próprio VW Jetta.

Assim, é possível estimar até 3 mil unidades do Virtus negociadas ao mês em um mercado que acredita em incremento das vendas impulsionada pela estabilidade nos fundamentos da economia e na oferta de crédito, ainda tímido, diga-se.  

 

Dessa forma, Di Si abre um enorme sorriso de otimismo quando perguntado sobre o desempenho da sua empresa em 2017. Em janeiro, até o momento, as vendas cresceram 22% e a VW, segundo ele, já está a um ritmo mais acelerado, aumentando em 38% a entrega de seus veículos aos clientes.

 

“No último seminário de AutoData estimei um crescimento do mercado total em 10%. Acho que foi uma projeção conservadora. Mas estava há uma semana no Brasil, tinha acabado de chegar. Passado alguns meses acredito em incremento de até 15% este ano, com a VW crescendo mais que a média do mercado. Com o Polo e agora o Virtus vamos buscar a vice-liderança de vendas em 2018”.