Porque o Virtus pode dominar o mercado de sedãs

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23/01/2018

Não à toa a Volkswagen está otimista como o Virtus, sedã feito na fábrica Anchieta e lançado na segunda-feira, 22, em São Paulo. As vendas começam em fevereiro.

 

O veículo, produzido na versátil plataforma MQB, tem ótimo espaço interno por conta da distância entre-eixos de 2,65 metros – exatamente a medida do Jetta – e um dos maiores porta-malas da categoria, com 521 litros. Mas, talvez, o seu desenho seja um predicado que vai atrair os olhares do cliente, antes de qualquer coisa.

 

Ele é sóbrio, com trabalhos na superfície como o vinco destacado por toda a lateral e a curvatura do teto bem ao gosto dos consumidores de sedãs premium. E uma traseira com personalidade única nos modelos VW.

 

Esse design, criado exclusivamente para o consumidor brasileiro, é assinado pela equipe liderada por José Carlos Pavone, chefe dessa área para América do Sul. Pavone e seu irmão gêmeo, Marco Pavone, são cria da Volkswagen do Brasil e duas autoridades no assunto dentro da empresa. Marco é o chefe de design exterior da VW no mundo.

 

Tudo bem que Pavone, o José Carlos, repetiu a dianteira do Polo no Virtus. O conjunto é que vai entrar na conta do cliente na faixa dos 40 anos, de acordo com estudos da fabricante. Um público até mais jovem pode encontrar no Virtus as virtudes (com perdão do trocadilho) do seu próximo carro novo. À primeira vista, o design realmente aguça a curiosidade para conhecer um pouco mais esse novo veículo.

 

Outro forte argumento é a segurança. No dia do seu lançamento Virtus ganhou cinco estrelas para todos os ocupantes na avaliação da Latin NCAP. Nesse quesito a construção tanto do Polo, quanto agora do Virtus, e todos os equipamentos de segurança ativa e passiva de série evidenciam um novo padrão para os carros fabricados no País.

 

Ele também é o primeiro VW nacional a contar com um manual cognitivo. Usando inteligência artificial da tecnologia IBM Watson esse sistema responde ao usuário questões sobre o veículo, incluindo todas as informações contidas no – provavelmente ultrapassado em alguns anos – manual do proprietário. Para os adictos em tecnologia a boa oferta do pacote de conectividade, também herdado do Polo, e ainda esse manual cognitivo, pode ser um argumento e tanto.

 

São três versões do Virtus que chegam às lojas no início de fevereiro. MSI 1.6 a partir de R$ 60 mil, Confortline 200 TSI de R$ 73, mil 500 e Highline 200 TSI de R$ 80 mil. Com opcionais, como o painel do motorista digital, de TFT, os preços podem aumentar em até R$ 5 mil.

 

O conjunto da obra, como foi ressaltado durante a apresentação de lançamento, pode levar o Virtus ao topo da preferência nacional dentre os sedãs. Motores eficientes e desempenho digno da linhagem VW, uma construção primorosa, espaço, tecnologia e personalidade. Tudo isso levou a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, ao terceiro turno de produção, outro sinal de otimismo da companhia em seus novos produtos.

 

A expectativa é que sejam comercializadas 3 mil unidades do Virtus mensalmente no Brasil. As versões com motorização 200 TSI tendem a ser as mais procuradas pelos consumidores.