Randon volta a ter lucro

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Após acumular prejuízo líquido por dois anos a Randon Implementos e Participações retomou o caminho da lucratividade: no ano passado a companhia de Caxias do Sul, RS, registrou recuperação e encerrou o exercício com importantes índices de crescimento consolidado. Sua receita bruta cresceu 14,6%, para R$ 4,2 bilhões, e a líquida, 11,9%, para R$ 2,9 bilhões. O Ebitda, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 308,2 milhões, margem de 10,5% sobre a receita líquida -- em 2016 somara R$ 142,7 milhões e margem de 5,4%.

 

O lucro líquido alcançou R$ 46,7 milhões, com margem de 1,6%, revertendo prejuízo de R$ 67,2 milhões e margem negativa de 2,6% em 2016. Em 2015 o prejuízo foi de R$ 24,6 milhões.

 

De acordo com a diretoria do grupo o desempenho é resultado da combinação do novo cenário positivo com ações internas realizadas desde o início da crise, envolvendo melhorias de processos, controle de despesas e investimentos, lançamento de produtos, fortalecimento dos canais de venda e redução de custos fixos. Embora distante dos números consolidados em anos anteriores à crise a empresa entende que o lucro de 2017 traz a confiança de que as decisões tomadas e as mudanças feitas estão dando resultados, e que tendem a ser ampliadas nos próximos exercícios.Diretor presidente da Empresas Randon,  David Randon observou que “há esperança, mesmo que cautelosa, de que o País volte a crescer após quase três anos praticamente estagnado”.

 

Para 2018 o grupo estima receita bruta de R$ 5 bilhões e líquida de R$ 3,6 bilhões, altas de 19% e 24%, respectivamente, sobre o consolidado no ano passado. As receitas externas, soma das exportações e das operações no Exterior, devem totalizar US$ 300 milhões, crescimento de 25%. São projetados US$ 51 milhões de importações e R$ 140 milhões em investimentos.

 

Incremento doméstico - O mercado interno foi o principal responsável pela elevação da receita da Randon em 2017. Valor superior a R$ 3,7 bilhões brutos ficou 18% acima do registrado no ano anterior, pouco mais de R$ 3,1 bilhões. A receita externa, soma das exportações e dos valores gerados pelas operações em outros países, foi de R$ 493,8 milhões, queda de 6%. Quando considerada em dólar a receita externa total de US$ 239,7 milhões representou elevação de 6,8%.

 

Em 2017 a divisão montadoras representou 43,4% do total da receita líquida, equivalente a R$ 1,3 bilhão, sendo 77,7% na conta de semirreboques, 18,2% na de vagões e 4,2% na de veículos especiais. A participação caiu 1 ponto na composição da receita em comparação a 2016.

 

A divisão autopeças respondeu por 51,5% da receita líquida, 1,5 ponto porcentual de alta, somando R$ 1,5 bilhão. A divisão é composta pelas empresas Castertech, Suspensys WE, Fras-le, Jost, Master e Suspensys, filial da Randon Implementos e Participações.

 

A divisão serviços financeiros teve leve recuo, de 0,4 ponto porcentual, na participação da composição da receita líquida. A receita líquida foi de R$ 149,3 milhões, evolução de 3,4%. A divisão é composta por Randon Consórcios e Randon Investimentos, Banco Randon.

 

Foto: Divulgação.