Vendas de seminovos caem 50% de jan a abr

Imagem ilustrativa da notícia: Vendas de seminovos caem 50% de jan a abr

Com a retomada do mercado de automóveis 0KM as vendas de seminovos com até três anos de uso, que estiveram em alta durante a crise, cairam 49,6% nos primeiros quatro meses do ano, 888 mil 538 unidades, contra 1 milhão 762 mil 272 no mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, na terça-feira, 15.

 

De acordo com a entidade essa queda é uma normalização do mercado, pois durante a crise os automóveis com até três anos de uso se tornaram opção muito procurada pelos consumidores, pelos preços mais acessíveis, por serem modelos ainda valorizados no mercado e pela possibilidade de comprar um veículo mais equipado seminovo do que um novo com menos itens de série pelo mesmo valor.

 

Agora, com a maior oferta de crédito pelos bancos e a possibilidade de financiamento em até sessenta meses, que já é oferecida por algumas empresas fabricantes, os consumidores voltaram a comprar carros novos, abandonando o segmento de seminovos.

 

Ainda existe uma grande parcela de consumidores que quer comprar um automóvel, mas que não consegue assumir o custo de um 0KM ou seminovo -- com isso esse contingente mira os usados jovens, de 4 a 8 anos de uso, e para os de 9 a 12 anos, considerados usados maduros pela entidade.

 

Os usados jovens registraram alta de 36,9% no quadrimestre, com 1 milhão 799 mil 346 emplacamentos com relação ao mesmo período do ano passado. As vendas de usados de 9 a 12 anos de uso cresceram 79%, chegando a 794 mil 285 unidades na mesma base de comparação.

 

Mesmo com a retomada do mercado de veículos novos, as vendas dos usados no quadrimestre chegaram a 4 milhões 464 mil 773 unidades, contra 4 milhões 248 mil 473 no mesmo período do ano passado, expansão de 5,1%. Para o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, se essa evolução de vendas continuar ao longo do ano será possível atingir alta positiva semelhante à do ano passado, 6,2%.

 

Fotos: Divulgação.