M-B mantém frota própria para divulgar tecnologias

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São Paulo – Diferente de consumidores de automóveis ou smartphones - ávidos por modelos de última tecnologia que trazem, muitas vezes, recursos sequer utilizados - os operadores de frotas de ônibus optam por compras racionais. Embora nos últimos anos as fabricantes de chassis passassem a oferecer diversas novidades para ampliar a segurança e a redução no consumo do diesel, por exemplo, a curva de aceitação ainda é pequena. É preciso ver para crer.

 

Ciente deste desafio a Mercedes-Benz ampliou a sua frota própria. Sim, a empresa opera em parceria com clientes uma frota própria composta atualmente por 21 ônibus – todos com chassi M-B, naturalmente –, espalhados por diversas regiões do País. Uma equipe acompanha de perto a sua utilização nas rotas definidas pelo operador, para mostrar, na prática, que as tecnologias ajudam a economizar.

 

Apresentada no ano passado a tecnologia Fuel Efficiency garante a operadores de ônibus rodoviários uma redução de 5% até 8% no consumo de combustível, segundo Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da empresa. Onze modelos M-B, de diversas configurações, rodam em comodato nas operações do clientes para que eles confiram na ponta do lápis o cumprimento da promessa de economia.

 

“O cliente roda como se o ônibus fosse dele, em contratos que variam de trinta a sessenta dias. A Mercedes-Benz fica responsável pela manutenção e o operador pelo combustível”, contou Barbosa. “Não adianta lançar novas tecnologias sem mostrar, na prática, como elas funcionam.”

 

Além dos onze rodoviários, oito ônibus urbanos e dois de fretamento estão à disposição de operadores. O investimento da companhia nessa iniciativa é de R$ 12 milhões no triênio 2018-2020. Só para clientes de rodoviários deverão ser feitas oitenta experimentações – que, no ano passado, renderam 205 unidades comercializadas a clientes de todos os segmentos.

 

Novidade na linha. Atendendo a pedidos de clientes a Mercedes-Benz começou a oferecer o pacote com freios EBS e controle de estabilidade ESP no chassi O 500 rodoviário com freio a tambor. Antes poderiam ser incorporadas apenas a modelos com freios a disco.

 

“Dependendo da rota e da região o cliente prefere operar com o freio a tambor. E esse cliente passou a pedir mais tecnologias no chassi. Começamos com o EBS e o ESP, mas, em breve, teremos mais novidades para os modelos com freio a tambor.”

 

Fábrica. Após ficar parada durante toda a segunda-feira, 11, em decorrência das fortes chuvas que castigaram a região, a fábrica de São Bernardo do Campo retomou a produção normal na terça-feira, 12. A companhia não estimou quantos caminhões e chassis deixaram de ser produzidos com a paralisação.

 

Foto: Divulgação.